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O BONSAI NA BOLÍVIA
Fui descobrir
que é possível a Arte Bonsai a 4000 metros a convite do Club
de Bonsai Bolívia na cidade de La Paz. Uma comunidade Bonsaísta
pequena mas muito unida e empreendedora que informou que o Dr Jorge Rojas
Tardio, 80 anos, cardiologista em Cochabamba, foi o primeiro boliviano
a se encantar pela Arte Bonsai e foi professor do Dr Oscar Carrasco (Veja
fotos do Oscar
), Vice-Presidente do Club, nos idos de 1980. A partir deles, o envolvimento
foi tomando conta de alguns e iniciou-se a formação de um
grupo que resultou, finalmente, no ano de 1998 na efetivação
do Club. Fiz um convite formal para que a comunidade Bonsaísta boliviana
se junte a FELAB - Federação Latino Americana de Bonsai o
que foi aceito por toda a Diretoria e confirmado pelo seu Presidente Juan
Carlo Ayoroa.
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AS ÁRVORES NATIVAS
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Difícil
não observar que em todo altiplano andino não se vejam árvores.
Anda-se 100 Km e pode-se contar nos dedos as árvores do caminho.
Somente nas bases das montanhas, ao longe, observa-se a presença
de algumas espécies que nos parecem pinheiros. A Bolívia
tem uma variedade muito grande de acidentes geográficos como montanhas
de grande porte e regiões tropicais ao Norte com variedades de toda
a flora amazônica porém, algumas espécies sentem dificuldades
de desenvolvimento na altitude elevada de La Paz. As árvores comuns
encontradas naquelas alturas e muito bonitas foram:
Keñua
- "Polelypis incana" - Esta árvore é particularmente
bonita, a casca do tronco é como se fosse uma pele que vai se soltando
em camadas com uma cor bronzeada dando um aspecto magnífico e imponente.
Espero que receba as sementes prometidas para um teste em nossa região
de clima tão diferente.
Kishuara -
"Budlea incana"
Trola del
Altiplano - "Bacharis microphylla"
Tava - "Calbillea
sp"
Romero - "Rosmarinus
officinalis"
Cantuta boliviana
- "Cantua bicolor" - Este arbusto, do qual não vi nenhum
trabalho aplicado para a Arte Bonsai, foi quem deu origem as cores da Bandeira
Boliviana. O que me parece interessante é que as cores da Bandeira
Boliviana são três, as cores da Cantuta, também são
três mas, o nome botânica diz: "Cantua bicolor"
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TURISMO
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La Paz, está
situada aproximadamente a 4.000 mts de altitude e esconde séculos
de mistérios no vale de Choqueyapu do altiplano andino. Protegida
pelo Illimani com
seus 6.462 mts coberto por um manto branco durante todo o ano, é
uma visão inesquecível. Incrustrada nas cordilheiras
andinas, La Paz é uma das cidades mais altas do Mundo.
Em 20 de Outubro
de 1548 Alonso de Mendoza, cumprindo ordem de Pedro de La Gasca, pacificador
do Perú, lançou a pedra fundamental do que se chamou inicialmente
de "Nuestra Señora de La Paz".
Não
consegui conhecer todos os encantos de tão encantadora cidade mas
me encantei com tudo que vi.
A atenção
e carinho que recebi de todos os amigos do Club de Bonsai Bolivia foram
além da minha expectativa e mostraram, acima de tudo, a fraternidade
deste povo. Fui levado pelo Dr David Merida, Diretor do Club, às
ruínas de TIAHUANACU,
história Inca de mais de 3000 anos. Impressionantes blocos
de granito alinhados com conhecimentos de engenharia e, pelo posicionamento,
com profundo conhecimento de astronomia. Fica a impressão de que
já fomos, a milhares de anos, evoluídos e que, por alguma
razão não explicada, tivemos que recomeçar. Em seguida
fomos até o Lago Titicaca,
um Mar a 4000 metros com suas balsas de "totora", são barcos feitos
com uma espécie de caniço, a totora, que nasce no lago. Difícil
explicar um lago no céu. É a sensação que se
tem. Por todo o trajeto desde La Paz, onde deixamos o Illimani, a Cordilheira
dos Andes vai nos seguindo com seus enormes picos nevados.
É impossível
não reparar as "cholas", são como uma espécie de classe
social conforme informação do amigo, Oscar Carrasco,
são mulheres que se dedicam a trabalhar e vestem-se de maneira idêntica
usando um pequeno sombrero, complemento bem típico do local, e encontradas
por todos os lugares onde vamos.
Ir a Bolívia
e não comer uma "salteña" acompanhado de uma "paceña",
é como se não tivéssemos ido, então fiz jus
a visita e fui experimentar a "salteña" que é um salgado
de carne ou frango, com legumes picados e bem temperado além de
um molho que é uma espécie de gelatina que, quando quente,
fica líquida e pode ser tomado ou comido com uma pequena colher.
A "paceña" é a melhor cerveja boliviana. Realmente, os dois
juntos fazem um par para qualquer paladar. Veja fotos e o mapa da Bolívia.
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O CURSO
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Agradecimento
especial pelos brindes oferecidos pelos amigos e que tanto sucesso fizeram
entre os participantes do Curso:
Paulo Roberto
Houch da "O UNIVERSO DO BONSAI"
Pelas revistas
Marcos de
Paschoa da "CERÂMICA PETRÓPOLIS"
Pelos vasos
e toros
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OBRIGADO
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Quase 80 (oitenta)
pessoas participaram do Curso, tendo algumas percorrido até 800
Km vindo de várias regiões da Bolívia como Cochabamba
e Santa Cruz de La Sierra. Foram 2 (dois) dias de trabalho onde, como sempre,
tive a oportunidade aprender um pouco mais. Veja uma planta que foi trabalhada
pelos alunos de um dos Curso Veja
aqui um dos trabalhos
Ao final, fui surpreendido com a entrega de uma placa pelo primeiro Curso
Internacional da Bolívia .
Bastante difundido
pela Diretoria do Club de Bonsai Bolívia haviam cartazes
nas Faculdades, Universidades, Shopings e outros locais. Participei de
2 (dois) programas nacionais de televisão onde pude falar um pouco
sobre esta Arte maravilhosa. Vários jornais fizeram chamadas para
o Curso.
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Momento em que recebi uma placa do
CLUB DE BONSAI BOLIVIA, pelo primeiro Curso Internacional ministrado na
Bolívia, das mãos do seu Presidente Juan Carlos Ayoroa
e do Vice Oscar Carrasco. |