CHU30/09/2008 03:03
trabalho em um acer
por favor, deixem sua opinião desse trabalho
entrem no link e vejam todo o trabalho em um acer
www.chubonsai.blogspot.com
Alcides Junior30/09/2008 08:15
Chu, belo trabalho, mas gostaria que explicasse um pouco melhor esta técnica para matar o tronco, o que passou no lugar do corte?
CHU30/09/2008 10:56
passei pasta cicatrizante, na verdade ninguem me ensinou nada a esse respeito, a ideia foi matar o tronco e não mexer mais na árvore para que ela se recupere, pretendo trabalhar o tronco morto só o ano que vem.
vc acha que esse procedimento vai atingir meu objetivo?
o que vc acha de trabalhar jim no acer?
Elio30/09/2008 16:35
Olá Chu!
Primeiro digo que vc tem um bom material e um bom projeto!
O tronco da direita é o caminho.
Quanto à matar o tronco da esquerda, vejo como alternativa se fosse o caso de usá-lo como Jin, futuramente. Porém, a espécie não enseja uso de Jin, que é mais reservado para coníferas, em especial os Juníperos.
Assim, eu simplesmente faria a poda.
Abraço
CHU01/10/2008 15:00
Valeu pela dica, tinha duvidas sobre o uso de jim no acer, e a técnica tabajara para matar o tronco acho que não funcionou, está brotando logo acima.
agora não vou retirar o tronco grosso porque não quero maltratar muito a árvore, quando ela estiver mais recuperada eu tiro o tronco, até lá te digo se ela brotou mais acima do corte radial.
Até.
CHU
Antonio Castro03/10/2008 20:25
Olá Chu
Segundo refere pretende sacrificar o ramo a partir daquela incisão, mas para tal seria conveniente não aplicar pasta cicatrizante....uma das funções da mesma, é evitar desidratações afim de não acontecer precisamente aquilo que objectiva, como tal está a proteger o corte e ajudar o bonsai a cicatrizar...coisa que na verdade acredito que não lhe deva ser dificil de conseguir.
Esse tipo de corte (anel malpighi) para um alporque é costume recomendarem que seja + ou - o dobro da espessura do tronco,...no caso dos aceres, pela respostas dos meus, hoje acho preferivel faze-lo um pouco maiores, a facilidade que eles têm em redireccionar o fluxo de seivas e cicatrizar (dai marcarem tão facilmente com os arames) fizeram com que mesmo utilizando a medida aconselhada, fechassem o anel sem dificuldades de maior 😉...
E a julgar pela foto, o anel parece-me que está muito estreito em relação á grossura do ramo.
O facto de estar a brotar acima, não quer dizer que o processo em curso tenha falhado, isso quer dizer que o tronco acima daquele corte continua a ser nutrido com "seiva bruta", o que está interrompido pelo mesmo, é o percurso da "seiva elaborada", que no seu caso por ser muito acima e existirem ramos mais abaixo não se coloca em causa a integridade do exemplar...
Quanto aos Jins, creio que muitas vezes existe alguma confusão que talvez fosse bom desmistificar...pelo menos da forma como eu sempre o entendi.
Quando se refere que este tipo de arvore não é muito adequado para a execução desta técnica, não é porque não os possa ter, ou que na natureza não existam exemplos desse tipo, existem certamente, com uros sharis e tudo...
Não é, é uma coisa banal encontrar-se como acontece no caso das coniferas.
As pessoas ao lerem que tal não deve ser feito em arvores como estas, ( Aceres; Faias; etc.), regra geral associam de imediato como uma tentativa de obstáculo á sua criatividade, e que se uns têm direito de fazer nas deles os outros também terão...quando na verdade, quando o dizem na maioria dos casos, o que se pretende dizer é que em termos de morfologia tratam-se de madeiras com caracteristicas muito diferentes e sendo estas ultimas madeiras macias ( frondosas de poros dispersos), o tempo de vida dos mesmos será muto curto, ainda que bem tratados ( uma dezena de anos em bonsai pode-se considerar "curto"😉, a madeira macia tem tendência a apodrecer com relativa facilidade, segundo um artigo que li, o Acer na natureza tem um resistência á decomposição de aprox. 8 anos...
Com as aplicações de liquido Jin, faz com que durem bem mais, mas também de igual modo pela sua natureza confinada e dependência humana, eles estão mais sujeitos a apodrecimentos que as suas congéneres na natureza...
Por isso fazer ou não fazer, em ultima instância caberá sempre ao bonsaista decidir, se lhe transmitir algo porque não? 😉.
Boa sorte.
Cptos.
Castro
CHU05/10/2008 02:51
Muito Obrigado pelas dicas Antônio, fico feliz de poder contar com explicações esclarecedoras como as suas, estive examinando algumas postagens suas em outros trabalhos e vc me ensinou mais do que vc pode imaginar, vou seguir um conselho seu que li em outra postagem e vou deixar o tempo me dizer o caminho a seguir nesse trabalho.
Gostaria de saber se vc tem alguns trabalhos expostos na web para que eu possa aprender mais.
Valeu...
Antonio Castro05/10/2008 16:17
CHU escreveu:
...Gostaria de saber se vc tem alguns trabalhos expostos na web para que eu possa aprender mais.
Valeu...
Olá Chu
Eu sou um mero praticante (aprendiz, diga-se 😉 ) com pouco mais de 4 anos de Bonsai 😄 , como
tenho uma apetência pelo inicio do trajecto ( Sementes & estacas ) ainda não tenho nada digno de relevo (a não ser para mim, claro 😉 ) ou quaisquer trabalhos de fundo....o que também seria algo dificil dada a minha preferência pelos shohin 😎.
Gosto de "zerar" as coisas e refazer quando algo não está bem; se encontra demasiado padronizado, ou óbvia, onde pouco mais haverá a acrescentar.
Por isso, tudo o que se faça nesse sentido leva "
tempo" a dar os seus frutos, mas isso, também não me preocupa...porque é precisamente, onde acredito residir o lado bom da arte.
Cptos.
Castro