Bonsergio, o que eu gosto particularmente nessa espécie é sua resistência a trabalho de madeira morta, seja na forma de shari ou sabamiki. Tenho uma, obtida via yamadori numa fazenda, que cultivo há uns seis anos. Estava formando sua estruturação de uma maneira e o bonsaista/forista lusitano Antonio Castro sugeriu uma modificação, para melhor, que acatei e a qual estou procurando formar desde então. Veja:
Eu a retirei desse vaso do Izumi e replantei em um vaso chinês maior e mais profundo, para um treinamento melhor.
Considerando essa caracteristica ideal, veja o exemplar que o bonsaista lusitano Rodrigo Sousa vem trabalhando. Excelente exemplo de como explorar bem a madeira morta da romanzeira:
http://kintall.blogspot.com/2009/12/punica-granatum-principio-de-um-projeto.html
Além da planta que mostro, tenho outras quatro, adquiridas no viveiro Kadan, em Atibaia/SP. Elas são de uma variedade muito apreciada pelos japoneses, punica granatum nejikan. Nejikan, refere-se ao tronco: ele cresce retorcendo-se, como um parafuso de rosca soberba. É interessante justamente por isso, e os bonsai formados a partir dessa variedade são excepcionais:
Os japoneses conhecem a punica granatum por zakurô (ザクロ ou ざくろ😉 e os italianos por Melograno.
http://userdisk.webry.biglobe.ne.jp/014/309/87/N000/000/002/123820454071216117932_CIMG7250.JPG
O link acima remete a uma imagem grande, por isso não a postei aqui. Trata-se justamente da variedade que descrevi, a Nejikan. 😄
Acho que o melhor trabalho que vc poderá fazer com sua planta será o de madeira morta, com a maioria dos troncos, selecionando apenas um com que formar a estruturação aerea. Isso irá agregar maior beleza e técnica para seu futuro bonsai. 😄