Eugenia tronco bifurcado - penjing em colina
Ola pessoal, vou apresentar agora uma seqüência de uma eugenia com tronco bifurcado, com 20 centímetros de altura. Vou colocar a seqüência de trás para frente para no futuro poder postar as atualizações aqui mesmo no topo desta primeira mensagem do tópico. Assim não se perde a seqüência e se pode acompanhar melhor o desenvolvimento.
Ficou no limite da proporção aceitável para um bonsai, 1/12, isto é, uma largura do tronco para 12 de altura. A maioria hoje em dia prefere troncos mais grossos, que tem espírito de uma árvore mais frondosa e antiga. Esta ficou portanto, com o clima de uma jovem árvore. Mas gostei de trabalhar e vale mostrar, pois se trata de resultado direto, sem muita espera para formação.
Nossas eugenias têm essa vantagem – tendo visão de estilo para aproveitar o que ela já tem e oferece, e com sorte, se consegue logo um resultado. E tem de ser assim mesmo, pois se for preciso esperar a formação de ramos e raízes vai se ter de esperar por anos e anos. A eugenias são muito demoradas neste aspecto. Parece que gastam toda a energia na formação das folhagens, estas sim contendo um ritmo acelerado de crescimento.
Atualmente ela está assim:

Falta claro desenhar com mais apuro as copas o que é relativamente fácil nas eugenias. Daqui uns anos vou também tentar uma técnica que vi numa bonsai passion, de inserir estavas na base do tronco para abrir um pouco mais o nebari. De todo modo da já para sentir o destino.
Agora algumas vistas


e o detalhe do suiban, feito de cimento em fôrma perdida de saibro comum.
Como citado a sorte é fundamental nas eugenias, e isso diz respeito as raízes. Em outra árvore, após desenvolver belo trabalho na copa, tive a ingrata surpresa de encontrar um pivô central muito profundo para se poder utilizar em vasos rasos de bonsai. Por anos tentei diversas técnicas para estimular um crescimento de raízes num ponto mais próximo do nebari, sem sucesso. Assim fiquei muito feliz quando nesta encontrei um pivô central algo profundo mas com poucas raízes. A maioria das raízes capilares, que são as importantes, estavam próximas da superfície. Não tive dúvida. Cortei, no local onde aparece meu dedo.

Não se encontra quase material informando sobre esta espécie de modo que vale acrescentar um comentário de minha experiência com elas. A maioria que se obtém em hortos se encontra plantada em terra bem barrenta. Sempre tive certo pudor de eliminar completamente esta terra. Neste caso por exemplo, aproveitei um terço da terra que veio com ela, bem barrenta, e acrescentei dois terços de areia para melhorar a drenagem e respiração das raízes. Isso tem dado certo e após reenvasar nunca nenhuma de minhas eugenias sentiu absolutamente nada, nem uma folhinha sequer foi perdida.
Na fase anterior, foto abaixo, ainda estava no vaso de plástico preto do horto.

Meio por visão e meio por sorte havia encontrado alguma coisa no sentido de um tronco duplo. O projeto imaginado no photoshop, feito meio simultaneamente ao modelar da forma, foi este que se segue.

Antes disso ela estava realmente toda desengonçada. (foto abaixo)

Havia um ramo interessante a esquerda (com linhas violetas) bem na horizontal , mas que quebrava a harmonia da planta. Foi portanto retirado. Outro corte feito foi na linha vermelha. Este com muito receio de dar tudo errado pois era o tronco principal no topo do qual pensei a principio em obter o ápice da planta. Mas a conicidade não estava muito boa e me incomodava a divisão do tronco em quatro. Ao retirá-lo depois de muito imaginar o resultado, fiquei com dois principais e um de profundidade, que me pareceu bem agradável e belo para ser exposto (o tronco grosso o escondia na visão frontal) Os cortes terão no futuro de ser melhor trabalhados também, mas o fato é que isso amarrou a idéia plástica da árvore.
Espero que tenham gostado desta primeira intervenção tão direta. Se algum mérito tem o trabalho é justamente este. Agora é o cultivo e o tempo que vão amadurecer a idéia.
Ficou no limite da proporção aceitável para um bonsai, 1/12, isto é, uma largura do tronco para 12 de altura. A maioria hoje em dia prefere troncos mais grossos, que tem espírito de uma árvore mais frondosa e antiga. Esta ficou portanto, com o clima de uma jovem árvore. Mas gostei de trabalhar e vale mostrar, pois se trata de resultado direto, sem muita espera para formação.
Nossas eugenias têm essa vantagem – tendo visão de estilo para aproveitar o que ela já tem e oferece, e com sorte, se consegue logo um resultado. E tem de ser assim mesmo, pois se for preciso esperar a formação de ramos e raízes vai se ter de esperar por anos e anos. A eugenias são muito demoradas neste aspecto. Parece que gastam toda a energia na formação das folhagens, estas sim contendo um ritmo acelerado de crescimento.
Atualmente ela está assim:

Falta claro desenhar com mais apuro as copas o que é relativamente fácil nas eugenias. Daqui uns anos vou também tentar uma técnica que vi numa bonsai passion, de inserir estavas na base do tronco para abrir um pouco mais o nebari. De todo modo da já para sentir o destino.
Agora algumas vistas


e o detalhe do suiban, feito de cimento em fôrma perdida de saibro comum.
Como citado a sorte é fundamental nas eugenias, e isso diz respeito as raízes. Em outra árvore, após desenvolver belo trabalho na copa, tive a ingrata surpresa de encontrar um pivô central muito profundo para se poder utilizar em vasos rasos de bonsai. Por anos tentei diversas técnicas para estimular um crescimento de raízes num ponto mais próximo do nebari, sem sucesso. Assim fiquei muito feliz quando nesta encontrei um pivô central algo profundo mas com poucas raízes. A maioria das raízes capilares, que são as importantes, estavam próximas da superfície. Não tive dúvida. Cortei, no local onde aparece meu dedo.

Não se encontra quase material informando sobre esta espécie de modo que vale acrescentar um comentário de minha experiência com elas. A maioria que se obtém em hortos se encontra plantada em terra bem barrenta. Sempre tive certo pudor de eliminar completamente esta terra. Neste caso por exemplo, aproveitei um terço da terra que veio com ela, bem barrenta, e acrescentei dois terços de areia para melhorar a drenagem e respiração das raízes. Isso tem dado certo e após reenvasar nunca nenhuma de minhas eugenias sentiu absolutamente nada, nem uma folhinha sequer foi perdida.
Na fase anterior, foto abaixo, ainda estava no vaso de plástico preto do horto.

Meio por visão e meio por sorte havia encontrado alguma coisa no sentido de um tronco duplo. O projeto imaginado no photoshop, feito meio simultaneamente ao modelar da forma, foi este que se segue.

Antes disso ela estava realmente toda desengonçada. (foto abaixo)

Havia um ramo interessante a esquerda (com linhas violetas) bem na horizontal , mas que quebrava a harmonia da planta. Foi portanto retirado. Outro corte feito foi na linha vermelha. Este com muito receio de dar tudo errado pois era o tronco principal no topo do qual pensei a principio em obter o ápice da planta. Mas a conicidade não estava muito boa e me incomodava a divisão do tronco em quatro. Ao retirá-lo depois de muito imaginar o resultado, fiquei com dois principais e um de profundidade, que me pareceu bem agradável e belo para ser exposto (o tronco grosso o escondia na visão frontal) Os cortes terão no futuro de ser melhor trabalhados também, mas o fato é que isso amarrou a idéia plástica da árvore.
Espero que tenham gostado desta primeira intervenção tão direta. Se algum mérito tem o trabalho é justamente este. Agora é o cultivo e o tempo que vão amadurecer a idéia.


