Illex22/09/2005 09:37
Identificação de Especie...
Olá Pessoal,
Comprei mudas aqui onde eles falam na floricultura em cedrinhos, mas me parece muito com cryptomeria ou algum tipo de junipero, mas os entrenós estao muito curtinhos por isso a duvida em ser cryptomeria. Gostaria da ajuda de voces. Obrigado. T+ amigos.
Parte de Cima
Detalhe das Agulhas
Mão
Planta Inteira
Espero que me ajudem amigos. Desculpem a ma qualdiade das fotos, é por causa da WebCam. T+ pessoal.
Abraços:
Illex
Mário A G Leal11/10/2005 17:36
A pergunta do Illex ficou sem resposta. Será que alguém identifica?
Lúcio Manoel Picanço11/10/2005 18:30
Mário,
As fotos de fato não estão muito nitidas, mas ela é bem parecida com o alecrim, o que vocês acham?
Um forte abraço
Lúcio
Mário A G Leal11/10/2005 19:18
Lúcio, o alecrim tem um cheiro bastante forte. Não é isto?
Illex11/10/2005 19:44
Olá Amigos Mario e Lucio,
Em um outro Forum um amigo ja tinha respondido sobre a especie, por isso nao falei mais sobre o assunto neste Forum, realmente fiquei meio abalado quando nao responderam aqui a minha duvida, mas é normal passarmos despercebidos diante tantos topicos. Aqui vai o que o nosso amigo Ivo disse no outro Forum:
Prezado Illex e demais amigos do Fórum:
A espécie em questão não é Cryptomeria japonica e nem Araucaria sp. A espécie é do gênero Cupressus, da família Cupressaceae, e se chama Cupressus lusitanica, o famoso cedrinho ou cipreste-português, nativo de áreas montanhosas de clima subtropical da Guatemala e do México. Os nomes Cupressus lusitanica e cipreste-português lhe foram aplicados pelo fato de ter-se distribuído pelo mundo a partir de Portugal. Quando jovem ele tem folhas em forma de pequenas agulhas, mas, assim como os juníperos e muitas outras espécies da família Cupressaceae, as folhas modificam-se na idade adulta em folhas mais semelhantes a escamas. Por isso, a foto que PINO te mandou está certa, ele muda mesmo com o tempo. Eu tenho três exemplares desta espécie já há oito anos. Trabalhe-os da mesma maneira que trabalha com os juníperos, mas prepare-se para uma característica da espécie: a derrama natural, isto é, a seu bel-prazer a árvore dispensa galhos, e concentra força em um certo grupo, geralmente os mais altos. A poda dos galhos mais altos diminui esta tendência, mas não a elimina; mais cedo ou mais tarde você vai ver cair um galho que aramou e podou. Mas, na minha opinião, já que a natureza tem destas coisas e a arte bonsai é uma arte inacabada, isso só aumenta o desafio e faz-nos apreciar as mudanças e os caprichos que cada espécie tem. Outra característica dele é, às vezes, fazer brotar resina muito aromática por rachaduras naturais da casca, mas não se assuste, isso acontece mesmo com muitas coníferas (você já ouviu falar em insetos fósseis presos no âmbar, como aqueles do Jurassic Park? Bem, o âmbar é resina que vazou, prendeu insetos e se solidificou, tornando-se o^resina fóssil com inseto fóssil), embora nesta espécie seja mais comum. O gênero Cupressus tem muitas espécies, mas a mais comum entre nós é esta que você tem. Não são muito usadas para bonsai, mas eu, que sou muito eclético (tenho cerca de 200 espécies) não falo nada de mal dela.
Se precisar de mais identificações, conte comigo!
Um abraço com arames e pasta cicatrizante!
Ivo
T+ amigos. E obrigado por se lembrarem.
Abraços:
Illex
Lúcio Manoel Picanço12/10/2005 18:02
Alo Pessoal,
Como tenho um pé de alecrim, educando para bonsai, achei bem parecido mesmo.
De fato o aroma do alecrim é bem reconhecido.
Mas, a explicação colocada pelo Ivo é de um conhecedor profundo, e possui 200 plantas da espécie. Fantástico!
Lúcio