Pau-Mulato
Olá Pessoal,
Muitas são as espécies tidas como ideais para o cultivo como bonsai. No Brasil, devido aos variados tipos de clima, muitas dessas espécies não conseguem sobreviver em determinadas regiões, causando grande frustação aos seus cultivadores.

O Nordeste brasileiro possui um clima com temperaturas elevadas, com uma média anual variando entre 20º e 28ºC, com pluviosidade bastante complexa, variando muito de acordo com cada micro-região.
Estas características climáticas tornam quase impossível o cultivo das espécies tidas como tradicionais, entretanto propiciam uma gama de alternativas perfeitamente viáveis, no que tange à adaptação de novas espécies tropicais ao cultivo do bonsai.
Dentre as várias já consideradas por muitos como aprovadas à essa arte, desta-se o PAU-MULATO, uma mirtácea de folhas miúdas, coloração atraente e tronco com formas e texturas agradáveis, que habita, principalmente, nos tabuleiros e dunas do litoral norte-riograndense.

É dela que desejo lhes falar...
NOME POPULAR: Pau-mulato.
NOME CIENTÍFICO: Myrcia aff. guianensis (Lam.)DC, da família Myrtaceae.
DESCRIÇÃO: Árvore de tamanho mediano e crescimento lento. Nativo do Brasil, habita as dunas e tabuleiros litorâneos nordestinos. Possui folhas opostas, coriáceas, oblongo-lanceoladas, curto-pecioladas; vermelhas quando novas e verde-escuro, brilhantes, quando na maturidade. Suas flores são alvas, dispostas em cachos. Seus pequenos frutos possuem uma casca que, quando maduros, assume uma coloração arroxeada; sua polpa é aquosa, um pouco ácida, que cobrem uma ou duas sementes. O tronco do pau-mulato possui uma coloração que inclui o branco-acinzentado ao marrom-avermelhado.

SITUAÇÃO: Planta de exterior. Necessita ficar situada a pleno sol, em local bem arejado.
REGA: Apesar de ser bastante resistente às altas temperaturas, é recomendável manter o solo sempre úmido, para favorecer o o bom desenvolvimento das folhas. Nos períodos chuvosos, regar com moderação.
ADUBAÇÃO: Utilizar, preferencialmente, um adubo de lenta decomposição feito à base de três porções de torta de mamona + para uma de farinha de osso, durante a estação de crescimento vegetativo (Primavera até final do Verão). Repita a aplicação após a completa decomposição do adubo. No Inverno, suspenda adubação.
PODA: Eliminar os galhos compridos ou mal-formados, de forma a manter o estilo bem definido. Cortes nos galhos, efetuados um pouco acima da folha, favorecerão o surgimento de uma nova brotação na direção desta. O Pau-mulato reage muito bem às podas, produzindo várias gemas nos locais do corte e propriciando a formação de camadas cada vez mais densas.
ARAMAÇÃO: O pau-mulato tolera bem à aramação. Entretanto, deve-se evitar utilizar essa técnica nos galhos mais grossos, pois há o risco de quebrá-los. Por este motivo, é recomendável aramar os galhos enquanto estiverem maleáveis, não lignificados. Havendo necessidade de educar algum galho mais grosso é recomendável envolvê-lo com ráfia, o que reduz bastante o risco de quebrá-lo no momento da torção.
PROPAGAÇÃO: Através de sementes colhidas diretamente da árvore pelo método da Alporquia ou a partir de estacas, com aproximadamente 0,5 cm de diâmetro, desprovidas de folhas e após melgulhar suas bases em uma solução enraizante.
TRANSPLANTE: A cada dois anos, fazendo uma limpeza nas raízes mal-formadas e reduzindo as raízes muito compridas. A melhor época para este procedimento é o início da Primavera, nas regiões com as
estações bem definidas, ou durante o período chuvoso, no Nordeste. O substrato deve possuir boa drenagem: 40 % de pedriscos de 2 a 4 e mm, 40 % de argila granulada (tijolo triturado) + 20% terra vegetal de boa procedência. Uma dica para aumentar a massa radicular do pau-mulato é, deixar, durante o transplante, o torrão submerso em água + hormônio enraizador por alguns minutos.
Alguns amigos foristas já viram, ao vivo e à cores, belos exemplares de Pau-mulato e puderam comprovar que, realmente, trata-se de uma magnífica expécie.
Um abração,
Muitas são as espécies tidas como ideais para o cultivo como bonsai. No Brasil, devido aos variados tipos de clima, muitas dessas espécies não conseguem sobreviver em determinadas regiões, causando grande frustação aos seus cultivadores.
O Nordeste brasileiro possui um clima com temperaturas elevadas, com uma média anual variando entre 20º e 28ºC, com pluviosidade bastante complexa, variando muito de acordo com cada micro-região.
Estas características climáticas tornam quase impossível o cultivo das espécies tidas como tradicionais, entretanto propiciam uma gama de alternativas perfeitamente viáveis, no que tange à adaptação de novas espécies tropicais ao cultivo do bonsai.
Dentre as várias já consideradas por muitos como aprovadas à essa arte, desta-se o PAU-MULATO, uma mirtácea de folhas miúdas, coloração atraente e tronco com formas e texturas agradáveis, que habita, principalmente, nos tabuleiros e dunas do litoral norte-riograndense.

É dela que desejo lhes falar...
NOME POPULAR: Pau-mulato.
NOME CIENTÍFICO: Myrcia aff. guianensis (Lam.)DC, da família Myrtaceae.
DESCRIÇÃO: Árvore de tamanho mediano e crescimento lento. Nativo do Brasil, habita as dunas e tabuleiros litorâneos nordestinos. Possui folhas opostas, coriáceas, oblongo-lanceoladas, curto-pecioladas; vermelhas quando novas e verde-escuro, brilhantes, quando na maturidade. Suas flores são alvas, dispostas em cachos. Seus pequenos frutos possuem uma casca que, quando maduros, assume uma coloração arroxeada; sua polpa é aquosa, um pouco ácida, que cobrem uma ou duas sementes. O tronco do pau-mulato possui uma coloração que inclui o branco-acinzentado ao marrom-avermelhado.

SITUAÇÃO: Planta de exterior. Necessita ficar situada a pleno sol, em local bem arejado.
REGA: Apesar de ser bastante resistente às altas temperaturas, é recomendável manter o solo sempre úmido, para favorecer o o bom desenvolvimento das folhas. Nos períodos chuvosos, regar com moderação.
ADUBAÇÃO: Utilizar, preferencialmente, um adubo de lenta decomposição feito à base de três porções de torta de mamona + para uma de farinha de osso, durante a estação de crescimento vegetativo (Primavera até final do Verão). Repita a aplicação após a completa decomposição do adubo. No Inverno, suspenda adubação.
PODA: Eliminar os galhos compridos ou mal-formados, de forma a manter o estilo bem definido. Cortes nos galhos, efetuados um pouco acima da folha, favorecerão o surgimento de uma nova brotação na direção desta. O Pau-mulato reage muito bem às podas, produzindo várias gemas nos locais do corte e propriciando a formação de camadas cada vez mais densas.
ARAMAÇÃO: O pau-mulato tolera bem à aramação. Entretanto, deve-se evitar utilizar essa técnica nos galhos mais grossos, pois há o risco de quebrá-los. Por este motivo, é recomendável aramar os galhos enquanto estiverem maleáveis, não lignificados. Havendo necessidade de educar algum galho mais grosso é recomendável envolvê-lo com ráfia, o que reduz bastante o risco de quebrá-lo no momento da torção.
PROPAGAÇÃO: Através de sementes colhidas diretamente da árvore pelo método da Alporquia ou a partir de estacas, com aproximadamente 0,5 cm de diâmetro, desprovidas de folhas e após melgulhar suas bases em uma solução enraizante.
TRANSPLANTE: A cada dois anos, fazendo uma limpeza nas raízes mal-formadas e reduzindo as raízes muito compridas. A melhor época para este procedimento é o início da Primavera, nas regiões com as
estações bem definidas, ou durante o período chuvoso, no Nordeste. O substrato deve possuir boa drenagem: 40 % de pedriscos de 2 a 4 e mm, 40 % de argila granulada (tijolo triturado) + 20% terra vegetal de boa procedência. Uma dica para aumentar a massa radicular do pau-mulato é, deixar, durante o transplante, o torrão submerso em água + hormônio enraizador por alguns minutos.
Alguns amigos foristas já viram, ao vivo e à cores, belos exemplares de Pau-mulato e puderam comprovar que, realmente, trata-se de uma magnífica expécie.
Um abração,







