Paulo Cesar, ainda que possua um carater dificil no tocante a estaquia, algumas mirtáceas pegam bem por esse processo. Vide o caso da jabu, por exemplo, em que muitos recomendam:
" Para a estaquia escolhem-se galhos fortes, no início da primavera. Enterram-se três quartos das estacas, em canteiros feitos à sombra e bem úmidos". (
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/jabuticaba/jabuticaba-1.php)
http://www.agrov.com/vegetais/frutas/jabuticaba.htm
Acontece que, como a maioria das mirtaceas emite frutificação, costumamos usar a semeadura como método de propagação, por ser mais facil. Mas isso não impede que se tente tambem as outras vias, como estaquia e alporquia, por exemplo. Talvez por serem mais demoradas, e os resultados nem sempre serem muito promissores, como na plantação por sementes, temos a falsa idéia de que não há resultado nenhum quando se tenta a reprodução por estaquia. Mas há estudos que apontam justamente o contrário disso.
Um estudo, que pode ser lido na integra na página (
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/24513) mostra que a pitangueira, quando produzida por miniestaquia, apresentou bons resultados de pega, mas que não se mostrou tão bem na estaca normal:
"A miniestaquia foi eficiente para produzir mudas, especialmente, quando utilizadas estacas oriundas de plantas jovens na ausência de auxinas exógenas. Contudo, ainda há a necessidade de aprimorar a técnica visando a multiplicação a partir de estacas coletadas de planta adulta de genótipos promissores".
Por isso ousei sugerir ao nobre colega Becker, que fizesse tentativas quanto à reprodução do Cambuí por estaquias. Certamente, ao proceder a isso, ele poderá sim obter resultados satisfatórios, embora demande tempo com possíveis acertos e erros. 😄