O pessoal sempre fica preocupado com a recuperação dessa espécie, quando o tronco ultrapassa a marca confortável da grossura comparada a uma caneta bic. 😂 😂 😂
Como bem salientou o nobre amigo Elio, com conhecimento de causa, pois esteve presente quando eu retirei um estupendo exemplar encravado num muro na chacara do Atelier do Dom Mario há alguns anos, e uma outra, que desencavei juntamente com o amigo Glauco Felix, numa escola aqui em Brasilia, ambas com troncos bem robustos, ambas bem recuperadas desde então.... 😄
Temos plena certeza de que, a partir dessas duas plantas que citei acima, nada é impossível quando se trata de fazer uma "estaquinha" de primavera brotar, tenha ela umas poucas capilares com que se manter, ou não, como é o caso da "pequenina" que eu e o Glauco retiramos: no caso dela, aliás, não havia raiz nenhuma, cortamos todas fora, para caber no caixote provisório em que ficou durante tres anos, enquanto se recuperava bem.
Atualmente, está num vaso no chão, sendo o fundo desse vaso de concreto puro e as bordas feitas com pedras do cerrado. Vejam ela florida e com o tronco esculpido:
Tive que apelar para esse tipo de vaso em razão de não ter encontrado, até hoje, um grande o bastante para acondicioná-la:
Tentamos formatar uma triangulação nela, compatível com o tamanho e desenho do tronco, que foi todo escavado, numa das nossas reuniões mensais do clube de bonsai:
Por isso afirmo com conhecimento de causa os nobres colegas e amigos: não se apoquentem nem se amofinem: as plantinhas de voces estão bem e, em poucos anos mais de cultivo, estarão tão lindas quanto essa que mostrei.
Não importa a grossura do tronco, repito. Estaca é estaca e a primavera não se ressente disso, para emitir novas raízes e crescer vigorosamente. É preciso apenas tempo, paciência, agua e adubo, mais nada. Depois, alguns arames e umas tesouras e alicates, para dar forma e estrutura, com um retorno excelente para compensar toda a trabalheira.