Registro da Reunião do Bonsai Clube Morro Velho – 02/10/2010
Caros amigos,
Estamos em outubro. A grande maioria de nossas plantas está brotando e além de aplicar Superthrive e adubá-las com Hufmax, nesse mês, pelo nosso calendário, é o momento de usar o Osmocote e substituir o adubo orgânico colocado anteriormente. As chuvas começaram e é preciso ficar atento com as possibilidades de chuva de granizo e com o fato de que às vezes uma pequena chuva não substituiu uma rega.
ABraços a todos.
Mariano Alves
Seguem outras informações e/ou definições e registros de nossa reunião. Contribuam...
1- Depois do café coletivo começamos discutindo, de forma muito interessante, sobre a necessidade de estudarmos a fundo os princípios da escola japonesa de bonsai, para entendermos os caminhos que outros grupos têm percorrido e como o bonsai tem sido construído no Brasil. Devemos de agora em diante pesquisar e trocar informações sobre aquilo que é intrínseco na arte, sobre o visível, mas não explícito, sobre aquilo que nos encanta, nos incomoda, nos confronta, mas que não sabemos “dizer sobre”, “explicitar sobre”.
2- Nossa “temática pautada” anteriormente foi sobre Sekijoju e Ishitsuki. Vimos, pela exposição teórica do Fernando Magalhães:
Sekijoju é raiz sobre pedra e requer transplante e poda de raiz. Nesse caso a planta depende de um substrato que não está na pedra e sim numa bandeja onde pedra e planta são colocadas.
Ishitsuki é plantado na pedra. Nesse caso há necessidade de substrato na pedra. A bandeja pode ou não ser usada, mas a planta não depende dessa bandeja.
Nos dois casos, a construção da arte depende de alguns elementos tais como:
Importância da pedra – É preciso observar a resistência, a beleza e a forma que melhor interessa. Assim estamos aliando uma pedra que não irá se dissolver com formas que despertam nossos sentimentos.
Posição da pedra – qual posição que agrada. Qual posição que representa a natureza e aguça seus sentidos.
Posição da planta – Nesse momento é preciso decidir qual a sua intenção. É de destacar a pedra ou a planta. Ainda destacar a planta ou as raízes da planta. É preciso avaliar quais possibilidades você tem e qual combinação te agrada.
Estilo do bonsai – é preciso pensar também que plantas que nascem sobre pedras, não são árvores em condições perfeitas para o desenvolvimento. Há condições adversas, contrárias e, portanto, alguns estilos de bonsai não combinam bem com Sekijoju e Ishitsuki.
No período da tarde houve produção de sekijoju e transplante de cotoneaster.
Se sintam á vontade para completar esse registro.
P.S.
Agradecemos a visita do Eduardo Campolina.
Vamos discutir no grupo Yahoo do clube a aquisição de avental, colete e a pauta da próxima reunião.
Boa eleição para todos.
Seguem algumas fotos.
