Filipe, o nobre colega vai desculpar a intromissão, mas a verdade é que qualquer planta que possua caule, e nem precisa ser lenhoso, pode ser reproduzida via alporquia sim. As nativas jabuticabeira e pitangueira, apesar de dificultosas, podem lançar raizes nos galhos, justificando o alporque. Mas é preciso ter técnica correta e paciência para obter bons resultados. 🙄
É algo demorado, tambem. Numa jabu, inclusive, as vezes é preciso repetir todo o processo depois de um ano, caso não se consiga a retirada antes disso. Na pitangueira, com um período entre seis meses a um ano, pode-se conseguir bons resultados tambem. 😄
Angela, minha amiga, como bem salientou o Filipe, faltou sua aceroleira estar desfolhada para podermos analisar detidamente a estrutura aerea atual bem como o tronco, para assim podermos opinar com mais acuidade e indicar alguma correção. 😄
Independente disso, gostaria de parabenizar voce, pois se a planta está com essa saúde ótima é por que o cultivo está plenamente correto. O ideal, já que a planta possui um tronco grosso, é trabalhar alguma parte dele formando um shari, expondo a madeira, o que certamente irá valorizar ainda mais qualquer estilização que seja feita na parte aerea. 😄
O nebari que aparece um pouco nas fotos tambem aparenta ser muito lindo e deve ter uma boa visão, o que poderemos constatar com a planta desfolhada certamente. 😄
Então, enquanto aguardamos por novas fotos mostrando sua planta nua, gostaria ao menos de parabeniza-la por essa excelente planta. Razoável supor que com alguns ajustes, ela poderá retornar ainda mais linda como bonsai, num futuro próximo. 😄
Embora as minhas aceroleiras não cheguem perto da grossura do tronco da sua planta, eis uma delas, devidamente estilizada, frutificando. Repare na madeira morta do tronco:
Esta outra, com o amigo bonsaista Glauco Felix ao lado, pertence ao bonsaista Paulo Ventura, e foi estilizada numa das reuniões do nosso grupo, ano passado:
Após ser devidamente podada e aramada, recebeu alguns frutinhos, para fotografar melhor 😂 😂 😂 :
O importante nessa espécie é formar os galhos primários, deixando-os crescer livremente para engrossar bem, cortando então, para reduzir seu comprimento e iniciando a fase de formação dos galhos secundários e terciários, o que garante, a partir da existencia deles na planta, a ramificação fina dos galhos, finalizando o trabalho de formação estrutural, com a densificação, ou seja, o aumento da massa de folhas.
Em giz azul, no tronco, vc pode ver a marcação do shari futuro a ser explorado nessa planta:
Ela possui um shari na lateral esquerda, que irá combinar com este outro, futuramente. Detalhe da aramação apical, visando formar uma copa arredondada:
