Jonathan, geralmente não se recomenda a amoreira por ser uma espécie complexa quanto à formação estrutural, ainda que seja facilima de pegar, seja por estaquia ou alporquia. Concordo com suas colocações a respeito dela, mas veja bem, para quem está iniciando na arte, não é a melhor planta. 😲
Apesar de aceitar bem podas sucessivas, bem como desfolhas ocasionais, visando reduzir o tamanho das folhas, ao aramar ela costuma secar os galhos, aparentemente sem nenhuma razão, mas que, na maioria das vezes, acontece por culpa do próprio cultivador, ao não observar certas peculiaridades da espécie. O sistema de raízes tambem tem um crescimento acentuado, por vezes maior que o do ficus, o que acaba por dificultar o trato de seu cultivo, para iniciantes. Há sempre duvida sobre que quantidade de raizes pode ser eliminada sem que, com isso, perca a parte area.
Outro ponto negativo é a madeira fraca, sugeita a constante podridão, caso o cultivador não atente para um uso de uma boa pasta cicatrizante, a ser aplicada sobre os cortes. Geralmente, a melhor pasta é tipo massa, e não liquida. Cola branca, receitada para um sem numero de espécies, agride a planta, causando mais prejuízo que resultado positivo.
Por outro lado, se ao cultivador interessar apenas formar uma estrutura simplificada, que ao cabo de algum tempo retorne com frutificação, então pode ser considerada uma boa escolha cultivar uma amoreira.
Apesar da complexidade na formação estrutural dessa espécie, muitos bonsaistas aventuram-se a trabalhar com ela, principalmente quando possuem troncos avantajados, uma forma de começar algo com mais potencial que uma simples muda. Veja o exemplar abaixo, a ser desenvolvida pelo bonsaista Pedro Torquato, de Fortaleza/CE:
