Marcos, sua planta parece ótima. Tem uma boa disposição quanto à distribuição dos troncos, embora isso possa ser melhorado. Num grupo, o importante é destacar a planta principal, no caso a maior e mais alta (logo, a mais velha), das demais. Isso pode ser feito nessa composição reposicionando essa planta como num triangulo, em que o ápice do triangulo fosse justamente essa planta, e as demais, a base.
Mas isso é de somenos importancia. Agora é cuidar da poda. Veja, ao observarmos a formação dos galhos pelo ótimo angulo de baixo para cima, a primeira coisa que notamos é que falta ramificação nos galhos. Eles se alongam, mas exceto por um ou outro, não há ramificação. Um galho, para estar bem estabelecido, deve apresentar uma correção visual semelhante a palma da sua mão aberta, com os dedos destacados: por comparação, então, cada dedo seria um galho partindo de outro galho.
Temos assim, uma construção aerea em que há galhos primários, de onde brotam os galhos secundários, terciários e a ramificação fina, esta ultima, geralmente ocorre no final, na extremidade do galho. Ora, como fazer isso? Simples: com podas sucessivas. A primeira providencia, então, é reduzir o comprimento de todos os galhos, para proporcionar a eles condições de se bifurcarem sucessivamente, inumeras vezes, até chegar ao limite pretendido pelo cultivador, que terá sempre a ultima palavra sobre isso, é claro.
Mas como proceder? Partindo da visualização da planta, vc deve saber que um conjunto de arvores deverá sempre ser tratado como se fosse apenas uma arvore e não varias. Sendo assim, devemos estar atentos a que nenhum galho interfira com o galho da arvore ao lado. O crescimento e desenvolvimento dos galhos devem ser para fora e não para dentro. Os galhos devem estar distribuidos em alturas e pontos diferentes nas arvores que compoem o conjunto, de tal forma que isso resulte natural e não algo forçado.
Como essa espécie tem uma brotação excelente, emitindo brotações vigorosas por mais que se pode, em pontos ocorrentes em todo o tronco, fica fácil então, por vezes, reiniciar a construção de um galho que esteja melhor posicionado que os atuais, sem com isso perder nada em termos de desenvolvimento para a planta.
Outro ponto a considerar é que os galhos de baixo são mais compridos que os de cima, isto é, mais longos que os de cima, mais grossos e robustos. Com isso sendo construído gradativamente, vc irá obter o que atualmente falta ao conjunto: triangulação. A base mais larga, que se afina até o ápice.
Os galhos e brotações do ápice, em todas as plantas, além de encurtados devem ser aramados, voltando-os para baixo. A finalidade aqui é proporcionar um arrendodamento na copa. Essa é uma caracteristica forte nas arvores antigas da natureza, que voce pode observar num simples passeio pelas ruas da sua cidade. E, o quanto antes for buscada na formação estrutural, mais rapidamente será conseguida.
Então, voltando a formação dos galhos, observe o que vc deve buscar nas imagens abaixo:
Essa espécie tem uma particularidade que deve ser respeitada: ao cortar o galho, sempre o faça com uma margem de segurança. Isso significa que, se for cortar para que o galho fique menor, corte sempre um pouco mais próximo da ponta e longe do corte, isto é, longe do ponto de corte pretendido. Isso por que o galho sofre uma ação de retração, secando a extremidade, sendo que isso as vezes volta até quase o ponto pretendido da redução. Então, quando cortar, fique atento a que o corte seja sempre num ponto diferente do que pretende manter na redução correta. 😄
Como estamos entrando no outono, deixe para proceder a essas intervenções apenas no inverno. Até lá, cuide de preservar o solo, retirando o excesso de mato e pedras, bem como cuidando de fornecer "alimento" para a planta, via adubação, e uma rega regrada, isto é, molhe apenas o solo quando estiver seco, sem encharcar. Cultivo a pleno sol, tambem é o mais recomendado. 😄