Castro, velho amigo, estava saudoso de ler suas postagens em nosso forum, pois há muito não o fazes, garoto. Como sempre, apresentando com propriedade idéias conflitantes, que despertam em nós um crescente júbilo por empreendermos uma eloquente e proveitosa discussão. 😄
Fico imensamente feliz em ver o nobre amigo de novo em nosso convivio. Sem querer fazer nenhuma alusão ao filme, devo escrever as palavras exatas de saudação a voce, meu chapa: O bom filho à casa torna. (
http://www.filmesavi.info/o-bom-filho-a-casa-torna/). Remendos à parte, é sempre interessante discutir pontos como esse a respeito da desfolha de determinadas espécies, principalmente quando são espécies que, sabidamente, podem responder bem melhor com uma simples poda de manutenção ou formação. 😄
Quero crer que, tomando como exemplo a serissa chinesa, a que nunca fiz nenhum tipo de desfolha, ressalte-se, vejo essa planta arbustiva como fácilima de ser bem conduzida inclusive sem o recurso da aramação, mas apenas com podas sucessivas, repetidas várias vezes durante o curso do ano, para estabelecer uma estrutura aerea otimizada. 😄
Voltando ao principio deste post, a pergunta inicialmente formulada pelo nobre colega Julio foi sobre se é correto ou não aplicar desfolha em ligustro e resedá (Lagerstroemia indica). Ora, na sequencia, houveram várias opiniões, tanto a respeito dessas duas espécies quanto sobre se caberia o uso dessa técnica em outras. 😲
Com o fito de esclarecer e apontar quais espécies aceitariam bem esse trabalho, foi que elaborei uma relação, serissa devidamente inclusa, para que não restasse dúvidas sobre quais plantas podem responder, satisfatoriamente, isto é, sem risco de perdas, seja de galho, ramas ou da planta toda, a uma desfolha, seja ela completa ou apenas parcial.
Complementando isso, o nobre amigo curitibano Elio acrescentou a lista sobre os pontos a serem considerados, isto é, o que motivaria desfolhar ou não determinada espécie. Por que fazer desfolha numa caliandra ou numa serissa? Qual a necessidade disso, na verdade? 🙄 🙄
Agora quero crer que, com sua argumentação de peso, o nobre e precioso amigo Antonio Castro, fez uma abordagem bem pronunciada, bem colocada mesmo, sobre essas condições e termos, estabelecendo sem sombra de dúvida, principios europeus de cultivo, sabidamente muito mais avançados na nobre arte bonsai que a maioria de nós, pobres tupiniquins das cavernas, ainda nas fraldas molhadas da escala bonsaistica, com milhas e milhas de chão ainda por desbravar. 😮ops: 😮ops:
Se fosse para responder apenas sobre as duas espécies que originaram esse questionamento, eu diria sim para a maioria das colocações do nobre Elio. Tanto o Ligustro quanto o resedá, pedem desfolhas visando atender melhoria em sua estética visual, como a troca de folhas velhas; com a desfolha total, temos uma diminuição razoável no tamanho das folhas; considerando a época do ano, podemos perceber nuances de tonalidades na cor das folhas, particularmente mais no resedá que no ligustro, mas dentro da colocação ainda; incentivamos sim a brotação anterior, vez que ao deixar apenas duas folhas por galho no resdedá tanto quanto no ligustro, estabelecemos a partir delas brotações finas, que melhoram a constituição de um galho ou rama qualquer; e por ultimo, mas não menos importante, ambas as espécies são atacadas sistematicamente por fungos, oídio, acaros, cochonilas e outras pragas, sendo a desfolha um ótimo recurso para reduzir o ataque e permitir o uso correto de fungicidas e outros meios agressivos contra essas pragas.
Arejar a planta, por outro lado, não me parece algo sistemático, que sirva a algum propósito que vá, como bem posiciona o nobre Castro, suscitar algum processo no desenvolvimento da planta em sim mesma. Diminuir entrenós, sabidamente é possível mediante outros recursos, mas a desfolha contribui significativamente para isso, tanto no ligustro quanto no resedá.
E, ao contrário da serissa, que como frisei, responde melhor sem o aporte de arames em sua educação estrutural, o ligustro e o resedá, por vezes, podem pedir seu uso, de forma que, devidamente desfolhados, fica mais fácil fazer uma colocação otimizada em sua estrutura aerea. Outrossim, correções, poda, aramação, enxertia, são todos recursos melhor exercidos em determinados pontos da planta se elas estiverem desobstruídas pela excessiva carga foliar.
Agora, resta saber se em relação às plantas que elenquei e que o sabio e nobre amigo lusitano ressaltou, caberia a execução desses pontos todos ou ao menos de alguns, com vistas a ter um resultado realmente prevalente. Ele abriu esse ótimo ponto de discussão. Discorri sobre alguns em relação às duas espécies originarias do post, deixo para os demais opiniões e palpites, sempre dentro de toda a seriedade e em proveito de todos, pela ótima oportunidade de uma boa discussão, fazerem, por sua vez, as colocações necessárias. Que se munam de bons e válidos argumentos para tanto. 😈
Castro, meu chapa, mais uma vez, data vênia, desejo tudo de bom e de ótimo para voce e sua familia, amigo velho. Um abraço. 😉