O pessoal aqui no forum as vezes apresentam sem mais nem menos algumas espécies que são endemicas ao estado do país onde moram, isto é, só existem por lá, e em nenhum outro lugar do restante desse nosso imenso Brasil. 😲 😲
Com isso, mais os pedidos de ajuda, ficamos iguais a cachorro que leva choque: perdemos o "rebolado", sem saber para que lado ir. 😂 😂 😂
Corticeira do banhado!!! Quem não é gaúcho duvido que conheça ou que já tenha ouvido falar nessa planta. Pergunte aos baianos, paraenses, paulistas e mineiros, se alguem já ouviu algo a respeito dela e se sabe como é o cultivo? É arbusto, trepadeira ou arvore? 😲 😲
Bem, para esclarecer isso, temos a nossa net. Digitando no google imagens, aparece então a famosa Corticeira. Primeiro, o cacho vistoso de flores:
Depois, o "nome de guerra" da bruta:
Erythrina crista-galli , nome este que pode redundar em outros, igualmente pomposos e honrados, que a familia dela é "porreta":
Corallodendron crista-galli, Erythrina crista-galli var hasskarlii, Erythrina crista-galli var leucochlora, Micropteryx crista-galli
Depois, na sequencia, temos então os nomes comuns, os "apelidos":
Mulungu, corticeira-do-banhado, suinã, sananduva, corticeira, crista-de-galo, samauveiro, seibo, flor-de-coral
Bem, caros colegas, devidamente apresentada a famosa, eis então que nos atrevemos a dizer que se trata de uma árvore largamente utilizada no paisagismo urbano. Suas folhas são compostas, trifolioladas com folíolos glabros, de coloração verde levemente acinzentado. As flores são vermelhas na superfície e rosadas na face inferior. É considerada uma florífera decídua, isto é, perde as folhas durante a floração. Os frutos são do tipo legume (vagem).
Não é uma árvore muito alta atingindo de 6 a 10 metros de altura. Com espessura de cerca de 50 cm, seu tronco é tortuoso e bonito, além de útil: sua madeira tem muitas utilizações. A floração ocorre de setembro a dezembro. É a árvore símbolo da Argentina.
Devem ser cultivadas a pleno sol, em solo fértil, apreciando os lugares úmidos, como próximos a córregos e lagos, o que deu origem ao nome popular corticeira-do-banhado. Tolerante ao frio. Multiplica-se por estacas, mas principalmente sementes.
Natural dos banhados de todo o cone sul esta árvore é das mais típicas deste ambiente. Gosta obviamente de solos úmidos e encharcados. Seu florescimento avermelhado acontece entre outubro e dezembro e sua frutificação vai até o mês de fevereiro. Suas sementes levam vários meses para germinar como que para esperar época sem enchentes.
Agora que fomos devidamente apresentados a essa espécie, que para mim é nova, haja vista nunca ter ouvido falar a respeito dela nem posto meus olhos em uma, continuemos com a mostragem, visualizando uma imagem da arvore adulta:
Bem, as imagens falam por si mesmas. Em relação a planta do nobre colega, acredito que o cultivo está no caminho certo. A planta está se desenvolvendo bem, mas faltam galhos no tronco que permitam uma formação estrutural mais de acordo com a natureza da arvore, como vemos nas fotos.
A condução mostrada por ele é definida como estilo SHIDARE, ou seja, ramos pendentes, que caem. Esse estilo, originalmente, era aplicado em plantas como os chorões, mas que depois se disseminou como mais um estilo japones, podendo então ser tentado em algumas espécies, com ligeiro sucesso de umas mais que outras. Não sei se irá resultar em algo interessante nessa, mas tudo leva a crer que vale a pena continuar insistindo.
Por outro lado, o tronco parece apresentar uma casca corticosa, o que talvez dificulte o acesso ao lenho, para permtir que, com os galhos que descem fosse então tentado um enxerto por encostia. Essa técnica iria permitir o acréscimo de galhos em posições definidas no tronco, que poderia auxiliar na formação estrutural mais adequada.
Como desconheço a espécie, não sei se esse procedimento traria o retorno desejado. Acredito que o certo seja selecionar um desses galhos, cortando fora os demais. A partir do galho selecionado, então, seria desenvolvido todo o trabalho de formação estrutural aereo para a planta.
Para isso, porem, ficaria estabelecido que o tronco apresenta uma altura razoável, que permitiria a construção de um bonsai com uma altura minima de 80 a 90 cm, senão maior. Talvez, data venia, na época certa, fosse possível então trabalhar visando reduzir a altura do tronco, via alporquia, de forma a permitir a construção de uma planta mais baixa e robusta. Apesar de que, pelo tamanho das folhas e flores, não ficaria tão destoante assim uma planta mais alta. 😄