BOSQUE BONSAI: Serissas
Feriadão de carnaval, os pulos dados foram no sentido de formar um bonsai estilo bosque, com algumas serissas disponíveis em meu viveiro. O trabalho teve auxilio prestimoso do amigo Wagner Arnaut, que forneceu o vaso, adquirido em sua ultima viagem aos States:

O vaso é oval, medindo 30cmx22cmx4cm, de ceramica dura e pesada, esmaltado por fora, ótimo para o trabalho proposto:



Na distribuição de tarefas, coube ao Wagner o preparo da mistura ideal de substrato para esse tipo de trabalho: musgo esfagno e substrato argiloso/drenante, composto por pedrisco, caco ceramico, terra de cupinzeiro e bioplant. Fiquei com a tarefa "mais árdua", colocar as telinhas nos orificios de drenagem e os arames de amarração:



Nesse tipo de trabalho, inicialmente escolhe-se as mudas a serem utilizadas, fazendo uma seleção entre algumas mais altas e outras médias, finalizando com duas menores. Com a colocação e correta distribuição, teremos uma simetria triangular inicial, parametro de correção futura, vez que com a densificação da massa foliar, poderemos concluir melhor a triangulação correta das plantas.
O passo seguinte é reduzir o volume de raizes das plantas, cortando-se o excesso, deixando apenas um minimo de capilares, bem como "limpar" com uma poda de correção, a parte aerea, estabelecendo um bom espaço para fixação das plantas no vaso. O vaso é então "dividido em quatro quadrantes, com duas linhas desenhadas no fundo, de maneira a termos uma visão adequada sobre como dispor o material dentro desse espaço.
A correta disposição das plantas deve seguir, desde o inicio, a esse parametro de divisão por quadrantes, para não resultar num trabalho "solto", sem estética visual ou fora de uma ordem previamente estabelecida. Dessa forma, ao concluirmos o trabalho, teremos uma boa distribuição das arvores dentro do reduzido espaço do reciente, sem que seus troncos, considerando apenas o tachiagari, fiquem entrecuzados ou se sobrepondo. É preciso que visualizemos a distribuição, ao final do trabalho, com cada tronco ocupando determinado ponto dentro do recipiente, de forma a obter com isso a precisão técnica correta, bem como uma linha com profundidade visual, bem como espaços livres.
Eis, então, o resultado do nosso trabalho em parceria, finalizado com 11 "arvores":





O bonsaista Wagner mostra, a seu lado, o trabalho finalizado, para que os demais colegas possam destacar a proporcionalidade:

Concluído, o bosque foi para um local protegido da ação do clima, a salvo de chuvas e ventos fortes, onde irá receber apenas rega diária. Dentro de dois meses o substrato e as raízes estarão estabilizados, permitindo então que o bosque possa ser disposto em local onde receba luz e calor solar o dia inteiro, bem como suportar bem as ações climáticas adversas. 😄
Dentro de tres a quatro meses, receberá a primeira carga de adubação, que visa principalmente aprimorar a densificação, aumento a massa verde, mas ainda cuidando de manter a estrutura atual, sem acrescentar novos galhos, apenas densificando os atuais. 😄 Daí em diante, o trabalho irá ser apenas de podas de conservação, realizadas a cada 15 dias, para que as plantas não "percam" a forma. A serissa tem um crescimento acelerado, mesmo quando cultivada em espaço restrito.
O trabalho de bosque bonsai, dentro de um ano, estará bem constituido. Como especifiquei para o amigo Wagner, a partir desse ponto deverá ser cuidado como se se tratasse de uma única arvore, e não de várias. O tipo de manutenção e intervenção a ser realizado, como podas, aramação, reenvase, visa justamente cuidar do todo, como se fosse uma única planta, o que certamente implica numa série de cuidados, particularmente com a redução do volume das raízes, afim de que a estabilidade do conjunto possa ser preservada. 😄
O vaso é oval, medindo 30cmx22cmx4cm, de ceramica dura e pesada, esmaltado por fora, ótimo para o trabalho proposto:
Na distribuição de tarefas, coube ao Wagner o preparo da mistura ideal de substrato para esse tipo de trabalho: musgo esfagno e substrato argiloso/drenante, composto por pedrisco, caco ceramico, terra de cupinzeiro e bioplant. Fiquei com a tarefa "mais árdua", colocar as telinhas nos orificios de drenagem e os arames de amarração:
Nesse tipo de trabalho, inicialmente escolhe-se as mudas a serem utilizadas, fazendo uma seleção entre algumas mais altas e outras médias, finalizando com duas menores. Com a colocação e correta distribuição, teremos uma simetria triangular inicial, parametro de correção futura, vez que com a densificação da massa foliar, poderemos concluir melhor a triangulação correta das plantas.
O passo seguinte é reduzir o volume de raizes das plantas, cortando-se o excesso, deixando apenas um minimo de capilares, bem como "limpar" com uma poda de correção, a parte aerea, estabelecendo um bom espaço para fixação das plantas no vaso. O vaso é então "dividido em quatro quadrantes, com duas linhas desenhadas no fundo, de maneira a termos uma visão adequada sobre como dispor o material dentro desse espaço.
A correta disposição das plantas deve seguir, desde o inicio, a esse parametro de divisão por quadrantes, para não resultar num trabalho "solto", sem estética visual ou fora de uma ordem previamente estabelecida. Dessa forma, ao concluirmos o trabalho, teremos uma boa distribuição das arvores dentro do reduzido espaço do reciente, sem que seus troncos, considerando apenas o tachiagari, fiquem entrecuzados ou se sobrepondo. É preciso que visualizemos a distribuição, ao final do trabalho, com cada tronco ocupando determinado ponto dentro do recipiente, de forma a obter com isso a precisão técnica correta, bem como uma linha com profundidade visual, bem como espaços livres.
Eis, então, o resultado do nosso trabalho em parceria, finalizado com 11 "arvores":
O bonsaista Wagner mostra, a seu lado, o trabalho finalizado, para que os demais colegas possam destacar a proporcionalidade:
Concluído, o bosque foi para um local protegido da ação do clima, a salvo de chuvas e ventos fortes, onde irá receber apenas rega diária. Dentro de dois meses o substrato e as raízes estarão estabilizados, permitindo então que o bosque possa ser disposto em local onde receba luz e calor solar o dia inteiro, bem como suportar bem as ações climáticas adversas. 😄
Dentro de tres a quatro meses, receberá a primeira carga de adubação, que visa principalmente aprimorar a densificação, aumento a massa verde, mas ainda cuidando de manter a estrutura atual, sem acrescentar novos galhos, apenas densificando os atuais. 😄 Daí em diante, o trabalho irá ser apenas de podas de conservação, realizadas a cada 15 dias, para que as plantas não "percam" a forma. A serissa tem um crescimento acelerado, mesmo quando cultivada em espaço restrito.
O trabalho de bosque bonsai, dentro de um ano, estará bem constituido. Como especifiquei para o amigo Wagner, a partir desse ponto deverá ser cuidado como se se tratasse de uma única arvore, e não de várias. O tipo de manutenção e intervenção a ser realizado, como podas, aramação, reenvase, visa justamente cuidar do todo, como se fosse uma única planta, o que certamente implica numa série de cuidados, particularmente com a redução do volume das raízes, afim de que a estabilidade do conjunto possa ser preservada. 😄

