Como se trata de um estilo em que a area privilegiada está em queda (galho descendente) bem como na parte superior em equilibrio com o galho descendente, não há que ter preocupação nenhuma com posicionamento de raiz, vez que o que irá determinar a frente da planta é o galho, não a raiz. Além do mais, não se tem preocupação com a existente ou não de nebari aparente em coniferas, principalmente nesse estilo.
O cuidado principal deve ser buscar o equilibrio nos galhos que formam os patamares. As pontas até podem ficar ligeiramente voltadas para cima, mas o galho deve obedecer a uma posição levemente horizontal, para criar estabilidade visual. Isso pode ser conseguido com o uso sistematico de arame, ou com poda de manutenção, reduzindo os brotos apicais, permitindo apenas a constancia de um, ao invés de vários, voltado ligeiramente para cima como descrito.
Lembre-se: galho nenhum cresce para baixo. Todos crescem retos, para cima. Após moldarmos os galhos laterais, criando patamares sinuosos lateralmente, chamamos eles de primários. Sobre sua base, então, virão os novos galhos que irão dar volume, densidade ao galho primário. Esses galhos terão que ser cultivados voltados para cima, e não mais na posição do galho primário. Se isso não for corretamente observado, o que teremos ao final é um galho planificado, o que constintui um grave defeito visual, com perda de qualidade técnica da planta. Repare no trabalho abaixo, para ter uma noção disso:
Veja só, a base, ou seja, o galho primário segue um movimento mais ou menos voltado ligeiramente para baixo. Isso serve de sustentação para que os galhinhos nascidos dele possam ser cultivados voltados para cima, agregando então densidade ao galho:
