GIRAR O VASO, para quê mesmo?
Se ficassemos parados do lado de fora da nossa casa, como os nossos bonsai, iriamos observar que o sol a cada estação do ano ocupa uma posição diferente no céu. Isso decorre de que o movimento aparente do Sol, para Norte e para Sul do equador, no decorrer do ano, dá origem a que os observadores terrestres verifiquem o seu aparecimento em pontos diferentes do horizonte, o mesmo sucedendo quanto ao ocaso. Pela mesma razão, o tempo de permanencia do Sol acima do horizonte, bem como sua altura máxima ao cruzar o meridiano do lugar, variam de acordo com a época do ano e o local de observação.
Muitos de nós estudamos isso na escola, naquela saudosa aula de geografia, mas que como tudo o mais que aprenderamos naqueles distantes anos, ficaram relegados ao esquecimento, ou então, como acontece geralmente, pensamos que isso só servia para ilustrar, nunca para praticar.
Bem carissimos, devo dizer que estavamos todos equivocados ao pensar que tal conhecimento não tem serventia prática para o cultivo da nossa nobre arte bonsai. Pois saibam, então, que tem muito a ver sim.
Nossos bonsai são melhores cultivados quando expostos ao tempo, onde podem receber luz e calor solar no transcorrer do dia, isso não cansamos de ler constantemente, seja aqui em nosso forum ou em outras fontes correlatas. Mas o que não sabemos ou ignoramos, é quanto de sol realmente nossas plantas recebem diariamente. Será suficiente o bastante para que a planta possa estar processando toda a energia solar que recebe, convertendo-a em energia quimica, via fotossintese, etc.?
Bem, vamos observar algumas imagens comparativas para termos uma idéia mais precisa sobre o que estou tentando discutir aqui:

Na imagem seguinte, temos que a quantidade de energia distribuída na região 3 por unidade de área, é menor que 2 que é menor que 1:

Uma consequencia direta disso são as nossas Estações do Ano: elas se devem à variação da inclinação do eixo da terra que chega ao valor máximo de 23,5 graus, e à rotação da terra em torno do Sol. Quando o pólo norte do eixo da Terra se afasta do Sol é o inverno no hemisfério norte. Os raios solares caem OBLIQUAMENTE sobre a superfície da Terra. Sua energia é menos concentrada e por esse motivo o clima sobre um dado ponto no globo terrestre situado sobre o hemisfério norte é frio. A Obliquidade do eixo, encurta os dias, acentuando o frio.
O Verão chega no hemisfério norte quando o eixo da Terra se inclina para o lado do Sol. É SOLSTÍCIO DE VERÃO quando o eixo da Terra está mais diretamente alinhado com o Sol. Nessa data por exemplo, a cidade de Nova York, recebe 15 horas de luz natural, produzida pelos raios solares concentrados e quase verticais.
Mas no hemisfério sul é pleno INVERNO, e em lugares como Buenos Aires, o sol brilha por breve lapso de tempo e seus raios formam com o horizonte um ângulo muito reduzido.
Ao mover-se em torno do sol, o nosso planeta, em sua trajetória cíclica anual,o pólo norte aponta em direção à êle no Solstício de Verão em torno do dia 22 junho, e em direção contrária, por volta do dia 22 de Dezembro.
As estações no hemisfério sul, são o opôsto das do hemisfério norte.
Bem, lembramos agora daquelas famosas lições de geografia que mencionei antes. Mas o que isso tem a ver com os nossos bonsai, afinal? O que podemos fazer em relação a isso para que o cultivo e manejo que realizamos neles possam melhorar ainda mais? Bem, caros, devemos realmente remanejá-los.
Isso implica em que devemos mudar os vasos de posição, acompanhando as alterações solares quanto à posição do sol em relação à terra, de forma que a planta possa estar sempre sendo beneficiada com a quantidade de luz e calor solar POR TODOS OS LADOS. Mas, espere aí, então a planta não recebe luz e calor solar se não mudarmos o vaso de lugar?
Pois é, pensamos equivocadamente que, mantendo nossos vasos estáticos, parados, recebendo nossas plantas além dos cuidados de praxe, como rega, adubação, limpeza, podas, aramação, etc, nada mais há para ser feito. ERRADO. Há algo ainda a ser feito e que a maioria ignora ou, se pensa a respeito, dá de ombros, indiferente a isso.
Então saiba agora que mudar o vaso de posição, rotacionando-o, é um recurso excelente para que nossa planta possa ser realmente beneficiada. Girar o vaso é algo que nunca pensamos em fazer. Mas é o certo. Devemos fazer isso em períodos regulares, em todas as plantas. Vale dizer que se tivermos um, dois ou tres bonsai, fica fácil lembrar de fazer isso. Mas se tivermos, igualmente, trocentos ou trinhentos vasos, bem, não será tão facil assim, não é mesmo? Mas será igualmente importante que nos lembremos de fazer, ainda que por etapas, essas mudanças com regularidade, sempre.
O ângulo em que os raios solares incidem sobre a Terra, não a distância que percorrem, é o que determina as variacões de temperatura terrestre, conforme as estações. Em ambos os hemisférios, é no Verão que os raios solares caem sobre a superfície terreste quase verticalmente, ao passo que no Inverno atingem o máximo de sua inclinação.
Um feixe de luz que incida perpendicularmente sobre uma superfície proporciona o dobro de energia por metro quadrado, da que fornece um feixe cujo ângulo de incidência seja 30 graus.
A incidência maior ou menor de luz solar em nossas plantas pode ser observada pela emissão de novas brotações, bem como o crescimento/desenvolvimento dos galhos. Eles tendem a seguir a luz solar, e ao rotacionarmos os vasos, mudando sua posição regularmente, estaremos favorecendo que as brotações e o crescimento dos galhos siga um plano regular, estabelendo um cultivo otimizado, vez que a planta estará sendo beneficiada como um todo e não apenas parte dela.
A finalidade principal de mudarmos os vasos de lugar segue que o retorno em termos de qualidade no cultivo de nossos bonsai é certo. Proporcionar, no mínimo, de 6 a 8 horas de sol direto por dia é suficiente para a maioria das plantas que necessita de sol pleno. O termo “sol pleno”, de fato, não significa que as plantas devam permanecer sob luz forte o dia inteiro, somente a maior parte do dia. Porém, a mínima quantidade de luz solar deve ser proporcionada às plantas perenes, árvores e arbustos mesmo durante os dias mais curtos da primavera e do outono.
Expor plantas que dão flores e que gostam de sombra, como azaleas e rododendros, ao período de sol da manhã para estimular a floração. Luz adicional também pode manter as plantas mais compactas, com uma boa densidade. Vale lembrar que pela ação da luz solar sobre a clorofila, faz-se nas folhas a síntese da matéria orgânica, formando-se os acúcares, a partir do carbono do ar e da água absorvida pelas raízes. Ou seja, sem uma correta exposição à luz solar, o ciclo não se completará devidamente, implicando em perdas e gastos de energia para a planta.
As reações quimicas que permitem combinar o dióxido de carbono com a agua e os sais minerais da solução nutritiva de forma a produzir substancias organicas, só irão ocorrer se fornecida energia para estabilizar as novas ligações quimicas. A fonte de energia é o sol, utilizando as plantas a própria energia da luz para elaborar essas substâncias. Em resumo, esse metódo de conversão é a nossa velha conhecida FOTOSSINTESE.
Muitos de nós estudamos isso na escola, naquela saudosa aula de geografia, mas que como tudo o mais que aprenderamos naqueles distantes anos, ficaram relegados ao esquecimento, ou então, como acontece geralmente, pensamos que isso só servia para ilustrar, nunca para praticar.
Bem carissimos, devo dizer que estavamos todos equivocados ao pensar que tal conhecimento não tem serventia prática para o cultivo da nossa nobre arte bonsai. Pois saibam, então, que tem muito a ver sim.
Nossos bonsai são melhores cultivados quando expostos ao tempo, onde podem receber luz e calor solar no transcorrer do dia, isso não cansamos de ler constantemente, seja aqui em nosso forum ou em outras fontes correlatas. Mas o que não sabemos ou ignoramos, é quanto de sol realmente nossas plantas recebem diariamente. Será suficiente o bastante para que a planta possa estar processando toda a energia solar que recebe, convertendo-a em energia quimica, via fotossintese, etc.?
Bem, vamos observar algumas imagens comparativas para termos uma idéia mais precisa sobre o que estou tentando discutir aqui:

Na imagem seguinte, temos que a quantidade de energia distribuída na região 3 por unidade de área, é menor que 2 que é menor que 1:

Uma consequencia direta disso são as nossas Estações do Ano: elas se devem à variação da inclinação do eixo da terra que chega ao valor máximo de 23,5 graus, e à rotação da terra em torno do Sol. Quando o pólo norte do eixo da Terra se afasta do Sol é o inverno no hemisfério norte. Os raios solares caem OBLIQUAMENTE sobre a superfície da Terra. Sua energia é menos concentrada e por esse motivo o clima sobre um dado ponto no globo terrestre situado sobre o hemisfério norte é frio. A Obliquidade do eixo, encurta os dias, acentuando o frio.
O Verão chega no hemisfério norte quando o eixo da Terra se inclina para o lado do Sol. É SOLSTÍCIO DE VERÃO quando o eixo da Terra está mais diretamente alinhado com o Sol. Nessa data por exemplo, a cidade de Nova York, recebe 15 horas de luz natural, produzida pelos raios solares concentrados e quase verticais.
Mas no hemisfério sul é pleno INVERNO, e em lugares como Buenos Aires, o sol brilha por breve lapso de tempo e seus raios formam com o horizonte um ângulo muito reduzido.
Ao mover-se em torno do sol, o nosso planeta, em sua trajetória cíclica anual,o pólo norte aponta em direção à êle no Solstício de Verão em torno do dia 22 junho, e em direção contrária, por volta do dia 22 de Dezembro.
As estações no hemisfério sul, são o opôsto das do hemisfério norte.
Bem, lembramos agora daquelas famosas lições de geografia que mencionei antes. Mas o que isso tem a ver com os nossos bonsai, afinal? O que podemos fazer em relação a isso para que o cultivo e manejo que realizamos neles possam melhorar ainda mais? Bem, caros, devemos realmente remanejá-los.
Isso implica em que devemos mudar os vasos de posição, acompanhando as alterações solares quanto à posição do sol em relação à terra, de forma que a planta possa estar sempre sendo beneficiada com a quantidade de luz e calor solar POR TODOS OS LADOS. Mas, espere aí, então a planta não recebe luz e calor solar se não mudarmos o vaso de lugar?
Pois é, pensamos equivocadamente que, mantendo nossos vasos estáticos, parados, recebendo nossas plantas além dos cuidados de praxe, como rega, adubação, limpeza, podas, aramação, etc, nada mais há para ser feito. ERRADO. Há algo ainda a ser feito e que a maioria ignora ou, se pensa a respeito, dá de ombros, indiferente a isso.
Então saiba agora que mudar o vaso de posição, rotacionando-o, é um recurso excelente para que nossa planta possa ser realmente beneficiada. Girar o vaso é algo que nunca pensamos em fazer. Mas é o certo. Devemos fazer isso em períodos regulares, em todas as plantas. Vale dizer que se tivermos um, dois ou tres bonsai, fica fácil lembrar de fazer isso. Mas se tivermos, igualmente, trocentos ou trinhentos vasos, bem, não será tão facil assim, não é mesmo? Mas será igualmente importante que nos lembremos de fazer, ainda que por etapas, essas mudanças com regularidade, sempre.
O ângulo em que os raios solares incidem sobre a Terra, não a distância que percorrem, é o que determina as variacões de temperatura terrestre, conforme as estações. Em ambos os hemisférios, é no Verão que os raios solares caem sobre a superfície terreste quase verticalmente, ao passo que no Inverno atingem o máximo de sua inclinação.
Um feixe de luz que incida perpendicularmente sobre uma superfície proporciona o dobro de energia por metro quadrado, da que fornece um feixe cujo ângulo de incidência seja 30 graus.
A incidência maior ou menor de luz solar em nossas plantas pode ser observada pela emissão de novas brotações, bem como o crescimento/desenvolvimento dos galhos. Eles tendem a seguir a luz solar, e ao rotacionarmos os vasos, mudando sua posição regularmente, estaremos favorecendo que as brotações e o crescimento dos galhos siga um plano regular, estabelendo um cultivo otimizado, vez que a planta estará sendo beneficiada como um todo e não apenas parte dela.
A finalidade principal de mudarmos os vasos de lugar segue que o retorno em termos de qualidade no cultivo de nossos bonsai é certo. Proporcionar, no mínimo, de 6 a 8 horas de sol direto por dia é suficiente para a maioria das plantas que necessita de sol pleno. O termo “sol pleno”, de fato, não significa que as plantas devam permanecer sob luz forte o dia inteiro, somente a maior parte do dia. Porém, a mínima quantidade de luz solar deve ser proporcionada às plantas perenes, árvores e arbustos mesmo durante os dias mais curtos da primavera e do outono.
Expor plantas que dão flores e que gostam de sombra, como azaleas e rododendros, ao período de sol da manhã para estimular a floração. Luz adicional também pode manter as plantas mais compactas, com uma boa densidade. Vale lembrar que pela ação da luz solar sobre a clorofila, faz-se nas folhas a síntese da matéria orgânica, formando-se os acúcares, a partir do carbono do ar e da água absorvida pelas raízes. Ou seja, sem uma correta exposição à luz solar, o ciclo não se completará devidamente, implicando em perdas e gastos de energia para a planta.
As reações quimicas que permitem combinar o dióxido de carbono com a agua e os sais minerais da solução nutritiva de forma a produzir substancias organicas, só irão ocorrer se fornecida energia para estabilizar as novas ligações quimicas. A fonte de energia é o sol, utilizando as plantas a própria energia da luz para elaborar essas substâncias. Em resumo, esse metódo de conversão é a nossa velha conhecida FOTOSSINTESE.

