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Dúvidas Manacá da serra (Tibouchina mutabilis) e Azalea -RPP

Rafael Pontes27/05/2011 13:38
Dúvidas Manacá da serra (Tibouchina mutabilis) e Azalea -RPP
Olá amigos! Aqui em minha cidade tem uma mini feira de plantas todo ano e esse ano eu queria comprar algumas mudas que eu vi, mas tenho algumas duvidas a esclarecer antes de tudo.

Uma das que estou "namorando" é a Azalea, que como bonsai fica espetacular. Lá elas são vendidas em vasinhos com 2 a 3 mudinhas (cheias de flores).
Minha duvida é que tipo de substrato tenho que preparar para um reenvase (escorredor) depois de adiquirido o vasinho. Tenho que preparar algo extra pra corrigir a acidez do solo ou posso usar substrato comum???


A outra duvida é com relação ao Manacá da Serra. Vejo muitas árvores dessa espécie aqui na minha cidade e é uma planta bonita, com folhas médias e flores com tons de rosa e branco. Aí vai um texto que encontrei:

Nome Científico: Tibouchina mutabilis
Nome Popular: Manacá-da-serra, Manacá-da-serra-anão, Cuipeúna, Jacatirão
Família: Melastomataceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene

O manacá-da-serra é uma árvore semi-decídua nativa da mata atlântica, que se popularizou rapidamente no paisagismo devido ao seu florescimento espetacular. Seu porte é baixo a médio, atingindo de 6 a 12 m de altura e cerca de 25 cm de diâmetro de tronco. As folhas são lanceoladas, pilosas, verde-escuras e com nervuras longitudinais paralelas. As flores apresentam-se solitárias e são grandes, vistosas e duráveis. Elas desabrocham com a cor branca e gradativamente vão tornando-se violáceas, passando pelo rosa. Esta particularidade faz com que na mesma planta sejam observadas flores de três cores. A floração ocorre no verão e a frutificação no outono.

O manacá-da-serra é uma excelente opção para o paisagismo urbano, pois não apresenta raízes agressivas, permitindo seu plantio em diversos espaços, desde isolado em calçadas, até em pequenos bosques em grandes parques públicos. Seu crescimento é rápido e além da árvore, encontra-se disponível no mercado uma variedade anã, o manacá-da-serra-anão. Esta variedade, conhecida como 'Nana', alcança de 2 a 3 m de altura e é mais precoce, iniciando a floração com menos de meio metro. Com seu porte arbustivo, ela é apropriada para o uso isolado ou em grupos e renques. Sua floração ocorre no inverno, ao contrário da forma arbórea típica. Também pode ser conduzida em vasos.

O manacá deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente por pelo menos um ano após o plantio no local definitivo. Planta característica de clima tropical úmido, é tolerante ao clima ameno das regiões subtropicais. Multiplica-se por sementes, estacas e alporques. A variedade 'Nana' (manacá-da-serra-anão) só pode ser multiplicada por estaquia e alporquia, pois os descendentes oriundos de sementes, podem não apresentar as características típicas desta variedade e atingir o porte arbóreo.

Autor: Raquel Patro
http://www.jardineiro.net/br/banco/tibouchina_mutabilis.php


Os vasos que tem pra vender na feira já são de porte médio com cerca de 1,5m. Eu queria comprar uma dessas e a partir de alporques e estacas conseguir aí uns 4 ou 5 materiais de trabalho futuro, aproveitando essa próxima primavera pra fazesr os alporques nos galhos dela.

Aí vai uma foto da internet:


Os vasos a venda na feira estão por volta de 30 reais... axo que seria um bom investiemnto! 😄
O que acham???

abraço!
SEKI - Elio Luis Secchi27/05/2011 19:19
Rafael, o Manacá da Serra não é muito indicado para bonsai. Se esquema de brotação, com entrenós longos e brotação muito "louca" dificulta a estilização. Os galhos são secos, prejudicando aramação. Além disso, o mais grave: esta planta não é perene, tendo um ciclo de vida relativamente curto, em se pensando em bonsai. Não vejo muito futuro em ficar trabalhando uma planta durante anos, com toda a dificuldade que a espécie oferece, e quando estiver, digamos pronta, vai durar apenas alguns anos e morrer pois o seu ciclo de vida acabou.
Quanto as azaléias, sempre são ótimas opções para bonsai. Verifique a grossura dos troncos sempre imaginando que você deverá engrossar o tronco o que levará algum tempo.

abraço
Rafael Pontes27/05/2011 19:28
Ah entendi Elio! Vou dar uma olhada nas Azaleas então!
O ruim que as que tem lá o tronco é no máximo da grossura de uma caneta +ou-... Demoraria pra engrossar, mas vale a pena a espera, Azaleas são muito bonitas!

Quanto ao solo pode ser substrato comum? (70% pedriscos 30% terra)?
Pedro Reimão27/05/2011 21:25
Amigo acho que posso te ajudar um pouco:

Azaléia

Família: Ericáceas
Origem: China e Japão
Porte: Atinge até 2 m. de altura
Floração: inverno e início da primavera
Propagação: estacas de galho
Luminosidade: sol pleno/meia-sombra
Regas: Regulares, sempre que o solo estiver seco
A azaléia, um arbusto da família das Ericáceas, tornou-se muito popular e hoje pode ser encontrada formando cercas-vivas, compondo maciços em jardins, alegrando corredores e entradas mesmo plantada em um vaso. Um dos segredos do seu sucesso é que a floração ocorre justamente nos meses de inverno e traz um pouco de colorido num período em que a maioria das plantas encontra-se em repouso. Outro segredo é que a azaléia é uma planta relativamente rústica e resistente: suporta com bravura certas condições bem adversas e, por isso, é muito usada em jardins e praças públicas, dando um toque de “vida” até mesmo nos canteiros das grandes avenidas de cidades como São Paulo, tão castigada do ponto de vista ecológico-paisagístico.
A variedade mais popular no Brasil é a Rhododendron indicum, que originalmente produz flores roxas, rosas e brancas, mas graças à intervenção humana, pode ser encontrada em inúmeras matizes chegando até ao vermelho brilhante.
Solo: Por ser um arbusto rústico, a azaléia adapta-se bem a qualquer tipo de solo, porém, para produza uma florada exuberante, o ideal é cultivá-la usando a seguinte mistura de solo:
• 2 partes de terra comum de jardim
• 1 parte de areia
• 1 parte de composto orgânico
Luminosidade e regas: As azaléias não florescem dentro de casa e precisam de luz solar plena para crescerem bem. Para mantê-las em áreas internas, deixe as plantas fora de casa até que as flores se abram, aí então podem ser levadas para dentro, mas é preciso que fiquem em um local bem claro, próximo à janela. O cultivo pode ser feito à meia-sombra desde que a planta receba luz solar direta pelo menos 4 horas por dia. Evite o excesso de água nas regas: o ideal é fornecer água à planta apenas quando o solo apresentar-se seco, sem encharcar.
Adubação: Floradas pouco exuberantes ou brotos que não crescem é sinal que falta nutrientes para a azaléia. Adube uma vez por mês com a seguinte mistura:
• 1 parte de farinha de ossos
• 1 parte de torta de mamona
Se for utilizar fertilizante químico, dê preferência para aqueles ricos em fósforo (o P da fórmula NPK). Ou seja, escolha um NPK onde o P seja maior que o N e o K. Ex: um NPK de fórmula 4-12-4.
Podas: Depois da floração, a poda é uma boa medida para estimular o surgimento de novos brotos e garantir uma próxima florada bem exuberante. Aproveite para fazer uma boa limpeza na planta, retirando as flores murchas e as folhas amarelas. Assim que terminar a floração das azaléias, retire os galhos em excesso e corte as pontas dos outros galhos, até chegar ao formato e tamanho que você quiser. Para aumentar a próxima floração, elimine as pontas de todos os galhos que floresceram este ano.
Controlando problemas
Galhas – folhas e pétalas atacadas tornam-se espessas e deformadas apresentando, às vezes, manchas esbranquiçadas. As extremidades dos ramos também podem manifestar o problema, tornando-se “esgalhadas”. Controle: Elimine as partes afetadas e utilize um fungicida do tipo Calda Bordalesa.
Oídio – A planta apresenta manchas esbranquiçadas na frente e verso das folhas e até no cálice da flor. Com o tempo, as folhas apresentam coloração cinza escuro e começam a cair prematuramente. Controle: Reduza a quantidade de água nas regas, isole as plantas atacadas ou suspeitas e faça pulverizações com fungicida em casos mais severos.
Seca de ponteiros – Apresenta-se na forma de uma podridão marrom escura, que se inicia na ponta do ramo e se espalha para baixo, atingindo a haste principal. Pode provocar até a morte da planta. Controle: Faça a poda dos ponteiros atacados e proteja o corte com uma pasta à base de oxicloreto de cobre.
Clorose – Toda a folhagem pode tornar-se amarela. Controle: Normalmente, o problema surge por deficiência nutricional. Deve-se observar a adubação correta, verificando se há carência dos nutrientes.
Ferrugem – Manchas semelhantes à ferrugem nas folhas acusam a presença de fungos. Controle: Aplique Calda Bordalesa

Fonte: http://www.atelierdobonsai.com.br/forum/viewtopic.php?t=16895&sid=fc95b015369efd7227ca6f96412b6c2b
Rafael Pontes27/05/2011 23:33
Valeu Pedro! Depois posto fotos das mudas que eu adiquirir!
abraço!