Elio Luiz, uma ressalva em suas afirmações: algumas pedras, aproveitadas para suiseki podem ser serradas no fundo, para ficar mais regular, sem nenhum problema. Outras, podem ser serradas ao meio, ou em partes distintas, em formatos triangular ou numa metade que tenha sido traçada perpendicularmente, isto é, em orientação reta mas ao mesmo tempo da base ao cimo, enviesada. Esses cortes, no caso, dispõe duas pedras distintas, que dessa forma permitem um resultado mais rico no trabalho executado com elas. É fato que não podem, porém, ser esculpidas. Seu aspecto deve ser sempre natural, sem acréscimos de detalhes, preciosismos ou apodos, isto é, não podemos "colar" nada nelas. O corte ao meio, as vezes é praticado para poder realçar um determinado aspecto da peça, que de outra maneira ficaria prejudicado.
Quando ocorre essa partição, as vezes resulta que as duas peças sejam aproveitadas, ou então, apenas aquela que tinha o detalhe melhor, sendo a outra descartada. O aparelhamento no fundo nem sempre é executado, mas quando convem ao colecionador, não há nenhum problema em realizá-lo, desde que, é claro, a peça não sofra nenhum tipo de intervenção em acréscimo ou escultura.
A assertiva de que não se deve serrar as pedras, ou não se pode aplainar o fundo, deixando-o reto, é cada vez mais suplantado pelos novos colecionadores, que encontram assim uma maneira de firmar melhor as pedras nas daizas. Alguns colecionadores clássicos, como Willie Benz, por exemplo, torcem o nariz a essas alterações, mas vez ou outra eles adquirem peças com essas caracteristicas, e não torcem o nariz, vez que há outras belezas mais prementes na peça, a enriquecer e agradar visualmente, sendo desconsiderado o fato de terem tido a base aplainada.
Anderson, aqui no DF tenho tido a oportunidade de encontrar pedras bem parecidas com as suas, chamadas TAPIOCANGA. É de cor vermelho, incrustrada com pedriscos menores ou não, e antigamente foi muito usada na construção de muros e paredes. Eu as uso nas plantas que não tem raizes muito agressivas, como os aceres, por exemplo, e as serissas, para formar bonsai no estilo ISHI TSUKI, ou seja, raiz com pedra. Com shimpaku tambem vão bem. O ideal é evitar plantas com raizes muito invasivas, como os ficus, piracantas e algumas frutiferas. De resto, as menores e mais interessantes, aproveito para suiseki, cortando-as para aplanar ou não, dependendo do movimento ou contorno (como salientou o Elio, algumas remetem a figuras).
Um bom site, para navegar e aprender um pouco mais sobre a arte SUISEKI é:
http://www.suiseki.com/
Ao visitar o site, confira os links relacionados, onde há alguns que ensinam como fazer uma ótima daiza em madeira, como todos os passos necessários, bem rico em imagens.
O termo SUISEKI,(水石😉 em japones, significa literalmente pedra ou rocha de rio, numa alusão clara de que, naquele país, e na China, as pedras mais valoradas são as que encontram em leitos e margens dos rios, tendo sofrido naturalmente os percalços que as moldaram em razão da ação continua da força das aguas, bem como da areia e mesmo das outras pedras e partículas, resultando ao final no aspecto que têm ao serem "pescadas" e usadas como adorno. No Japão, há um tamanho limitado para as peças, mas na China, como tudo o mais, elas podem ser maiores que um carro pequeno, sem nenhum problema.
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