Prumo, concordo em numero e grau com as excelentes colocações do nobre amigo Elio Luis. Realmente, vermos o material é imprescindível para detetarmos melhor o problema e apontar a solução mais adequada, do contrário, ficaremos todos às voltas com as inumeras possibilidades de recursos, sem nunca chegar a um acordo sobre qual o melhor para o caso da sua planta.
Sobre as colocações que fiz, veja um exemplo de um acer, em que o cultivador realiza um corte apical, e na lateral podemos visualizar outro corte devidamente tratado com pasta cicatrizante tipo massinha.
Percebemos que as bordas do corte aos poucos vão engrossando, e ao final acabarão por envolver totalmente a area protegida, cobrindo-a:
Importante ressaltar que esse tipo de cicatrização nem sempre ocorre em todas as espécies. No ligustro, por exemplo, um corte pode nunca vir a fechar completamente a area exposta, ainda que façamos incisões anuais na area de fecha, isto é, retira-se com uma lamina afiada, pequenos fragmentos de toda a area da borda da cicatrização, para estimular seu desenvolvimento, de maneira a que ela cresça e absorva a parte exposta totalmente.
Areas de cortes radicais, dependendo da espécie, com o tratamento adequado, enseja a recuperação, com o fechamento gradativo da borda do corte, fechando totalmente no que chamamos de cicatrização. Mesmo um acer, porém, pode apresentar certo grau de dificuldade no fechamento, obrigando o cultivador a retirar parte da madeira seca, morta, no interior do corte, aprofundando-o e em seguida desbastando os bordes do corte, para logo em seguida cobrir o buraco com epoxi e massa de cicatrização, para tentar, dessa forma, agilizar o processo de fecha:
Em algumas espécies, porém, a madeira no interior seca e apodrece, e os bordes, dessa forma, nunca irão se fechar totalmente sobre ela, mesmo usando a técnica de recorte que expus acima. Veja esse exemplar:
Noutros casos, pode acontecer do anel de cicatrização na borda criar um ressalto para cima e para fora, ao invés de fechar o buraco, resultando estranho ao final:
Na ilustração abaixo, é possível visualizar uma maneira de escavar um pouco a madeira, aprofundando o furo. Elimina-se dessa forma toda a parte podre, até que chegue ao fundo, onde deve existir apenas madeira verde, saudável ainda. cobre-se em seguida todo o furo, aplicando antes a calda ou não, a critério do cultivador, para logo preencher o espaço com o epoxi, até quase na linha da borda. Após secar bem esse material adesivo, aplica-se sobre ele massa cicatrizante, vedando de vez o orificio.
