Gpsabino, como bem esclareceu o João, certas coisas são bem melhores quando aplicadas ao material adequado. Isso vale para as tintas esmaltes próprias para material ceramico, que são inadequadas para cimento. Há tintas próprias para cimento, mas não são esmaltadas, embora voce até possa adaptar algumas para essa finalidade, com um resultado um pouco duvidoso, a meu ver.
Para ficar "por dentro" da ceramica e aprender mais, veja o link abaixo:
http://blog.feiradeceramica.com.br/workshop-de-construcao-de-mini-forno-noborigama/
http://edutecart.blogspot.com/2010/03/construo-de-fornos-noborigama-amigos-do.html
http://noborigama.com/
Noborigama é um tipo de forno, construido num declive, que utiliza a queima de madeira para proporcionar o calor necessário para a transformação de peças de argila em peças de ceramica. O calor gerado é tão intenso nas camaras, que pode chegar facilmente a 1200 graus, sendo necessário vários dias para que as peças esfriem o bastante para garantir uma abertura do forno com segurança. Esse metódo era muito utilizado na China e Japão, antigamente, para a produção de ceramica de alta qualidade. Hoje, porém, nesses países, é mais comum o uso de combustível eletrico ou gás, por uma questão de economia em suas reservas de madeira. Nosso país, porém, ainda tem muita lenha para queimar, então....
Outras informações sobre esmalte:
http://www.esmaltedealta.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14&Itemid=28
http://www.ceramicanorio.com/miscelanea/apostila/apostila.htm
Bem, espero que isso possa ajudá-lo. Cunha é uma cidade no estado de São Paulo. Fica próxima de Aparecida, fazendo divisa com Parati, no RJ. Grandes ceramistas nacionais, como Shugo Izumi de Atibaia/SP e Sami Khozan, de Niterói/RJ, fizeram cursos por lá, junto a ceramistas reconhecidamente mestres na arte. A cidade, aliás, possui muitos artesãos ceramistas de qualidade técnica indubitável, que possuem ateliers espalhados por toda a cidade, onde vendem peças de inegavel beleza e altos preços.
Acredito que seja a meca da ceramica nacional. Todo e qualquer pretendente a ceramista, aliás, deve dar um "pulinho" até lá, para passar uma semana ou uma quinzena, e aprender a "trabalhar" o barro, de maneira correta, bem como descobrir como fazer vasos e outras peças de ceramica, aplicando ou não esmaltação, e presenciar uma queima e uma abertura de um forno noborigama. Eu tive essa oportunidade e aproveitei ainda para visitar um ceramista que faz outro tipo de queima tradicional: RAKU. Sem duvida nenhuma, a experiencia é gratificante, e vale muito a pena, por isso minha sugestão nesse sentido. 😉