Mateus, sua planta é na verdade um ACER TRIDENTE, ou ACER BUERGERIANUM, variedade FORMOSANUM, sendo uma subvariedade desenvolvida no Japão, onde recebeu essa designação de MIYASAMA, provavelmente como referencial ao formato de suas folhas. Para se ter uma idéia, no Japão há pelo menos umas seis ou oito variantes do acer kaede, ou acer tridente como é conhecido aqui no Brasil. O miyasama é apenas uma delas.
O formato diferenciado da folha, sua consistencia e dureza por outro lado, traduzem mais que apenas uma variedade do acer tridente: significa uma planta um pouco mais dificultosa, quanto ao cultivo em áreas não frias, como é Goiania e Brasilia, se comparado o cultivo em SP, e demais estados do sul do país. É preciso que voce tenha conhecimento disso, não para se sentir desanimado quanto ao crescimento e desenvolvimento dessa variedade, mas principalmente para saber como lidar corretamente com ela, nesse sentido.
De crescimento mais lento e demorado que o acer tridente kaede, o acer tridente miyasama apenas de uns tempos para cá é que vem despertando o interesse de cultivadores de outras regiões do país, que o compram por acharem lindas as suas folhas com as cores outonais, caracteristicas de um clima mais ameno. No DF e no Goiás, por outro lado, dificilmente se conseguirá obter tais tonalidades, é preciso estar atento a esse detalhe. Como se trata de uma espécie cuja variedade é nativa de região de montanha, onde há um clima mais frio praticamente o ano inteiro, é fácil supor que por aqui, só se houver uma onda prolongada de frio, para que a planta repita sua coloração por um período de tempo maior.
Por outro lado, ela frutifica e floresce bastante, o que pode se constituir num atrativo diferente, quando se cultiva buscando formar um bonsai:
Como todo acer burgerianum tridente, o miyasama deve ter seus galhos aramados, visando educação e formatação, tão logo lignifiquem, isto é, quando passam da tonalidade verde para levemente marrom. É preciso ficar atento a retirar o arame antes que marque em demasia o galho, embora tais marcas, mesmo as mais profundas, tendem a desaparecer após alguns anos de cultivo intenso. O mesmo vale para o tronco. Ele aceita bem podas radicais, pega super bem por estaquia de ponteira de galhos, podemos enxertar galhos e raizes, com relativo sucesso, desde que esses trabalhos sejam realizados sempre na primavera.
A adubação deve ser constante e sistemática, com intervalos de 45 dias entre uma e outra, seja com osmocote, seja com matéria organica. No chão, claro, a planta sempre irá crescer e engrossar o tronco mais rapidamente, mas mesmo assim, se comparada com o tridente kaede é mais lento esse processo, por ser uma planta de montanha, de clima mais frio.
Veja outra sub variedade do miyasama, chamado de Acer buergerianum f.integrifolium "Koushi-miyasama", com flores e frutos (aletas onde ficam retidas as sementes):
Observe como a folha tem um formato diferente do da sua planta. E no entanto, tambem é um miyasama. Qualquer pesquisa que queira fazer sobre sua planta, de agora em diante, deverá sempre ser feita usando-se o nome correto dela: Acer buergerianum var. formosanum "miyasama", sendo este ultimo nome um acréscimo para determinar a subvariedade japonesa dessa espécie. Dessa maneira, suas pesquisas retornarão com maiores quantidades de informações pertinentes à sua planta, o que poderá ajudá-lo imensamente no cultivo dela. 😉
Apenas para curiosidade sua e dos demais colegas, a respeito de outras subvariedades do acer tridente (burgerianum), eis algumas imagens com os nomes (em japones e latim):
http://stewartia.net/engei/tree/Kaede/kaede.html