João, como a finalidade é o padrão Mame para o futuro bonsai que pretende formatar nessa planta, então o ideal é reduzir um pouco mais o recipiente menor, cortando-o na linha vermelha que demarquei. Voce irá usar apenas a parte inferior, isto é, o recipiente abaixo da linha demarcada. Dessa maneira, vc condicionará as raízes a se desenvolverem num espaço mais confinador e limitador, o que irá implicar em uma manutenção mais criteriosa da planta, visando o resultado pretendido quanto ao cultivo.
Lembrando que num recipiente pequeno as necessidades da planta são diferentes: o solo irá secar mais rapidamente, devendo ficar atento para repor umidade via rega diária. Preserve o cultivo do sol forte, mantendo a planta em local onde receba incidência de luz e calor solar apenas na parte da manhã, no máximo até as 11:00 horas. A adubação tambem deve ser controlada, evitando usar nitrogenio em excesso, para não favorecer uma aumento desmesurado no tamanho das folhas, bem como não aumentar tambem os entrenós.
Um bom adubo, no caso, é o osmocote de liberação lenta, de preferencia um que contenha porções minimas de hidrogenio, tipo um 9-9-9 ou similar. No caso do osmocote, há produtos que oferecem possibilidades de espaçamento maior entre um aporte e outro do adubo, ou seja, em períodos de 3 meses, 6 meses ou 9 meses, o que garante um atendimento, em termos de nutrientes necessários para a planta se desenvolver bem, sem comprometer seu crescimento.
Rega, adubação, controle de exposição solar, são todos fatores que devem ser rigorosamente observados pelo cultivador, quando a intenção é cultivar plantas com vistas ao padrão Mame. Bem, eis a imagem que mostra o corte sugerido no recipiente menor, para voce adequar sua planta ao cultivo nele:
Como exemplo, veja alguns dos meus mini bonsai, desenvolvidos a partir de espécies variadas. Uma piracanta kengai:
Serissa a partir de estaca de raiz:
Vinha virgem (parthenocissus tricuspidata), que os japoneses chamam de Tsuta:
Jabuticabeira, que venho desenvolvendo há 9 anos, obtida via semente. O vaso é koreano, e essa planta foi premiada num concurso aqui em Brasilia, em 2004, quando mestre Hidaka foi juiz, tirando o segundo lugar na catergoria "bonsai pequeno":
Ela está nesse vaso, desde então, e depois disso nunca a transplantei, apenas mantenho via poda de manutenção, aramação, rega e adubação controladas. Dentre todas as espécies que cultivo no padrão Mame, a serissa é a que melhor se adequa, vez que possui, naturalmente, folhas pequeninas:
O sombrite enrolado que aparece no fundo dessas imagens é usado sobre a bancada onde estão sendo cultivados os mini bonsai e os Mame, sendo estendido sobre eles a partir das 10 horas da manhã, até as 17 horas, quando são regados. À noite, ele fica suspenso, pois é desnecessário. 😉