YOSE UE, Serissas do compradre RONI
Sexta-feira é um dia tão bom quanto qualquer outro para fazer bonsai. Por isso, meu amigo e compadre, bonsaista/forista Ronivaldo veio até minha residência trazendo consigo uma bandeja rasa, comprada via net e confeccionada pelo ceramista Jorge Ribas. A intenção dele era que eu cedesse algumas serissas para compor um bosque, projeto que ambicionava há algum tempo e que, para concluir, faltava tão somente o recipiente adequado.
Após analisar detidamente o formato de algumas serissas que cultivo em meu viveiro, optamos por selecionar algumas que cresciam há alguns anos num escorredor:


Sendo a bandeja um tanto quanto rasa, tivemos que eliminar uma grande quantidade de raízes primeiramente, mantendo apenas um minimo para garantir a integridade de cada planta:


Essas serissas estavam no escorredor há uns tres anos, tendo ocorrido certa fusão em suas raízes, de modo que teriamos que cortar algumas, para liberar as mais interessantes:


Nesse tipo de poda de eliminação de raízes é preciso trabalhar rápido, e vez ou outra irrigar as raízes, para evitar que a perda hidrica não seja tão severa e comprometa o trabalho de recuperação posterior do conjunto:

Após cortar fora as raízes mais grossas, fizemos um posicionamento na bandeja com o grupo inicial, para decidir quem fica e quem sai:

Essas serissas apresentavam uma qualidade razoável quanto ao tronco e estavam com a parte aerea inicial interessante, vez que promovia poda de manutenção sempre que possível nelas, buscando sua densificação. Nesse sentido, poderíamos ter mantido apenas esse grupo, mas para que o trabalho ficasse melhor, decidi eliminar algumas delas e acrescentar outras:

Comentei com o compadre Roni sobre a vantagem de termos diversas plantas, em estágios diferentes de crescimentó/desenvolvimento, o que facilita na hora de compor um bosque bonsai:

Enquanto eu tentava equilibrar as forças antagonicas presentes na bandeja, o compadre Roni clicava as imagens, para registrar o momento mágico da construção de um novo bosque bonsai:

Não havia um projeto pré estabelecido, apenas iamos selecionando as plantas que julgavamos mais interessantes, agregando-as e distribuindo-as de maneira a criar uma situação homogenea em parte, mas em que houvesse tambem uma boa estética visual, ainda que aparentemente o caos fosse o rei "da cocada preta". Nada como buscar o naturalistic:


Temos que cuidar de aspectos relevantes, como a triangulação correta do conjunto, as areas negativas, a proporcionalidade, a area de fuga, o posicionamento de cada tronco, de maneira que não interfira visualmente com o tronco a seu lado, e por aí vai....:


Particularmente gosto de trabalhar com a serissa. É uma ótima espécie, sem espinhos e resistente:


Aos poucos nosso bosque bonsai vai adquirindo um formato peculiar e caracteristico. Daqui a uns dois meses o volume de raízes capilares terá triplicado, preenchendo todo o espaço livre abaixo da superficie. Em um ano, as raízes terão iniciado a fusão, passando o conjunto a funcionar como uma planta única. Findo os tres primeiros anos, iremos cuidar do reenvase:





Posicionadas as plantas, cubrimos as raizes e parte do tachiagari, para garantir estabilidade com um substrato composto por: caco ceramico, pedrisco, terra granulada (cupinzeiro), Bioplant e musgo esfagno (previamente umedecido em superthrive):

Embora perfeição não seja uma exigência, por vezes é preciso mudar alguma coisa para melhor contudo. Nesse caso, tive que substituir duas arvores finas e retas:

Por outras duas, mais robustas e com um ligeiro movimento antagonico entre elas, para agregar estabilidade visual e harmonizar melhor o conjunto:


Em todo caso, pode ser que daqui a dois ou tres anos, quando formos reenvasar, seja preciso substituir ou troca algumas plantas, ou mesmo acrescentar outras, para deixar o bosque mais interessante. A vantagem desse tipo de trabalho com essa espécie em particular, é justamente poder fazer isso, visando sempre uma melhoria. Bem, espero que os colegas foristas apreciem o trabalho e comentem, criticas são sempre bem vindas.
Após analisar detidamente o formato de algumas serissas que cultivo em meu viveiro, optamos por selecionar algumas que cresciam há alguns anos num escorredor:
Sendo a bandeja um tanto quanto rasa, tivemos que eliminar uma grande quantidade de raízes primeiramente, mantendo apenas um minimo para garantir a integridade de cada planta:
Essas serissas estavam no escorredor há uns tres anos, tendo ocorrido certa fusão em suas raízes, de modo que teriamos que cortar algumas, para liberar as mais interessantes:
Nesse tipo de poda de eliminação de raízes é preciso trabalhar rápido, e vez ou outra irrigar as raízes, para evitar que a perda hidrica não seja tão severa e comprometa o trabalho de recuperação posterior do conjunto:
Após cortar fora as raízes mais grossas, fizemos um posicionamento na bandeja com o grupo inicial, para decidir quem fica e quem sai:
Essas serissas apresentavam uma qualidade razoável quanto ao tronco e estavam com a parte aerea inicial interessante, vez que promovia poda de manutenção sempre que possível nelas, buscando sua densificação. Nesse sentido, poderíamos ter mantido apenas esse grupo, mas para que o trabalho ficasse melhor, decidi eliminar algumas delas e acrescentar outras:
Comentei com o compadre Roni sobre a vantagem de termos diversas plantas, em estágios diferentes de crescimentó/desenvolvimento, o que facilita na hora de compor um bosque bonsai:
Enquanto eu tentava equilibrar as forças antagonicas presentes na bandeja, o compadre Roni clicava as imagens, para registrar o momento mágico da construção de um novo bosque bonsai:
Não havia um projeto pré estabelecido, apenas iamos selecionando as plantas que julgavamos mais interessantes, agregando-as e distribuindo-as de maneira a criar uma situação homogenea em parte, mas em que houvesse tambem uma boa estética visual, ainda que aparentemente o caos fosse o rei "da cocada preta". Nada como buscar o naturalistic:
Temos que cuidar de aspectos relevantes, como a triangulação correta do conjunto, as areas negativas, a proporcionalidade, a area de fuga, o posicionamento de cada tronco, de maneira que não interfira visualmente com o tronco a seu lado, e por aí vai....:
Particularmente gosto de trabalhar com a serissa. É uma ótima espécie, sem espinhos e resistente:
Aos poucos nosso bosque bonsai vai adquirindo um formato peculiar e caracteristico. Daqui a uns dois meses o volume de raízes capilares terá triplicado, preenchendo todo o espaço livre abaixo da superficie. Em um ano, as raízes terão iniciado a fusão, passando o conjunto a funcionar como uma planta única. Findo os tres primeiros anos, iremos cuidar do reenvase:
Posicionadas as plantas, cubrimos as raizes e parte do tachiagari, para garantir estabilidade com um substrato composto por: caco ceramico, pedrisco, terra granulada (cupinzeiro), Bioplant e musgo esfagno (previamente umedecido em superthrive):
Embora perfeição não seja uma exigência, por vezes é preciso mudar alguma coisa para melhor contudo. Nesse caso, tive que substituir duas arvores finas e retas:
Por outras duas, mais robustas e com um ligeiro movimento antagonico entre elas, para agregar estabilidade visual e harmonizar melhor o conjunto:
Em todo caso, pode ser que daqui a dois ou tres anos, quando formos reenvasar, seja preciso substituir ou troca algumas plantas, ou mesmo acrescentar outras, para deixar o bosque mais interessante. A vantagem desse tipo de trabalho com essa espécie em particular, é justamente poder fazer isso, visando sempre uma melhoria. Bem, espero que os colegas foristas apreciem o trabalho e comentem, criticas são sempre bem vindas.





