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WABI-SABI * A perfeição no imperfeito

fabianoscosta26/12/2011 19:12
WABI-SABI * A perfeição no imperfeito
Olá amigos, eu sempre quiz escrever sobre isto mas nunca encontrei um texto bacana o suficiente para postar em meu blog, pelo menos no meu ponto de vista.
Conversando com o amigo da casa Mortem Albek descobri em seu site que tinha algo muito bacana e então traduzi, espero que gostem.

http://fabiano.projetobonsai.com/2011/12/26/wabi-sabi-a-perfeicao-no-imperfeito/



Grande abraço,
Fabiano.
Elio26/12/2011 20:28
Bom material, Fabiano!
Para nós, ocidentais, é um pouco difícil interpretar o wabi-sabi.
"A perfeição no imperfeito" traduz bem a idéia.
Costumo usar também, nos cursos que ministro, a frase: " A assimetria do simétrico".

abraço
Mcdonald26/12/2011 20:45
Muuuuito legal a matéria..

Fiquei meio perplexo... mas gostei...

Parabéns pela postagem...

Abraço
nickyfury26/12/2011 21:13
bonsai
O conceito tem na verdade bastante filosofia inserte nele, mas sob a ótica oriental japonesa, e não temos, pelo menos a maioria de nós, alcance sobre essa area filosófica com a mesma capacidade de percepção que eles têm.

Talvez o mais próximo desse conceituação oriental, na escola do pensamento ocidental, seja a temática do "não ser" da metafísica Kantiana, que nos apresenta justamente a incompatibilidade existente entre a Fé e a Razão, onde a Fé como o “não-ser” o interior do homem e a razão como o “ser”, o intelecto, a verdade

Kant elaborou uma teoria de que antes de toda idéia é necessário conhecer a capacidade do próprio conhecer. A genese Wabi Sabi reside em "ver" a felicidade naquilo que é natural, seja perfeito ou não. Ou mais simplificado ainda: descobrir a beleza que existe na imperfeição.

Wabi-sabi é uma antiga filosofia japonesa com raízes no Zen, reverenciando a austeridade, a natureza e o cotidiano. Distante, portanto, da idéia Kantiana, mas, ao mesmo tempo, com algo dela tambem. Para Juniper, wabi-sabi não se desenvolve, é descoberto. Ele a vê como um conceito atemporal estética, assim como Kant vê a sublime.

Uma ótima oportunidade de aprendermos um pouco mais sobre a cultura japonesa é buscarmos o conhecimento dentro dessa linha de pensamento Wabi Sabi. Talvez possa, se me permitem, indicar uma continuação a quem quiser se aprofundar um pouco mais:

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://c2.com/cgi/wiki%3FWabiSabi

Wabi-Sabi: para artistas, desenhistas, poetas e filósofos, por Leonard Koren ISBN 1880656124

http://c2.com/cgi/wiki?WabiSabi
fabianoscosta27/12/2011 10:33
Pois é Élio é algo realmente difícil de assimilar, conheço gente com TOC que se não deixar tudo redondinho ou triangulado de forma isósceles não fica feliz, eu por exemplo, aprendi com esta filosofia a liberdade de que as coisas não precisam estar alinhadas ou sempre limpinhas para estarem perfeitas.

Caro McDonald, isso não se aprende assim da noite pro dia, vai se assimilando com a vida caso deixamos que entre em nossa vida e filosofia, muita gente entende mas não pratica, também faz parte, quem sabe assim são perfeitas... 😉

Nicky vou ler tudo depois, show de bola amigo, caso queira complementar o texto no blog com comentários lá mesmo ficarei muito contente, pois gosto de dar o chute inicial e a turma ir complementando e dando seus pitacos, porém quando é algo mais filosófico ou teórico fica meio no ar.

Lembrando sempre que o texto é de M. Albek, grande colecionador de shohin e generosa figura da nossa arte.

Abração e obrigado,
Fabiano.
fabianoscosta27/12/2011 10:42
Tem uma certa história japonesa antiga, muitos devem já a conhecer, mas com certeza haverão quem não a tenha ouvido ou lido:

Certa vez o mestre pegou um novo discípulo que era todo empenhado em fazer tudo pra agradar o mestre e tudo de forma maravilhosamente "reta", era um cara no qual podia realmente se confiar quaquer tarefa que seria muito bem feita.

Já nos ensinamentos mais profundos o mestre chega no pátio onde tinha várias árvores de caducifólias (ácer, ginko,...) e estava o chão repleto dessas folhas pois era outono.

Então o mestre olhou para toda aquela sujeira e olhou para seu aluno e disse:
-Sabes o que fazer?
e ele disse:
-Sim mestre, já o faço.

E em pouco tempo ele deixou aquele chão brilhando, sem uma folha, limpinho, daí chamou o mestre para mostrar seu maravilhoso serviço.

-E então mestre, está perfeito??

O mestre então vendo aquele pátio em pleno outono cheio de árvores caducas e o chão limpinho, foi até o tronco umas árvores e bateu fazendo com que caíssem algumas folhas, daí então olhou para seu aluno e disse:

-Agora está!

Creio que é uma forma mai fácil de aprender alguma coisa sobre a ótica oriental de WABI-SABI pois realmente não haverá tradução em língua alguma ocidental!

Grande abraço,
Fabiano.