Jessé, sua planta pertence a uma espécie chamada CHAMAECYPARIS GRACILIS NANA, que o pessoal costuma abreviar para nana ou tuia nana, trata-se na verdade de um crupessus, da familia dos cedros. Possui folhas curtas, grossas e escamosas, com linhas brancas na parte inferior. Sua
cópia é cônica, com a terminação levemente pontiaguda. O tronco é cilíndrico, quase sempre reto e às vezes se bifurcando. A madeira é branca e sólida, com casca grossa e fissurada. Adquirem um porte majestoso com a idade.
Seu crescimento é lento, mesmo se viverem em boas condições de cultivo. Preferem os locais sombreados, então deve-se evitar a exposição solar intensa, principalmente à tarde. Procure mantê-los com umidade suficiente durante todo o ano. Deve-se evitar que haja o ressecamento do substrato, porém nunca se deve encharcar. Regue abundantemente no verão e cuide para que o excesso de água seja
eliminado pelos orifícios de drenagem.
Excesso de umidade no solo provoca o apodrecimento das raízes e morte da árvore. No inverno reduza um pouco a agua da rega. Inicie uma adubação organica leve, de preferencia com material de decomposição lenta, repetindo o aporte de forma regular (a cada 45 dias), suspendendo no inverno.
O ideal é reenvasar a planta a cada dois ou três anos, sempre na primavera, antes de iniciar a brotação podando-se 1/3 ou a metade das
ramificações das raízes. Os Chamaecyparis se desenvolvem melhor com uma boa profundidade de substrato drenante, por isso prepare algo contendo 40% de caco ceramico, 20% de areia grossa, 10% de casca de pinheiro, 10% de carvão e 20% de pedrisco.
Retire o extremo dos brotos durante o período de crescimento. Repita a operação duas ou três vezes durante o ano. Não corte as folhas. Pode os ramos que crescem demais, eliminando um grupo de folhas. Esta operação pode ser efetuada com os dedos. Quando for cortar um galho, faça-o com uma tesoura de poda, procurando cortar apenas o
galho e não as folhas que estão em sua volta.
Limpeza: Elimine as folhas amarelas no outono, assim como tudo que estiver seco no interior da folhagem. Limpe o solo para evitar os parasitas e as enfermidades, retirando musgo e ervas daninhas.
Quando quiser modificar o estilo da árvore, utilize a técnica de aramação, não deixando que o arame permaneça mais do que dez meses no galho. Cuide para que as folhas não fiquem amassadas entre os arames. Repita esta operação cada ano, até obter o formato desejado. Se o arame se incrustar no tronco, não deve ser
arrancado, e sim, retirado delicadamente com alicate apropriado, cortando-o em pedaços.
IMPORTANTE:
Essas árvores são sensíveis à podridão das raízes, devendo-se portanto evitar ao máximo o excesso de regas, assim como pratos ou bandejas sob o vaso, para impedir o acúmulo de água parada. O cultivo em ambiente interno debilita muito a planta, culminado quase sempre em perda material, de partes da planta ou dela toda.
Alguns exemplares para servir de modelo:
Os japoneses chamam essa planta de HINOKI (leia rinôqui). Veja a sequencia de imagens mostrando uma estilização interessante:
A idéia de cultivo dessa planta é não cuidar dela como se fosse uma conifera, mas sim uma decídua ou uma sempre verde, para que possa resistir por muito tempo. A idade dessa espécie, quando cultivada, chega fácil aos 300 anos, e no Japão e China é possível vermos arvores imensas dessa espécie, em jardins centenários.
