Peroba
Peroba
Marlo
Bem conduzida a sua árvore, está com um bom movimento e com vários galhos bem dispostos, ou seja, está bem estruturada para virar um ótimo bonsai no futuro.
Se fosse minha eu plantaria em uma bacia grande para proporcionar o engrossamento do tronco e, para ajudar nisso, deixaria também um galho do sacrifício no topo da árvore.
Quanto aos galhos, provavelmente alguns você terá que retirar, mas por hora não me preocuparia com isso só os conduziria para a formação das ramificações... não sei qual é a capacidade de cicatrização da peroba, mas deixaria para podar somente quando estive quase pronta...
A casca da peroba é linda!
Abraços
Bem conduzida a sua árvore, está com um bom movimento e com vários galhos bem dispostos, ou seja, está bem estruturada para virar um ótimo bonsai no futuro.
Se fosse minha eu plantaria em uma bacia grande para proporcionar o engrossamento do tronco e, para ajudar nisso, deixaria também um galho do sacrifício no topo da árvore.
Quanto aos galhos, provavelmente alguns você terá que retirar, mas por hora não me preocuparia com isso só os conduziria para a formação das ramificações... não sei qual é a capacidade de cicatrização da peroba, mas deixaria para podar somente quando estive quase pronta...
A casca da peroba é linda!
Abraços
bonsai
Vc escolheu uma nativa complexa para tentar transformar num bonsai. A Peroba rosa, Aspidosperma cylindrocarpon:
"Tronco moderadamente pesado em comparação com as demais madeiras de lei de grande durabilidade quando não está em contato com o solo e a umidade, pois apodrece com facilidade.
Sua altura varia de 5 a 15 metros, possui o tronco sulcado longitudinalmente e, uma casca coberta por um tecido protetor de espessura variável denominado súber.
Seu ramos são castanho-claros. Folhas simples, com latéx, elípticas ou ovadas,conforme a espécie, atingindo cerca de 7,0 cm de comprimento, sua superfície é brilhante, com a face interior mais clara e opaca, sua nervura principal é saliente, pecíolo varia de 2 a 4 cm de comprimento.
Suas flores são amarelas. Fruto folículo, cilíndrico, castanho escuro, lenhoso e com lenticelas, 8 cm de comprimento. Sementes aladas, oblongas, com cerca de 10 pares".
É sempre importante termos em mãos a ficha técnica da espécie que cultivamos, buscando sempre mais informações pertinentes a seu cultivo, pois somente dessa maneira teremos certeza de não corrermos risco e termos condições de manter nossas nativas sempre saudáveis e com crescimento vigoroso.
É importante ressaltar que há algumas variedades, diferentes entre si, pertencentes ao mesmo genero e familia, distribuídas por outras regiões do país, que tambem são chamadas de peroba:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/arvores-peroba/arvores-peroba.php
Em relação à sua planta, vejo que tem um substrato bem drenante, o que habilitou um bom desenvolvimento/crescimento para ela. Todavia, como bem salientou o nobre colega Prumo, a questão agora é permitir um maior engrossamento do tronco, para estabelecer um material mais interessante ao final do cultivo com que formar um bonsai de qualidade técnica superior.
A bacia plastica, com no máximo 15cm de altura, bem perfurada no fundo e na lateral, poderá garantir esse estabelecimento quanto a uma maior grossura no tronco, vez que irá possibilitar um aumento no sistema radicular da planta, e é bem sabido que quanto mais raízes tiver uma arvore, principalmente raizes finas de alimentação chamadas capilares, maiores são as chances do tronco acompanhar esse aumento, engrossando bem mais rápido inclusive.
Minha sugestão é manter o mesmo substrato, pois verifica-se que ele é bem adequado ao cultivo empreendido até agora. Ao replantar, lembre-se de cortar fora as raizes grossas, chamadas de pívotantes, caso haja alguma ou várias, mantendo preservadas apenas as raizes finas de alimentação. Faça uma distribuição delas em toda a volta do tronco, para criar um efeito radial, proporcionando estabilidade para a arvore, ao mesmo tempo que permite, no futuro, a exploração visual delas (nebari).
No entanto, devo salientar que, contrariamente ao que postulou o nobre colega Prumo, sou a favor de um corte em todos os galhos, reduzindo seu comprimento, antes do replantio. Isso vale pelo fato de que, se mantidos crescendo vigorosamente como estão, poderão forçar pontos de conicidade invertida em alguma area de saída de alguns deles, o que irá redundar num defeito dificil de ser corrigido mais à frente.
Um dos galhos, inclusive, ocupa uma posição que depõe contra, ou seja bem no meio de uma curva. Melhor então cortar rente ao caule, aplicando uma pasta cicatrizante, para eliminar de vez esse problema, que no futuro irá depor tambem contra a planta. O tronco segue um movimento levemente sinuoso. É preciso, então, repassar esse mesmo movimento aos galhos, que deverão ser aramados depois de cortados em seu comprimento, recebendo estes um leve movimento sinuoso lateralmente, mas com um pouco de força para baixo (não muito, apenas um leve toque, para não ficarem totalmente horizontais).
O reposicionamento dos galhos e seu movimento lateral irão habilita-los a ficar em harmonia visual com o tronco, que liberto da energia dispendida no crescimento/alongamento dos galhos, poderá então canalizar energia no sentido de engrossamento. Lembre-se de voltar a adubar com materia organica uns 45 a 60 dias após o replante.
A brotação apical tambem sugeri uma redução, pois a altura da arvore, por agora, está razoável. Preserve, para o futuro, a brotação apical esquerda, reduzindo ao minimo ou cortando fora a da direita, para proporcionar conicidade adequada a essa area. O mesmo vale para os galhos, que cortados, terão uma melhor conicidade após a saída de novas brotações para sua formação. Busque sempre reduzi-los, de maneira a forçar novas brotações ao longo de cada galho, ramificando-os dessa forma (os galhos devem sempre parecer com uma mão aberta, com os dedos afastados).
Em vermelho, linhas que marcam os possíveis cortes de redução que sugeri acima:

"Tronco moderadamente pesado em comparação com as demais madeiras de lei de grande durabilidade quando não está em contato com o solo e a umidade, pois apodrece com facilidade.
Sua altura varia de 5 a 15 metros, possui o tronco sulcado longitudinalmente e, uma casca coberta por um tecido protetor de espessura variável denominado súber.
Seu ramos são castanho-claros. Folhas simples, com latéx, elípticas ou ovadas,conforme a espécie, atingindo cerca de 7,0 cm de comprimento, sua superfície é brilhante, com a face interior mais clara e opaca, sua nervura principal é saliente, pecíolo varia de 2 a 4 cm de comprimento.
Suas flores são amarelas. Fruto folículo, cilíndrico, castanho escuro, lenhoso e com lenticelas, 8 cm de comprimento. Sementes aladas, oblongas, com cerca de 10 pares".
É sempre importante termos em mãos a ficha técnica da espécie que cultivamos, buscando sempre mais informações pertinentes a seu cultivo, pois somente dessa maneira teremos certeza de não corrermos risco e termos condições de manter nossas nativas sempre saudáveis e com crescimento vigoroso.
É importante ressaltar que há algumas variedades, diferentes entre si, pertencentes ao mesmo genero e familia, distribuídas por outras regiões do país, que tambem são chamadas de peroba:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/arvores-peroba/arvores-peroba.php
Em relação à sua planta, vejo que tem um substrato bem drenante, o que habilitou um bom desenvolvimento/crescimento para ela. Todavia, como bem salientou o nobre colega Prumo, a questão agora é permitir um maior engrossamento do tronco, para estabelecer um material mais interessante ao final do cultivo com que formar um bonsai de qualidade técnica superior.
A bacia plastica, com no máximo 15cm de altura, bem perfurada no fundo e na lateral, poderá garantir esse estabelecimento quanto a uma maior grossura no tronco, vez que irá possibilitar um aumento no sistema radicular da planta, e é bem sabido que quanto mais raízes tiver uma arvore, principalmente raizes finas de alimentação chamadas capilares, maiores são as chances do tronco acompanhar esse aumento, engrossando bem mais rápido inclusive.
Minha sugestão é manter o mesmo substrato, pois verifica-se que ele é bem adequado ao cultivo empreendido até agora. Ao replantar, lembre-se de cortar fora as raizes grossas, chamadas de pívotantes, caso haja alguma ou várias, mantendo preservadas apenas as raizes finas de alimentação. Faça uma distribuição delas em toda a volta do tronco, para criar um efeito radial, proporcionando estabilidade para a arvore, ao mesmo tempo que permite, no futuro, a exploração visual delas (nebari).
No entanto, devo salientar que, contrariamente ao que postulou o nobre colega Prumo, sou a favor de um corte em todos os galhos, reduzindo seu comprimento, antes do replantio. Isso vale pelo fato de que, se mantidos crescendo vigorosamente como estão, poderão forçar pontos de conicidade invertida em alguma area de saída de alguns deles, o que irá redundar num defeito dificil de ser corrigido mais à frente.
Um dos galhos, inclusive, ocupa uma posição que depõe contra, ou seja bem no meio de uma curva. Melhor então cortar rente ao caule, aplicando uma pasta cicatrizante, para eliminar de vez esse problema, que no futuro irá depor tambem contra a planta. O tronco segue um movimento levemente sinuoso. É preciso, então, repassar esse mesmo movimento aos galhos, que deverão ser aramados depois de cortados em seu comprimento, recebendo estes um leve movimento sinuoso lateralmente, mas com um pouco de força para baixo (não muito, apenas um leve toque, para não ficarem totalmente horizontais).
O reposicionamento dos galhos e seu movimento lateral irão habilita-los a ficar em harmonia visual com o tronco, que liberto da energia dispendida no crescimento/alongamento dos galhos, poderá então canalizar energia no sentido de engrossamento. Lembre-se de voltar a adubar com materia organica uns 45 a 60 dias após o replante.
A brotação apical tambem sugeri uma redução, pois a altura da arvore, por agora, está razoável. Preserve, para o futuro, a brotação apical esquerda, reduzindo ao minimo ou cortando fora a da direita, para proporcionar conicidade adequada a essa area. O mesmo vale para os galhos, que cortados, terão uma melhor conicidade após a saída de novas brotações para sua formação. Busque sempre reduzi-los, de maneira a forçar novas brotações ao longo de cada galho, ramificando-os dessa forma (os galhos devem sempre parecer com uma mão aberta, com os dedos afastados).
Em vermelho, linhas que marcam os possíveis cortes de redução que sugeri acima:

Nicky
Não é interessante manter aquele último galho no ápice para crescer livremente? Isso não propiciaria um engrossamento do tronco?
Abraços
Não é interessante manter aquele último galho no ápice para crescer livremente? Isso não propiciaria um engrossamento do tronco?
Abraços
bonsai
Seria, se o cultivo fosse continuar no recipiente atual. Como nós sugerimos que ele seja feito numa bacia plastica maior, haverá um aumento na area de produção e desenvolvimento do sistema radicular, que com isso contribuirá para o engrossamento do tronco, sem que seja preciso a manutenção do galho de sacrificio.
Podemos pensar, equivocadamente, que o correto então seria usar esses dois recursos: bacia para aumentar a massa radicular e galho de sacrificio. Ora, somando 1+1 teriamos 2, para garantir um maior resultado. Bem, lamento dizer que não funciona assim. O maior volume de raizes irá produzir mais energia que seguirá no sentido de desenvolver mais o galho de sacrificio, resultando que o engrossamento do tronco, ainda que ocorra paulatinamente, não redundará num resultado mais rapido, mas sim bem mais lento. Cortando o galho, reduzindo sua altura e aumentando a complexidade de sua formação (com uma copa bem ramificada, planejada e buscando um arredondamento), teremos então que a seiva, logo a energia, será melhor aproveitada por toda a planta, resultando num engrossamento mais rápido do tronco.
Além disso, eu sugeri reduzir o comprimento de todos os galhos, buscando neles a ramificação. Ora, isso tambem favorece o engrossamento do tronco. Mas se deixado crescer livremente, o ápice irá tambem subtrair parte dessa energia que se destinava a esses galhos, e o desenvolvimento neles não será, forçosamente, tão interessante quanto se fosse como citei, e novamente, aqui, temos a subtração de energia e um engrossamento de tronco pífio.
Então, temos que nem sempre a equação 1+1=2 como sendo a melhor. Há casos em que temos de nos ater a determinadas situações, priorizando os pontos de desenvolvimento e formação estrutural, buscando formar um bonsai de qualidade superior, onde haverá a natural formação ramificada dos galhos, com ótima distribuição de seiva por toda a planta e que, por causa disso, favorecerá o engrossamento mais rápido do tronco.
Agora, observe que isso não seria correto se o tronco fosse grosso e estivessemos então preocupados apenas em formar a ramificação dos galhos, bem como em proporcionar uma base mais grossa para o apice. Aí sim, prevaleceria o crescimento livre do galho apical, pois precisaríamos que ele "puxasse" a energia da planta para os outros pontos e não teríamos necessidade da dispersão dessa energia para o tronco, que por estar na grossura que queremos, não iria precisar de mais energia para isso.
O galho apical é algo muito interessante de ser analisado, dentro do cultivo, e devemos estar atentos a sua serventia, para usá-lo corretamente e termos um resultado mais satisfatório, de uma maneira geral, que apenas adotando-o para objetivos simplistas. E devo lembrar que podemos ter galho apical não só no apice, ou seja, no cimo do caule, mas igualmente, com as mesmas vantagens e objetivos, em outros pontos do tronco. Podemos usar um na base, por exemplo, para que fortalecer e engrossar apenas esse ponto. Nesse caso, o galho apical poderia incluso crescer alongando-se bem quase rente ao solo, e poderia ser mais de um tambem, para aumentar essa area do tachiagari.
Podemos pensar, equivocadamente, que o correto então seria usar esses dois recursos: bacia para aumentar a massa radicular e galho de sacrificio. Ora, somando 1+1 teriamos 2, para garantir um maior resultado. Bem, lamento dizer que não funciona assim. O maior volume de raizes irá produzir mais energia que seguirá no sentido de desenvolver mais o galho de sacrificio, resultando que o engrossamento do tronco, ainda que ocorra paulatinamente, não redundará num resultado mais rapido, mas sim bem mais lento. Cortando o galho, reduzindo sua altura e aumentando a complexidade de sua formação (com uma copa bem ramificada, planejada e buscando um arredondamento), teremos então que a seiva, logo a energia, será melhor aproveitada por toda a planta, resultando num engrossamento mais rápido do tronco.
Além disso, eu sugeri reduzir o comprimento de todos os galhos, buscando neles a ramificação. Ora, isso tambem favorece o engrossamento do tronco. Mas se deixado crescer livremente, o ápice irá tambem subtrair parte dessa energia que se destinava a esses galhos, e o desenvolvimento neles não será, forçosamente, tão interessante quanto se fosse como citei, e novamente, aqui, temos a subtração de energia e um engrossamento de tronco pífio.
Então, temos que nem sempre a equação 1+1=2 como sendo a melhor. Há casos em que temos de nos ater a determinadas situações, priorizando os pontos de desenvolvimento e formação estrutural, buscando formar um bonsai de qualidade superior, onde haverá a natural formação ramificada dos galhos, com ótima distribuição de seiva por toda a planta e que, por causa disso, favorecerá o engrossamento mais rápido do tronco.
Agora, observe que isso não seria correto se o tronco fosse grosso e estivessemos então preocupados apenas em formar a ramificação dos galhos, bem como em proporcionar uma base mais grossa para o apice. Aí sim, prevaleceria o crescimento livre do galho apical, pois precisaríamos que ele "puxasse" a energia da planta para os outros pontos e não teríamos necessidade da dispersão dessa energia para o tronco, que por estar na grossura que queremos, não iria precisar de mais energia para isso.
O galho apical é algo muito interessante de ser analisado, dentro do cultivo, e devemos estar atentos a sua serventia, para usá-lo corretamente e termos um resultado mais satisfatório, de uma maneira geral, que apenas adotando-o para objetivos simplistas. E devo lembrar que podemos ter galho apical não só no apice, ou seja, no cimo do caule, mas igualmente, com as mesmas vantagens e objetivos, em outros pontos do tronco. Podemos usar um na base, por exemplo, para que fortalecer e engrossar apenas esse ponto. Nesse caso, o galho apical poderia incluso crescer alongando-se bem quase rente ao solo, e poderia ser mais de um tambem, para aumentar essa area do tachiagari.
obrigado
Vlw nicky e prumo pelas sugestões e pela aula de cultivo, acredito que vou seguir as suas dicas do nicky mesmo, mas uma dúvida será que posso realizar o procedimento agora mesmo?
ótimo material!
cara uma das árvores escolhidas por mim para tentar um projeto é a peroba, pelo que pesquisei existem poucos exemplares desta espécie que foram transformados em bonsai, como o nick disse é uma arvore muito delicada para cultivo, começei a cultivar a nobre arte a pouco tempo e ainda não tenho muita noção de como proceder, pesquisei em alguns viveiros e ainda não encontrei mudas e sementes é complicado tbem pois aqui em minha região as poucas existentes estão em pequenas areas de mata, impossivel encontra-las no chão e subir 15 metros tbem não é mto fácil não ehehehe
quando eu vi seu tópico me veio na mente algo mais parecido com o literati ou como encontramos na natureza, tronco reto e com pouca copa, mas gostei do seu "aperfeiçoamento" acredito que vc está no caminho certo...
a sua planta irá servir como referencial para a minha (se vc permitir é claro)...
quando eu vi seu tópico me veio na mente algo mais parecido com o literati ou como encontramos na natureza, tronco reto e com pouca copa, mas gostei do seu "aperfeiçoamento" acredito que vc está no caminho certo...
a sua planta irá servir como referencial para a minha (se vc permitir é claro)...
Lendo esse post agora, não o tinha visto antes............me ocorreu de salientar um ponto importantíssimo que o amigo Nicky citou:
Engrossamento de tronco NÃO ocorre pela existência de galho de sacrifício e sim pelo desenvolvimento das raízes.
Gente, isso é sério! Quer engrossar o tronco? dê espaço às raízes!!!!
abraço
Engrossamento de tronco NÃO ocorre pela existência de galho de sacrifício e sim pelo desenvolvimento das raízes.
Gente, isso é sério! Quer engrossar o tronco? dê espaço às raízes!!!!
abraço
Elio/Nicky
Na minha modesta experiencia e associado ao que eu já li sobre isso, posso afirmar, ainda que por evidências empíricas, que o engrossamento do tronco e crescimento da planta está associado ao crescimento radicular, e o crescimento radicular está associado ao crescimento aéreo. Existe uma relação proporcional e direta entre raízes e galhos/tronco.
Cada vez que limitamos o crescimento das raízes, seja pela poda seja pelo recipiente pequeno, a parte aérea é também limitada. Neste verão fiz experiências com Acer Tridente a partir de semente. Comparando uma árvores semelhante, uma somente no escorredor e outra no escorredor + bacia. O resultado é que o crescimento da segunda foi pelo menos 4 vezes maior que a primeira.
Porém cada vez que podamos a parte aérea, a árvore vai, proporcionalmente, "matar" as raízes que nutriam estas áreas podadas. Assim se queremos crescimento e engrossamento do tronco é preciso moderação nas podas. O processo de formação dos galhos (poda, condução, poda...) vai "prejudicar" o processo de crescimento até a planta se restabelecer com as novas brotações.
O galho de sacrifício é um artifício para tentar "driblar" as podas de formação dos galhos. Com ele se mantém o fluxo de seiva ascendente, o que pode proporcionar a planta a continuar o processo de crescimento radicular.
Além de que a natureza é sábia o suficiente para entender que a sustentação de uma uma árvore "alta" precisa de uma base sólida, que seria raízes e um tronco mais grosso. É proporcional.
Logicamente que o galho de sacrifício precisa ser "limitado", não pode ser uma outra "árvore" frondosa, pois o devido ao crescimento apical das plantas os galhos mais abaixo não receberão nutrientes na mesma proporção que os galhos mais acima.
De qualquer forma, falo com base no que eu li e observei, mas não tenho experiencia e tempo de cultivo suficiente para afirmar com toda a certeza.
Por isso na época argumentei o Nicky e até que seja provado o contrário eu vou continuar a usar o recurso do galho do sacrifício, pois prá mim parece existir lógica na técnica.
Abraços
Na minha modesta experiencia e associado ao que eu já li sobre isso, posso afirmar, ainda que por evidências empíricas, que o engrossamento do tronco e crescimento da planta está associado ao crescimento radicular, e o crescimento radicular está associado ao crescimento aéreo. Existe uma relação proporcional e direta entre raízes e galhos/tronco.
Cada vez que limitamos o crescimento das raízes, seja pela poda seja pelo recipiente pequeno, a parte aérea é também limitada. Neste verão fiz experiências com Acer Tridente a partir de semente. Comparando uma árvores semelhante, uma somente no escorredor e outra no escorredor + bacia. O resultado é que o crescimento da segunda foi pelo menos 4 vezes maior que a primeira.
Porém cada vez que podamos a parte aérea, a árvore vai, proporcionalmente, "matar" as raízes que nutriam estas áreas podadas. Assim se queremos crescimento e engrossamento do tronco é preciso moderação nas podas. O processo de formação dos galhos (poda, condução, poda...) vai "prejudicar" o processo de crescimento até a planta se restabelecer com as novas brotações.
O galho de sacrifício é um artifício para tentar "driblar" as podas de formação dos galhos. Com ele se mantém o fluxo de seiva ascendente, o que pode proporcionar a planta a continuar o processo de crescimento radicular.
Além de que a natureza é sábia o suficiente para entender que a sustentação de uma uma árvore "alta" precisa de uma base sólida, que seria raízes e um tronco mais grosso. É proporcional.
Logicamente que o galho de sacrifício precisa ser "limitado", não pode ser uma outra "árvore" frondosa, pois o devido ao crescimento apical das plantas os galhos mais abaixo não receberão nutrientes na mesma proporção que os galhos mais acima.
De qualquer forma, falo com base no que eu li e observei, mas não tenho experiencia e tempo de cultivo suficiente para afirmar com toda a certeza.
Por isso na época argumentei o Nicky e até que seja provado o contrário eu vou continuar a usar o recurso do galho do sacrifício, pois prá mim parece existir lógica na técnica.
Abraços
Prumodeq, vc está certíssimo!
Foi falha minha não completar o raciocínio!
Com certeza para o tronco engrossar precisa que as raízes se desenvolvam. Para as raízes se desenvolverem precisam de espaço.
Faltou completar que para as raízes crescerem elas devem ter um objetivo natural, que é alimentar a parte aérea..........e isso se consegue com um galho de sacrifício sem que precisemos deixar a planta toda cabeluda.
É o artifício lógico. Uma coisa leva a outra.
E, vale a pena alertar que não adianta deixar um galho de sacrifício com objetivo de engrossar o tronco se não houver espaço considerável para as raízes.
abraço
Foi falha minha não completar o raciocínio!
Com certeza para o tronco engrossar precisa que as raízes se desenvolvam. Para as raízes se desenvolverem precisam de espaço.
Faltou completar que para as raízes crescerem elas devem ter um objetivo natural, que é alimentar a parte aérea..........e isso se consegue com um galho de sacrifício sem que precisemos deixar a planta toda cabeluda.
É o artifício lógico. Uma coisa leva a outra.
E, vale a pena alertar que não adianta deixar um galho de sacrifício com objetivo de engrossar o tronco se não houver espaço considerável para as raízes.
abraço
Atualizando
peroba
ahh e já ia me esquecendo muito obrigado pelos elogios e principalmente pelas dicas....
M.A. Passarini, bela evolução!
Devagar e sempre.
Parabéns!
Abraços.
Devagar e sempre.
Parabéns!
Abraços.
peroba
Obrigado renato vamos de vagar pois a espécie já não é das mais rápidas rsrs





