Me desculpe, Jubras,
Me detenho em dar muitos detalhes para não alongar em demasia o texto, subentendendo que já tenha algum conhecimento sobre as técnicas que eu citei. Mas de forma alguma me absteria em ajudar o colega em suas dúvidas.
O tratamento no tronco pode ser feito de diversas formas. O mais utilizado pelo pessoal do bonsai é a Calda Sulfocáustica, que pode ser comprada pela internet, pelo nome comercial de Limesulfur. Recomendo o site da Bonsai ideal
http://www.idealbonsai.com.br/calda-sulfocaustica-limesulfur-300ml-p76/ . No entanto, a calda dá um efeito de esbranquiçamento na madeira, o que pode redundar em algo pouco natural, em algumas situações, além do incômodo de ter que reaplicar periodicamente à medida em que vai perdendo seu efeito. Assim, também posso sugerir, caso seja de sua preferência, que utilize um verniz, ao invés da calda. Uma seladora incolor seria o ideal, para dar um aspecto mais natural. Pode ser encontrado facilmente em qualquer loja de materiais para construção.
Já quanto ao corte, para explorar melhor a beleza da madeira, eu o faria de maneira a eliminar a conicidade invertida. Explico: Na natureza, ao observarmos uma árvore velha, alta e imponente, percebemos que a base do tronco se inicia com uma largura grande, e se afunila, até o topo. A isso, chamamos conicidade. No entanto, em alguns casos, pode ocorrer que uma praga, doença, ou condição adversa interfira nessa natural formação do tronco, o que chamamos de conicidade invertida. Em outras palavras, a conicidade correta deve aparentar assim: / \, enquanto a conicidade invertida aparenta assim: \ /.
No caso do seu tronco, observa-se uma boa conicidade, do topo, até a região onde sai esse galho à direita. Logo abaixo, inicia-se uma conicidade invertida. Então, cabe a você escolher, entre manter o galho, eliminando a parte logo abaixo, ou realizar o corte logo acima dele. Eu optaria por esta segunda opção, mas a decisão é sua. Ao cortar a madeira seca, tome cuidado para não ferir a árvore viva que está por baixo.
Para o alporque, eu postei uma explicação rápida no tópico de um outro colega forista, no seguinte link:
http://www.atelierdobonsai.com.br/forum/viewtopic.php?t=20837 . No entanto, a forma que eu expliquei ao colega, e que ele utilizou foi uma maneira alternativa. O alporque tradicionalmente feito é muito bem explicado no vídeo que se segue nesse link:
http://www.youtube.com/watch?v=CREGA3jxGJE&feature=mfu_in_order&list=UL
Pré-julgando que você não seja um entendedor do idioma inglês, explico o vídeo: Primeiro ele marcou com um pincel atômico a área do corte, depois descascou a planta com uma faca bem afiada. Ao descascar, esteja atento a retirar toda a casca, até atingir a madeira. Depois de descascar a área, ele raspou com a faca a madeira, a fim de retirar uma película que fica entre a casca e o cerne. Isso é muito importante para que o anel não cicatrize. A raspagem é feita até que seja removida a camada lisa e úmida que fica por baixo da casca. Depois disso, ele utilizou musgo esfagno, envolvido por uma sacola plástica para cobrir a área do corte, e mais uma porção acima dela. Isso é necessário, pois as novas raízes serão lançadas acima do corte, e não no corte em si. Caso não disponha do musgo, pode utilizar areia, vermiculita etc.
Para um sucesso consideravelmente maior, deve ser utilizado um hormônio enraizante. O mais recomendado seria o superthrive, encontrado à venda no Mercado Livre. Também pode ser utilizado um comprimido vendido em farmácias com o nome de benevera. A forma de utilizar, você pode encontrar com uma rápida pesquisa aqui mesmo no fórum, utilizando a ferramenta de busca:
http://www.atelierdobonsai.com.br/forum/search.php
Espero ter sido mais útil desta vez. Se ainda restarem dúvidas, sinto-me grato em poder ajudar.
Abraços.