Caliandra spinosa: trabalho do BBC (2.ª planta)
Conforme havia especificado no primeiro post, eu e meus amigos: Francisco Lustosa, Glauco Felix, Wagner Arnaud e Estefânio, após um explendido churrasco na casa do Lustosa, nos entregamos ao prazer de trabalhar duas Caliandras, da variedade spinosa. A primeira planta, maior, pertence ao bonsaista Wagner Arnaud, e seu trabalho foi apresentado aqui no forum. Passo, agora, a mostrar o trabalho realizado na segunda planta, que pertence a mim:
Minha Caliandra, antes do trabalho realizado:


Três grandes bonsaistas, com longo tempo de prática e dedicação ao bonsai: Lustosa, Estefânio e Glauco, analisam detidamente as possibilidades que a planta oferecia:

Após uma criteriosa discussão e acalorada discussão, chegamos a um primeiro consenso, culminando na decisão de cortar, reduzindo o comprimento, alguns dos galhos da planta:

Sem chance de opção, fui o escolhido para realizar essa árdua tarefa de corte:



Sigo cortando, sobre as atentas observações e opinião do meu dileto amigo Glauco, com a anuência do não menos amigo Lustosa:

Vixe!!! e agora? rsssss

Cadê a minha planta?

Bem, parece que só sobrou um ou dois galhinhos para construir alguma coisa interessante com ela:


Glauco sugere "puxar" o tronco superior para baixo, para agregar movimento sobre uma possível estruturação:



Enquanto decidimos o que fazer, começo a desbastar alguns galhos que irão ser convertidos em jin:

Num ponto eu e o Lustosa concordamos: uma planta mais baixa fica bem mais interessante. Restava definir o que iriamos usar e o que seria descartado:


A sugestão do Glauco, quanto a usar o galho superior, baixando via tração, ficou um pouco em desacordo com as intenções de trabalho que eu e Lustosa víamos na planta:

Glauco faz um pouco de força, insistindo em sua posição de trabalho:



Apesar dos excelentes argumentos do Glauco, vencemos eu e Lustosa:

Um meio termo, contudo. O galho sugerido pelo Glauco foi preservado, convertido em jin e aramado, para receber um bom posicionamento:



Lustosa explica a melhor configuração para a futura estrutura aerea da planta, que apresentará uma estrutura baixa e compacta, porém bem delineada e esteticamente com um visual mais atraente:




Numa primeira finalização, a planta agora irá se recuperar dessa rigorosa intervenção, sendo que no ano que vem irei trabalhar um shari no tronco, o quer resultará numa combinação mais harmoniosa com os jin realizados. Certamente até lá a estruturação aerea estará bem melhor, garantindo um resultado bem mais interessante como um todo:







A grande vantagem de se trabalhar em conjunto, particularmente com ótimos bonsaistas, é que podemos sempre estar aprendendo mais um pouco uns com os outros, além da prazerosa discussão que sempre precede aos trabalhos, incindido muitas vezes em que a opinião de um seja contestada, discutida, e aceita ou não, a depender da validade e intensidade dos argumentos apresentados em sua defesa.
Por isso, apresento o trabalho acima aos amigos e colegas foristas, para que analisem com critério e discricionariedade, de maneira a opiniar, criticar, sugerir ou incluso fazer alguma projeção quanto ao trabalho, o que certamente só irá agregar ainda mais beleza a ele, ou quem sabe, quiçá melhorar um pouco mais. Avançar na arte bonsai é um caminho árduo, as vezes, mas as recompensas e méritos que podemos conseguir, faz com que isso continue a valer a pena. Obrigado.
Minha Caliandra, antes do trabalho realizado:
Três grandes bonsaistas, com longo tempo de prática e dedicação ao bonsai: Lustosa, Estefânio e Glauco, analisam detidamente as possibilidades que a planta oferecia:
Após uma criteriosa discussão e acalorada discussão, chegamos a um primeiro consenso, culminando na decisão de cortar, reduzindo o comprimento, alguns dos galhos da planta:
Sem chance de opção, fui o escolhido para realizar essa árdua tarefa de corte:
Sigo cortando, sobre as atentas observações e opinião do meu dileto amigo Glauco, com a anuência do não menos amigo Lustosa:
Vixe!!! e agora? rsssss
Cadê a minha planta?
Bem, parece que só sobrou um ou dois galhinhos para construir alguma coisa interessante com ela:
Glauco sugere "puxar" o tronco superior para baixo, para agregar movimento sobre uma possível estruturação:
Enquanto decidimos o que fazer, começo a desbastar alguns galhos que irão ser convertidos em jin:
Num ponto eu e o Lustosa concordamos: uma planta mais baixa fica bem mais interessante. Restava definir o que iriamos usar e o que seria descartado:
A sugestão do Glauco, quanto a usar o galho superior, baixando via tração, ficou um pouco em desacordo com as intenções de trabalho que eu e Lustosa víamos na planta:
Glauco faz um pouco de força, insistindo em sua posição de trabalho:
Apesar dos excelentes argumentos do Glauco, vencemos eu e Lustosa:
Um meio termo, contudo. O galho sugerido pelo Glauco foi preservado, convertido em jin e aramado, para receber um bom posicionamento:
Lustosa explica a melhor configuração para a futura estrutura aerea da planta, que apresentará uma estrutura baixa e compacta, porém bem delineada e esteticamente com um visual mais atraente:
Numa primeira finalização, a planta agora irá se recuperar dessa rigorosa intervenção, sendo que no ano que vem irei trabalhar um shari no tronco, o quer resultará numa combinação mais harmoniosa com os jin realizados. Certamente até lá a estruturação aerea estará bem melhor, garantindo um resultado bem mais interessante como um todo:
A grande vantagem de se trabalhar em conjunto, particularmente com ótimos bonsaistas, é que podemos sempre estar aprendendo mais um pouco uns com os outros, além da prazerosa discussão que sempre precede aos trabalhos, incindido muitas vezes em que a opinião de um seja contestada, discutida, e aceita ou não, a depender da validade e intensidade dos argumentos apresentados em sua defesa.
Por isso, apresento o trabalho acima aos amigos e colegas foristas, para que analisem com critério e discricionariedade, de maneira a opiniar, criticar, sugerir ou incluso fazer alguma projeção quanto ao trabalho, o que certamente só irá agregar ainda mais beleza a ele, ou quem sabe, quiçá melhorar um pouco mais. Avançar na arte bonsai é um caminho árduo, as vezes, mas as recompensas e méritos que podemos conseguir, faz com que isso continue a valer a pena. Obrigado.
