Elio, na minha humilde opinião, um ótimo recurso comparativo, sem dúvida. Há pouco, lendo um artigo de autoria do grande bonsaista espanhol Sebastian Fernandez, com texto de Emili Roig, publicado na edição n.º 144 da conceituada revista Bonsai Actual, que coleciono e recomendo, pela excelência de sua qualidade, vi que o autor do trabalho (A transformação de um shimpaku japones - shohin), usa ao final um isqueiro, do tipo BIC, tão comum e por isso mesmo, tão conhecido mundo afora, para servir como "cunha" sob o diminuto vasinho onde a planta foi colocada.
Incluso, ele cita "viendo la cuña utilizada, un encendedor, somos conscientes del reducido tamaño de este bonsái". No que pese a qualidade do trabalho desse bonsaista (renomado internacionalmente, com vários prêmios inclusive), o meio comparativo que ele usou pode não ser o mais adequado, e talvez não o seja, inclusive por ter sido apresentado dessa forma numa revista tão excepcional quanto, indubitavelmente é um recurso que serve como parametro de medição e que, como vemos nessa publicação, está longe de ser algo que apenas nós, brasileiros, fazemos. 🙄
Por outro lado, como bem postulou o nobre e grande amigo e bonsaista Elio, usar uma moeda como comparativo é algo que mesmo os japoneses costumam fazer e não é de hoje:
Por outro lado, como citei antes, usar a mão só se os demais souberem o tamanho do dono da mão..rssssss:
Antigamente usávamos máquinas fotográficas que precisavam de filme:
Hoje os bonsai jogam tênis, e não é de mesa:
Usamos ferramentas, para comparar:
OU uma fruta qualquer:
Os abstêmios, ou puristas, trocam a lata de cerveja pela de suco:
Claro que um vinhozinho de vez em quando não é algo tão condenável:
Por outro lado, medir com uma fita métrica ou com um metro de carpinteiro nem sempre são recursos disponíveis, além de talvez não ser crível o bastante para quem irá ver o objeto, seja ele um vaso ou um bonsai, então temos que usar outro referencial:
E se algum desses referenciais pode ser feio de doer, como o cabra aí de cima, que dirá daqueles com a pança avantajada?:
Fiquemos, pois, com a pureza juvenil:
Para não dizerem que a escada é falsa (no tamanho), pode-se subir nela:
Ou subir no vaso, tb ajuda:
De resto não é apenas nós, jovens mortais, insignificantes bonsaistas, quem gostamos de sair ao lado da planta, para mostrar que ela é, de fato, muito grande:
Mas será que a planta era tão grande assim? rssssss:
Não é o Ricardo, mas que parece, parece:
