Adubação II
Olá pessoal!!!
-Tirei varias dúvidas ao ler esta matéria, achei super interessante e gostaria de compartilhar com vocês.
-Matéria de autoria de Anderson Nora Ribeiro estudante de Agronomia e retirada do site da Bonsai Brasil.
Adubação
"-Como qualquer ser vivo as plantas além de água, necessitam de alguns elementos existentes na natureza para poderem completar seu ciclo de vida. Estes elementos são chamados nutrientes. No caso das plantas estes são divididos em duas classes principais, os macro e micronutrientes. Macronutrientes são aqueles requeridos em grandes quantidades e são eles: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre. Os micronutrientes são aqueles requeridos em menores quantidades e são: boro, cloro, cobre, ferro, manganês, zinco e molibdênio.
-As plantas ao contrário dos animais, que só obtém seus nutrientes através dos alimentos ingeridos, têm mais de uma forma de absorver os elementos. O ar é um destes, sendo que dele as plantas extraem o carbono, o oxigênio e eventualmente o enxofre, sendo absorvidos através da respiração. Da água as plantas absorvem o hidrogênio e o oxigênio, através da quebra de sua molécula. Mas o principal local de absorção é obviamente o solo, de onde são extraídos todos os demais nutrientes e por isso é sempre ressaltada a necessidade de se ter um solo fértil. No solo estes nutrientes encontram-se distribuídos em vários locais ou em várias formas, sendo que eles podem estar constituindo partículas dos solo; aderidos a estas partículas, constituindo ou presos à matéria orgânica ou na própria solução do solo, que nada mais é do que a água presente no solo. Mas as plantas somente são capazes de absorver aqueles que estão na solução do solo. Estes estados não são fixos, pois com o tempo os elementos podem sair das partículas minerais do solo para a solução, da solução para os compostos orgânicos e vice-versa.
-Após absorvidos, os nutrientes desenvolvem e participam de diferentes funções nas plantas.
-Nitrogênio– nas plantas o N participa de inúmeros compostos vitais, tanto que pode-se afirmar que sem ele as plantas não podem realizar os processos da fotossíntese e respiração, mas sua principal função é sem dúvida a regulação do crescimento. Com a falta de N a planta não cresce normalmente, e se torna pequena, com um menor número de folhas, além de apresentar uma coloração amarelada primeiramente nas folhas mais velhas e após atingindo as demais. Este sintoma está ligado ao fato da molécula de clorofila, responsável pela coloração verde das folhas, ser constituída por quatro átomos de nitrogênio.
-Fósforo – sua função está relacionada principalmente aos compostos energéticos constituídos por ele, sendo que sem estes compostos não se realiza a fotossíntese nem a respiração. É muito importante para o florescimento e frutificação. Quando se tem falta de fósforo os sintomas aparecem principalmente nas folhas mais velhas, que apresentam uma coloração azulada ou arroxeada. Sua deficiência também atrasa o florescimento e faz com que o número de frutos e sementes seja reduzido.
-Potássio – é exigido pelas plantas em enormes quantidades e sua função está relacionada especialmente com as enzimas que operam em quase todas as reações da planta. Sem potássio a planta não é capaz de respirar. No período da frutificação sua presença em abundância é importante, pois ele auxilia o enchimento ou crescimento de grãos e frutos. O potássio tem função no auxílio ao combate às doenças e na diminuição dos efeitos da geada. Pode-se constatar a deficiência através de manchas ou queimas nas margens das folhas mais velhas. Outras características de sua deficiência são o crescimento lento, plantas com raízes pouco desenvolvidas, caules fracos e muito flexíveis, plantas mais suscetíveis a ataques de doenças e ainda a formação de sementes e frutos pouco desenvolvidos.
-Cálcio – está relacionado a formação da membrana das células. Na frutificação é fundamental, pois este é um momento onde existe uma criação muito intensa de novas células. O fruto passa a apresentar manchas profundas e enegrecidas, as folhas mais novas apresentam as pontas murchas e curvadas. Nas raízes também aparecem sintomas de deficiência, pois este também é um local de grande multiplicação celular, as raízes novas ficam sem estrutura, ou seja, moles, frágeis e gelatinosas.
-Magnésio – a molécula de clorofila contém este nutriente e na falta deste passa da cor verde para laranja. Em deficiência a planta apresenta perda de coloração entre as nervuras das folhas. É um sintoma de fácil visualização, pois ocorre nas folhas mais velhas e suas nervuras permanecem verdes.
-Enxofre – está relacionado fortemente a fotossíntese. Em deficiência a planta apresenta perda de cor nas folhas mais novas podendo tornar-se roxas ou avermelhadas. As folhas ficam pequenas e apresentam suas margens enroladas e caem. O florescimento fica bastante reduzido na falta de enxofre.
-Boro – sua função primordial é a de formação do fruto. Em frutíferas pode-se identificar sua deficiência através de frutos deformados. As folhas mais novas apresentam-se pequenas e deformadas, vindo a cair. As raízes ficam com as pontas grossas e com áreas escuras, podendo ocorrer a morte das mesmas.
-Cloro – tem função nas reações de quebra da molécula de água. Não se conhece deficiência de cloro, pois sobre todos os solos do globo em algum momento houve água do mar que é abundante em cloro.
-Cobre – está relacionado a atividade fotossintética. A deficiência é evidenciada por enrolamento de pontas das folhas mais novas.
-Ferro – constituinte de enzimas importantes para a clorofila. A deficiência aparece nas folhas mais novas que apresentam o que se chama de "clorose", que é a perda da cor verde passando ao amarelo ou branco entre as nervuras e depois em toda a folha que pode se tornar esbranquiçada.
-Manganês – ligado a fabricação da clorofila. Em falta apresentam perda de cor nas folhas novas em toda a área interior às nervuras.
-Zinco – está relacionado principalmente à fabricação de uma enzima chamada AIA, que é responsável pelo crescimento celular, portanto uma planta deficiente em zinco apresenta-se anã e suas folhas novas não se desenvolvem completamente, formando uma roseta nos ramos novos.
-Molibdênio – este elemento é exigido em baixíssimas quantidades e está ligado ao aproveitamento do nitrogênio pelas plantas. Uma planta em deficiência de molibdênio apresenta sintomas semelhantes aos de nitrogênio.
-Estes são os nutrientes mais importantes para todas as culturas, mas algumas espécies de plantas podem utilizar outros elementos em seu metabolismo, como silício, cobalto, sódio e níquel, porém estes casos são muito específicos e não serão descritos no momento.
-Apesar de todos os nutrientes serem importantes, três deles se destacam mais: o nitrogênio, o fósforo e o potássio, por serem requeridos em grandes quantidades por todas as plantas em geral, daí surgem as fórmulas conhecidas como NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). Estas fórmulas comercialmente são apresentadas por exemplo da seguinte forma: 04-14-08, 10-10-10 ou 0-25-25 e estes números significam as porcentagens dos três elementos sucessivamente. Normalmente as adubações são realizadas levando-se em conta somente estes três nutrientes, o cálcio e o magnésio são fornecidos através do calcário na maior parte dos casos e em se tendo falta destes pode-se realizar a aplicação de gesso, que também fornece o enxofre.
-Existem adubos químicos onde os micronutrientes estão presentes em pequenas proporções juntamente com o NPK em suas formulações. Quando uma deficiência destes (micronutrientes) é constatada seu suprimento na maior parte dos casos é feito através de adubação líquida foliar com pulverizações. As plantas absorvem nutrientes também através das folhas, sendo que neste sistema a absorção dos nutrientes e a resposta da planta é mais rápida.
-Em hortas, vasos de plantas ornamentais, viveiros de mudas ou até mesmo em culturas anuais, também podem ser utilizados adubos orgânicos. Estes são aqueles obtidos diretamente da natureza sem tratamentos químicos, podendo ser de origem vegetal, animal ou até mesmo mineral. Os mais conhecidos e utilizados adubos orgânicos são: farinha de ossos calcinada, farinha de peixe, torta de mamona e esterco curtido de animais que hoje já podem ser encontrados nas lojas do ramo ou até mesmo em supermercados.
-Os tipos de esterco mais utilizados são o de aves e o de bovinos, mas deve-se deixá-los em repouso por certo tempo para que estes posam fermentar (curtir), pois o esterco cru, pode causar queimaduras nas raízes. Neste período de fermentação do esterco ele pode ser enriquecido com qualquer resto vegetal, este processo é conhecido como compostagem, sendo que o esterco pode ser considerado "pronto" ou "curtido" quando já não exala cheiro forte e torna-se relativamente seco e solto. Abaixo apresentamos as porcentagens médias de nutrientes dos principais adubos orgânicos:
Adubos orgânicos
Esterco de ave 3,5 (N) 3,5 (P) 3,0 (K)
Esterco de bovino 1,5 (N) 1,4 (P) 1,5 (K)
Farinha de ossos 0,0 (N) 29,0 (P) 0,0 (K)
Farinha de peixe 6,0 (N) 7,5 (P) 0,0 (K)
Torta de mamona 5,5 (N) 2,0 (P) 1,0 (K)
-Para se utilizar bem este tipo de informações deve-se sempre recorrer as funções dos nutrientes. Por exemplo uma planta que apresenta uma baixa floração, deve receber um adubo com uma porcentagem mais alta de fósforo, como a farinha de ossos calcinada. Ou uma planta com pouco crescimento, poucas folhas e amarelada, deve receber um adubo com mais nitrogênio, como a torta de mamona. Normalmente encontramos recomendações da aplicação da mistura dos dois visando um fornecimento mais completo de nutrientes para as plantas.
-Além dos adubos orgânicos existem os químicos. Os mais conhecidos e suas porcentagens de nutrientes estão listados abaixo:
Adubos químicos
Uréia 44 (N) 0,0 (P) 0,0 (K) Super Simples 0,0 (N) 18 (P) 0,0 (K) Cloreto de Potássio 0,0 (N) 0,0 (P) 58 (K)
MAP 9,0 (N) 48 (P) 0,0 (K)
DAP 16 (N) 45 (P) 0,0 (K)
-É importante ressaltar que a adubação deve ser vista como um tratamento médico, onde o excesso pode trazer transtornos. Quando a adubação é demasiadamente excessiva, além do gasto ser maior do que o desejado as plantas podem apresentar queima nas raízes, folhas e frutos ou até mesmo morrer devido a este excesso.
-Em qualquer cultivo de plantas o conhecimento dos nutrientes e adubos é importante. Assim ocorre com o bonsai que deve ter sempre a sua disposição naquela pequena porção de solo, os nutrientes necessários para seu bom desenvolvimento. Ao contrário das plantas na natureza, as raízes do bonsai não podem aprofundar-se em busca de alimento e que, com a rega diaria, alguns elementos fundamentais vão sendo lavados do solo. Portanto é necessário uma adubação de manutenção periódica para que tenhamos plantas saudáveis e mais resistentes a pragas e doenças. A saúde e o vigor do bonsai são fundamentais para a obtenção de uma resposta rápida as técnicas aplicadas. Sua beleza dependerá exclusivamente dos cuidados e tratamentos adequados ao seu cultivo.
Anderson N. Ribeiro"
[]'S
Sérgio Barbosa
-Tirei varias dúvidas ao ler esta matéria, achei super interessante e gostaria de compartilhar com vocês.
-Matéria de autoria de Anderson Nora Ribeiro estudante de Agronomia e retirada do site da Bonsai Brasil.
Adubação
"-Como qualquer ser vivo as plantas além de água, necessitam de alguns elementos existentes na natureza para poderem completar seu ciclo de vida. Estes elementos são chamados nutrientes. No caso das plantas estes são divididos em duas classes principais, os macro e micronutrientes. Macronutrientes são aqueles requeridos em grandes quantidades e são eles: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre. Os micronutrientes são aqueles requeridos em menores quantidades e são: boro, cloro, cobre, ferro, manganês, zinco e molibdênio.
-As plantas ao contrário dos animais, que só obtém seus nutrientes através dos alimentos ingeridos, têm mais de uma forma de absorver os elementos. O ar é um destes, sendo que dele as plantas extraem o carbono, o oxigênio e eventualmente o enxofre, sendo absorvidos através da respiração. Da água as plantas absorvem o hidrogênio e o oxigênio, através da quebra de sua molécula. Mas o principal local de absorção é obviamente o solo, de onde são extraídos todos os demais nutrientes e por isso é sempre ressaltada a necessidade de se ter um solo fértil. No solo estes nutrientes encontram-se distribuídos em vários locais ou em várias formas, sendo que eles podem estar constituindo partículas dos solo; aderidos a estas partículas, constituindo ou presos à matéria orgânica ou na própria solução do solo, que nada mais é do que a água presente no solo. Mas as plantas somente são capazes de absorver aqueles que estão na solução do solo. Estes estados não são fixos, pois com o tempo os elementos podem sair das partículas minerais do solo para a solução, da solução para os compostos orgânicos e vice-versa.
-Após absorvidos, os nutrientes desenvolvem e participam de diferentes funções nas plantas.
-Nitrogênio– nas plantas o N participa de inúmeros compostos vitais, tanto que pode-se afirmar que sem ele as plantas não podem realizar os processos da fotossíntese e respiração, mas sua principal função é sem dúvida a regulação do crescimento. Com a falta de N a planta não cresce normalmente, e se torna pequena, com um menor número de folhas, além de apresentar uma coloração amarelada primeiramente nas folhas mais velhas e após atingindo as demais. Este sintoma está ligado ao fato da molécula de clorofila, responsável pela coloração verde das folhas, ser constituída por quatro átomos de nitrogênio.
-Fósforo – sua função está relacionada principalmente aos compostos energéticos constituídos por ele, sendo que sem estes compostos não se realiza a fotossíntese nem a respiração. É muito importante para o florescimento e frutificação. Quando se tem falta de fósforo os sintomas aparecem principalmente nas folhas mais velhas, que apresentam uma coloração azulada ou arroxeada. Sua deficiência também atrasa o florescimento e faz com que o número de frutos e sementes seja reduzido.
-Potássio – é exigido pelas plantas em enormes quantidades e sua função está relacionada especialmente com as enzimas que operam em quase todas as reações da planta. Sem potássio a planta não é capaz de respirar. No período da frutificação sua presença em abundância é importante, pois ele auxilia o enchimento ou crescimento de grãos e frutos. O potássio tem função no auxílio ao combate às doenças e na diminuição dos efeitos da geada. Pode-se constatar a deficiência através de manchas ou queimas nas margens das folhas mais velhas. Outras características de sua deficiência são o crescimento lento, plantas com raízes pouco desenvolvidas, caules fracos e muito flexíveis, plantas mais suscetíveis a ataques de doenças e ainda a formação de sementes e frutos pouco desenvolvidos.
-Cálcio – está relacionado a formação da membrana das células. Na frutificação é fundamental, pois este é um momento onde existe uma criação muito intensa de novas células. O fruto passa a apresentar manchas profundas e enegrecidas, as folhas mais novas apresentam as pontas murchas e curvadas. Nas raízes também aparecem sintomas de deficiência, pois este também é um local de grande multiplicação celular, as raízes novas ficam sem estrutura, ou seja, moles, frágeis e gelatinosas.
-Magnésio – a molécula de clorofila contém este nutriente e na falta deste passa da cor verde para laranja. Em deficiência a planta apresenta perda de coloração entre as nervuras das folhas. É um sintoma de fácil visualização, pois ocorre nas folhas mais velhas e suas nervuras permanecem verdes.
-Enxofre – está relacionado fortemente a fotossíntese. Em deficiência a planta apresenta perda de cor nas folhas mais novas podendo tornar-se roxas ou avermelhadas. As folhas ficam pequenas e apresentam suas margens enroladas e caem. O florescimento fica bastante reduzido na falta de enxofre.
-Boro – sua função primordial é a de formação do fruto. Em frutíferas pode-se identificar sua deficiência através de frutos deformados. As folhas mais novas apresentam-se pequenas e deformadas, vindo a cair. As raízes ficam com as pontas grossas e com áreas escuras, podendo ocorrer a morte das mesmas.
-Cloro – tem função nas reações de quebra da molécula de água. Não se conhece deficiência de cloro, pois sobre todos os solos do globo em algum momento houve água do mar que é abundante em cloro.
-Cobre – está relacionado a atividade fotossintética. A deficiência é evidenciada por enrolamento de pontas das folhas mais novas.
-Ferro – constituinte de enzimas importantes para a clorofila. A deficiência aparece nas folhas mais novas que apresentam o que se chama de "clorose", que é a perda da cor verde passando ao amarelo ou branco entre as nervuras e depois em toda a folha que pode se tornar esbranquiçada.
-Manganês – ligado a fabricação da clorofila. Em falta apresentam perda de cor nas folhas novas em toda a área interior às nervuras.
-Zinco – está relacionado principalmente à fabricação de uma enzima chamada AIA, que é responsável pelo crescimento celular, portanto uma planta deficiente em zinco apresenta-se anã e suas folhas novas não se desenvolvem completamente, formando uma roseta nos ramos novos.
-Molibdênio – este elemento é exigido em baixíssimas quantidades e está ligado ao aproveitamento do nitrogênio pelas plantas. Uma planta em deficiência de molibdênio apresenta sintomas semelhantes aos de nitrogênio.
-Estes são os nutrientes mais importantes para todas as culturas, mas algumas espécies de plantas podem utilizar outros elementos em seu metabolismo, como silício, cobalto, sódio e níquel, porém estes casos são muito específicos e não serão descritos no momento.
-Apesar de todos os nutrientes serem importantes, três deles se destacam mais: o nitrogênio, o fósforo e o potássio, por serem requeridos em grandes quantidades por todas as plantas em geral, daí surgem as fórmulas conhecidas como NPK (nitrogênio, fósforo e potássio). Estas fórmulas comercialmente são apresentadas por exemplo da seguinte forma: 04-14-08, 10-10-10 ou 0-25-25 e estes números significam as porcentagens dos três elementos sucessivamente. Normalmente as adubações são realizadas levando-se em conta somente estes três nutrientes, o cálcio e o magnésio são fornecidos através do calcário na maior parte dos casos e em se tendo falta destes pode-se realizar a aplicação de gesso, que também fornece o enxofre.
-Existem adubos químicos onde os micronutrientes estão presentes em pequenas proporções juntamente com o NPK em suas formulações. Quando uma deficiência destes (micronutrientes) é constatada seu suprimento na maior parte dos casos é feito através de adubação líquida foliar com pulverizações. As plantas absorvem nutrientes também através das folhas, sendo que neste sistema a absorção dos nutrientes e a resposta da planta é mais rápida.
-Em hortas, vasos de plantas ornamentais, viveiros de mudas ou até mesmo em culturas anuais, também podem ser utilizados adubos orgânicos. Estes são aqueles obtidos diretamente da natureza sem tratamentos químicos, podendo ser de origem vegetal, animal ou até mesmo mineral. Os mais conhecidos e utilizados adubos orgânicos são: farinha de ossos calcinada, farinha de peixe, torta de mamona e esterco curtido de animais que hoje já podem ser encontrados nas lojas do ramo ou até mesmo em supermercados.
-Os tipos de esterco mais utilizados são o de aves e o de bovinos, mas deve-se deixá-los em repouso por certo tempo para que estes posam fermentar (curtir), pois o esterco cru, pode causar queimaduras nas raízes. Neste período de fermentação do esterco ele pode ser enriquecido com qualquer resto vegetal, este processo é conhecido como compostagem, sendo que o esterco pode ser considerado "pronto" ou "curtido" quando já não exala cheiro forte e torna-se relativamente seco e solto. Abaixo apresentamos as porcentagens médias de nutrientes dos principais adubos orgânicos:
Adubos orgânicos
Esterco de ave 3,5 (N) 3,5 (P) 3,0 (K)
Esterco de bovino 1,5 (N) 1,4 (P) 1,5 (K)
Farinha de ossos 0,0 (N) 29,0 (P) 0,0 (K)
Farinha de peixe 6,0 (N) 7,5 (P) 0,0 (K)
Torta de mamona 5,5 (N) 2,0 (P) 1,0 (K)
-Para se utilizar bem este tipo de informações deve-se sempre recorrer as funções dos nutrientes. Por exemplo uma planta que apresenta uma baixa floração, deve receber um adubo com uma porcentagem mais alta de fósforo, como a farinha de ossos calcinada. Ou uma planta com pouco crescimento, poucas folhas e amarelada, deve receber um adubo com mais nitrogênio, como a torta de mamona. Normalmente encontramos recomendações da aplicação da mistura dos dois visando um fornecimento mais completo de nutrientes para as plantas.
-Além dos adubos orgânicos existem os químicos. Os mais conhecidos e suas porcentagens de nutrientes estão listados abaixo:
Adubos químicos
Uréia 44 (N) 0,0 (P) 0,0 (K) Super Simples 0,0 (N) 18 (P) 0,0 (K) Cloreto de Potássio 0,0 (N) 0,0 (P) 58 (K)
MAP 9,0 (N) 48 (P) 0,0 (K)
DAP 16 (N) 45 (P) 0,0 (K)
-É importante ressaltar que a adubação deve ser vista como um tratamento médico, onde o excesso pode trazer transtornos. Quando a adubação é demasiadamente excessiva, além do gasto ser maior do que o desejado as plantas podem apresentar queima nas raízes, folhas e frutos ou até mesmo morrer devido a este excesso.
-Em qualquer cultivo de plantas o conhecimento dos nutrientes e adubos é importante. Assim ocorre com o bonsai que deve ter sempre a sua disposição naquela pequena porção de solo, os nutrientes necessários para seu bom desenvolvimento. Ao contrário das plantas na natureza, as raízes do bonsai não podem aprofundar-se em busca de alimento e que, com a rega diaria, alguns elementos fundamentais vão sendo lavados do solo. Portanto é necessário uma adubação de manutenção periódica para que tenhamos plantas saudáveis e mais resistentes a pragas e doenças. A saúde e o vigor do bonsai são fundamentais para a obtenção de uma resposta rápida as técnicas aplicadas. Sua beleza dependerá exclusivamente dos cuidados e tratamentos adequados ao seu cultivo.
Anderson N. Ribeiro"
[]'S
Sérgio Barbosa
