Eduardo
Jamais coletei um
Pinus, portanto, meu conhecimento do assunto é somente teórico. Esta resposta eu postei para o yamadori de
Buxus do Fabiano, mas eu sei (teoricamente) que a relação descrita entre raízes e ramos é ainda mais firme nos
Pinus.
Ferreira escreveu:
Fabiano
No momento do transplante, deve-se reduzir a parte aérea, para que as raízes que foram podadas dêm conta do recado e a planta não morra por desidratação. Claro que isso tem que ter um limite, senão, podamos um pouco em cima, um pouco em baixo, mais um popuquinho em cima, mais um pouquinho embaixo e... plantamos uma estaca!
Mas agora sua planta já foi transplantada e está em processo de recuperação. As raízes dela já deram conta do recado e sustentaram a hidratação e a captação de mutrientes. Todos os ramos estão produzindo auxinas para auxiliar no crescimento das raízes. Sempre que você elimina um ramo, algumas raízes param de crescer, até serem novamente reabastecidas de auxina por outro broto. A auxina que você fornece no hormônio enraizador é captada pelas raízes, mas NÃO é utilizada para as raízes crescerem: a auxina é mandada para crescimento dos ramos. As raízes somente crescem quando recebem a auxina vinda dos ramos jovens. A cada ramo que é eliminado, algumas raízes param de crescer. Se isso for muito constante, pode levar a planta a estresse severo. Melhor nem pensar nas consequencias... Portanto, depois de transplantar não devemos podar nenhum ramo, até que a planta tenha realmente se recuperado.
Desculpa a longa explicação, mas não é fácil explicar suscintamente!
Este é o meu conhecimento, mas a decisão é sua, principalmente se a opinião de outros colegas for diferente.