Olá Rodrigo
Rodrigo Dias escreveu:
Muito Obrigado pelas dicas Castro.
Os Links são interessantíssimos e sem dúvida adicionaram bastante coisa, mas bem que podiam ser todas em Português né...
Olhe, para mim Inglês era como Chinês, não sei se felizmente ou infelizmente, cá não têm o hábito de traduzir filmes/documentários etc, como acontece com os “nuestros hermanos”...isso faz com que o pessoal se habitue à lingua.
Eu por questões profissionais, devido aos programas com que tenho que trabalhar diariamente, os "bons" Manuais, são todos nessa língua, e para acompanhar o mercado de trabalho, fui obrigado a ter que ultrapassar essa enorme barreira, (ainda mais, como autodidata), valeu-me a ajuda de um colega (e grande amigo) que me incentivou a continuar, mesmo numa altura em que não havia “tradutores” da net, aliás nem a “net” 😄 😄 .
Hoje leio-os quase sem me aperceber, que estou a faze-lo noutra língua, salvo uma ou outra palavra que não conheça...isto técnicos, porque se for doutro conteúdo nunca experimentei...quanto a falar, muito pouco.
Pelos livros que tenho, com essas caracteristicas, levam-me a crer, que é preferível um bom manual em Inglês, que uma “menos boa” tradução na nossa língua materna, além do facto, de que são bem mais baratos....
Mas concordo, que é um enorme problema quando não percebemos a língua, isso é seguramente...
Rodrigo Dias escreveu:
Pretendo continuar a cultivar as sementes e como você falou é bom que cuidamos das novas mudinhas e deixamos um pouco as nossas árvores descansar... Só que daqui a pouco, também terei que estar doando algumas mudinhas porque o espaço é pouco. Se bem que isso tem um lado bom, porque pode ser que a cada muda doada, talvez tenhamos um novo adepto a arte do Bonsai...
E então, isso não é bom?? Basta ver a cara deles quando lhas entregamos 😄 😄, afinal isso, também e Bonsai...
Rodrigo Dias escreveu:
Só não entendi muito bem quando você disse:
"...o meu problema até este ano, não tem sido germinar, mas sim estabilizar as plântulas, que teimam em apanhar o "Damping-off", senão no inicio...é ao fim de algum tempo, mesmo com aplicações preventivas de "Previcur N"..."
È...o meu problema, tem sido mais a estabilização das plântulas, do que a germinação...
À parte da necessidade das possíveis estratificações ou escarificações, o problema do “Damping-off” é onde a maior parte delas, se vão embora...comigo tem sido assim
Elas quando estão na fase de folhas embrionárias e até mesmo um pouco mais para frente, são bastante frágeis, qualquer alteração do meio ambiente onde estão inseridas, é um problema que lhes pode ser fatal...o que deve ser o meu caso, a julgar pela diferença de temperaturas que tenho no mesmo local, ainda que de diminutas dimensões.
Na Estante chegam a ter uma diferença de 3 ou 4ºc de uma prateleira para outra, e o esquecimento delas num local “menos bom”...já eram.
O Damping-off é uma murchidão que ocorre em plantas de viveiro, provocada por fungos do géneros Pythium, Phytophtora entre outros...e pode ser minimizada com um Fungicida Sistémico chamado “Previcur N” ( da Bayer)
Nos anos anteriores tive uma taxa que se poderá ser considerar de pouco/nada satisfatória em relação em relação à % que germinava, e aos poucos exemplares vingavam.
Este ano como tinha que fazer a experiência de transplante para “escorredores de macarrão” usei alguns que sobraram, para esse fim, e os resultados surpreenderam-me em muito pela positiva.
No entanto não posso dizer/afirmar que os problemas anteriores estarão resolvidos, devido ao facto de as espécies em questão, não serem as mesmas... e mesmo que o fossem, existirão sempre condicionantes do meio ambiente que não se podem repetir, e que poderão fazer alguma diferença de uma experiência para outra...para o melhor e para o pior.
Quanto à experiência em curso, calculo que tenha sido uma taxa de aprox. 80/90% nas várias espécies...e poderá ter a ver com os buracos laterais do recipiente permitindo uma maior oxigenação, tal como a profundidade do mesmo.
Já tive e tenho recipientes que não foram nada baratos, desde “Turfa” até aos da “Ubbink” e não gostei dos resultados de nenhuns, os primeiros por fazerem demasiada retenção de liquidos e quase todos por serem pouco profundos.
Uma coisa que o aconselho é que seja quais forem os passos que dê...já que gosta desta prática....aponte tudo...desde o inicio/fim da estratificação/data em semeou/germinou/ óbitos e situações desfavoráveis de clima...pode vir a fazer-lhe falta no ano seguinte, a si ou a alguém próximo de si....porque a boa técnica é aquele em que for bem sucedido, mesmo que não exactamente como mandam os livros, ou com ligeiras alterações que achou convenientes...se resultou é uma boa técnica, mas senão tiver documentada dificilmente saberá mais tarde quando e como fez 😉
Existem por cá excelentes tópicos acerca de sementeiras, é questão de fazer uma pesquisa pelo nome "sementes", ou então procurar nas várias mensagens de: Dilomar Copetti/Wilson Fracassi/Geraldo Inocêncio entre mais alguns outros... recomenda-se...
Boa sorte, e não tem que agradecer 😉
[ ]s
Castro