Fórum — Atelier do Bonsaiarquivo estático

Técnicas para modelagem de um Flamboyant

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Illex22/09/2005 12:01
Olá pessoal,

Já que o assunto é Flamboyant, to postano aqui a foto de um, que julgo ser o mais belo que ja vi. Resolvi dividir com voces esta foto. T+ amigos.




Se alguem souber quem é o artista por favor me diga, sempre fiquei curioso para saber, mas nunca achei.

Abraços:

Illex
Cláudio C. Ratto23/09/2005 21:22
Antônio,

Fiz uma bagunça das grandes no megagaleria, vou corrigir.
Obrigado por me avisar !

Um abraço,


Ângela,

Legal saber que você irá aplicar as técnicas. Ficamos esperando imagens do seu Flamboiant, ok ?

Beijos,

Illex,

Essa imagem foi pega na internet e creio que seja bem difícil saber se é um Flamboiant verdadeiro. Sugiro entrar nos fóruns estrangeiros e perguntar se alguém sabe o autor desta façanha, ok ?

Peço desculpas a todos pela demora nas respostas.

Abraços,
Cláudio C. Ratto25/09/2005 09:43
Caros colegas,

Estou recolocando a matéria, devido a problemas com as imagens no texto anterior.

Abraços,

Caro Mário,

Peço por gentileza que retire a primeira postagem para que não haja confusão, ok ?
Se possível, coloque esta como sendo a primeira.

Agradeço desde já,

Cláudio C. Ratto


TÉCNICAS PARA MODELAGEM DE UM FLAMBOYANT - Delonix regia

Texto: Cláudio C. Ratto
Fotos: Marileda

Nome comum: Flamboyant ou Flaboiant
Nome científico: Delonix regia
Família: Fabaceae Caesalpinioideae, Caesalpineae
Origem: Madagascar
Etimologia: Delonix, do grego delos, evidente, notável e onus, uma, referindo-se as pétalas notavelmente unguiculados. Regia, do latim regium-a-um, real, pela sua grandiosidade quando está em flor.
Floração: setembro/dezembro.

Árvore de flores exuberantes com tonalidade avermelhada, de copa frondosa e espalhada que proporciona boa sombra. Suas raízes tabulares (formato de tábua) crescem junto à base do tronco, conferindo um aspecto notável à espécie. É muito utilizada em amplas áreas, como praças e jardins.

Descrição: Árvore caducifólia de 6-15 m de altura, com a copa em forma de sombreiro e o tronco mostrando-se sinuoso ou reto e pouco áspero. Folhas bipinadas de 20-40 cm de comprimento, com 10-15 pares de pinas, cada uma tem de 12-20 pares de folíolos oblongos, de ápice e base arredondada, de cor verde claro a verde escuro. Flores vermelhas / alaranjadas, aparecem quando a árvore carece de folhas e estas se dispõem lateralmente nos ramos. Cada flor mede 10-12 cm de diâmetro e tem um cálice com 5 sépalas hirsutas, a corola com 5 pétalas desiguais e um androceu com 10 estames largos, delgados, de cor vermelha. Os frutos são muito coreáceo, de 40-50 cm de comprimento, plano e retorcidos de cor castanho quando maduro. Estes permanecem presos a árvore durante todo o ano.





INTRODUÇÃO –


Sempre ouvia dizer que um flamboyant não era uma das espécies mais indicadas para se trabalhar como bonsai e era por isso que não víamos exemplares como bonsai. Diziam que era pelo motivo dela ter folhas e flores grandes, galhos que secavam do nada e um lenho muito duro, difícil de modelar com o arame. Me via por conta disso intrigado, pois para mim seria uma das espécies com as quais gostaria de ter como bonsai desde o início. Também não existiam imagens nem tão pouco técnicas relacionadas, que iriam me orientar para fazer de um flamboyant bonsai. Então como fazer ?
Bem, o como fazer seria tentando, aplicando o pouco que sei no bonsai e muita observação e paciência, que na verdade uma das virtudes ou qualidades que temos que adquirir para desenvolver a arte do bonsai.
A abordagem relacionada as técnicas de tração e incisões iram mostrar como de fato não podemos nos deixar abater e sim seguirmos em frente, pois com muita perseverança, muita observação e principalmente colocando a mão na massa é que conseguimos aprender algo de novo.



TÉCNICA DA TRAÇÃO DO GALHO –

A técnica da tração empregada no Flamboiant foi quase uma conseqüência, devido as características da espécie. Diversos exemplares que vemos plantados em praças e avenidas pelo Brasil, apresentam em sua forma original galhos pendidos, dando a copa da árvore uma forma de sombreiro. Outras característica dada para a espécie seria um lenho de baixa durabilidade aos intempéries naturais e a morte espontânea de alguns galhos. Estes secam naturalmente e caem cedendo o lugar a um novo que irá em busca de um lugar ao sol. Isso acontece tanto em espécies plantadas no chão quanto nos bonsai, pois é da natureza da espécie.

Foi a partir dessas observações dos exemplares em tamanho natural, que a técnica da tração foi concebida, pois ao se tentar reproduzir o aspecto de um exemplar de tamanho natural foi feito inicialmente uma aramação completa nos galhos e esta por sua vez deixava marcas profundas na hora de modelar, devido ao tipo de lenho duro e também obstruía o aparecimento das novas gemas quando posicionamos os galhos para baixo. Para tanto, foi deixando a margem do galho apontado para baixo, como se fosse uma bengala, é que apareceram os brotos no dorso/lateral neste galho. A tração por sua vez mostrou-se que a margem do galho secava, enquanto mais para o interior do galho surgiam novos brotos. O fato disso acontecer é devido ao hormônio de crescimento da planta, se localizando em áreas onde há influência da luz solar. O modo que a auxina atua nesta espécie. A auxina nada mais é do que o hormônio vegetal encontrado em diversas espécies de plantas e ela, assim como outros hormônios, são responsáveis pelo crescimento. Então este se concentra na parte mais superior da planta, pois ele é que a faz crescer sempre em busca de um melhor lugar ao sol. As margens da planta mais exposta ao sol ficam repletas desse hormônio e assim os novos brotos vão surgindo e a planta conseqüentemente vai crescendo.
Ao excluirmos o arame de boa parte do galho fazendo somente uma tração deste, é que conseguimos um melhor modo para modelarmos a parte aérea de um flamboyant e com as trações sucessivas, vamos começando a multiplicação ou dicotomia dos galhos. Pode-se enrolar o arame na extremidade deste galho para dar mais pega, prendendo a outra extremidade na borda do vaso. Isso irá ajudar o surgimento de novos brotos, futuros galhos, mais para o interior e no dorso desse galho. Depois que estes estiverem consolidados são podadas as extremidades dos galhos até onde esteja seco, ou mesmo pode-se podar próximo a esses novos galhos.
Esta técnica com certeza é a mais correta para esta espécie e fazendo-a sucessivamente a compactação irá aparecer e os cortes fecharão com mais facilidade.




Durante o processo de modelagem, quanto mais estimulamos uma nova brotação para que surjam mais galhos, ficamos sem a floração. Porém este é a melhor maneira para conseguirmos um exemplar em escala compatível para bonsai sem cicatrizes e também fazendo uma comparação com uma poda drástica, a técnica da tração se mostra menos agressiva a planta e não deixa cicatrizes. Esta só é empregada depois que os galhos estão consolidados. Provavelmente alguns desses galhos novos irão sucumbir, pois é assim a natureza dessa espécie. Essa modelagem é realizada no inverno, pois os galhos estarão mais maleáveis e a folhagem mais fraca. Uma outra opção, seria quando eles estivessem com a coloração mais amarronzada, mas nunca enrole o arame nesses galhos por completo, pois o mesmo irá criar feridas e em alguns casos cicatrizes muito feias difíceis de serem corrigidas e também irá prejudicar o surgimento das gemas.

Uma outra técnica empregada no bonsai, seria o de se retirar a gema apical, para se estimular novas brotações, mas como vimos anteriormente, futuramente teremos que posiciona-los para baixo para reproduzirmos o aspecto que a espécie oferece, que é de sombreiro. Então perderíamos a margem do galho e esse não seria o melhor método para modelagem como bonsai. É melhor fazer de fato a tração, pois estimula o crescimento de novos brotos no dorso/lateral do galho tracionado.
Outro fato interessante, é quando a desfolha. Ao se retirar a folha por completo, retirando a haste(pecíolo) também, dificulta ainda mais o surgimento de novos brotos, não sendo a melhor maneira para se conseguir um maior número de galhos (dicotomia) e compactação da folhagem. Na maioria das vezes observa-se que os galhos pinçados secam também. A melhor maneira então é podar as folhas no outono deixando a haste e controlando as regas para que consigamos a compactação das folhas.





Visual de um outro exemplar após desfolha

Para finalizar, todo bonsaista sabe que a dicotomia se dá quando podamos os galhos ou o tronco, mas para esta espécie esta simples técnica não funciona, ou seja, como vimos nas explicações acima a tração seria a melhor alternativa.


TÉCNICA DAS INCISÕES –

As incisões na base, são realizadas para se conseguir imitar com fidelidade as raízes tabulares ou projeções basais que ocorrem nos exemplares em tamanho natural de um flamboyant. Essas são feitas durante a fase ativa da planta, respeitando o sentido das raízes laterais. São escolhidas apenas umas 5 raízes laterais para fazer o nebari. Porém antes de faze-la, tem que se retirar a raiz “pivotante” e outras que estão indo para baixo. As incisões ou riscos tem que estar alinhados com as raízes e são feitos longitudinalmente. Esses riscos não irão estimular o surgimento de novas raízes e sim a cicatrização no local. Para tanto, deixe a área riscada acima do solo, já as raízes, podem ficar enterradas até que consigamos obter as projeções desejadas. Quanto ao comprimento destas incisões ou riscos, é de acordo com o gosto de cada um.


Incisões recém feitas


Começando o processo da cicatrização


Incisão cicatrizada e início da formação da projeção basal



Detalhe das projeções basais conseguidas com a técnica


Foto retirada de cima, mostrando as raízes

Não é necessário fazer uso de qualquer tipo de cicatrizante, apenas tome esse procedimento salvo a planta estar em bom estado de saúde. Espere inchar e cicatrizar para depois repetir novamente a operação. Temos que esperar fechar (cicatrizar) o corte para fazermos novamente. Até que isso aconteça, podemos observar que os cortes vão apresentar uma coloração diferenciada do tronco. Quando estiver tudo igual faça novamente as incisões nos mesmos locais respeitando a fase ativa da planta. Melhor deixar ele praticamente fechar a cicatriz, para poder ter tecido vivo para cortar. Utilize um bisturi ou mesmo um estilete para fazer as incisões. Depois que houver a cicatrização, obviamente não aparecerá o corte que se fez e só depois disso é que fazemos de novo. Notamos que formará uma projeção na parte basal do tronco, então teremos que repetir essas incisões até que fiquem bem proeminentes, bem parecidos com as raízes tabulares de uma planta em tamanho natural. As incisões são realizadas uma vez por ano, respeitando o ciclo anual. Escolha os exemplares que estão com pelo menos uns 2 cm de diâmetro ou os que já estão com casca no tronco. Pode-se fazer este tipo de trabalho quando a planta sair do estágio de dormência ou em plena atividade e faça se ela estiver com saúde. Porém não faça ainda nas raízes. Mantenha elas recobertas com o solo e chegue bem perto, mas não faça ainda as incisões. Quando sua planta estiver mais desenvolta quanto as projeções, ai sim que iremos fazer nas raízes, pois a planta está gerando tecidos novos para "cobrir" a ferida anterior e ao contato com o solo estas ficariam vulneráveis a contaminação. Essa cicatrização faz o caule ficar mais grosso nesse ponto e ao mesmo tempo as raízes que estão enterradas vão engrossando.
Para imitar o nebari de um Flamboiant, é necessário fazer incisões sucessivas nas áreas pré-determinadas, conforme escrevi anteriormente, que é respeitando o sentido das raízes laterais. Não se preocupe de fazer uma incisão profunda, desde que o exemplar não seja muito pequeno. Quando for fazer a próxima troca de solo e vendo que já existem calosidades na base, que são as projeções basais que falo, pode reduzir bem o volume das raízes. Com isso conseguimos uma maior redução, ou compactação, das folhas. Faça no final do inverno início da primavera e quando chegar no outono, retire todas as folhas deixando apenas as hastes que as sustentam os pecíolos.
Com isso e controlando as regas, mais compactação iremos conseguir com relação a folhagem. As incisões tem que ser realizadas quando a planta estiver em plena atividade, que compreende os meses mais quentes do ano. No inverno não é conveniente tomar esse procedimento, pois a planta está com o seu metabolismo baixo.
Werlei Purgatto29/09/2005 10:02
Ratto estou semeando Jacaranda mimoso este mês , será que esta técnica da tração e das incisões funciona com esta espécie, por que as folhas são iguais???
Cláudio C. Ratto29/09/2005 12:01
Werlei,

Este procedimento pode ser usado com o jacarandá sim. Ainda jovem, com 2,5cm de tronco, faça a tração também, pois assim você vai conseguindo a dicotomia dos galhos, ok ?

Um abraço,
Romulo Dias29/09/2005 12:25
Dúvida
Ratto, essa foi sua colocação. ""Esta só é empregada depois que os galhos estão consolidados. Provavelmente alguns desses galhos novos irão sucumbir, pois é assim a natureza dessa espécie""

Partindo desta colocação me surgiu uma dúvida, tenho uma Flamboyant já bem desenvolvido, que tive que fazer uma poda radical, pois estava bem pescoçudo, já surgiram vários brotos, novos que estão indo direto para cima como de costume nesta planta. Minha pergunta: - Eu não faço agora a tração nos galhos, só quando ele estiver ficando lenhoso como na foto? enquanto estiver verde, deixo se desenvolver??
NO momento do reenvase, como esta planta é fácil de perder galhos por natureza, deixo boa parte do torrão, para que não facilite a perda de mais galhos?

Obrigado e abraço,
Cláudio C. Ratto29/09/2005 17:51
Caro Romulo,

O que eu chamo de galhos consolidados, são aqueles que permanecem depois das falências dos outros demais galhos. A tração é feita somente quando estes galhos estão mais desenvoltos. Esse galhos apresentam no terço inferior, uma coloração mais amarronzada. Então é a partir deste momento que você faz a tração, entendeu ?
Quanto a questão das raízes, você pode e deve podar bastante, mas preserve as de estrutura. Tente estimular ao máximo o desenvolvimento das raízes “capilares”. Outro fato interessante, que talvez seria relevante colocar no texto do Flamboiant, é quanto as regas. Pelas minhas observações pude perceber, que esta espécie requer muito pouca água. Percebo na verdade, que ela consome muito pouca água e dependendo deixo de regar por três dias consecutivos........esse exemplo é para você ter uma idéia. Então aconselho você ministrar muito bem as regas.


Espero ter-lhe ajudado !

Um abraço,
Romulo Dias30/09/2005 07:29
Valeu grande Ratto, dúvidas elucidadas.... 😂 😂 😂

Abraço,
Illex02/10/2005 00:18
Cláudio C. Ratto escreveu:
Antônio,

Fiz uma bagunça das grandes no megagaleria, vou corrigir.
Obrigado por me avisar !

Um abraço,


Ângela,

Legal saber que você irá aplicar as técnicas. Ficamos esperando imagens do seu Flamboiant, ok ?

Beijos,

Illex,

Essa imagem foi pega na internet e creio que seja bem difícil saber se é um Flamboiant verdadeiro. Sugiro entrar nos fóruns estrangeiros e perguntar se alguém sabe o autor desta façanha, ok ?

Peço desculpas a todos pela demora nas respostas.

Abraços,



Olá amigo Ratto,

No mesmo dia que estavamos falando sobre esse assunto do Flamboyant, ja havia psotado no Forum da Luso Bonsai de Portugal, e pode ver aqui neste site o que foi constatado:

http://www.luso-bonsai.com/forum/viewtopic.php?t=1414


Depois de analisar estes pontos mostrados por nossos colegas, acredito certamente de que seja uma montagem. Mas que é uma bela montagem isso é. T+ amigo.

Abraços:

Illex
Lando02/10/2005 13:42
Amigos,

Nada me leva a crer que esta imagem se reporte verdadeiramente a um bonsai - principalmente em se tratando da floração... Quem conhece o flamboyant sabe do que estou falando (as flores são grandes!).
Além disso, é perceptível a edição gráfica do vaso e substrato...

Como se vê, quem fotografou esta árvore flamboyant, para enquadrá-la do jeito que está, compacta e pouco definida nos detalhes, devia de estar bem distante dela... Para lá de uns 50m.

Se do contrário eu estiver errado, me digam o autor desta façanha. Gostaria muito de saber as técnicas e quanto tempo levou para compactar folhas e copa, e principalmente, como fez para reduzir as flores!

A inspiração é boa, sem dúvida!

Até mais,
luiz Fernando28/12/2005 23:19
FLAMBOYANT
Oiii pessoal tambem tenho um flamboyant de uns 8 anos, sou um iniciante, comecei, parei e estou de volta, ele esta palntado num vaso pequeno, como ja disseram n. é facil modela-lo .
Adorei as tecnicas apresentada por v.
Vou aguardar mais um pouco usando as tecnicas depois mandarei uma foto

Um Abraço a todos.


Luiz Fernando
Elio29/12/2005 11:58
Olá Claudio, Olá pessoal !

Claudio, com base nas tuas informações e experiências comecei a trabalhar um Flamboyant.
Na 1ª foto em ago/2005-muda com 1.1/2 ano. Havia sido plantada no chão com 5 cm de altura.
Na 2ª foto em dez/2005-observar o ângulo dos galhos em relação à primeira foto
Na 3ª foto em dez/2005 com detalhe do tracionamento.

Acho que tá funcionando. Valeu Claudio !!!!









Cláudio C. Ratto04/01/2006 14:46
Oi Elio!

Está ficando bem legal o seu Flamboyant!
Tente tracionar ainda mais os galhos, apontando as margens destes para baixo, ok?
Você já começou a fazer também as incisões na base?

Um abraço,
Cleuber04/01/2006 21:28
Dêem uma olhada no meu Flamboyant...















Cláudio C. Ratto05/01/2006 09:12
Graaaaaaaaaande Pinha !!

Muito bom o seu Flamboyant amigo......Parabéns !
Vejo que você já começou a fazer as incisões.........Continue tirando fotos, para que possamos acompanhar o desenvolvimento, ok?
Assim que possível, colocarei fotos do exemplar que tenho aqui, valeu ?
O coloquei num dos vasos do Ribas..........bem "flat" mesmo !
Outra coisa, estou com um texto pronto para avaliação pela editora especializada, faltando apenas boas fotos como estas para elucidar melhor. Poderíamos aproveitar algumas das suas fotos ?

Abração e legal vê-lo por aqui !
Cleuber05/01/2006 09:32
Sinta-se a vontade Ratto. Tenho as fotos com melhor resolução, posso também tirar fotos de outro exemplar onde as incisões estão funcionando melhor....
sergioturbo1005/01/2006 12:50
Cara grande trabalho...muito bonito mesmo.
Elio06/01/2006 16:44
Olá Claudio!

Pois é fiquei com medo de quebrar se tracionasse mais. Acho que irei tracionando lentamente. Quanto às incisões confesso que não fiz pq em algumas espécies que eu fiz . Ex.: ficus , não gostei. Ficaram cicatrizes muito feias. Será que no Flamboyant se recupera rápido???

Pinha!
Cara, muito legal ou teu Flam!!! Merece ser artigo de revista que o Claudio quer usar. Chego lá!!!!!!!!!!!!!!

Abração
Cleuber26/01/2006 23:40
Novas fotos, depois do transplante, sem folhas, hj já está repleto de novas brotações e foi aramado, posteriormente às fotos, para melhor posicionamento dos galhos...










Cleuber26/01/2006 23:51
aqui as fotos de outro exemplar com detalhes das incisões na base do tronco...








Alexandre S. Coelho27/01/2006 10:06
Ratto, Hélio, Pinha....

PARABÉNS ❗ ❗ ❗
esse tópico é muito bom 💡
Cláudio C. Ratto27/01/2006 18:46
Pinha ........Grande garoto !

Ta mandando ver nas imagens e nos trabalhos de modelagem com os flamboyant. Fico muito feliz em ver os resultados...legal mesmo !
Isso é muito bom, pois os demais colegas podem apreciar esta belezura de planta e também ver como funcionam as técnicas de incisões e trações. Agradecemos ....Valeu !

Não deixe de me enviar essa fotos. Mande para: bonsai@ar.microlink.com.br

Desde já agradeço de coração,
Cláudio C. Ratto27/01/2006 18:49
Valeu Alexandre !


Abração,
Cnarita19/03/2006 11:56
Cláudio,

Eu já conhecia a técnica do vergamento e das incisões!

O vergamento dá certo para a maioria das plantas lenhosas! Faço isto em jacarandá-mimoso, ipê, paineira, jabuticaba, cedro rosa, etc! Todas estas espécies respondem muito bem ao tracionamento! Onde se quer um novo galho faço a tração! No ponto mais alto da tração, isto é no alto da curva nascem novos brotos! Faço o tracionamento como um "U" invertido!

Só que quando os galhos novos estão com um certo tamanho eu retorno o galho antigo a posição original ou pelo menos não deixo tão para baixo! Se deixar vergado eles tendem a secar! Principalmente no flamboyant que alguns galhos antigos tendem a secar naturalmente (como você mesmo confirmou na sua exposição)! No caso dos ipês, jacarandás e paineiras, o galho antigo não seca, mas também não desenvolvem mais se deixados apontados pra baixo! Tem que deixar pelo menos na mesma altura dos brotos novos!

Algumas espécies permitem que se faça vários tracionamentos ao longo de um galho comprido (como no caso das paineiras)! As paineiras novas parecem girafas de tão compridas com um único tronco sem nenhum ramos lateral! Fazendo vários tracionamentos consigo muitos ramos ao longo do tronco principal! É como se fosse várias curvas de muitos "S" ao final do trabalho! Em cada curva nasce pelo menos um ramos novo!

Brincando na internet descobri que na América Central eles têm o hábito de cultivar Flamboyant como bonsai! Inclusive vi algumas fotos de bonsai floridos! Nada de excepcional! Pena que não tenho um bom inglês e nem o meu espanhol é grande coisa! Tentei salvar algumas imagens, mas não consigo postar... Devia pelo menos ter gravado o endereço e mencionado aqui! Nem lembrei desta posssibilidade... Agora não consigo achá-los mais! Posso mandar as fotos salvas para seu e-mail?

Abraços,

Cnarita
Elio19/03/2006 16:30
Olá Cnarita!
Como estou modelando 2 Flamboyant, também gostaria de receber as fotos, via e-mail.
Abraço

enowacki@terra.com.br
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