Re: Dúvida besta...
Alberto Alves escreveu:
Gente essa dúvida minha é meio besta mas é uma dúvida fazer o que né...hihihi
Se um broto/galho se desenvolve bem baixo perto do substrato se eu enterrar ele tem possibilidade de virar uma raiz?
Pra corrigir um defeito no nebari por exemplo...
Grande abraço 😄
Olá Alberto,....nenhuma pergunta é "besta" 😉
Não é opinião de nenhum especialista, mas sim de um aprendiz também com a particularidade de que, também gosto de me interrogar acerca de alguns porquês.
Eu partilho da opinião dos Caros Amigos Geraldo e Ferreira, um gomo que nasce perto do nebari regra geral é um gomo ladrão, contudo com 6todos os riscos inerentes ao seu nome, pode significar alguns beneficios, tal como o engrossar do tachiagari nessa zona mas muito cuidado com isso...como o próprio nome diz, pode custar a vitalidade de alguns ramos mais acima....
Se for cortada a ponta ou noutro local que chegue ao solo, com o tempo o mais provável é enraizar afinal é dai que vem a técnica com o nome de Alporque, neste caso a mergulhia pura e simples 😄 , foi de ver situações dessas na natureza, que o homem começou a praticar os alporques ( no nosso caso a mergulhia Aérea), levando neste caso o substrato ao nivel que pretender, e não o ramo ao solo.
O estilo Ikadabuki é feito desse metodo, deitando o tronco e aproveitando os ramos que tocam no solo, para o desenvolvimento do novo sistema radicular.
Uma das coisas que deverá ter em consideração, é que se o nebari não foi trabalhado, estará algures abaixo da linha de substrato,...isso quer dizer que de pouco ou nada servirá descer esse ramo, porque o mais provável é que mais cedo ou mais tarde, terá que levantar o bonsai até um ponto em que respectivo nebari fique exposto afim de ser apreciado.
A correcção do Nebari, faz-se sobretudo na altura dos transplantes...é na escolha das raizes que se cortam, na modelação das mesmas, na preocupação por ex: em colocar um obstáculo para estimular que cresçam na horizontal...
São os anos de persistência e Paciência, é/deve ser uma tarefa tão importante como o trabalhar da copa, pois é ele que confere alguma estabilidade e regra geral por onde começamos/devemos começar a apreciar um exemplar.
Acerca dos enraizadores, eu na maioria dos casos quando os coloco (e tenho 3 ou 4 marcas) é quando tenho resgitrado maior % de insucessos, não me perguntem porquê porque também não sei, talvez se deva a algum excesso ...e segundo algumas leituras "acerca de", em caso de excesso, este tipo de produtos torna-se um inibidor.
Uma das maneiras que aprendi recentemente como sendo "mais correcta" para refrear os fluxos energéticos (no caso em concreto, uma Oliveira) é/seria aramar os ramos c/ rebentos jovens que estão com bastante força e virá-los para baixo...isto é suficiente para obrigá-la a redestribuir a energia para outro lado, caso os cortasse como costumava fazer, ela pura e simplemente diminui o metabolismo quase por completo, levando algum tempo a recompor-se, assim quando pretendermos revitalizar os respectivos ramos, basta-nos endireita-lo eles voltam à normalidade sem trauma algum.
Boa sorte
Cptos.
Castro