Fórum — Atelier do Bonsaiarquivo estático

Barca de eugenia

duprat08/12/2007 04:18
Barca de eugenia
Pessoal fiz um trabalho de atualização da minha barca, não sei se lembram....
O tópico sumiu.... compus um suiban orgânico com cimento e pedras nele assentadas. Pena que na época o fórum estava fora do ar e sem motivação não fotografei.





duprat08/12/2007 05:35
A sequencia ajuda, da para sentir que a ideia ta amadurecendo.




joellagunasc08/12/2007 13:25
Muito bpnito Duprat , profissional , posta uma foto com algo junto para podermos ver o tamanho da obra

Abraços


Joel
Alexandre S. Coelho10/12/2007 13:46
Duplat,

meu amigo, me lembro bem deste trabalho... está bem "encorpado" ❗

Quando olho a foto, o foco é desviado para os galhos da primeira árvore da direita, que parecem "fugir" do conjunto...
então eu tentaria trazer estas duas árvores(da direita) mais para esquerda ou diminuir bem o tamanho dos galhos.
duprat10/12/2007 21:28
Caro Alexandre,
De fato assim que fotografei e postei o trabalho reparei neste desequilíbrio também. Pensei em retirar o galho da direita. Mas ele está tão saudável e fecha tão bem a triangulação da planta em si que tenho segurado a tesoura. Também senti necessidade de uma maior dinâmica no tronco-galho logo atrás dele (na foto-projeto não alterei).

Fica melhor mas talvez convenha mais voltar a idéia inicial de criar uma colina e fazer um outro suiban. Entre a pedra do fundo e a da frente no lado esquerdo encontra-se a raiz. Poderia encostar a raiz bem na borda eliminando o vazio da esquerda e transferindo-o para a direita. Tirar a raiz não posso pois depois de um ano com o tronco original cortado praticamente pelo meio (ao comprido) não nasceu sequer uma raizinha, de modo que vai demorar uma eternidade para que eu possa retirar a raiz original. E olhe que apliquei hormônio enraizador de 45 em 45 dias.

Estou na dúvida, o que acha? O projeto da segunda opção fiz rapidinho só para dar uma idéia.
duprat10/12/2007 21:44
Caro Joel,
o trabalho é bem pequeno com o comprimento do suiban emdindo 27 cm.
queria algo bem leve e fiz a placa de cimento com a espessura de meio centimetro, testando antes para verificar se teria a resistencia necessária. Os pés sao faixas ao longo do suiban que dão um reforço na estrutura do todo.
Tenho feito algumas coisas bem diferentes e me divertido bastante com na composição do conjunto. Antes de confeccionar o suiban cultivei a planta por um mes mais ou menos, numa lajota de ceramica grande destas de piso. Neste período fiquei ensaiando a composição das pedras
Antonio Castro10/12/2007 22:22
Olá Amigo Duprat 🙂

Bom trabalho 😄 😄

Se me permite, uma opinião...em relação ao virtual apresentado, eu gosto mais dele como está actualmente...parece-me mais equilibrado e natural 😉.
Ainda tem muito trabalho pela frente, é um projecto recente e como tal à que esperar respostas da arvore.

É um técnica que não é comum ver-se aplicar, pelo que estou em querer que se ainda não nasceram raizes, se deva ao facto de ter sido quase cortada pelo meio...deverá ter sido bastante traumático para a árvore..."talvez" tivesse sido preferivel proceder a vários cortes ao longo do mesmo como se faz nos alporques (com pontes), e que no fundo não estará longe disso, já que esta técnica mais não é, que uma "mergulhia Francesa", só que com o tronco o totalmente oculto.

Ele com o tempo irá recuperar e logo, logo sairão as raizes...agora é recuperar 😉 e ir modelando a copa

Existe um pequeno pormenor que não sei se foi premeditado, e isso sim,dispersa-me a atenção,...é o centro provocado pelo movimento/curvas dos troncos mais próximos, como que a denunciar ter sido atravessado por um qualquer objecto cilindrico... talvez seja a minha percepção ocasionada pela foto...e elas por vezes são enganadoras pela própria natureza em "2D"...

Uma coisa que me parece importante, neste caso, é ir adubando com um adubo mais generoso em "P" Fósforo, para estimular o sistema radicular.

Se não cortar as raizes antigas, ele morrer não morre, vai demorar, mas elas dependendo do que cortou, serão suficientes para nutrir a massa verde existente, e a massa verde tem os canais activos para ir alimentando as mesmas, por isso é uma questão de tempo...

Gostei...ficamos a aguardar por mais evoluções e, é um optimo exemplo a seguir/acompanhar, até porque penso que será o único exemplo/estilo aqui referido neste forúm 😉 .

Boa Sorte

Abraço,

Castro
Alexandre S. Coelho12/12/2007 10:18
Duplat,

Como bem disse o amigo Castro, também acho que a "solução" 🙄 não seria a retirada do galho nem um suiban maior...
Acho até que todo conjunto poderia ser plantado mais para esquerda ou apenas estas duas árvores da direita (com aramagem).
duprat16/12/2007 01:57
Caro Castro, Grande Castro.
Enfim nos esbarramos novamente. Em primeiro lugar desculpe a demora em responder. Achei que estava de férias mas ainda não.
Obrigado pela dica do adubo, vai ajudar muito.
A dinâmica dos tronquinhos ainda não está, digamos, decidida. De fato este túnel, muito bem observado, não me parece usual, de modo que, ou o trabalho se volta decidamente para ele, afirmando-o, ou terei de alterar este túnel. Normalmente as barcas, assim com os bosques, têm troncos retos, o que me parece deveras chato..... vamos ver, ainda está muito nos primeiros anos, com cara de que nem saiu das fraldas. Rzrzrz. Como defesa só tenho o argumento que uso o fórum como uma espécie de registro. Afinal o legal é o desenvolvimento, o processo, em que podemos não só acompanhar mas desenvolver juntos um trabalho, e isso sobretudo em seu aspecto estético.
Desisti de cortar as raízes, mas como esta é a “técnica” fiquei na espectativa. Para não ficar duzentos anos esperando para pensar a dinâmica plástica do trabalho fiz um suiban com pontos de aramagem precisos. Nos locais onde pude puxar a parte das raízes o mais para baixo possível diminuindo sua altura no antigo nebari, para ele não roubar o foco do trabalho.
É pena que as eugenias são tão complicadinha no que diz respeito ao desenvolvimento de raízes e ramos... a planta demora a responder. Perdi também um ramo importante, o penúltimo na foto do vaso de barro com as pedras. O ultimo é independente e virei ao contrário.

Caro Alexandre,
Devo confessar que a árvore da direita é independente, meu curinga. Ela é aquela que fiz um projeto a algum tempo.



Desisti de ficar olhando para ela fininha, galhinho, em um vaso desproporcional. Sejamos sinceros, levaria uns cinco anos para chegar perto do projeto. Preferi colocar junto com a barca que com a perda do último ramo da direita tinha ficado com um número par de troncos. Os outros troncos não tem como mudar de lugar pois pertencem a barca. Só da para mexer na dinâmica interna.
Enquanto uma idéia mais fechada não amadurece vou cultivar ele tal como está então. Valeu o toque. Não me esqueço de uma ocasião que quase tirei um ramo de meu ulmo, mas que o Darkaso não gostou da idéia. Hoje é um dos pontos mais interessantes da planta.....