No caso do seu acer, passando a fase de calor Verão...pode administrar-lhe adubos mais ricos em "PK"...para ganhar energia sim, mas esqueça que é para criar reservas para o Inverno, porque isso já o Caro acabou de descartar com a prática da desfoliação, sobretudo a "total" , a energia que ele tinha para isso, uso-a agora para o desenvolvimento das novas folhas...que por sinal estão bem bonitas
Amigo Castro, com certeza tem razão, agora que desfolhei o meu acer, não existirão mais reservas. Eu disse isso me referindo a uma planta antes da desfolha:
As folhas são uma das bocas da árvore, servem para a produção de açúcar. Por isso, a desfolha só pode ser feita se a planta tiver reservas, e isso depende muito de adubação.
Como o amigo bem explicou no parágrafo seguinte:
Sempre que lhes mexemos estamos a debilitá-lo, no entanto por vezes torna-se necessário para que responda com mais força, como é o caso da desfoliação, mas para tal é importante ser acompanhado com um programa equilibrado de nutrição (antes e depois), já que o que fazemos agora nesse capitulo, só se vê resultados mais para a frente, inclusive na época seguinte.
Realmente, fiz um programa de adubação constante e controlado para chegar nesta época (início de verão) com reservas suficientes para a desfolha. Agora, o que a planta irá fazer é se recuperar do estresse causada pelo procedimento.
Em relação à pulverização, talvez seja a diferença de clima um grande diferencial. Moro numa região fria no inverno (pelo menos para o Brasil), com temperaturas na casa do 5 a 10 graus. Isso garante a dormência necessária ao Acer, permitindo uma brotação de primavera bem generosa (para falar a verdade, a árvore explodiu, assim que as temperaturas começaram a subir um pouco em final de outubro). Mas, no verão, e neste em particular, estamos tendo temperaturas muito altas, muito acima do normal (moro na cidade há 31 anos), chegando facilmente aos 38-40ºC. Por isso a vaporização (apenas com água, não uso adubo foliar no acer) é recomendada. Ajuda muito a equilibrar a higrometria. Mas o faço todos os dias, sem falta, e de acordo com as temperaturas... Mas por via de regra, tenho feito isso sempre que tem folhas (no inverno é recomendado um extremo cuidado com a rega, pois o consumo, principalmente das caducas, é muito baixo).
Existe um mito de que as gotas de água podem queimar a folha, com um efeito de lente. Não acredito nisso, pois senão seria muito feio o verão no Brasil, que coincide período de mais chuva com período de mais sol e calor, o que não é exatamente o caso na Europa). Na verdade, estou desenvolvendo uma teoria que ponho como experiência: Algumas árvores possuem folhas que recebem a água e ficam molhadas um longo tempo, brilhando. Em outras, a água imediatamente escorrega pela folha e esta permanece praticamente seca. Acredito que essas últimas não gostam de água pulverizada, pois força a abertura dos estômatos pela ação da água e como suas folhas não retêm a água, causa uma deshidratação. No caso de chuvas, a água cai durante um tempo maior do que uma simples pulverização, enchendo os estômatos que voltam a fechar-se. Nas folhas que retém água suficientemente para a abertura de estômatos, a pulverização é bem vinda.
Repito: é uma teoria, mas que estou testando na minha prática diária. Até agora, os resultados têm sido bons e interessantes. E isso, pelo menos por enquanto, serve apenas para o clima de minha cidade, não sei se seria aplicado aos outros climas... Quem quiser testar, fique à vontade, apenas peço que divulguem os resultados depois.
Uma última consideração...
Agora é ficar de olho nos entrenós para não se alongarem
Na verdade, agora não mexo mais na árvore até o final do inverno, vou adubando normalmente, com NPK equilibrado (seguindo as idéias do artigo - aguardem mesmo, é muito bom. Para os mais apressados e que lêem em françês, ele está aqui:
http://www.edgbonsai-fr.com/index.php?option=com_content&task=view&id=18&Itemid=35 vale muito a pena). Mesmo que os entrenós se alonguem, deixarei acontecer para no final do inverno fazer, de qualquer forma uma poda mais radical. Mas aí ja se terá sido desenvolvida uma ramificação secundária bem interessante. E no início do verão seguinte, novamente a intervenção, para criar as ramificações terciárias... É tudo um grande jogo de paciência e respeito pela árvore, como bom o disse o Antônio Castro:
já que o que fazemos agora nesse capitulo, só se vê resultados mais para a frente, inclusive na época seguinte.