Bem, postei lá, posto aqui novamente. Eis um bonsai de LIGUSTRUM SINENSIS VARIEGATA:
No site é informado que é uma planta de 45 cm de altura, 35 cm de lateralidade e 13 cm de tronco na base. Um ótimo especime, bem trabalhado no estilo Hokidashi. 😄
Quanto à dificuldade de cultivo dessa espécie, é a mesma que da versão verde: seca galho com facilidade, fazendo perder tempo e paciência, vez que as vezes é preciso reiniciar quase toda a planta, para repor ou refazer o galho perdido. 🙁
Por ter uma madeira excepcionalmente dura, força muito as ferramentas usadas em seu trato, principalmente alicates e tesouras. Prefiro usar, então, tesouras velhas ou não destinadas a bonsai, além de formões, goivas, brocas e fresas mais robustas que as da Dremel, por exemplo, para não ter prejuízo. 🙁
Apesar de suportar bem area plenamente ensolarada, ventos fortes, chuva, neve e granizo, o tronco, quando madeira exposta, tende a ficar escuro, enegrecido, precisando sofrer raspagem periódica para recuperar a textura clara, mais bonita. Mesmo que se aplique uma boa calda, isso é continuo. O melhor, nesse caso, é buscar aplicar a calda misturada com um pouco de tinta nanquim, que escurecerá um pouco, mas retardará um pouco mais o enegrecimento normal. 🙁
De resto, desfolha pelo menos tres vezes ao ano, para manter as folhas sempre pequenas, que é mais atrativo. Adubação organica a cada 45 dias, rega diária, sem encharcamento. O melhor solo é o arenoso composto com caco de telha, sem pedrisco, que deverá ser reposto pelo crescimento excessivo das raizes. Geralmente, exige reenvase em tempo menor, independente do tamanho da planta, por causa desse crescimento rápido e cumulativo das raízes capilares. 🙁
Tirante isso, tendo em consideração essas negatividades, pode-se educar o ligustro em qualquer estilo. Tenho em meu viveiro, inclusive, kengai e han kengai. O bonsaista Glauco Felix, associado do Brasilia Bonsai Clube possui uma floresta tamanho grande, alem de troncos duplos e chokan. 😉