Olá pessoal, muito legal este tópico sobre esta espécie que é abundante aqui no Brasil e que vemos trabalhos maravilhosos no exterior.
Paulo, seus exemplares são muito bons.
Tenho 2 exemplares que venho cultivando há mais de 2 anos.
As plantas estão servindo de laboratório e agora vou partir para exemplares maiores e robustos.
O que aprendi com elas:
- adoram muito sol. As minhas recebem sol direto 10 horas por dia.
- suportam muito bem podas drásticas
- uso FO+TM de 30/30 dias na época de crescimento e elas vem se desenvolvendo muito bem. Ágora no outono e inverno estou usando adubo com micronutrientes também de 30/30 dias.
- rega, deixo secar em cima e rego em abundância
- no final do inverno "pinço" as folhas com os dedos, deixando apenas uns 2 cm. Repido isso sempre que as hastes alcançam 8/10 cm. Tem estimulado muito a ramificação. Na verdade as folhas são minúsculas escamas verticiladas, quase microscópicas, localizadas em cada nó das hastes verdes.
- uma está em areia grossa pura e vai muito bem.
- a outra está em um substrato composto de 50% areia, 30% cinazita e 20% terra preta e também vai muito bem.
- já aramei e ancorei. Prefiro ancorar pois já perdi galhos aramados. Acho que fiz algo de errado.
- observei que os galhos crescem e alongam muito, mas custam para engrossar.
Segue uma ficha que consegui:
Casuarina costeira
(Casuarina equisetifolia)
A Casuarina costeira é oriunda das praias arenosas das zonas tropicais úmidas, desde o norte da Austrália até o Sudeste Asiático, passando pelas ilhas do Pacífico. Alcança os 25m de altura e, devido ao seu crescimento alongado, lembra as coníferas européias. Ainda que do ponto de vista botânico seja considerada uma árvore latifólia (de folha caduca), suas folhas se parecem muito com as agulhas dos pinus. O nome da espécie “equisetifolia” vem da planta chamada equiseto ou cola de cavalo e se refere as folhas que são aciculares como as dessa planta. As flores são insignificantes, os frutos têm um aspecto similar a pinhas pequenas e arredondadas, de 1,5cm de comprimento aproximadamente.
Para o aficcionado do bonsai, esta espécie oferece a possibilidade de Ter uma arvorezinha parecida com uma conífera em casa. É muito robusto e sua beleza aumenta muito se for conformada como um pinheiro. Pode ser modelada com almofadinhas de folhagem.
Localização: É possível tê-la todo o ano em casa, desde que haja muita luz e ar fresco onde for colocada. No verão é melhor colocar ao ar livre a pleno sol. No inverno manter a uma temperatura de 10-16°C e muita luz. Se a temperatura for muito alta, é preciso que a noite desça a 10-12°C.
Rega: O substrato deve ser mantido sempre ligeiramente úmido. Se fizer muito calor, aumentar as regas, mas não em excesso, pois as raízes apodrecem com facilidade. Se a terra está demasiadamente seca, a casca se enruga e a planta murcha.
Adubação: a cada 4 semanas com adubo líquido para bonsai durante o período de crescimento máximo, entre setembro e março. Não deve ser adubado no inverno.
Transplante: A cada 2 anos com poda regular de raiz.
Substrato: Terra para plantas de interior, turfa e areia na proporção 1:1:2
Poda: Podar os ramos na primavera, quando a árvore já tenha brotado bem. Os brotos novos devem ser podados a 1-2cm, quando tiverem alcançado os 8-10cm. Quando já tenham formado uma espécie de almofada deve ser feito o desponte dos brotos novos com os dedos.
Aramação: No final do verão, quando a nova ramificação está parcialmente lignificada.
Meios de obtenção: Através de sementes, estacas de madeira lenhosa, plantas de viveiros ou coletadas da natureza (yamadori).
Estilos: Ereto formal ou informal, tronco duplo, bosque.
Pragas e enfermidades: havendo a presença de formigas verifique se não existem cochonilhas de carapaça ou lanígera. .
Desfoliação: Não necessita
Essa é uma foto do antiga. Ela já sofreu uma intervensão forte.
