Alporque Acer Palmatum deshojo
Olá a todos
Conforme já tinha dito anteriormente http://www.atelierdobonsai.com.br/phpbb/viewtopic.php?t=842&postdays=0&postorder=asc&start=15
Resolvi fazer um alporque no meu Acer deshojo, era uma árvore "comercial", com o aspecto característico de muitas árvores desse tipo, troncos demasiado rectos que causam/causavam uma certa monotonia.
Para alguns com certeza já estaria bem assim, mas Bonsai é também o desafio de irmos mai além...e não aceitarmos o óbvio.
Tratando-se da espécie que é ( 🙄 €€€ ), confesso que não foi nada fácil meter mãos á obra para este tipo de intervenção, mas não podia adiar mais, sob pena de estar a comprometer a sua evolução.

Árvore antes do alporque 23-10-07

O Anel de Malpighi.
Nesta fase optei por o fazê-lo com uma ponte, mas com decorrer do tempo, arrependi-me devido á grande facilidade dos Aceres em reconstruírem cicatrizarem zonas como aquelas 🙁 ...como nunca esteve a integridade da arvore em jogo, resolvi voltar a abri-lo e desta vez proceder á execução de um anel completo.

Preparação do recipiente

O Recipiente.
Embora neste caso não seja o do Acer deshojo, mas sim do “ Palmatum aureum”
Foram ambos trabalhados no mesmo dia, e este utlimo ainda hoje não criou raízes, criou uma calosidade e fechou o anel por completo, como se um fio de óleo escorresse pelo tronco abaixo 😲 😕 😈 (curioso), já está novamente em curso com anel completo e com a respectiva calosidade desbastada Qb. para estimular a rebentação das raízes, desta vez vai...desenvolveu bastante folhagem, e esta que tem, agora faz o resto ao querer mandar a seiva para baixo.

Pronto para a longa espera...
Aqui o recipiente tinha substrato, mas posteriormente aquando da execução do novo anel, substitui tudo por musgo,...ainda que também se seja bem sucedido com substrato, hoje acredito que o musgo é uma melhor escolha, inclusive até para se inspeccionar.

O movimento que me interessa

Em 24-12-07, ... poda e ligeira modelação

após a rebentação a 10-05-08
Depois de ter verificado a existência de raízes, já poderia ter sido separado, contudo, devido ao atraso da teimosia em querer cicatrizar atrasou todo o processo, tal facto (por uma questão de precaução) obrigou-me a esperar que passasse o tempo mais quente (do Verão)
Assim no passado sábado resolvi fazê-lo


Preparação dos materiais para o substrato

A preparação prévia do novo recipiente, para evitar expor-se em demasia as raizes ( fotosensíveis) á luz solar, como não sei onde coloquei as placas que tinha preparado anteriomente, tive que optar por um prato de plástico virado ao contrário, para a estimulação radial do sistema radicular.

Estado dela em 06-08-09 , contrariamente ao ano anterior, apresenta uma folhagem algo/um pouco gasta...deve-se ao facto de que deixei crescer livre, sem proceder a técnicas de "metsumi" ou "mekiri", por me parecer mais correcto deixar que toda a energia fosse canalizada para o desenvolvimento das raízes e não em novas rebentações...podendo levá-la a um esgotamento ainda maior.

Abertura do recipiente do alporque.
Raízes á vista e bem bonitas por sinal, sabia da sua existência devido a ter levantado o musgo, mas ainda não as tinha visto assim

A separação final.
A qualidade das fotos deixa muito a desejar 😮ops: , mas estive sempre sozinho e quem já o fez, sabe o quanto é difícil de fazer-se este tipo de coisas e ser "aprendiz de fotografo" ao mesmo tempo...as minhas desculpas.


Estado do sistema radicular

Remoção do toco remanescente e limpeza para aplicação da pasta cicatrizante.

Distribuição das raízes e preparação para a fixação ao recipiente

Após a cobertura com substrato

limpeza de ramos desnecessários assim como das folhas...agora vai para uma prateleira protegida (mais baixa) para ajudar na recuperação...o período para este tipo de intervenções afinal não é dos melhores.

A outra parte, preparação para o corte do toco.

Abertura e limpeza

Colocação da pasta cicatrizante, ao lado foi deixado o ramo propositadamente, primeiro para lhe dar mais equilibrio, (parece-me fazer falta de um naquela zona), e sobretudo, porque pretendo deixá-lo crescer como se fosse de "sacrifício"...não apenas por isso, mas também para ajudar na cicatrização, actualmente coloquei-lhe um arame (bem fino) e dei-lhe um pequeno movimento.
Espero que tenha sido do vosso agrado e que possa ter qualquer utilidade para possivel cruzamento de informação. 😉
Editado para recolocação de fotos que desapareceram do site Hospedeito
[ ]s
Castro
Conforme já tinha dito anteriormente http://www.atelierdobonsai.com.br/phpbb/viewtopic.php?t=842&postdays=0&postorder=asc&start=15
Resolvi fazer um alporque no meu Acer deshojo, era uma árvore "comercial", com o aspecto característico de muitas árvores desse tipo, troncos demasiado rectos que causam/causavam uma certa monotonia.
Para alguns com certeza já estaria bem assim, mas Bonsai é também o desafio de irmos mai além...e não aceitarmos o óbvio.
Tratando-se da espécie que é ( 🙄 €€€ ), confesso que não foi nada fácil meter mãos á obra para este tipo de intervenção, mas não podia adiar mais, sob pena de estar a comprometer a sua evolução.

Árvore antes do alporque 23-10-07

O Anel de Malpighi.
Nesta fase optei por o fazê-lo com uma ponte, mas com decorrer do tempo, arrependi-me devido á grande facilidade dos Aceres em reconstruírem cicatrizarem zonas como aquelas 🙁 ...como nunca esteve a integridade da arvore em jogo, resolvi voltar a abri-lo e desta vez proceder á execução de um anel completo.

Preparação do recipiente

O Recipiente.
Embora neste caso não seja o do Acer deshojo, mas sim do “ Palmatum aureum”
Foram ambos trabalhados no mesmo dia, e este utlimo ainda hoje não criou raízes, criou uma calosidade e fechou o anel por completo, como se um fio de óleo escorresse pelo tronco abaixo 😲 😕 😈 (curioso), já está novamente em curso com anel completo e com a respectiva calosidade desbastada Qb. para estimular a rebentação das raízes, desta vez vai...desenvolveu bastante folhagem, e esta que tem, agora faz o resto ao querer mandar a seiva para baixo.

Pronto para a longa espera...
Aqui o recipiente tinha substrato, mas posteriormente aquando da execução do novo anel, substitui tudo por musgo,...ainda que também se seja bem sucedido com substrato, hoje acredito que o musgo é uma melhor escolha, inclusive até para se inspeccionar.

O movimento que me interessa

Em 24-12-07, ... poda e ligeira modelação

após a rebentação a 10-05-08
Depois de ter verificado a existência de raízes, já poderia ter sido separado, contudo, devido ao atraso da teimosia em querer cicatrizar atrasou todo o processo, tal facto (por uma questão de precaução) obrigou-me a esperar que passasse o tempo mais quente (do Verão)
Assim no passado sábado resolvi fazê-lo


Preparação dos materiais para o substrato

A preparação prévia do novo recipiente, para evitar expor-se em demasia as raizes ( fotosensíveis) á luz solar, como não sei onde coloquei as placas que tinha preparado anteriomente, tive que optar por um prato de plástico virado ao contrário, para a estimulação radial do sistema radicular.

Estado dela em 06-08-09 , contrariamente ao ano anterior, apresenta uma folhagem algo/um pouco gasta...deve-se ao facto de que deixei crescer livre, sem proceder a técnicas de "metsumi" ou "mekiri", por me parecer mais correcto deixar que toda a energia fosse canalizada para o desenvolvimento das raízes e não em novas rebentações...podendo levá-la a um esgotamento ainda maior.

Abertura do recipiente do alporque.
Raízes á vista e bem bonitas por sinal, sabia da sua existência devido a ter levantado o musgo, mas ainda não as tinha visto assim

A separação final.
A qualidade das fotos deixa muito a desejar 😮ops: , mas estive sempre sozinho e quem já o fez, sabe o quanto é difícil de fazer-se este tipo de coisas e ser "aprendiz de fotografo" ao mesmo tempo...as minhas desculpas.


Estado do sistema radicular

Remoção do toco remanescente e limpeza para aplicação da pasta cicatrizante.

Distribuição das raízes e preparação para a fixação ao recipiente

Após a cobertura com substrato

limpeza de ramos desnecessários assim como das folhas...agora vai para uma prateleira protegida (mais baixa) para ajudar na recuperação...o período para este tipo de intervenções afinal não é dos melhores.

A outra parte, preparação para o corte do toco.

Abertura e limpeza

Colocação da pasta cicatrizante, ao lado foi deixado o ramo propositadamente, primeiro para lhe dar mais equilibrio, (parece-me fazer falta de um naquela zona), e sobretudo, porque pretendo deixá-lo crescer como se fosse de "sacrifício"...não apenas por isso, mas também para ajudar na cicatrização, actualmente coloquei-lhe um arame (bem fino) e dei-lhe um pequeno movimento.
Espero que tenha sido do vosso agrado e que possa ter qualquer utilidade para possivel cruzamento de informação. 😉
Editado para recolocação de fotos que desapareceram do site Hospedeito
[ ]s
Castro
