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Alporque Acer Palmatum deshojo

Antonio Castro08/09/2008 20:48
Alporque Acer Palmatum deshojo
Olá a todos

Conforme já tinha dito anteriormente http://www.atelierdobonsai.com.br/phpbb/viewtopic.php?t=842&postdays=0&postorder=asc&start=15

Resolvi fazer um alporque no meu Acer deshojo, era uma árvore "comercial", com o aspecto característico de muitas árvores desse tipo, troncos demasiado rectos que causam/causavam uma certa monotonia.
Para alguns com certeza já estaria bem assim, mas Bonsai é também o desafio de irmos mai além...e não aceitarmos o óbvio.

Tratando-se da espécie que é ( 🙄 €€€ ), confesso que não foi nada fácil meter mãos á obra para este tipo de intervenção, mas não podia adiar mais, sob pena de estar a comprometer a sua evolução.



Árvore antes do alporque 23-10-07



O Anel de Malpighi.
Nesta fase optei por o fazê-lo com uma ponte, mas com decorrer do tempo, arrependi-me devido á grande facilidade dos Aceres em reconstruírem cicatrizarem zonas como aquelas 🙁 ...como nunca esteve a integridade da arvore em jogo, resolvi voltar a abri-lo e desta vez proceder á execução de um anel completo.



Preparação do recipiente




O Recipiente.
Embora neste caso não seja o do Acer deshojo, mas sim do “ Palmatum aureum
Foram ambos trabalhados no mesmo dia, e este utlimo ainda hoje não criou raízes, criou uma calosidade e fechou o anel por completo, como se um fio de óleo escorresse pelo tronco abaixo 😲 😕 😈 (curioso), já está novamente em curso com anel completo e com a respectiva calosidade desbastada Qb. para estimular a rebentação das raízes, desta vez vai...desenvolveu bastante folhagem, e esta que tem, agora faz o resto ao querer mandar a seiva para baixo.



Pronto para a longa espera...
Aqui o recipiente tinha substrato, mas posteriormente aquando da execução do novo anel, substitui tudo por musgo,...ainda que também se seja bem sucedido com substrato, hoje acredito que o musgo é uma melhor escolha, inclusive até para se inspeccionar.



O movimento que me interessa



Em 24-12-07, ... poda e ligeira modelação



após a rebentação a 10-05-08


Depois de ter verificado a existência de raízes, já poderia ter sido separado, contudo, devido ao atraso da teimosia em querer cicatrizar atrasou todo o processo, tal facto (por uma questão de precaução) obrigou-me a esperar que passasse o tempo mais quente (do Verão)


Assim no passado sábado resolvi fazê-lo


Preparação dos materiais para o substrato



A preparação prévia do novo recipiente, para evitar expor-se em demasia as raizes ( fotosensíveis) á luz solar, como não sei onde coloquei as placas que tinha preparado anteriomente, tive que optar por um prato de plástico virado ao contrário, para a estimulação radial do sistema radicular.



Estado dela em 06-08-09 , contrariamente ao ano anterior, apresenta uma folhagem algo/um pouco gasta...deve-se ao facto de que deixei crescer livre, sem proceder a técnicas de "metsumi" ou "mekiri", por me parecer mais correcto deixar que toda a energia fosse canalizada para o desenvolvimento das raízes e não em novas rebentações...podendo levá-la a um esgotamento ainda maior.



Abertura do recipiente do alporque.
Raízes á vista e bem bonitas por sinal, sabia da sua existência devido a ter levantado o musgo, mas ainda não as tinha visto assim



A separação final.
A qualidade das fotos deixa muito a desejar 😮ops: , mas estive sempre sozinho e quem já o fez, sabe o quanto é difícil de fazer-se este tipo de coisas e ser "aprendiz de fotografo" ao mesmo tempo...as minhas desculpas.






Estado do sistema radicular


Remoção do toco remanescente e limpeza para aplicação da pasta cicatrizante.




Distribuição das raízes e preparação para a fixação ao recipiente



Após a cobertura com substrato



limpeza de ramos desnecessários assim como das folhas...agora vai para uma prateleira protegida (mais baixa) para ajudar na recuperação...o período para este tipo de intervenções afinal não é dos melhores.



A outra parte, preparação para o corte do toco.



Abertura e limpeza



Colocação da pasta cicatrizante, ao lado foi deixado o ramo propositadamente, primeiro para lhe dar mais equilibrio, (parece-me fazer falta de um naquela zona), e sobretudo, porque pretendo deixá-lo crescer como se fosse de "sacrifício"...não apenas por isso, mas também para ajudar na cicatrização, actualmente coloquei-lhe um arame (bem fino) e dei-lhe um pequeno movimento.

Espero que tenha sido do vosso agrado e que possa ter qualquer utilidade para possivel cruzamento de informação. 😉

Editado para recolocação de fotos que desapareceram do site Hospedeito

[ ]s

Castro
Alcides Junior09/09/2008 11:17
Caro amigo no bonsai Castro.
Foi de muito grande valia sua postagem, tenho dois áceres que preciso diminuir a altura, estava com receio de fazer a alporquia. Com certeza após ver o sucesso do seu exemplar não terei medo.
Valeu por partilhar... 😉
fabianoscosta10/09/2008 17:20
Amigão, obrigado por todo este documentário fotográfico e suas explicações, tomara que o sucesso da reabilitação de sua planta siga o caminho do sucesso do alporque! 😉 😎

Abração e espero continuar acompanhando o desenvolvimento desta plantinha!
Fabiano.
Antonio Castro12/09/2008 19:13
Olá Amigo Fabiano

Muito obrigado pelo incentivo 😉

Sim, vamos aguardar que corra bem e logo coloco os desenvolvimentos

Abraço

Castro
Antonio Castro12/09/2008 19:30
Caro Amigo no Bonsai Junior/pr

Fico contente que tenha sido de alguma valia, se assim foi, já valeu a pena. 😉

Quanto aos alporques, que tipos de aceres são???
Atenção que pelas experiências nos meus, eles não respodem de igual forma, este que apresentei não havia nenhum perigo acrescido pelo facto de fazer um anel complecto, coisa que por exemplo não acontece com o que tenho ainda em curso...
Como é uma espécie mais em conta que o deshojo, enxertado e por ser adquirido em hortos com alguma facilidade, optei por fazê-lo sem problemas de maior, no entanto pela estrutura da arvore dificilmente o faria na espécie do exemplo acima (pelo menos, na altura em que o fiz), agora por já ter aprendido um pouco mais acerca de como ele reage, obvimente estaria mais tranquilo 😉, mas mesmo assim nunca fiando.
Eles têm diferenças de espécie para espécie...e o medo é sempre um bom parceiro nestas coisas, faz-nos ser um pouco mais prudentes...

Boa sorte e registre todos os passos caso lhe seja possivel, serão com certeza excelentes complementos para cruzarmos informação.

Tudo de bom

Cptos.

Castro
Alcides Junior13/09/2008 07:43
Caro Amigo no bonsai Castro, as espécies que possuo são Ácer Palmatum e Acer palmatum atropurpureum, será que suportam bem a alporquia?
Elio17/09/2008 22:15
Olá Junior!

Respondendo pelo Castro, no palmatum, sem problemas. No Atroporpureum é muito difícil (já tentei) pelo simples fato de que ele é normalmente enxertado no palmatum.

Abraço
Antonio Castro11/10/2008 14:36
Olá a todos,

Para actualização....


Em recuperação, altura aprox. 11cm

Cptos.

Castro
Marcos Castilho11/10/2008 15:18
Castro é de grande valia sua exposições aqui no fórum. Contribuem muito para nós que sempre seremos iniciantes. Lindo futuro bonsai sem dúvidas. Agora diga para mim em média quantos dias demororu para o alporque enraizar???
Antonio Castro11/10/2008 15:55
Olá Marcos

Obrigado pelo incentivo e pela consideração,...mas dá sempre o devido desconto, Ok 😉 ...eu também sou iniciante 😄 .

Olha como podes ver pela data da 1.ª Foto está a fazer um ano que começei o processo, o problema do enraizamento como descrevi acima atrasou-se porque provalvemente devia tê-lo feito um pouco mais para a frente e logo com "anel completo"/sem pontes, mas como a experiência não era "nenhuma", precauções e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Em junho já haviam algumas raizes, e em julho já estavam quase no ponto, nessa altura por estar a entrar no periodo de maior calor, preferi aguardar passar o pico do verâo e esperar o tempo arrefecer um pouco
para proceder á separação.

Ao mesmo tempo que este executei outro num Acer palmatum aureum e ainda hoje pude constatar, que não enraizou, tal como da outra vez voltou a criar umas calosidades, agora isso é indicativo da força que ele tem e da sua teimosia em tentar enviar a seiva elaborada para baixo, por isso acredito que enraizar será mais uma questão de tempo que outra coisa...e isso, arranja-se sem problemas 😎

Cptos.

Castro
pauloventura11/10/2008 20:14
Olá caro amigo Antonio Castro ,Como vai ?

Muito grato por compartilhar este belo trabalho recheado com
as devidas explicações e detalhes que fazem a diferença.
Para mim que preparo 90% de minhas plantas por alporquia
toda nova informação vale ouro. No caso específico dos aceres
o unico que se desenvolve bem por aqui é o Burgeriano (kaedê)
os demais cultivo apenas por teimosia ,sabes como é bonsaista.
Inicío todos meus alporques com musgo puro e logo que
visualizo o surgimento de raizes encaixo o vaso com substrato o
que a meu ver acelera o crecimento das raizes.
Vá postando se possivel a evolução deste belo trabalho.
G abrço
Pv.
Marcos Castilho12/10/2008 13:57
Amigo Paulo então o Plamatum não se adaptou ao clima aí de Brasília??? Digamos ele não se aclimatou???
Antonio Castro12/10/2008 17:45
Marcos Castilho escreveu:
Amigo Paulo então o Plamatum não se adaptou ao clima aí de Brasília??? Digamos ele não se aclimatou???


Marcos

Isso dito assim fica meio complicado...com certeza em brasilia haverá alguém com palmatuns 😲 ......mesmo que um ou outro palmatum não se adapte muito bem, convem ter em consideração que só palmatuns em termos de "cultivares", existem para cima de 2 centenas chegando quase ás 3, centenas, algumas com caracteristicas bem diferentes umas das outras....

Mesmo na mesma cidade, não é raro por vezes, o clima não ser igual em todo o lado, pode sempre ocorrer que uma pessoa possa ser melhor sucedida que outra, dependendo das circunstâncias.

O jeito é adquirires um, (a um preço em conta por via das dúvidas)...depois é registrares tudo, desde as tarefas; o substrato; á alimentação,... tudo, logo irás ver que será sempre util a alguém, ou a ti mesmo, caso queiras enveredar por uma segunda tentativa....o jeito é experimentar mesmo.

Boa sorte.

Cptos.

Castro
Marcos Castilho12/10/2008 18:02
É Castro o clima onde moro é frio no inverno e quente mesmo no verão. Tenho receio de não resistir o Palmatum por aqui. Mas vou tentar.
Antonio Castro12/10/2008 18:24
Marcos

O que é que quer dizer "quente mesmo" no Verão???
O meu no verão já suportou temperaturas de 47ºc, normalmente no verão anda entre os 38º e os 42º, e ultimamente nem os tenho tapado sequer, porque também já percebi que as folhas queimam de qualquer jeito, basta um vento quente.

Quando está demaisado quente se for possivel coloco uns alguidares com água nas proximidade para promover alguma humidade do ar, ele adora.

Quanto ao frio, isso é ouro sobre azul...ele gosta de sitios onde possa cumprir com o periodo letárgico, se tens frio ai, só isso é uma grande ajuda para ele ganhar energias e completando o ciclo vegetativo, contráriamente a muitos colegas teus, onde o frio não é suficiente e ele está em constante renovação da folha.

Quando tiver demasiado calor, se for preciso protege-o com tela reforçada...ele aguenta-se, se houver humidade no ar....isso então, tens tudo para dar certo.

Boa sorte,

Cptos.

Castro
pauloventura12/10/2008 20:17
Caros amigos Marcos e Antonio !
De fato aqui na região centroeste o clima não é compattivel
ao cultivo da maioria das variedades de Áceres ,mas como dito pelo
amigo antonio a maioria dos bonsaistas tem seus Áceres inclusive eu
no entanto variedades como Palmatum,Atropurpurium entre outros
sobrevivem porem não se desenvolvem nem apresentam a sua
exuberancia natural , asim como os Malus,Ilex,Cotoneáster,Oliveira
Pinus parvifolia e tantas outras,.Mas marcos creio que o clima ai de
Sc é bem mais favorável para este tipo de plantas não /?

Obs ; quando digo não se desenvolve é por exemplo se planto
tal espécie normalmente na terra para formação de matriz e tal
deveria crescer 1mt por ano cresce 10 cm ,isto observando todos
os procedimentos inerentes a espécie .É o que normalmente acontece
com espécies que necessitam de outro clima certo. e concordo com o
amigo antonio que o assunto e complexo e com infindáveis situações
distintas para cada caso.
G abraço.
Pv.
Rogério12/10/2008 20:25
Amigo Antonio Castro
Muito obrigado por compartilhar conosco toda essa experiência repleta de informações e com as fotos para detalhar + ainda o trabalho.
É de muita importância essa exposição do seu trabalho, pois muitos aqui do Fórum usam informações como essas para saber um pouco + sobre essa linda arte e por em pratica em suas árvores.
Grande abraço, parabéns e + uma vez muito obrigado.
Rogério
Marcos Castilho13/10/2008 11:52
Castro acho então que ele vai resistir, pois aqui no verão faz em média 38 graus alguns dias no máximo 42 graus nunca passou disso. Acha que posso tentar arriscar???
fabianoscosta13/10/2008 13:39
Marcos eu estou tentando cultivar um palmatum aqui em Floripa tbm, a temperatura de verão chega a ser como esta de tua região e de inverno vai a 7 C, este será o 1o verão com ele... tomara q resista pq está bem bonitinho...

Abraço,
Fabiano
Antonio Castro13/10/2008 18:35
Marcos Castilho escreveu:
Castro acho então que ele vai resistir, pois aqui no verão faz em média 38 graus alguns dias no máximo 42 graus nunca passou disso. Acha que posso tentar arriscar???

Claro que sim, podes e deves...
tentar sempre...!
Se possivel nesta primeira vez, tenta adquirir uma muda mais "em conta" ($$), para no caso de correr "menos bem", sempre pode acontecer 😉

Acredito que tens tudo para dar certo e de humidade como é no verão, por aqui é um calor muito seco 😕 e ai??, eles gostam de humidade 😎 .
No inverno o ideal é/era aproximar-se dos 0º, mas nem sempre acontece, por isso dá de uns anos para os outros, desde que aconteça.

Amigo Fabiano,
E fizeste muito bem...não se esqueçam é de arranjar uma folha de "excel" para registrarem os dias mais relevantes em termos de temperatura, ou simples respostas do exemplar...pode ser muito útil de futuro 😉 .

Boa sorte, tudo de bom.

[ ]s

CAstro
Marcos Castilho13/10/2008 19:26
Amigo Castro aqui é bem húmido. Chove bastante. Ele gosta que molhe suas folhas diariamente???
Antonio Castro13/10/2008 19:54
Caro Amigo Marcos

A humidade que me referia, é a que faz no tempo quente, por aqui faz um calor seco, se bem que não é o pior do País devido á proximidade do mar.

Já compreendi que para ele chegar com as folhas bonitas ao Outono, tenho que andar sempre em cima dele e fazer uma desfoliação total no inicio do verão, mas isso tem os seus custos e não é para repetir ano após ano 😉., também, que mal faz ficar um Outono com folhas queimadas, afinal elas vão cair passadas umas semanas, não é verdade.

Acerca de molhar, ele gostar, gosta, claro que gosta...mas eu evito de o fazer,para não se habituar mal 😈, fora de brincadeira, raramente molho a folhagem dos meus sem ser no acto da rega... é uma questão de gosto, mas principalmente porque só tenho oportunidade de o fazer quase á noite quando chego do trabalho, e não convem ficarem muito tempo com elas molhadas, torna-se um chamariz para os insectos picadores e favorece o aparecimento de fungos, apenas por isso,...mas pode e deve ser feito, sempre que constatar que o acto de não o fazer, poderá por em causa os niveis de hidratação do exemplar e este possa vir a passar sede na nossa ausência...
Mesmo na rega por, por vezes o fazer quase quando o sol se põe, evito de o fazer (molhá-las), quando a faço de manhã, ai sim rego-as abundantemente.

Cptos.

Castro
Mcdonald03/06/2011 22:42
Olá Élio..
Vi esta planta no tópico de alguém, em que vc deixou o link.. ficou muito legal o alporque....
Como vc faz para que na hora de espalhar as raízes radialmente elas fiquem no lugar certinho?
abraço
Elio04/06/2011 18:28
Mcdonald escreveu:
Olá Élio..
Vi esta planta no tópico de alguém, em que vc deixou o link.. ficou muito legal o alporque....
Como vc faz para que na hora de espalhar as raízes radialmente elas fiquem no lugar certinho?
abraço


Mc, de qual planta vc está falando?

abraço
nickyfury05/06/2011 08:06
bonsai
Elio, quer me parecer que o Mac "desenterrou" um osso há muito tempo soterrado, confundindo, como aquele famoso adágio, o calcanhar com as temporas. Puxou um tópico do Antonio Castro, lusitano que há tempos não nos visita nem mostra seus magnificos trabalhos, e emendou um tema que vc, em algum outro post, deve ter explanado a respeito de uma planta sua. Ou seja, colocou tudo no "liquidificador", bateu tudo junto e depois apresentou a vitamina 😂 😂 😂 😂

Mac, para distribuir corretamente as raízes do nebari, vc pode fazer como o Castro demonstrou: use um "pratinho" desses usados para colocar sob vasos plasticos, emborcado. Antes, faça furos nele, em toda a volta, mais ou menos situados na parte que fica entre o centro e a borda, que será onde irá prender as raízes da planta.

Em seguida, usando barbante (melhor que arame, pois se deteriora com o tempo) amarre as raizes, dispondo-as retas em relação ao tronco, com a extremidade voltada para a borda da bandejinha redonda. Para cada raiz esticada, passe o barbante por dois furos, prendendo-o pelo lado de dentro do pratinho, fixando dessa forma a raiz. Ao fazer isso, verá que as raízes ficaram todas bem firmes e distribuídas "radialmente" em toda a volta do tronco.

Isso pronto, enterre em seguida o pratinho, cobrindo bem as raizes, com o substrato até o inicio do primeiro terço do tronco da planta. Agora é só aguardar um ano ou dois, dependendo da espécie, para que a forma fique preservada, e o pratinho possa então ser retirado. Essa técnica pode ser usada com uma placa de madeira, cortada em formato circular, ao invés do pratinho plastico. Outro recurso tambem, para formatar as raizes é usar arame, educando-as como fazemos com os galhos. Tem uma restrição, é claro. Os galhos são visiveis e permitem que observemos quando o arame começa a marcar, situando dessa maneira que devemos retirar para evitar estrangulamento.

Com as raízes isso não acontece, vez que ficam enterradas. Então, qualquer descuido poderá ser fatal, ocasionando a perda de material. O uso da madeira ou da bacia plastica é mais aconselhável então, em razão disso. E como pode observar no trabalho apresentado pelo bonsaista Antonio Castro, surte um efeito bem natural e tranquilo, além de altamente qualitativo e técnico. 😉