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Bonsai Brasileiro

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Fernando Andrade28/10/2009 09:39
Bonsai Brasileiro
Senhores...

Temos hoje a diferenciação do estilo de bonsai japonês para o chinês, cada escola com suas tendências...

Existe alguma tendência do estilo brasileiro? algum detalhe ou requisito que nos diferencie das demais escolas?

Desde já agradeço...

Abraço...
Arzivenko28/10/2009 09:47
Fernando, eu costumo lutar muito pela identidade Brasileira, mas o fato é que hoje ela não existe, por dois fatores principais. O primeiro, é porque o bonsai por aqui está só engatinhando, o segundo, que o Brasil é grande demais pra ter uma identidade.

Nossos colegas Argentinos possuem uma identidade muito bem formada, seu trabalho com paineiras e umbús é único.

Por enquanto, podemos apenas entrever algumas tendências, a primeira é o tamanho dos bonsai, por aqui vemos na maioria Shohin e Mame, são poucas pessoas que se preocupam em trabalhar com plantas maiores, se tem a idéia errônea de que bonsai é miniatura de árvores, e que quanto menor for, melhor.

Outra questão técnica, é a utilização do escorredor/mamadeira, que é preferência nacional, e lá fora esta técnica não é tão difundida assim.

No mais, continuamos na luta, por aprender com oriente, mas não copiar, aprender os estilos, mas não copiar...

Se for ver, Serisas, Piracantas, Ulmus, Acers e Pinheiros continuam sendo as preferidas, mas são todas exóticas, enquanto isto os gringos pegam nossas nativas e fazem a farra, parece que por aqui não gostamos do que é nosso... Só uma dica, pense nas nativas, é o caminho mais rápido para a constituição de uma identidade nacional no bonsai.
Arzivenko28/10/2009 09:48
Mensagem repetida
Fernando Andrade28/10/2009 10:01
...
É...

Imaginava que a resposta seria baseada nas plantas nativas aqui do Brasil, na estilização e utilização das frutíferas...

Abraço...
Luis A. de Macedo Rodrigu28/10/2009 16:49
Arzivenko,

Acho que o amigo esqueceu do trabalho pioneiro e de grande qualidade que os nossos amigos do nordeste estão fazendo com as suas nativas. e não só no nordeste, em outras regiões também estão sendo exploradas as nativas, como cambui, ptecolobium, aguaí vermelho, veludeira, entre tantas outras. Como bem disseste estamos engatinhando no bonsai e para adquirirmos uma identidade no bonsai não será do dia para a noite que isto vai acontecer. Por enquanto vamos treinando a técnica com as exóticas que é o que conhcemos primeiro como bonsai e gradativamente vamos aplicá-la nas nossas nativas, o que também defendemos bastante por aqui na Bonsai Sul.

___________________________________________________________
Respeitem a árvore. Ela é um milagre ímpar (Alexander von Humboldt)
nickyfury28/10/2009 17:15
bonsai
Arzivenko, o nobre colega vai desculpar, mas está equivocado. Identidade quer dizer identificação e isso nós temos de sobra por aqui. Há muito as nativas brasileiras vem sendo exploradas, tanto em nosso país quanto no exterior, no cultivo como bonsai. Exemplo: Bouganvillea, jabuticabeira, pitangueira, Pitecolbium tortum. Aliás, este ultimo, difundido lá fora como Brazilian Rain Tree. 😄

Em relação ao tamanho do bonsai, outro equívoco: na maioria dos eventos, exposições e encontros de que participei, sempre houve bonsai de tamanho médio e grande, sendo os mame e shohin uma espécie rara. Inclusive, com o concurso shohin bonsai promovido pelo Dom Mario, em seu Atelier do Bonsai, é que atualmente esse tipo de cultivo vem ganhando maior projeção e destaque em nosso país, quando até então estava adstrito a uns poucos cultivadores. 😄

Podemos dizer então que o bonsai brasileiro, que segue em sua maior parte a escola japonesa, tanto clássica quanto moderna, está indo bem e tem ganho projeção não só na America do sul, mas igualmente nos Estados Unidos, Europa (particularmente França, Inglaterra e Espanha) e nos países Asiáticos (mais recentemente, tambem graças ao empenho do grande divulgador Dom Mario Garcia, na Africa do Sul). 😄

Fernando, a verdade é que o bonsai nacional possui uma identidade própria sim. Se pegarmos plantas trabalhadas pelo mestre Hidaka, por exemplo, poderemos observar que o trabalho dele é reconhecidamente diferente do trabalho executado no Japão, ainda que ele utilize técnicas de aprimoramento adquiridas em anos de estudo e observação, além é claro das que aprendeu em livros e revistas especializados japoneses. As plantas trabalhadas pela bonsaista Regina Suzuki tambem se sobressaem e são facilmente identificaveis nesse sentido. Temos ainda trabalhos magnificos de bonsaistas consagrados como Charles White, Renato Bocabelo, Francisco Lustosa, Marcelo Martins, Carlos Tramujas, dentre outros. 😄

Carlos Tramujas, por exemplo, foi convidado a trabalhar na maior empresa de bonsai da Europa, a Mistral Bonsai. Lá, trabalhou não só na formação e apresentação, como chegou a redator da revista lançada pela empresa, Bonsai Pasion, onde durante alguns exemplares, mostrou inclusive bonsai brasileiro e plantas nativas daqui, salientando dessa forma a identidade nacional do bonsai. Seu talento e seu trabalho são reconhecidos, como bem se percebe através de um currículo como esse. 😄

Um dos melhores sites de bonsai que gosto sempre de pesquisar e aprender, Bonsai Shari Sidiao, há lindos e magnificos exemplares de nativas brasileiras, como a nossa conhecidissima primavera (bouganvillea), mas podemos encontrar tambem jabuticabeiras e outras variaveis da familia mirtacea. 😄

Outro site igualmente conhecido mundialmente e muito apreciado pelos comentários de seus participantes ilustres, http://www.artofbonsai.org/index.php como Morten Albek e Walter Pall, apenas para ficar nos dois mais conhecidos, há artigos mostrando trabalhos de bonsaistas nacionais, além é claro de mostrar, em primeira mão, nossa famosa Brazilian Rain Tree:



Um "trabalhinho" do bonsaista Roberto Gerpe, apresentado no site art of bonsai:



Claudio Ratto, bonsaista carioca, assina esse:



Marcelo Martins, participante efetivo de concurvos virtuais na Asia, mostra seu trabalho:



Nativa brasileira, reconhecidamente excelente para cultivo como bonsai, a primavera é destaque em vários sites, e dispensa explicações adicionais do motivo para tanto:



Isso, caros colegas, é identidade do bonsai nacional, a meu ver. Há outros exemplos, outros grandes artistas e cultivadores em nosso país, que deixo de mencionar aqui, mas que, igualmente, vem contribuindo sistematicamente para uma maior divulgação dessa nossa identidade mundo afora. 😄
Renan Campara Braido28/10/2009 18:08
Pessoal,

Entendi a pergunta de outra maneira.....

Não acho que a identidade de uma "escola" se dá pelas espécies utilizadas... e sim pela "linha" que se segue.... Pra mim, e acredito que pra vocês também, o que difere as escolas japonesa e chinesa é isso, não acham ?

Acho difícil, sinceramente, que alguma outra escola surja.... Só se for daqui X anos.... Existem sim as variantes.... E mesmo assim é difícil bater o olho numa planta e dizer onde foi feita....

Acho importantíssimo utilizarmos as nativas, e isso é um fenômeno inevitável e que já começou....

Mas identidade, pra mim, é linha (regras e tal)....

Abraço,

Renan
Fernando Andrade28/10/2009 18:32
...
Então...

A pergunta era realmente relacionada a técnicas mais utilizadas, como se fosse uma "assinatura" brasileira independente da planta utilizada...

Mas de certa forma nada melhor para criar uma assinatura própria do país do que com plantas nativas da região...

Acho válida as duas visões a respeito...

Seguindo o raciocínio de "Nativas", o que vcs acham da utilização de Palmeiras para a criação de bonsai?

Creio que não se pode trabalhar muito com a espécie certo? pois a mesma não possui galhos,porém, seria essa uma tendência brasileira?


Agradeço a todos...
Abraço...
Katashi29/10/2009 11:01
Concordo plenamente com o Renan. O fato de usar determinados tipos de plantas não criam uma identidade. Afinal é facultado a qualquer cultivador trabalhar com as mesmas espécies. Mr Lo, cultuva ficus, hibisco, jaboticaba, pitanga e outras nativas Brasileiras, mas mantem a identidade do bonsai Chinês.

Identidade em meu entendimento é uma particularidade dentro dos estilos. Uma particularidade que possa identificar a origem do bonsai somente ao ver a planta, o que não é possível fazer somente ao ver a espécie.
Arzivenko29/10/2009 18:19
Foi exatamente o que eu quis dizer...

Um exemplo, japoneses, chineses, americanos, todos pegam nossas plantas e trabalham a seu modo, com seu estilo, com sua técnica.

Os Brasileiros tem estilo próprio, como um todo? Obviamente que temos grandes artistas, nunca pensei em desfazer o trabalho de tantas pessoas memoráveis que temos por aqui, mas existe identidade? A escola Japonesa é claramente diferenciável das outras, o Naturalistic também. Mesmo na Argentina, existe um modo de ver Bonsai, uma maneira de ver Bonsai, que é semelhante pelo país, criando uma identidade.

Repito, o Brasil é grande demais para ter apenas uma identidade, como o colega falou, os nordestinos trabalham com suas nativas, e possuem uma identidade, mas a mesma não pode ser comparada com o bonsai de São Paulo, ou do Rio Grande, existem muitas diferenças pois o país é enorme, e então entramos no conceito de identidade...

"Identidade cultural é o sentimento de identidade de um grupo ou cultura, ou de um indivíduo, na medida em que ele é influenciado pela sua pertença a um grupo ou cultura."

Portanto, posso me identificar com tal escola, com tal estilo, e me identificar com outras pessoas que também o fazem. O que quero dizer, é que pelo tamanho de nosso país, a variedade de estilos e gostos é tão grande, que um extrangeiro não tem como ver uma planta e dizer.. "Tipicamente um bonsai brasileiro".. No máximo dirá que é uma espécie tropical, do Brasil, mas não dirá que o artista é Brasileiro....


Me fiz entender?


Agora, quanto ao tamanho de bonsai, acredito que estamos com o olhar bastante viciado, se acreditamos que nossas plantas são grandes, que tal a opinião de alguém que frequenta encontros nos quatro cantos do globo, como o mestre Walter Pall? Em seu blog vemos sua opinião de quando esteve no Brasil:

"FRIDAY, NOVEMBER 21, 2008

Bonsai in Brazil # 3
There was an exhibt with a contest. Brazilians seem to go for samll and very small bonsai. By far the most popular size is shohin (25 cm and smaller) there."

A tradução:

"Quinta Feira, 21 de Novembro de 2008

Bonsai no Brasil #3
Ocorreu uma exibição de bonsai com um concurso. Os brasileiros parecem ir de bonsai pequenos à bonsai muito pequenos. De longe, o tamanho mais popular era o shohin (25 cm ou menor) na ocasião"
jackson31/10/2009 15:23
Nickfury,

discordo de vc ao afirmar que o brasil tem identidade própria ou estilo próprio, pois o que se vê nos trabalhos brasileiros são modelos que repetem os padrões internacionais já vistos incansavelmente nos meios de comunicação. Penso que a diferença está nas espécies, por exemplo: o piteco trabalhado por nós brasileiros, seguem uma forte tendência de imitar os juniperos chinensis, a bouganviela segue a azaléia, a jabuticabeira o ulmus, e assim por diante, salvo alguns trabalhos criativos, porém isolados e não a ponto de dizer que é a identidade brasileira de fazer bonsai. Mesmo as espécies exóticas daqui acabam por copiar um estilo já visto antes em publicações estrangeiras.

não quero, aqui, diminuir o valor dos bonsaístas brasileiros, muito pelo contrário, pois fazem verdadeiras obras de arte em plantas com muita criatividade.

Agora, à partir disso dizer que existe uma identidade brasileira no bonsai, acho uma idéia, por enquanto, prematura e sem consistência.

Somente acreditarei quando existir um estilo genuinamente único e endêmico por todo o território brasileiro e que ainda não se tenha visto em outras partes do mundo.

[]s
Filipe Henrique31/10/2009 17:29
Tenho acompanhado essas discussões, mas até agora não tive coragem de expor oq penso. Acho q pode ser uma besteira sem tamanho, mas vou expor assim msm...
na verdade estilo cada um tem o seu, bonsai pra mim é a replica de uma arvore em miniatura com características evidenciadas.. uma caricatura de arvore!
vcs estão querendo fechar um contrato com o padrão brasileiro?
QUE CONSENSO É ESSE?
Uma grande característica nacional é a diversidade, por mim oque pode aparentemente ser falta de uma característica é a nossa característica.,.. a diversidade!
O bonsai tenta imitar as arvore que se sobre saem na natureza aquelas que resistiram as adversidades ou que cresceram vigorosas e imponentes em condições plenas. Não aquelas que vemos na cidade. Eu vejo grandes artistas brasileiros fazendo isso com as arvores nativas, dando aos bonsai deles a característica dessas arvores ao natural. Mas se vamos trabalhar um junipero, como eu vou fazer um desses tomar a característica de plantas locais, sendo q ONDE moro O clima é Tropical. Nos não inventamos o bonsai e não vamos reinventá-lo. Isso não nos diminui Tb não inventamos o futebol!
vejam que eu não mencionei regras ou escolas... a grosso modo, essas se aplicam ao caminho pra se chagar ao resultado... acho q a discusão aqui é quanto ao resultado, portanto não foi necessario discutilas.

abraços
Léo ( Pépe )03/11/2009 20:14
OLá amigos, lendo as mensagens deste topico me lembrei em certa ocasião de um workshop com o renomado Bonsaista de Porto Rico Pedro Morales. No seu workshop foi tocado justamente as caracteristicas das tecnicas existentes nesta arte tão linda que é o Bonsai.
Ele salientou que o bonsai sendo uma arte oriental segue as tecnicas milenares dos orientais. Mas daí se debateu o seguinte: se o Bonsai é a arte de minituarizar as plantas da natureza como seria se colocassemos tais tecnicas numa figueira por exemplo. Alguem já viu uma figueira na natureza no estilo ereto informal? Eu acho dificil! Vemos muitas plantas e arvores com sua beleza e explendor com galhos baixos e largados metros e metros de distancia e suas raizes enormes acompanhando o movimento do terreno. Vem a pergunta!!
Será que os orientais conheciam as figueiras? Será que eles conhecem o nosso Pteco? Dificil!!
Eles conhecem os pinheiros, os juniperos e as azaleias no geral.
Então pergunto a todos! Será que a tecnica que é utilizada não segue as plantas e arvores das suas regiões? Nos seguimos regras que são milenares.

Mas quem disse que regras não podem ser quebradas!

O Nick foi muito feliz em sua colocação e acho apropriada para tais questionamentos. 😄

Grande abraço a todos.
nickyfury05/11/2009 12:04
bonsai
Jackson, a identidade brasileira no bonsai está mais na forma como a planta é estilizada, ainda que o estilo seja o classico japones. É natural que, ao observarmos um determinado trabalho, identifiquemos quem o fez. Se vc pesquisar em livros e albuns os trabalhos do mestre japones Kimura, verá que eles diferenciam bastante dos trabalhos do mestre Kawabe, por exemplo. Os esilos e as plantas trabalhadas por ambos são os mesmos: juniperos e pinheiros. 😄

Quero crer que, ao usar uma nativa para compor um determinado trabalho, o artista bonsaista deixa impressa sua assinatura, de forma a possibilitar com isso a identificação de quem trabalhou essa planta. Logo, sendo o bonsai uma arte japonesa, em que as escolas que definem os estilos e que são aceitas pela maioria dos praticantes tambem é japonesa, classica ou tradicional, resta-nos saber que, ainda que uma jabuticabeira seja estlizada como um moyogi, continua a ser uma jabu, mas dependendo de quem estilizou, certamente esse artista deixará estampada, sutilmente, sua assinatura nesse trabalho. 😄

Eu vejo isso mais ou menos como certas definições em bonsai, como por exemplo a classificação da planta se ela é um bonsai masculino ou feminino. Isso é algo sutil, aparentemente sem muita importancia, mas qu na verdade irá definir o tipo de vaso mais adequado ao trabalho.

Por isso que eu digo que alguns bonsaistas brasileiros conseguir impor sua assinatura em seus trabalhos, enquanto outros não. Talvez isso seja pouco para se definir como uma identidade do bonsai nacional, mas é relevante. Os mestres japoneses que citei, Kimura e Kawabe, tem assinaturas próprias e seu estilo de trabalho, ainda que sigam a escola japonesa, são diferentes, facilmente reconheciveis.

Temos, aqui em nosso país, pessoas que fazem bonsai classico, dentro das normas técnicas ou mesmo que seguem as linhas livres da escola japonesa, mas independente da espécie trabalhada, se nativa ou não, irão assinar seu trabalho e serão reconhecidos por isso. Pegue um trabalho do Hidaka e outro do Rock Junior. Ambos seguem as linhas clássicas japonesas, mas possuem identidade própria, que os distinguem. E olha que o Rock assimilou muito do que sabe com o Hidaka. 😄
Arzivenko05/11/2009 12:08
Nick, agora eu gostei, tua colocação é muito pertinente, e concordo com tudo o que disseste.
nickyfury05/11/2009 18:10
bonsai
Arzi, agradeço sua compreensão. Creio que consegui exprimir melhor a idéia a respeito desse tema. É importante, a meu ver, que saibamos distinguir e definir essa questão da identidade do bonsai nacional, ainda que ela esteja numa fase bem inicial, se comparada com a de outros países, orientais ou não. 😄
Filipe Henrique05/11/2009 19:43
nickyfury,
Consigo enxergar que artistas tenham essa assinatura sutil como no exemplo que deu de Rock e Hidaka, só não vejo uma assinatura nacional acontecer naturalmente.

Por isso que eu digo que alguns bonsaistas brasileiros conseguir impor sua assinatura em seus trabalhos, enquanto outros não. Talvez isso seja pouco para se definir como uma identidade do bonsai nacional, mas é relevante. Os mestres japoneses que citei, Kimura e Kawabe, tem assinaturas próprias e seu estilo de trabalho, ainda que sigam a escola japonesa, são diferentes, facilmente reconhecíveis.


Alem dessa citação, onde hipoteticamente estaria a assinatura nacional?
Pergunto até para poder acompanhar melhor o debate.

abraços

Antonio Castro05/11/2009 20:23
...Alem dessa citação, onde hipoteticamente estaria a assinatura nacional?


Com uma boa caneta...
ao fundo da pagina depois de se aprender a escrever!


Cptos.

Castro
Filipe Henrique06/11/2009 12:48
Pow,

eu to falando de boa Antonio Castro, achei até que vc estava me zuando ... ainda bem q foi só impressão! 😄 😄 😄
Nickfury alem de mostrar alguns pontos de vista que não conhecia me instigou a estudar mais, por isso perguntei. Quando chego a expressar oq penso em um assunto que não domino é pq tenho vontade de aprender. Me desculpem se eu disser mais bobagens....
Eu concordo com o q foi dito so não peguei o fio ainda.
vcs teriam uma literatura(mesmo q indiretamente) sobre o assunto ou isso tudo é muito subjetivo?
por exemplo, distinguir um trabalho chinês de um japonês eu acho q não é muito difícil, mas e um trabalho argentino q foi dito ter uma característica bem definida, é fácil saber so de olhar pra planta se o autor é argentino ou europeu?

🙄 🙄

Só lembrando, não estou sendo sarcástico, BASTA O katash rsrsrs... é duvida MSM!!!



eu msm escrevi na 1ª participação nesse tópico.
(...)até agora não tive coragem de expor oq penso. Acho q pode ser uma besteira sem tamanho, mas vou expor assim msm...


abraços
Antonio Castro06/11/2009 20:22
Olá Filipe

Filipe escreveu:
Pow,
eu to falando de boa Antonio Castro, achei até que vc estava me zuando ... ainda bem q foi só impressão! 😄 😄 😄


Não pretendi zuar contigo, foi uma metáfora 😄 😄 😄 ,....para haver uma Assinatura Nacional, se é que isso existe ou chegará a existir, primeiro tem que se aprender a fazer Bonsai (o aprender a "escrever" da minha msg acima) e depois então, assinar com a convicção de um objectivo alcançado!

Primeiro aprender...depois aprender....e aprender, se tiver que ser, o resto vem por si naturalmente. 😉



Cptos.

Castro
jackson07/11/2009 18:02
Amigos,

gostaria de fazer uma pergunta:

Se colocássemos bonsai inéditos e não os que já conhecemos, de nossos autores, como Hidaka, Bocabello, Tramujas, Valdir Hobus, Luciano, Sergivaldo, Roque Jr., Gerpe, Ratto, entre outros que não citei aqui, misturados aos trabalhos dos autores internacionais. Os espectadores estrangeiros, ou não, conseguiriam identificar quais são os dos brasileiros porque apresentam um estilo em comum e genuinamente brasileira? Eu não acredito que conseguiriam.

Concordo que existam autores que conseguem definir seu estilo, alguns até com padrões muito constantes, mas são características pessoais e que não refletem uma tendência no país inteiro.

Como já foi dito repetidas vezes, estamos engatinhando.

Salvo alguns descendentes orientais, o Brasil pratica bonsai a pouco mais de duas décadas.( Quem de vcs pratica a mais tempo que isso? )

Enquanto na China, Japão, entre outros países orientais chega a milênios, mesmo assim, ainda vemos trabalhos inovadores por lá.

Seria ótimo que chegássemos a ter uma identidade brasileira no bonsai, e eu gostaria de participar disso, mas não consigo ver que estamos próximo de conseguir tal façanha.


[]s

jackson
nickyfury08/11/2009 10:55
bonsai
Bem, creio que há um impasse, aqui. Certamente, distinguir o trabalho do Hidaka, Gerpe, Tramujas e Ratto dentre outros trabalhos, não é tão simples, mas é possível sim. As diferenças entre trabalhos nacionais, japoneses, chineses, argentinos, americanos ou europeus, são sutis, minimas mesmo. Mas são distinguiveis.

Do contrário, para que então num evento nacional qualquer realizado em qualquer lugar, trazer personas diferentes para fazer demonstração? Afinal, bonsai é tudo igual mesmo, os estilos são sempre os mesmos. Se um demonstrador, digamos, mestre Hidaka, explana sobre determinada planta e o Tramujas ou o Gerpe tambem explanam sobre a mesma planta, e no final fazem uma demonstração, estilizando da mesma forma, o que iria distingui-los, não é mesmo? nada.

Se se pensa dessa forma, então é melhor estudarmos mais, aprendermos mais, observarmos mais. Pois certamente, essas pessoas todas fazem bonsai, trabalham os mesmos estilos, as mesmas espécies de plantas, mas o resultado de seu esforço é muitissimo diferente uns dos outros. Eu penso assim, mas ninguem é obrigado a concordar, é claro.
jackson09/11/2009 07:03
Nick,

concordo com vc quando diz que ..."ninguém é obrigado a concodar"..., completando, nem com teoria A ou B., etc..,

assim como ninguém é dono da verdade absoluta.

posso estar enganado no meu modo de pensar, e terei humildade para reconhecer meu erro assim que o veja.

Porém minha intenção é colocar aos bonsaístas o questionamento:

- Será que existe uma constância nos trabalhos brasileiros, a ponto de dizer que é um estilo nacional?

Cada um que forme sua própria opinião, sobre o assunto e não simplesmente acredite em divagações ou suposições alheias.

Continuemos a fazer bonsai, independentemente de ser estilo brasileiro, regional, japonês, chinês, etc... o tempo nos mostrará se haverá, um dia, um estilo genuinamente brasileiro.


[]s

jackson
Mário A G Leal09/11/2009 08:24
O texto abaixo coloquei em MATÉRIAS em 22.05.2005 e escrevi em 26.01.2004. Como tem alguma relação com as questões aqui colocadas, tomei a liberdade de acrescentar.
Espero que tenha algum valor a este tópico.
Notem que falo sobre "assinatura" e não identidade.


A FILOSOFIA DO BONSAI
"Postura ética"

Quando Chi Kuen Ki ( Nome fictício ) resolveu levar seus bonsai para o Japão não estava pensando em levar uma planta e sim uma lembrança de seu País, algo que lembrasse de onde veio, dos parentes, dos amigos, das pessoas... uma recordação. O bonsai estava em segundo plano. Era o caminho, não o destino.
Da mesma forma quando olhamos a foto de nosso pai ou mãe que já não estão entre nós e nos lembramos deles; a foto é um caminho. O importante é a lembrança dos momentos com nosso pai ou mãe ou quem quer que permaneça em nossa memória.
Vamos observando que o bonsai existe porque existimos, ou seja, somos mais importantes porque sem nós ele não existiria. Então é necessário, urgente, que enxerguemos esta verdade e saibamos organizar os nossos conceitos.

Não deixarmos que a vaidade nos coloque em situações ridículas por pensarmos que a verdade é nosso patrimônio pessoal. O melhor argumento é o “ sei que nada sei ”.

Ao longo dos anos venho observando mestre Hidaka trabalhar. Jamais ouvi em suas palavras, críticas a quem quer que seja; seu tempo é mais precioso. Fala de suas plantas como se estivesse se iniciando na Arte Bonsai (“sei que nada sei “); com ardor, com prazer mas, sem vaidade. Ao falar mostra a profundidade dos seus conhecimentos em anos de estudo. Como ele me disse certa vez: ¨ Mário, no Brasil as pessoas deveriam estudar mais para aprender melhor. ¨ Observando mestre Hidaka trabalhar uma planta, vi claramente o que pode ser notado por qualquer pessoa atenta aos detalhes: ele trabalha como se estivesse dentro da árvore. Repararam?! O tronco curvado para frente, quase a altura da árvore; seus olhos fixos e, vez por outra, balbuciando algumas palavras em japonês, vai dando retoques em pequenos pinheiros que ao longo dos anos cultivou. De repente sorri! A alegria, quase infantil, de encontrar um caminho.
Cada um de nós tem que buscar seu caminho, sua estrada. Esta é a grande dificuldade: um caminho próprio que, neste caso, é como uma propriedade da qual teremos documento, teremos a nossa assinatura de identificação. Nada que o tempo não resolva, ainda que entendamos que encontrar um caminho seja tarefa árdua. Mesmo que jamais o encontremos, façamos desta busca um prazer. Esta busca é que nos traz a maturidade, a compreensão e o entendimento da Arte Bonsai.

A busca da perfeição na Arte Bonsai

A perfeição é um objetivo de todos nós: queremos e devemos buscá-la. Jamais chegaremos lá mas a persistência em querer alcançá-la vai alargando os nossos horizontes e nos obrigando a crescer, porque dentro da perfeição estão contidos os melhores sentimentos, as melhores virtudes: amizade, tolerância, compreensão, dedicação, amor....
Podemos ver então que no caminho da busca da perfeição é que estão as nossas ferramentas de crescimento.

Não deixar que amigos se percam em comentários que não constróem. Mais que isto, tentar sempre ajudá-los a entender e, se não for possível, perdoar.

Infelizmente, todos nós temos visto, por diversas ocasiões, o dizque me diz predatório e desnecessário em eventos. É quase lugar comum, o que é lamentável, situações como esta. Precisamos, urgentemente, crescer! Devemos proporcionar aos que iniciam, um ambiente fraterno baseado na Arte Bonsai e, não o que se vê. Podemos adotar o lema:
¨AQUI FALAMOS DE BONSAI PARA AMIGOS DO BONSAI ¨
Se pretende falar de alguém, seja íntegro, fale com a pessoa e não dela! Assim teremos um ambiente a altura da ARTE BONSAI, conseguiremos a tranquilidade quanto ao assunto em dúvida. Isto será muito bom pois poderemos aprender a ouvir e, principalmente, percebermos que o nosso rancor pode ser maior que nossa queixa. Atenção!

Valorizar todo e qualquer Evento sobre Bonsai

Temos no Brasil, hoje em dia, um começo recente em encontros de bonsaístas: EVENTOS (6 ou 7 anos). Deveríamos, como regra, ajudar a propagar dentro das nossas possibilidades todo e qualquer evento que venha a acontecer onde quer que seja. Feito por quem quer que seja. Onde se apresentem este ou aquele bonsaísta. Será nosso esforço pessoal para o desenvolvimento da Arte Bonsai.
Propagar falando aos amigos; enviando e-mails ou no seu mailing; anotando em sua home page, comercial ou não. Quando falamos em valorizar queremos dizer apoiar, falar sobre o EVENTO como um acontecimento que vai, com certeza, trazer novos amigos interessados na Arte Bonsai. Se você realiza um EVENTO, divulgar todos os outros pois, sabe da dificuldade que é fazê-lo. Se você não realiza nenhum EVENTO, dentro do espírito de bonsaísta, divulgá-lo ao maior número de amigos. Evite ser egoísta quanto ao EVENTO realizado por qualquer outro bonsaísta, percebe-se o medo, que é oriundo da própria incompetência ou egocentrismo doente, em não falar deste ou daquele evento a não ser que se esteja participando. Tenho dito com certa constância que ¨ aquele que esconde o que sabe é incompetente no que faz ¨. É dando a ¨ cara ¨ para bater que saberemos se somos ou não capazes; muito mais para nós mesmos do que para os outros. Nada se consegue sem luta, mas lutar não significa pisar em alguém e sim fazer acontecer.

Ajudar as Associações existentes naquilo que for necessário para mantê-las vivas e atuantes, independente de ser um associado.

Devemos nos empenhar, sempre que possível ou necessário, em ajudar as Associações existente pois, são elas os pólos centralizadores dos bonsaístas nas diversas regiões do País. Associe-se! Quando tivermos uma quantidade interessante de Associações, fortes e bem estruturadas poderemos pensar grande... em uma FEDERAÇÃO.

Associações

Os méritos de uma Associação devem ser usados apenas como patrimônio, resultado de esforço e trabalho. Jamais usar qualquer resultado conseguido como, serem associados de alguma entidade Internacional; ter trazido este ou aquele mestre (Nos dois casos é só uma questão de pagamento!), para fazer comparações. Isto não se justifica! Usar com critério os valores agregados é sinal de competência administrativa. É claro que vamos falar destes acontecimentos, nem poderia ser diferente mas, com a alegria de ter conseguido um bom resultado para o trabalho realizado. Deixe que os feitos falem por si e tenha certeza, falarão.
Não devemos provocar o isolamento dos associados dentro da Associação mas ao contrário, mostrar a todos os sócios os caminhos a percorrer permitindo o desenvolvimento pessoal pelo favorecimento coletivo de uma Associação. Atitudes deste porte mostram a segurança dos dirigentes da Associação.

Valorizar ou no mínimo respeitar o trabalho de todo artista

O fato de não aprovarmos, dentro da nossa concepção pessoal, o trabalho de um bonsaísta não nos dá o direito de criticá-lo. Às vezes, e isto pode acontecer, não percebemos o nível mais avançado do outro por absoluta falta de compreensão e humildade. Faz alguns anos escrevi um conto ¨ O Primeiro Estilo ¨, onde procurei enfocar a crítica pela crítica como fato negativo além de destrutivo. Poderemos resvalar para o ridículo se não nos cuidarmos. Quando, entretanto, gostarmos de um trabalho cumprimentemos seu idealizador pois, nossas palavras podem ser, naquele momento, tudo o que êle precisa. Não se furte em proporcionar este momento!

Dar oportunidade a novos talentos

No maior EVENTO do Brasil, que acontece na Bonsai Center Romagnole, seria acertada a abertura de espaço para que novos bonsaístas pudessem mostrar seu trabalho. O fato de estar citando este EVENTO é que, neste instante, dentro do Brasil, é o único que comportaria esta atividade sem no entanto atrapalhar outras. Poderia ser um trabalho sob julgamento de bonsaístas escolhidos e que daria ao ganhador resposta ao seu trabalho além de inseri-lo no cenário da Arte Bonsai no Brasil. Esta seria uma maneira de descobrirmos e selecionarmos, entre tantos, novos talentos. É um incentivo que proporcionará a muitos bonsaístas motivo para crescer e se desenvolver. Seriam estabelecidas regras de conduta e de trabalho. As árvores poderiam ser todas da mesma espécie com características semelhantes com escolha por sorteio. Teríamos um máximo de participantes que seriam sorteados no dia do EVENTO entre os candidatos inscritos. Poder-se-ia nominar o prêmio e dar-se um diploma e troféu ao vencedor. Qualquer outro EVENTO pode adotar atitudes semelhantes.

Entender que o crescimento do outro pode ser a expectativa do nosso crescimento

Às vezes é difícil compreender que o sucesso de qualquer bonsaísta brasileiro, em qualquer dimensão, trará retorno para todos. São as seqüelas de um egocentrismo compulsivo. É sem dúvida um pensamento pequeno e sem sustentação de quem não parou para pensar. Se alguns de nós pudermos ou tivermos a oportunidade de aparecer no cenário mundial estaremos começando a mostrar que no Brasil se faz bonsai. Poderemos começar a despertar olhares para nosso País na possibilidade de mostrar trabalhos outros que não os que já estão sendo vistos lá fora. Temos que pensar que a renovação é necessária em qualquer lugar do mundo e mais, temos que acreditar e mostrar que temos condições de participar. E temos! Portanto é necessária uma comunhão entre todos para que possamos nos momentos necessários vestir a camisa uns dos outros. É um bonsaísta brasileiro mostrando a Arte Bonsai do BRASIL. É o bonsai brasileiro mostrando o seu valor.

Observações

Buscando trazer todos para um mesmo lugar: A ARTE BONSAI e, entendendo que se não comungarmos o mesmo pensamento nos dispersaremos, coloquei estas idéias para apreciação. Não tenho a verdade comigo como ninguém tem mas, estou tentando organizar para o bem comum alguns conceitos. Após alguns anos falando e pensando sobre uma “Postura Ética” resolvi compartilhá-la.


26.01.2004
O Guardião11/03/2011 17:03
Calma gente!
Bonsai é paciencia.
O Resto do mundo vem fazendo bonsai antes mesmo do brasil existir como país, e o proprio bonsai chegou aqui a pouco tempo.
A preocupação nossa tem que ser em conseguir desenvolver primeiramente um trabalho que possa ser reconhecido como de qualidade. Bonsai é arte, e como toda arte, sofre imfluencia do meio onde está sendo desenvovida, penso que é só uma questão de tempo para que o bonsai brasileiro comece a ter uma cara definida.
Essa coisa de nacionalizar a arte de qualquer tipo que seja ao meu ver é completamente descabida. A arte não tem fronteiras.
Aqui mesmo no forum encontramos trabalhos que na minha opnião têm a cara do brasil. Posso citar como exemplos os trabalhos do nosso amigo Geraldo Inosencio com plantas frutiferas e nativas com muita qualidade.
Espero não está falando besteira, pois não sou nenhum bonsaista, sou apenas um invasor da arte.
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