A espécie que o nobre colega adotou e estilizou é uma TUIA AZUL. Para maior conhecimento sobre as condições ideais de cultivo dessa espécie, sugiro que leia matéria que coloquei no post abaixo:
http://www.atelierdobonsai.com.br/forum/viewtopic.php?t=20096
No que pese a estilização realizada, creio que tanto o posicionamento do tronco ligeiramente inclinado em direção ao mesmo sentido dado aos galhos, quanto se tivesse mantido ele ligeiramente reto, estão corretos. Isso se prende ao fato de que nem sempre o tronco sofre a mesma ação, resistindo melhor graças a força exercida por suas raizes de sustentação no solo.
Assim, ao tentarmos empreender estilizar uma planta nessas condições adversas, devemos sempre considerar que há esses aspectos a serem observados, antes de moldar a planta, para que o trabalho fique sempre o melhor possível. Esse estilo, aliás, é pouco explorado, justamente por apresentar certas dificuldades quanto ao sequenciamento no cultivo após a modelagem da planta, bem como quanto a manter a estruturação aerea adequadamente voltada a uma unica direção.
Num trabalho dentro desse estilo, realizado por um cultivador japones com um junipero chines (shimpaku), observem que o tronco segue num sentido contrário ao dos galhos. Isso é interessante e contradiz o que o nobre colega AguiaR postula, ainda que ele esteja, em parte, certo em suas colocações. É preciso relevar sempre que o tronco não tem, necessáriamente, que seguir o mesmo movimento e sentido dos galhos:
Reparem na combinação entre o shari do tronco anterior, que seria reto, e o tronco atual, com os galhos voltados na direção em que sopra o vento. Há sobreposição de galhos e isso não representa erro, mas sim uma possibilidade natural, vislumbrada pelo autor do trabalho:
