Ferreira, posteriormente ao que escreveu, o W. Pall conseguiu participar de uma exposição junto com pintores de paisagens. Os bonsai foram colocados ao lado deles e aconteceu mais ou menos o que ele pedia no texto... Foi numa grande galeria de Munique...
Eu sei muito bem que o W. Pall e o Andy Ruthledge têm muitas rixas. Mas acho também que é com a discussão que se avança. Admiro muito a arte dos dois. Acho ambos excelentes artistas. A exposição sobre os fundamentos artísticos do Bonsai foi muito elogiada por W. Pall e tem inclusive um prefácio escrito pelo Nick Lenz, autor dessas obra:
Mas também:
Acho que o importante é estudar. As árvores do Walter Pall são, para mim, as coisas mais perfeitas que já vi em bonsai. Mas isso é uma percepção pessoal. Agora, acredito sim que o bonsai não é menor nem maior do que outras artes. E, que por isso mesmo, merecia ter o mesmo destaque e espaço que as outras. Eu acho também que todo bonsaísta precisa aprender pelo menos um mínimo em horticultura, assim como todo pintor precisa saber o mínimo sobre teoria da cor e constituição de pigmentos. É mais ou menos a mesma coisa. Todas as artes têm uma base, natural ou não, sobre a qual são trabalhadas. Regras naturais ou não. Existe uma regra muito simples no bonsai: ele precisa de água, senão morre. Assim como a tinta precisa ser fixada sobre o suporte, senão escorre... A única diferença é que o bonsai é vivo e daí surge uma manutenção constante e também uma possível modificação da arte.
Para mim, bonsai é arte. Ultrapassou o estado de horticultura avançada quando se incorporou a esta noções de estética e valor. Por isso parece que "torturamos" a planta. Para que ela se adeque a um desenho, a um estilo, a uma visão estética.
Uma consequência que poderia vir a surgir do sonho do W. Pall é uma possibilidade maior de alguém viver do bonsai. Como artista e não com um viveiro de pré-bonsai. Viver da arte. como acontece com pintores, escultores, decoradores, etc. Eu tenho o mesmo sonho.