18 Anos

online dedicados aos amantes do bonsai no Brasil e no Mundo.
O tempo não faz de você um bonsaísta, é o seu interior que é ou não.
Bonsai

Árvore centenária repousa no tokonoma
Enquanto repouso em ti.
Vou deixando-me ficar
Aprendendo a secular Arte. 
              
Mário A. G. Leal
     
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ÁRVORES PARA BONSAI

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Família: Aceraceae

Maple - Ácer


Origem
: Existem aproximadamente 200 espécies do gênero, sendo que a maioria são originárias das regiões temperadas do hemisfério Norte. Espécies mais utilizadas para bonsai: Acer palmatum – originário do Japão, possui folhas verdes durante a primavera e o verão, sendo substituídas pela coloração castanho amarelada no outono. Acer palmatum "Deshojo" – no início da brotação (primavera) possui uma folhagem vermelho sangue que passa ao verde, mantendo-se até o outono, quando  adquire a coloração outonal. Acer palmatum atropurpureum - suas folhas têm a coloração vermelho escuro ao longo de todo o ano, sofrendo uma leve variação no outono. Tem como
característica, folhas um pouco maiores que os demais, sendo uma das poucas variedades de acer que não aceita a desfolha. Acer buergerianum – possui folhas em forma de tridente, de cor verde viçosa na primavera e verão, ganhando uma tonalidade que vai do amarelo alaranjado até o vermelho escuro no outono. Acer campestre – nativo da Europa, possui folhas verdes na primavera e verão que passam ao tom amarelado no outono.

Característica: Árvore de folha caduca, de exterior. Quando jovens, têm crescimento rápido, tornando-se lentos após ficarem adultos. Existe uma incomparável variedade de cores e formas das folhas, troncos e copas. Os acer, junto com os pinus, são as árvores mais importantes do cultivo japonês do bonsai. No inverno, quando perdem as folhas, mantém seu atrativo pela distribuição de seus ramos e galhos.

Ambiente
: Ama os ambientes frescos e úmidos. Nos ambientes quentes e secos, ocasionalmente, pode ocorrer a queima das folhas com grande facilidade. Na sombra
crescem melhor, mais rapidamente e com mais vigor. As plantas jovens e de espécies japonesas não toleram as geadas e devem ser protegidas no inverno. Os ventos frios constantes fazem com que os brotos cresçam escassos e irregularmente.

Rega
: Estas espécies requerem regularmente muita água devido à sua folhagem densa e frondosa. Em períodos quentes pode ser necessário molhar mais de uma vez ao dia, desde que a terra tenha uma boa drenagem, pois estas espécies não toleram o solo constantemente encharcado. No viveiro deve-se regar somente quando o solo estiver levemente seco. Borrifar as folhas com frequência, principalmente se a árvore encontra-se em um ambiente muito seco e exposto ao sol.

Adubo: Aduba-se quando as folhas estão completamente desenvolvidas - aproximadamente quatro semanas após a brotação, até final do outono. Pode-se utilizar adubos líquidos (foliares) químicos ou orgânicos.

Transplante
: De uma maneira geral, deve-se transplantar  cada dois ou três anos, eliminando 1/3 das raízes e procurando também eliminar cuidadosamente raízes mortas, lesionadas ou mal formadas. O transplante se realizará antes da brotação, cuidando para que, no período após o transplante e antes dos brotos novos surgirem o solo não fique encharcado, pois este fator poderia acarretar no apodrecimento das raízes. Os bonsai de acer necessitam de um solo com uma boa drenagem, sendo recomendado muitas vezes uma mistura de até 50% de arei a média peneirada (2mm.).

Poda: As de estrutura deverão ser feitas no inverno quando a planta estiver sem folhas, levando-se em consideração que uma boa poda estrutural proporcionará uma melhor brotação primaveril. Para conservar a forma, pinçam-se repetidamente os novos brotos desde a primavera até o verão. Somente quando se deseja um maior crescimento, deixa-se os brotos alcançarem a longitude desejada e só então pinça-se novamente. Devido a oposição das gemas, cada novo broto produzirá uma ramificação bifurcada, o que não é conveniente. Para evitar que isso ocorra, deve-se então eliminar a gema inoportuna antes que esta se desenvolva. Durante o período vegetativo (de crescimento), deve-se podar os brotos com maior desenvolvimento, reduzindo-os sempre ao 1º ou 2º pares de folhas.

Aramação: O acer é uma das plantas com a casca mais delicada, por isso devemos prestar muita atenção para que o arame não marque o tronco. Procurar enrolar o
arame cuidadosamente deixando-o ligeiramente folgado. Quando se arama um acer deve-se observar o crescimento dos ramos, que algumas vezes poderá ser bastante rápido, causando o seu estrangulamento. O ideal é aramar no outono, quando a árvore perde as folhas, tornando mais fácil a colocação do arame e deixá-lo durante todo o inverno. Também é possível aramar na primavera, desde que sejam observadas as regras de segurança necessárias. Recomenda-se que se utilize as
técnicas de aramação somente quando as outras técnicas de condução já tiverem sido aplicadas.

Dicas
: É habitual se fazer a desfolha do acer cortando-se o pecíolo da folha pela metade com uma tesoura bem afiada e nunca arrancando-as. A melhor época é quando as folhas amadurecem da brotação primaveril, ou seja, final de dezembro começo de janeiro. Com este processo conseguimos uma  redução significativa no tamanho das folhas, melhorando a proporção da árvore assim como garantindo uma coloração mais duradoura e intensa no outono. Este método também é utilizado para melhorar a ramificação dos galhos.

Importante: Nunca se deve desfolhar uma planta debilitada.








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Família: Moraceae

Amoreira branca

Origem: Ásia

Características: É a árvore que alimenta os famosos bichos da seda, tendo aparecido há 2.700 anos a.C.. Alcança uma altura de aproximadamente 15m, e tem como peculiaridade a longevidade, podendo viver até 500 anos. As espécies apresentam formas distintas, segundo a variedade, com folhas alternadas, bordadas de grandes dentes, lobuladas de cor verde claro, brilhantes por cima. Têm coloração amarelo-dourada no outono. Os frutos de cor branco rosado, ovalados, maduram entre fevereiro-março.

Ambiente: Prefere lugares ensolarados, pois necessita de muita luz. Suporta mal as geadas e o frio. Prefere os ambientes mais quentes, suportando bem o vento.

Rega: A amora necessita de muita água. Talvez seja necessário molhá-la duas vezes ao dia, na primavera e verão. Deixe a terra secar no intervalo das regas.

Adubação: Aplique maior quantidade na primavera, a cada 15 dias com adubo líquido, reduzindo no outono. Não adube no inverno e verão.

Transplante: Na primavera, a cada ano. Pode uma terça parte das raízes. Proporcione uma boa drenagem, adicionando na mistura da terra 30% de areia média (2 mm).

Poda: Os brotos novos devem ser despontados assim que crescerem e podados após a floração. Deixe apenas duas gemas. Ao final do outono, corte os ramos maiores deixando duas a três gemas. Os galhos devem ser podados de uma maneira severa no início da primavera, antes do crescimento das gemas.

Aramação: Na primavera e no verão. Coloque o arame o mais folgado possível, para evitar o estrangulamento dos galhos de crescimento mais rápido. 

Limpeza: Elimine os frutos murchos da árvore que não caem por si mesmos.

Dicas: A amoreira gosta que suas folhas sejam borrifadas. Isso pode ser feito com a própria água da rega diária. Mas atenção: evite molhar as flores na época de floração, que é relativamente curta. Uma maneira bastante rápida de se conseguir um bom material para cultivo é através da alporquia de um galho já em produção. Seu enraizamento é fácil, principalmente se for utilizado algum tipo de hormônio enraizante.


Família: Ericaceae

Azalea

Origem: Ásia.

Características: Arbusto de aproximadamente 1,50m de altura, de porte denso com folhagem perene e semi-perene, verde-escura. As flores são relativamente grandes e possuem diversas colorações. Este arbusto tem um crescimento lento e regular. A correta denominação das distintas espécies é difícil não só para os cultivadores de bonsai como também para os estudiosos, devido a inumerável quantidade de variedades e híbridos. No Brasil também encontramos um grande leque de variedades. Como critério na escolha de material para bonsai devemos evitar variedades com flores dobradas e muito grandes, as quais normalmente são menos rústicas e mais sensíveis que as variedades com flores simples e pequenas que são mais fáceis e ficam mais proporcionais.

Ambiente: Durante a época de crescimento, as azaléas necessitam de sombra, principalmente durante as horas mais quentes do dia. Suportam bem o vento, tendo o cuidado de regá-las com mais frequência. Evite local muito escuro, pois diminui sua florada.Uma elevada umidade do ar é bastante conveniente. Já as variedades de folhas pequenas suportam mais o sol e o calor, porém não ambientes fechados.

Rega: As raízes secam com rapidez, sendo este um aspecto fatal para a planta. Regue com frequência durante todo o ano, menos durante geadas e evite deixar o solo encharcado.

Adubo: Aplique adubo orgânico pouco concentrado na primavera e no outono. Não adube durante a floração.

Transplante: Depois da floração a cada dois anos e, no caso de exemplares mais jovens, todos os anos. Corte uma terça parte das raízes. A terra deve ser estruturada e arenosa, levemente ácida, porém nunca calcárea. Entre o transplante e a poda deixe um espaço de três semanas no mínimo.

Poda: Os pequenos brotos devem ser podados durante toda época de crescimento até o final do verão onde inicia a formação dos botões florais. As azaléas têm uma impressionante capacidade de regeneração, inclusive na poda de galhos mais velhos. Procure sempre fazer uma poda nos galhos muito densos para melhorar a aeração e a insolação na parte interna da planta. A azaléa é uma das poucas plantas que tem o crescimento mais vigoroso nos galhos inferiores, os quais devem ser podados com mais severidade do que sua copa.

Aramação: Pode-se aramar da primavera até o outono.

Limpeza: Elimine o excesso de botões florais. Depois da floração, elimine as flôres murchas, bem como todos os brotos do tronco e das raízes. Limpe o solo com regularidade.

Dicas: Os galhos da azaléa se rompem com facilidade. Para endurecê-los antes da aramação, é aconselhável deixar de regá-la um dia antes. Deve-se evitar molhar as flores para que permaneçam belas. Raramente as azaléas são cultivadas em vasos pouco profundos.




Família: Buxaceae

Buxinho

Origem: Originário do Japão, Ásia oriental e Mediterrâneo.

Buxus harlandii – Folhas mais estreitas, verde brilhantes.

Buxus sempervirens – Folhas levemente arredondadas, verde-escuro e brilhantes.

Características: Arbusto ornamental de folha pequena e perene, de crescimento lento e ramificado, podendo chegar a ser muitas vezes centenário. Suas folhas verde-escuras são brilhantes e coreáceas. Nos jardins são muito utilizados para formação de cerca-vivas ou figuras geométricas, pois respondem muito bem a poda. Produzem pequenas flores amarelo-claras na primavera e pequenos frutos ovalados ou arredondados. Existem mais de quarenta variedades, sendo que a mais comum no Brasil é o Buxus sempervirens.

Ambiente: No interior, deixe próximo a uma janela, em local bem arejado e iluminado. No verão, nas regiões quentes, pode permanecer no exterior. Pode ser cultivado tanto à meia sombra quanto em pleno sol.

Rega: Regue abundantemente no verão, deixando secar e molhando com intensidade novamente. Durante o inverno, molhe moderadamente. 

Adubo: Da primavera ao aoutono, adube a cada duas ou três semanas com adubo líquido para bonsai, podendo ser utilizado também algum tipo de adubo orgânico. Não adube durante o período de dormência – inverno – se este for rigoroso, caso contrário, adube a cada seis semanas.

Transplante: A cada dois anos, no final do inverno ou início da primavera, cortando dois terços das raízes, ou ainda no outono, após o período de crescimento.

Poda: Os galhos e ramos podem ser podados ao longo de todo o ano. Pode os brotos jovens, quando estiverem com cinco ou seis pares de folhas, deixando dois pares.

Aramação: Durante todo o ano. Utilize esta técnica para acertar a estrutura e mantenha as podas periódicas.

Dicas: Como o Buxus é uma planta de crescimento lento e utilizado em nossos jardins há décadas, pode-se buscar a coleta de plantas mais velhas, sendo esta uma boa opção de se conseguir um bom material para trabalho. A melhor época para isto é o final do inverno ou início da primavera.




VEJA AQUI UMA EXELENTE MATÉRIA REALIZADA DURANTE O BONSAI 2011

 



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Família: Myrtaceae

Cambuí

Origem: Brasil

Características: Nativa da floresta semidecídua de altitude e mata de pinhais. Comum ao longo dos rios, gosta de locais úmidos e sombreados, mas também em locais a pleno sol. Floresce durante os meses de novembro-dezembro (no extremo sul um pouco mais tarde), com inflorescências pubérolas e insignificantes. Os frutos amadurecem de janeiro a março. O fruto é tipo baga globosa, glabra e brilhante, de cerca de 5mm de diâmetro, com polpa carnosa de cor vermelha ou vinácea-escura 
quando madura, contendo uma a duas sementes. As folhas são simples, opostas, glabras em ambas as faces e geralmente pequenas, com a coloração da brotação nova das folhas variando entre o amarelo e o vermelho claro. A árvore apresenta copa globosa, com troncos pouco tortuosos e cilíndricos, de 20-30 cm de diâmetro, com casca marmorizada e descamante, podendo chegar a 6-7
metros de altura.

Ambiente: Gosta de locais úmidos e sombreados, mas também se desenvolve bem a pleno sol. Em ambientes internos somente próximos de janelas bem iluminadas e com uma boa ventilação, procurando sempre evitar longos períodos nesta situação. 

Rega: Nos meses de verão, regue generosamente até sair água pelos orifícios de drenagem e repita a operação quando a superfície do solo estiver ligeiramente seco.Durante o inverno, diminua as regas.

Adubação: Utilizar adubo químico foliar ou mesmo adubo orgânico. Do início da primavera até o final do verão, adube a cada quinze dias. Durante o outono e inverno, a cada quatro semanas. No caso de adubos de liberação lenta como o Osmocote a adubação poderá ser feita a cada 45-60 dias.

Transplante: A melhor época é o início da primavera e deverá ocorrer sempre que a massa de raízes estiver se tornando muito compacta, normalmente a cada dois anos. Nesse momento, aproveite para fazer a poda de 1/3 das raízes, retirando raízes defeituosas ou que estejam muito entrelaçadas.

Poda: Na poda de manutenção, corte os galhos mais finos e os brotos indesejados que interferem na forma, com o objetivo de manter um estilo definido. Devem ser podados os novos brotos que tiverem seis a oito pares de folhas, deixando-se apenas um ou dois pares. Para galhos mais grossos, podas radicais ou estruturais da planta, a melhor época é o final do inverno.

Aramação: Normalmente aproveitamos sua forma natural de “vassoura”, ou seja trabalhamos mais com a poda do que com o processo de aramação para formarmos a planta. Se for necessário usar o arame procurar coloca-lo um pouco frouxo para evitar marcar os galhos e os troncos.

Propagação: A propagação é feita facilmente através da semeadura de sementes retiradas de frutos frescos, imediatamente após sua coleta.

Dicas: Por ser uma mirtácea procurar fazer a adaptação para vasos mais rasos em diferentes etapas para aumentar a formação de raízes secundárias.






Família: Boraginaceae

Carmona

Origem: China meridional e sudeste asiático. China meridional e sudeste asiático.

Características: Planta tropical de crescimento médio, sempre verde de aspecto arbóreo, folhas ovaladas, de cor verde-escuro e brilhantes com pequenos recortes. Floresce durante a primavera e esporadicamente no decorrer do ano. Após a floração, surgem pequenos frutos de cor vermelha que gradualmente passam ao roxo.

Ambiente: Adapta-se ao interior. Durante o verão pode ficar em exteriores, num local protegido das horas mais quentes. Não suporta o frio. Em ambientes internos mantenha-na próxima a uma janela bem iluminada, e evite a proximidade de fontes de calor. Adapta-se ao interior.

Rega: Necessita de uma rega abundante durante todo o ano. A diferença de outros bonsai é que a carmona ama a umidade constante, suportando bem o solo saturado do água.

Adubo: Da primavera ao verão, cada duas semanas, reduzir no outono e não adubar no inverno.

Transplante: A cada um ou dois anos, na primavera, com uma poda moderada das raízes. A cada um ou dois anos, na primavera, com uma poda moderada das raízes.

Poda: Pode os brotos a qualquer momento e sempre que necessário para manter a forma. Espere os brotos novos chegarem à 6ª ou 8ª folha e reduza-os até a 2ª ou 3ª. Pode os brotos a qualquer momento e sempre que necessário para manter a forma. Espere os brotos novos chegarem à 6ª ou 8ª folha e reduza-os até a 2ª ou 3ª.

Limpeza: Elimine as folhas amarelas e ramos secos. Elimine as folhas amarelas e ramos secos.

Aramação: A forma é obtida basicamente mediante a poda dos pequenos brotos. Pode-se aramar durante todo o ano, exceto quando os brotos são muito novos. Não deixe o arame na planta por mais de oito semanas, sob o risco de marcar os galhos.

Dicas: A Carmona ama os climas saturados de umidade, tendo dificuldade de adaptação nos ambientes extremamente secos. Suporta muito mal as correntes de ar frio. Abaixo do 14ºC, detém seu crescimento quase que por completo. Apesar de não ser muito comum no Brasil, hoje já encontramos em lojas especializadas para bonsai.




Família: Ulmaceae

Celtis

Origem: América do Norte, sul da Europa, próximo ao extremo Oriente (China, Coréia, Japão).

Características: Árvore de médio porte, folhas dentadas, brilhantes e ovaladas, largas, de cor verde brilhante. Em lugares com inverno rigoroso perde todas as folhas e em regiões com temperatura mais amena se mantém sempre verde. A casca das árvores mais velhas tem um tom cinza-claro e são lisas. Possui uma delicada estrutura de galhos. Produz frutos roxos, decorativos e comestíveis. Pertence à família dos Ulmus, incluindo ao redor de sessenta a setenta espécies.

Ambiente: Necessita de sol direto e calor. No inverno, procure protegê-la de correntes de ar frio e temperaturas extremas. Também é indicada como uma planta de adaptação a ambientes internos, porém muito bem iluminados. 

Rega: Necessita de regas abundantes no período vegetativo, principalmente primavera e verão. Molhe sempre que a superfície do vaso estiver levemente seca. No inverno deve-se diminuir a intensidade das regas.

Adubação: Semanalmente até um mês após a abertura dos novos brotos. A partir daí, passe a adubar a cada quinze dias até a metade do outono.

Transplante: Anualmente ou a cada dois anos, dependendo do desenvolvimento das raízes, sempre no início da primavera .Use uma mistura de terra básica para bonsai.

Poda: Pode os novos brotos a medida que forem crescendo. Quando chegar a desenvolver cinco ou seis folhas pode, deixando o broto com apenas duas ou três . Elimine os brotos indesejados que surgem ao longo do tronco.

Limpeza: Elimine folhas velhas e amarelas que eventualmente aparecem na planta.

Aramação: Deve ser feita no final do outono, quando a planta perde as folhas. Deixe o arame durante todo o inverno. Em situações cuja planta não perde as folhas poderá se proceder da mesma maneira, cuidando sempre para que o arame não marque a casca dos ramos e galhos.

Dicas: A Celtis tolera ser desfolhada, desde que sadia e vigorosa. A melhor época é final de dezembro, quando para o crescimento primaveril. Desta maneira se consegue folhas menores e mais proporcionais. 





Família: Rosaceae

Cotoneaster

Origem: Regiões montanhosas temperadas da Europa, África do Norte e Ásia.

Cotoneaster horizontalis: Possui folhas verde escuras e brilhantes, caducas, sendo muito usado para bonsai. Têm flores rosadas e bagas vermelhas.

Cotoneaster microphylla : Também muito indicado para bonsai, possui folhas delgadas, flores brancas e bagas vermelhas.

Características: Existem aproximadamente 50 espécies com um vasto número de formas. São arbustos caducifólios e em parte também perenes. Todos os cotoneaster têm em comum folhas alternadas, não divididas, de borda contínua, que nas espécies de folhas caducas adquirem uma bonita coloração outonal. Também têm em comum flores com pétalas em grupo de cinco, e delicados frutos ovóides de coloração avermelhada. As formas de crescimento das espécies são muito variadas. Alguns arbustos têm crescimento vertical, outros apresentam um aspecto mais ou menos arbóreo, e há também aqueles arbustos planos e rastejantes. São de crescimento
rápido, porém, se cultivados em vaso, com o passar dos anos acabam tornando-se bastante lentos.

Ambiente: Aprecia lugares ensolarados, podendo também ser cultivado em ambientes sombreados. Neste caso, porém, a produção de frutos fica bastante prejudicada. Deve ser protegido das geadas e temperaturas inferiores aos 3ºC. Suportam bem o calor e o vento. 

Rega: O Cotoneaster prefere os solos secos. Regue pouco. Deixe a terra secar entre uma rega e outra, mas umedeça bem o solo cada vez que molhar.

Adubo: Na primavera e no outono aplique um adubo orgânico de decomposição lenta. Quando a árvore começar a produzir os frutos, utilize preferencialmente um adubo liquido para bonsai (Nutri bonsai).

Poda: Na poda deve-se levar em conta que o cotoneaster tem uma reduzida capacidade de regeneração a partir das gemas em repouso situadas na base dos ramos . Os brotos jovens devem ser podados preferencialmente na primavera e sempre que necessário para manter a forma. A poda estrutural deve ser feita no período de repouso (inverno). Pode os brotos novos que surgem ao longo do tronco e em locais indesejados.

Transplante: Todos os anos, na primavera, antes que hajam eclosão de novos brotos. Corte uma terça parte das raízes e coloque em um vaso maior que o anterior. Esta planta tolera bem a poda das raízes.

Aramação: Arame os galhos e os ramos antes que apareçam os novos brotos. Cuide para que a casca não fique marcada, devido ao tempo excessivo de permanência do arame.

Limpeza: Elimine as folhas mortas, as flores e os frutos murchos. Se a árvore apresentar muitos frutos, elimine alguns para evitar a fatiga.

Dicas: É comum o cotoneaster cultivado no chão ter raízes escassas e grossas. Por este motivo, tome cuidado para que, antes de retirá-lo, seja feita uma sangria. Outra característica é que emite intensa brotação à partir da base do tronco, à qual deve ser eliminada para que não roube sua força.

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Nome científico:     Eugenia sprengelii DC., Eugenia microphylla Hort.
Família:     Myrtacea
Árvore pequena, nativa do Brasil
Espécie adequada para iniciantes.

Características:
Folhas simples, opostas, lineares, muito pequenas, verde-claras, adensadas ao longo dos ramos, avermelhadas quando novas. Os "ladrões" desta espécie também são bastante vermelhos. Espécie muito ramificada. Tronco suave, pardo quando limpo, com cortiça rugosa. Inflorescencênias com numerosas flores brancas, na primavera. Frutos esféricos, vermelhos. O florescimento é mais intenso em climas mais amenos.

Estilos e Tamanhos:
Todos os estilos, exceto o Vertical-Formal. Excepcional para Vertical-Informal, com dois galhos principais e uma copa arredondada, Tronco-Duplo, Tronco-Retorcido e Vassoura. Todos os tamanhos.

Posicionamento, levando em conta o clima tropical e temperado:
Local com plena luz solar pela manhã.

Rega, levando em conta o clima tropical e temperado:
No verão e demais épocas mais quentes do ano, regue diariamente, duas vezes ao dia. Molhe a folhagem com abundância, exceto na floração ou na frutificação. No inverno, verifique diariamente o solo e regue, pela manhã, caso o solo não se mostre úmido ao tato.

Fertilização:
No outono, na primavera e no verão, fertilize de quinze em quinze dias.
Poda de Raízes e Replantio:
No fim do outono e início da primavera. Retire 1/3 das raízes.
A granulometria dos componentes deve estar entre 2mm e 6mm, como resultado de peneiramento dos diversos componentes:
Fornecemos aqui uma composição de solo mais elaborada, em relação aos materiais mais facilmente encontrados no dia-a-dia:
Componentes:
a) terra argilosa - desprovida de fertilização feita pelo homem. Pode, normalmente, ser encontrada a partir de 30 cm da superfície da maioria dos solos. Não use solos de chácaras e outros lugares de cultivo intensivo de vegetais.
b) composto vegetal - folhas e agulhas de árvores, restos de madeira, obtidos naturalmente ou em marcenarias (serragem, raspas de formão, etc).
Não inclui qualquer esterco de origem aninal.
Este material vegetal é ávido por Nitrogênio. Se usado diretamente na composição do solo, irá absorver o Nitrogênio destinado ao Bonsai, além de provocar calor na sua decomposição, o que pode danificar as raízes.
Para evitar tal fator, coloque o material, por uma semana, numa bacia com solução de água e salitre do chile (uma colher de chá por litro de água). Após separado da água, ponha-o para secar e somente o utilize um mês após. Se desejar, pode colocar o material seco em forno residencial mesmo, por dez minutos, para sua esterilização.
c) material de aeração - inerte do ponto de vista de nutrição e destinado a proporcionar ao solo do Bonsai uma maior aeração e melhor escoamento do excesso da rega. Areia, rocha triturada, ou argila calcinada,triturada e peneirada, para a obtenção da granulometria acima citada.
Composição:
2 partes de terra argilosa
2 partes de composto vegetal
2 partes de material de aeração.
Na época do ano mais adequada para a espécie, o Bonsai deve ser replantado de dois em dois anos, até os dez anos de idade. Após dez anos, observe os orifícos de drenagem de seis em seis meses e replante caso haja muitas raízes saindo por eles.

Poda Aérea de Formação:
Qualquer época do ano. Os galhos são bastante quebradiços.

Poda Aérea de Manutenção:
Durante a época de crescimento, que pode ser notada pelo aparecimento de novos brotos avermelhados.
Embora seja espécie de folhas simples, opostas, elas são tão pequenas e abundantes ao redor de cada ramo, que fica impraticável seguir um critério para a poda de manutenção.
O que fazemos, após a escolha dos galhos primários na poda de formação, é deixar seus ramos crescerem à vontade e em seguida fazemos a poda de suas pontas, dentro do desenho que idealizamos, como se estivéssemos cortando cabelo, para ficar mais ilustrativo. Ou seja, juntamos todos os ramos com uma mão, deixando as pontas de fora, e cortamos essas pontas.
Em qualquer época do ano, tome muito cuidado com o "ladrões", que são galhos que se desenvolvem, no sentido vertical, do tronco ou de outros galhos, totalmente avermelhados enquanto novos e que, pela pujança do seu crescimento e absorção de nutrientes,  podem prejudicar a estrutura aérea da arvoreta, inclusive com a morte de outros galhos. Retire-os, assim que estejam nascendo.

Pragas possíveis:
Ácaro-vermelho, pulgões e cochonilha.



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Família: Moraceae

Figueira

Origem: Regiões tropicais e subtropicais.

Características: É uma árvore de folhas perenes, brilhantes e verdes, e de um crescimento médio. Compreende cerca de 800 espécies, com as mais variadas características. Dentre elas podemos destacar o Ficus benjamina, Ficus retusa, Ficus natasha, que são mais conhecidos no Brasil como plantas ornamentais. Ainda temos as figueiras nativas assim como o Ficus organensis (região sul) e outras variedades que esporadicamente podem ser encontradas como: Ficus microcarpa; Ficus
neriifolia; Ficus natalensis; Ficus formosa, etc...

Ambiente: Em zonas de clima temperado pode ser colocado em ambiente externo, desde que não haja perigo de geadas – seu crescimento se detém com temperaturas abaixo dos 13ºC. Já em ambientes internos, este é um dos mais resistentes bonsai. Nesse caso, deve ser colocado próximo a uma janela bem iluminada. Lembre-se de girar o bonsai a cada quinze dias para evitar o crescimento desigual, devido à falta de luz. Como ocorre com todas as plantas que se adaptam a ambientes internos, o Ficus deve ser protegido de correntes de ar frio e jamais ser colocado perto de uma fonte
de calor. 

Rega: Necessita de uma rega abundante e diária nas épocas de intenso crescimento, entre a primavera e o outono. No inverno, deve-se regar com mais moderação. Quando a terra estiver levemente seca, regue com abundância até que a água comece a sair pelos orifícios de drenagem. É conveniente borrifar as folhas, já que lhes agradam os ambientes úmidos.

Adubação: Necessita de uma adubação abundante durante todo o período de crescimento. Poderá ser adubado com Nutri bonsai ou qualquer outro adubo para bonsai, a cada duas semanas, da primavera ao outono. Suspenda no inverno. E fique atento: nunca adube uma árvore doente ou recém transplantada.

Transplante: Anualmente ou a cada dois anos, conforme a situação das raízes. A época ideal para fazer o transplante é no final do inverno, antes do início da brotação. Procure cortar 1/3 das raízes.

Poda: Para podar os brotos é necessário esperar que desenvolvam cinco ou seis pares de folhas, deixando apenas dois ou três pares. Os galhos devem ser podados para corrigir a forma. Quanto aos galhos mais grossos, sua poda deve ser feita preferencialmente no inverno.

Limpeza: Eliminar as folhas amarelas. Limpe também o pó das folhas, usando um pano umedecido em água.

Aramação: Pode-se efetuar em qualquer época do ano, nos brotos já desenvolvidos. Retire o arame após seis ou oito semanas. Preste sempre atenção nas épocas de crescimento vigoroso, para que o arame não estrangule os galhos.

Dicas: Para reduzir o tamanho das folhas, deve-se fazer a desfolha no mês de janeiro, preferencialmente. Com esta operação, é necessário cortar todas as pontas dos brotos para evitar o excessivo crescimento dos galhos. Lembre-se que esta operação somente deverá ser feita em plantas sadias e com um crescimento vigoroso.








Família: Ginkgoaceae

Ginkgo

Origem: Japão.

Características: Se trata de uma árvore muito antiga, um fóssil vivente, que pode alcançar 30m de altura. Sua silhueta é piramidal. O tronco é reto de cor acinzentada e com fissuras longitudinais. A copa da árvore masculina é cônica e da feminina é mais larga, com as folhas providas de incisões mais profundas e que amarelam um mês mais tarde que a folhagem das árvores masculinas. Sua folhagem verde clara adquire uma tonalidade amarela dourada no outono. Durante muito tempo o Ginkgo foi classificado entre as coníferas, porém atualmente é reconhecido como um gênero independente. É uma árvore de folhas caducas. As folhas se encontram em grupos sobre curtos ramos. As inflorescências são masculinas. O fruto é amarelo e tóxico, desprendendo um cheiro desagradável. Durante os primeiros anos seu crescimento é lento, acelerando-se com o passar do tempo.

Ambiente: Prefere lugares a pleno sol. Os exemplares jovens ou recém transplantados devem ser colocados em lugar sombreado durante o verão. Teme as geadas. No inverno, proteja-o do frio intenso. Suporta bem o vento.

Rega: Deixe que a terra se seque antes de voltar a regar. Molhe bem a terra em cada rega. Não regue nunca em caso de geada. Regue todos os dias no verão, porém nunca a pleno sol. No outono, regue preferencialmente pela manhã. Proteja a árvore das chuvas abundantes.

Adubo: Aplique adubo orgânico na primavera e no outono. Não adube no verão e nem os bonsai enfermos; espere dois meses antes de adubar depois de transplantado. Aumente a última dose no outono, para preparar a árvore para o inverno.

Transplante: Aproximadamente a cada três anos, depois que tenham aparecido os novos brotos. Setembro é um bom mês para se realizar esta operação. Cortar a metade das raízes.

Poda: Elimine todos os brotos indesejáveis que apareçam no tronco e nos galhos. Desponte os brotos dos extremos e elimine duas ou três folhas por ramos. Quando surge uma segunda brotação das gemas desponte-a, eliminando um ou dois pares a mais de folhas, deixando então desenvolver-se os novos brotos. Corte as folhas quando tenham endurecido sobre cada ponto de brotação. Os galhos devem ser podados na primavera, no momento do transplante. Elimine os galhos indesejáveis,
podando o demais em aproximadamente 1/3 de sua longitude. Pratique uma poda de estrutura no inverno, cortando os galhos que fogem do formato da árvore. Utilize pasta cicatrizante sobre os cortes.

Limpeza: Elimine regularmente as partes mortas da árvore e do solo, para evitar as enfermidades e os parasitas. Borrife as folhas para limpá-las e refrescá-las. 

Aramação: Sua forma principal é mantida somente através das podas regulares, porém pode-se aramar ligeiramente no outono, retirando o arame ao final do verão, sendo este um procedimento pouco habitual.

Dicas: Necessita de um solo profundo. Utilize um vaso redondo, hexagonal ou quadrado.


Família: Leguminosae

Glicínia

Origem: Originária da Ásia Oriental e América do Norte. Árvore trepadeira, com
galhos que podem superar os 30 metros. O tronco se torna nodoso com a idade.
Folhagem caduca, ovalada. Suas flores brancas e violetas nos ramos alongados
aparecem na primavera e em seguida no verão.

Características: Podem viver mais de 100 anos. Apresentam compridas ramas tortuosas, folhas de cor verde amarelada e verde clara. As flores nascem em cachos, cheirosas, que aparecem em setembro-outubro e depois em dezembro-janeiro, com menor intensidade. Existem duas espécies mais utlizadas para bonsai. A Wisteria chinensis (China) e as Wisteria floribunda (Japão). A primeira tem flores menores e com um perfume mais acentuado que a espécie japonesa.

Ambiente: Prefere os lugares ensolarados. Suporta muito mal as geadas, devendo ser protegida abaixo dos 5ºC. Deve permanecer em local bem arejado, suportando bem o vento.

Rega: Se o vaso dispõe de uma boa drenagem, regue abundantemente após o transplante, para que haja melhor desenvolvimento das raízes. No início do verão regue duas a três vezes ao dia, diminuindo lentamente, para estimular o desenvolvimento das gemas. As glicínias necessitam de muita água no verão. O vaso pode ser colocado em um recipiente com água para melhor absorção. Repita esta operação a cada cinco ou seis dias. Os brotos deixarão de crescer e as gemas produzirão flores.

Adubo: Aplique um adubo orgânico líquido no final da floração, alternando com um adubo orgânico de decomposição lenta. No outono, aplicar primeiramente um adubo líquido, depois um sólido. A glicínia requer duas ou três vezes mais fertilizantes que os outros bonsai.

Transplante: Todo ano, imediatamente após a floração. Corte as raízes nocivas ou velhas, deixando somente as raízes vigorosas. Coloque em um vaso de tamanho superior ao anterior, utilizando uma terra com boa drenagem.

Limpeza: Depois da floração a glicínia desenvolve vagens de sementes. O efeito é bonito, porém se em grande quantidade a planta se debilitará, devendo ser eliminados, deixando apenas algumas.

Aramação: Desde a primavera até o outono. Colocar arame de cobre quando começam a aparecer as novas gemas. Para os brotos jovens, utilize a "ráfia" no momento em que as folhas começam a endurecer. Arame e conduza sempre cuidadosamente, para evitar que a ramagem se emaranhe.

Dicas: Escolha um vaso de profundidade mediana. A glicínia, para apresentar uma floração exuberante, deve estar em ambiente a pleno sol. 





Família: Aquifoleaceae

Azevinho

Origem: Hemisfério Norte, América do Sul, Austrália, Polinésia.

Características: Alguns exemplares vivem mais de 200 anos. Em condições de vida adequadas os ilex podem alcançar até 15m de altura. Arbusto cônico, de tronco reto, com ramas estendidas e levantadas nos extremos; de forma arbustiva e ramificada desde a base. Folhas ovaladas, recortadas em lóbulos terminados em espinhos, de cor verde escuro brilhante; os lóbulos desaparecem com a idade, ficando somente os espinhos terminais. Sua folha pode ser variegata (verde/amarela), ou também com a borda branca. As flores aparecem no inicio da primavera; são pequenas, de cor        branca-rosada. Os frutos, que maduram no verão podem variar do roxo intenso brilhante ao marrom quase negro.

Ilex aquifolium – Já encontrado no Brasil como planta ornamental e apresentando varias sub-espécies, entre elas o mini-hiragui. Arbusto muito ramificado, de ate 5m de altura, com tronco reto e forma piramidal. Folhagem espinhosa, de cor variando do verde claro ao escuro, podendo também ser encontrado na forma variegata. 

Ilex microphylla – Arbusto de até 4 m. de porte rígido, com numerosas ramas. Folhas abundantes, de cor verde escura, relativamente rígida e não espinhosa. As folhas podem ser levemente serrilhadas ou ainda “convexas” (levemente recurvadas). Apresenta frutos pequenos e negros. E a espécie com um dos menores tamanhos de folha e muito conhecido no Brasil como “azevinho” , ou ainda “mini-buxinho”.

Ilex serrata sieboldii – Arbusto compacto, com numerosas ramificações; frutos de cor roxa, permanecendo na planta durante todo o inverno. Na primavera aparecem pequenas flores azuladas. É o tradicional Ilex Japonês que vemos em revistas e livros fotografados no inverno sempre sem folhas e carregados dos seus característicos frutos. Ocorre a necessidade de macho e fêmea para a fecundação e posterior formação dos frutos. Muito difícil de ser encontrado no Brasil.

Ambiente: No geral suportam bem o sol, inclusive no verão. Algumas variedades devem ser colocadas em uma meia sombra no verão, e a pleno sol nas outras estações. Preferem o calor úmido. Devem ser protegidas em temperaturas inferiores a 5º C., devendo ser protegidas contra ventos intensos e frios. São plantas que preferem os ambientes mais externos e ventilados, mas que também poderam ser cultivadas muito próximo de uma janela com uma boa insolação e bastante ventilação.

Rega: Proporcionar mais água depois da eclosão das flores e ate o momento em que aparecem os frutos, com a finalidade de obter uma abundante frutificação. No restante do tempo, deixar secar levemente a superfície do vaso entre uma rega e outra. Pulverizar as folhas nas épocas mais quentes e secas.

Adubo: Na primavera e outono, aplicar um adubo orgânico de decomposição lenta. No outono, o Ilex requer um pouco menos de fertilizante do que na primavera, portanto, diminuiremos a dose mantendo a freqüência.

Transplante: No inicio da primavera, antes do início da nova brotação, a cada dois anos. Retirar cerca de 1/3 ou até metade das raízes, e transplantar em um vaso de tamanho superior ao anterior se for necessário.

Poda: Despontar os novos brotos que começam a se desenvolver, assim como todos os brotos que não serão utilizados, por outro lado, deixar que os brotos que serão trabalhados se desenvolvam até o endurecimento as folhas.

Poda de estrutura: Quando se corta um ramo principal deve-se cuidar que este seja côncavo e aplicar uma pasta cicatrizante.

Poda de manutenção: Podar sempre que necessário para manter a forma da planta, sendo que normalmente deixa-se os brotos novos apenas com 2-3 cm. Eliminar sempre os brotos “ladrões” que surgem ao longo do tronco e próximos as raízes.

Aramação: Da primavera até o verão. Amarrar as ramas jovens com ráfia, utilizando também a ráfia para proteger as ramas ao aplicar o arame de cobre, já que quebram-se com facilidade, evitando-se sempre que o arame marque o tronco.

Terra: Mescla de partes iguais de terra vegetal e areia média (2mm.) Crescem melhor em solos argilosos, calcáreos e arenosos. Necessita de terra fértil.

Limpeza: Eliminar as folhas amarelas e os frutos que permaneçam muito tempo na árvore para não fatiga-la.

Dicas: Mostra um crescimento lento (aproximadamente 6m em 10 anos. Escolher uma vaso de profundidade mediana, de cor terra esmaltado ou de cor azul cobalto.

Estilos mais utilizados: Vertical informal, tronco inclinado, semicascata, cascata, raízes expostas, tronco duplo e paisagem.

Observação: Como exemplo de uma outra variedade de Ilex cultivada em grande escala no Brasil e outros países da América do Sul, temos a Ilex paraquariensis , que é a erva-mate, o tão conhecido chimarrão.


por Helenir Cândido
Jabuticaba
Nome botânico: "myrciaria cauliflora"
Nome popular : Jabuticaba sabará
Família : Mirtáceas
Origem : Brasil
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A jabuticaba é um das frutas brasileira mais apreciada, é nativa e a espécie mais comum é a sabará cujas folhas são bem reduzidas. Plantada por sementes, leva cêrca de 15 a 20 anos para produzir frutos. A possibilidade de diminuir este período fica por conta de "estacas" ou "alporquias" de um tronco que já produza. Após efetivados um dos métodos de propagação citados, frutificam com 1 ano ou pouco mais. Seus frutos são pequenos, roxo escuro, quase preto.

O bom desenvolvimento de qualquer árvore acontece quando acomodamos a mesma em um terreno apropriado ou seja, quando observamos o terreno onde a mesma se desenvolve na Natureza. Preparar um solo parecido com aquele onde a planta se desenvolve é criar condições para que a árvore "agradeça" nossa atenção.

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FICHA TÉCNICA
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SOLO: Areno-argiloso - rico em matéria orgânica
FRUTOS: Temporões em Julho (Inverno). Frutificação normal em Novembro (Meados da Primavera)
PODA: A melhor época é no fim do Outono (Maio), pois no Inverno (Junho, Julho e Agosto) tem um crescimento vigoroso de folhas. É importante observar que a Jabuticabeira Sabará é mais sensível'a poda de raízes portanto, é recomendável podar no máximo 20% das raízes.
REGA: A Jabuticabeira gosta de bastante água. Principalmente no período em que floresce até a frutificação. Uma boa árvore dará muitos frutos.
ONDE FICAR: Mudas jovens crescem melhor a meia-sombra, depois de adultas (acima de 5 anos), aceitam mais sol.
COMO PROPAGAR: Por sementes, estacas e alporquia.
ADUBAÇÃO: Mensal. Menos no Inverno.
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AS ESPÉCIES
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"Myrciaria jaboticaba" -(Jabuticaba grande)
Caracterizando-se por frutos bem desenvolvidos mas menos saborosa. Popularmente chamada de Jabuticaba-do-mato.
"Myrciaria trunciflora - (Jabuticaba-de-cabinho)

Frutos de tamanho médio com pedúnculo (cabinho). Espécie mais difícil de se ver.
Jabuticaba híbrida - Sem dúvida é a mais fácil para desenvolvermos nossos trabalhos de Bonsai. Suas principais características são as folhas grandes, cerca de 3 (três) vezes maior que a "sabará", frutos médios e folhas mais claras. É bastante resistente a poda de raízes, podendo-se podar até 50% da massa radicular. Também resiste a poda de galhos mais grossos. Sua recuperação, ao contrário da "sabará", é espantosa. Frutifica entre 5 a 7 anos. É possível comprar, no mercado, mudas em latas já frutificando.
Existem outras espécies de jabuticaba, sendo as mais conhecidas as citadas acima.

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 PROCESSO DE SEMEADURA
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É comum ouvirmos dizer, do homem-do-campo, que a semente da jabuticaba depois de chupada não germina. Tenho feito experiências ha 4 anos, todas as sementes que plantei foram chupadas e germinaram normalmente. Observe que não se deve plantar com a casca. A semente deve ser fresca, no máximo 12 horas após colhida.
SUBSTRATO (Composto, terra) - Para uma germinação com melhores resultados o substrato deve ser leve e poroso.
SUBSTRATO (Compuesto, tierra) - Para una germinación con mejores resultados el substrato debe ser liviano y poroso.
Ex:
1. Torta-de-mamona + areia grossa
2. Palha de arroz queimada em braseiro (sobre uma chapa) + areia grossa
3. Esterco de gado bem curtido + terra + areia grossa
Todos os 3 (três) exemplos em partes iguais.
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ESTUFA CASEIRA
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Use um pote plástico (Estes usados para guardar pães podem servir muito bem.) onde você possa colocar uma camada de até 7 cm de substrato (Isto permitirá um mínimo desenvolvimento das raízes até a troca de recepiente). Espalhe as sementes e cubra com uma camada de 3 cm de substrato. Regue bem, sem encharcar, e logo após cubra o pote plástico com a tampa própria ou, se não tiver, outro pedaço de plástico ou vidro. Deixe um pequeno espaço para ventilação. Você pode solucionar isto colocando 2 (dois) pedaços de madeira finos atravessados sobre o pote e colocando a tampa sobre estes. Ficará uma pequena fresta para ventilação. O fato de estar tampado a evaporação que acontecerá permanecerá no interior da "estufa" mantendo a umidade e calor o que propicia um ambiente adequado para a germinação, É QUASE CERTO QUE VOCÊ NÃO PRECISARÁ MOLHAR NOVAMENTE NO ENTANTO, DA OBSERVAÇÃO É QUE CONSEGUIMOS OS MELHORES RESULTADOS. VERIFIQUE! Deixe tomar um pouco do sol da manhã. Se tudo estiver correto as mudas nascerão entre 10 e 20 dias.
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DESENVOLVIMENTO
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Com cerca de 1 (hum) mês, transplante as mudas para potes de crescimento (Mais ou menos 3 (três) litros de terra). Esta terra para o desenvolvimento deve ser bem arenosa; com cerca de 30% de esterco de gado ou outra matéria orgânica. Faça uma adubação mensal durante o 1.o (Primeiro) ano. Esta adubação poderá ser feita com:
1. Farinha de osso + torta de mamona em partes iguais.
Medida: Uma colher de chá para cada pote.
2. Esterco de gado bem curtido.
Medida: 1 (parte) de esterco diluido em 1 (parte) de água. Faça a quantidade que achar necessário. Use este esterco 20 (vinte) ou 30 (trinta) minutos após molhar. Um medida de um copo comum para cada pote é suficiente.
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PODA
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Só se podam as raízes e galhos após 1 (hum) ano da semeadura. A melhor época e no Outono ou fim da Primavera. Corte cerca de 30% das raízes eliminando, se possível, o máximo da raiz pivotante (Aquela raiz que tem a finalidade de fixar a árvore na terra); pode também alguns galhos (Pontas) isto incentiva o engrossamento do tronco.
Sele a poda de raízes e galhos com cera de abelha derretida ou parafina derretida. Este procedimento garante a cicatrização da parte cortada.
Faça uma nova mistura de terra e plante novamente em um pote de 3 (três) litros de terra. Continue com a adubação mensal.

 Após o 2.o (segundo) ano o tronco já terá uma boa espessura (grossura). Pode novamente as raízes (30%) e galhos e plante em um vaso de treinamento de média profundidade e largura, desta maneira as raízes espalham-se em todas as direções. Este processo deve ser repetido por mais um ou dois anos quando já terá sido feita também a educação (aramação) dos galhos. Com 4 (quatro) ou 5 (cinco) anos, você terá um pré-Bonsai com grande potencial de raízes, tronco e galhos.

IMPORTANTE: Durante todo o cultivo a terra deverá estar sempre úmida.

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JABUTICABEIRA ANÃ - MAME BONSAI
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Para se cultivar a Jabuticabeira com apenas 15 cm de altura, plante-a em um recipiente (Pote plástico ou saco de muda) com apenas 1 (hum) litro de terra. A cada ano pode as raízes e galhos voltando novamente para o mesmo recipiente. Neste processo para mini Bonsai, adube somente a cada 4 (quatro) ou 6 (seis) meses. Em 4 (quatro) ou 5 (cinco) anos você terá uma pequena Jabuticabeira bem estruturada.
COMPOSTO (Terra)
5 partes de terra comum
3 partes de arei grossa
2 partes de esterco bem curtido e coado
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JABUTICABA EM LATA DE 18 LITROS
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Para trabalhar uma jabuticabeira grande como estas compradas em viveiros, cultivadas em latas grandes com 1 a 1,5 mt de altura, devemos ter muita cautela. Inicialmente, para o primeiro ano, cortaremos apenas 20% das raízes e 20% dos galhos. Nunca corte um galho muito grosso de uma só vez, deve ser podado ao longo de 3(três) anos. Isto evita o stress ou até a morte da árvore. De acordo com a poda, vamos reduzindo gradualmente o tamanho do recipiente de cultivo e educação. É um trabalho de espera e paciência mas, com aproximadamente 5 anos, teremos um Bonsai com fino acabamento.

O trabalho de JIN e SHARI não é recomendado para nenhuma frutífera pois, o que mais realça nestas árvores são os próprios frutos.
Este método de cortar galhos e raízes é muito usado por nosso amigo HIDAKA. Como em todo processo quando se corta as raízes não devemos adubar, convém esperar 3 meses do replantio. FAÇA O TRABALHO DE PODA DAS RAÍZES EM LUGAR DE SOMBRA E, SE NECESSÁRIO, UMIDEÇA COM UM BORRIFADOR AS PEQUENAS RAÍZES. Após as podas de raízes devemos colocar nossa árvore em local sombreado e sem vento. No início deste processo, além da rega normal, borrife as folhas várias vezes ao dia. Após 30 dias exponha sua árvore ao sol aos poucos. É interessante notar que as jabuticabeiras em regiões de clima quante, desenvolvem-se melhor a meia-sombra ou seja, embaixo de ripados (Igual o usado pelos orquidófilos) ou tela de sombreamento.


Família: Cupresaceae

Juniperus

Origem: Inclui ao redor de sessenta espécies, difundidas por todo Hemisfério Norte.

Características: É uma conífera que pode variar de aspecto em função da idade: as agulhas jovens são largas, de cor clara e compactas, tornando-se pequenas com a idade, em forma de escamas. O mesmo exemplar pode apresentar folhagens jovens e adultas. O tronco é escuro e levemente avermelhado, desprendendo a casca com facilidade.

Variedades mais indicadas para bonsai:

Juníperus chinensis "sargentii" (Shimpaku) – Originário da China. Frequentemente utilizado no Japão para bonsai. Nos viveiros do Brasil ainda há uma certa dificuldade de encontrarmos, porém existem comércios especializados. É a espécie mais apreciada pelos bonsaístas brasileiros. Também encontramos no comércio, variedades similares como o "Plumosa" ou, ocasionalmente o "Pfitzeriana", sendo esta última um pouco mais difícil de se trabalhar, porém com custo bastante acessível.

Juníperus communis – Muito utilizado nos jardins como planta ornamental, podendo ser encontrado com facilidade nos viveiros, inclusive exemplares mais velhos. Suas agulhas são pontiagudas, machucando um pouco as mãos na modelagem. Esta variedade tem um aspecto muito bonito.

Juníperus horizontalis (cedro jacaré) - Sua principal característica é o crescimento rastejante, sendo por isso, muito indicado para os estilos "Cascata" e "Semi cascata". Também encontramos com bastante facilidade. É de fácil manuseio.

Devido ao grande número de espécies e variedades, mencionamos acima apenas as mais comuns hoje no Brasil. Percebe-se que nos últimos anos tem sido introduzidas novas espécies, às quais ainda são difíceis de encontrarmos tais como:

Juniperus procumbens nana; Juniperus rigida; Juníperus da California, Juniperis Chinensis Kaisuka, etc... 

Ambiente: Planta característica de exterior. Seu habitat é tão diverso quanto seu crescimento. Adaptam-se desde zonas próximas ao mar até alturas de 3.70o metros. Preferem lugares ensolarados, porém os exemplares jovens e recém transplantados devem ser protegidos do excesso de sol. Não temem o vento e se adaptam a todo tipo de solo, desde que sejam bem drenados.

Rega: Regue abundantemente, verificando sempre se a terra secou antes de voltar a molhar. No verão, regue e borrife-o todos os dias diminuindo a frequência no outono e inverno, aumentando no início da primavera.

Adubo: Aplique adubo na primavera e no outono, com intervalo de duas a três semanas. Aumente a última dose do outono para preparar a árvore para o inverno. Não adube no verão e tampouco uma árvore doente ou recém transplantada.

Transplante: No início da primavera, antes que comece a brotar, a cada três ou cinco anos, em função da idade. Pode de 30 a 50% das raízes, que toleram bem a poda. Os juníperus preferem uma terra com boa drenagem, por isso aconselha-se aumentar um pouco mais a porcentagem de areia na mistura da terra – até 50%.

Poda: É necessário despontar os brotos novos, da primavera ao outono. Nunca corte as agulhas com a tesoura, mas com pinças ou mesmo com as unhas. Os juníperus têm a propriedade de voltar a brotar de maneira imprevisível. Por este motivo, evite eliminar toda a folhagem de um galho durante as podas, para não correr o risco de perder este galho por falta de brotação.

Limpeza: Elimine regularmente, desde a primavera até o outono, as agulhas amarelas. Limpe sempre a parte interna da árvore para sua folhagem se desenvolver melhor.

Aramação: Faça-a no outono e conservar o arame oito meses aproximadamente. Repita a operação todos os anos, até que tenha conseguido a forma desejada. Cuide que as agulhas não fiquem amassadas entre os arames.

Dicas: Escolha preferencialmente um vaso marrom não esmaltado ou esmaltado em tom de terra. Opte por vasos mais profundos, principalmente para exemplares mais velhos.




Família: Cupresaceae

Juniperus

Origem: Inclui ao redor de sessenta espécies, difundidas por todo Hemisfério Norte.

Características: É uma conífera que pode variar de aspecto em função da idade: as agulhas jovens são largas, de cor clara e compactas, tornando-se pequenas com a idade, em forma de escamas. O mesmo exemplar pode apresentar folhagens jovens e adultas. O tronco é escuro e levemente avermelhado, desprendendo a casca com facilidade.

Variedades mais indicadas para bonsai:

Juníperus chinensis "sargentii" (Shimpaku) – Originário da China. Frequentemente utilizado no Japão para bonsai. Nos viveiros do Brasil ainda há uma certa dificuldade de encontrarmos, porém existem comércios especializados. É a espécie mais apreciada pelos bonsaístas brasileiros. Também encontramos no comércio, variedades similares como o "Plumosa" ou, ocasionalmente o "Pfitzeriana", sendo esta última um pouco mais difícil de se trabalhar, porém com custo bastante acessível.

Juníperus communis – Muito utilizado nos jardins como planta ornamental, podendo ser encontrado com facilidade nos viveiros, inclusive exemplares mais velhos. Suas agulhas são pontiagudas, machucando um pouco as mãos na modelagem. Esta variedade tem um aspecto muito bonito.

Juníperus horizontalis (cedro jacaré) - Sua principal característica é o crescimento rastejante, sendo por isso, muito indicado para os estilos "Cascata" e "Semi cascata". Também encontramos com bastante facilidade. É de fácil manuseio.

Devido ao grande número de espécies e variedades, mencionamos acima apenas as mais comuns hoje no Brasil. Percebe-se que nos últimos anos tem sido introduzidas novas espécies, às quais ainda são difíceis de encontrarmos tais como:

Juniperus procumbens nana; Juniperus rigida; Juníperus da California, Juniperis Chinensis Kaisuka, etc... 

Ambiente: Planta característica de exterior. Seu habitat é tão diverso quanto seu crescimento. Adaptam-se desde zonas próximas ao mar até alturas de 3.70o metros. Preferem lugares ensolarados, porém os exemplares jovens e recém transplantados devem ser protegidos do excesso de sol. Não temem o vento e se adaptam a todo tipo de solo, desde que sejam bem drenados.

Rega: Regue abundantemente, verificando sempre se a terra secou antes de voltar a molhar. No verão, regue e borrife-o todos os dias diminuindo a frequência no outono e inverno, aumentando no início da primavera.

Adubo: Aplique adubo na primavera e no outono, com intervalo de duas a três semanas. Aumente a última dose do outono para preparar a árvore para o inverno. Não adube no verão e tampouco uma árvore doente ou recém transplantada.

Transplante: No início da primavera, antes que comece a brotar, a cada três ou cinco anos, em função da idade. Pode de 30 a 50% das raízes, que toleram bem a poda. Os juníperus preferem uma terra com boa drenagem, por isso aconselha-se aumentar um pouco mais a porcentagem de areia na mistura da terra – até 50%.

Poda: É necessário despontar os brotos novos, da primavera ao outono. Nunca corte as agulhas com a tesoura, mas com pinças ou mesmo com as unhas. Os juníperus têm a propriedade de voltar a brotar de maneira imprevisível. Por este motivo, evite eliminar toda a folhagem de um galho durante as podas, para não correr o risco de perder este galho por falta de brotação.

Limpeza: Elimine regularmente, desde a primavera até o outono, as agulhas amarelas. Limpe sempre a parte interna da árvore para sua folhagem se desenvolver melhor.

Aramação: Faça-a no outono e conservar o arame oito meses aproximadamente. Repita a operação todos os anos, até que tenha conseguido a forma desejada. Cuide que as agulhas não fiquem amassadas entre os arames.

Dicas: Escolha preferencialmente um vaso marrom não esmaltado ou esmaltado em tom de terra. Opte por vasos mais profundos, principalmente para exemplares mais velhos.


Família: Cupresaceae

Juniperus

Origem: Inclui ao redor de sessenta espécies, difundidas por todo Hemisfério Norte.

Características: É uma conífera que pode variar de aspecto em função da idade: as agulhas jovens são largas, de cor clara e compactas, tornando-se pequenas com a idade, em forma de escamas. O mesmo exemplar pode apresentar folhagens jovens e adultas. O tronco é escuro e levemente avermelhado, desprendendo a casca com facilidade.

Variedades mais indicadas para bonsai:

Juníperus chinensis "sargentii" (Shimpaku) – Originário da China. Frequentemente utilizado no Japão para bonsai. Nos viveiros do Brasil ainda há uma certa dificuldade de encontrarmos, porém existem comércios especializados. É a espécie mais apreciada pelos bonsaístas brasileiros. Também encontramos no comércio, variedades similares como o "Plumosa" ou, ocasionalmente o "Pfitzeriana", sendo esta última um pouco mais difícil de se trabalhar, porém com custo bastante acessível.

Juníperus communis – Muito utilizado nos jardins como planta ornamental, podendo ser encontrado com facilidade nos viveiros, inclusive exemplares mais velhos. Suas agulhas são pontiagudas, machucando um pouco as mãos na modelagem. Esta variedade tem um aspecto muito bonito.

Juníperus horizontalis (cedro jacaré) - Sua principal característica é o crescimento rastejante, sendo por isso, muito indicado para os estilos "Cascata" e "Semi cascata". Também encontramos com bastante facilidade. É de fácil manuseio.

Devido ao grande número de espécies e variedades, mencionamos acima apenas as mais comuns hoje no Brasil. Percebe-se que nos últimos anos tem sido introduzidas novas espécies, às quais ainda são difíceis de encontrarmos tais como:

Juniperus procumbens nana; Juniperus rigida; Juníperus da California, Juniperis Chinensis Kaisuka, etc... 

Ambiente: Planta característica de exterior. Seu habitat é tão diverso quanto seu crescimento. Adaptam-se desde zonas próximas ao mar até alturas de 3.70o metros. Preferem lugares ensolarados, porém os exemplares jovens e recém transplantados devem ser protegidos do excesso de sol. Não temem o vento e se adaptam a todo tipo de solo, desde que sejam bem drenados.

Rega: Regue abundantemente, verificando sempre se a terra secou antes de voltar a molhar. No verão, regue e borrife-o todos os dias diminuindo a frequência no outono e inverno, aumentando no início da primavera.

Adubo: Aplique adubo na primavera e no outono, com intervalo de duas a três semanas. Aumente a última dose do outono para preparar a árvore para o inverno. Não adube no verão e tampouco uma árvore doente ou recém transplantada.

Transplante: No início da primavera, antes que comece a brotar, a cada três ou cinco anos, em função da idade. Pode de 30 a 50% das raízes, que toleram bem a poda. Os juníperus preferem uma terra com boa drenagem, por isso aconselha-se aumentar um pouco mais a porcentagem de areia na mistura da terra – até 50%.

Poda: É necessário despontar os brotos novos, da primavera ao outono. Nunca corte as agulhas com a tesoura, mas com pinças ou mesmo com as unhas. Os juníperus têm a propriedade de voltar a brotar de maneira imprevisível. Por este motivo, evite eliminar toda a folhagem de um galho durante as podas, para não correr o risco de perder este galho por falta de brotação.

Limpeza: Elimine regularmente, desde a primavera até o outono, as agulhas amarelas. Limpe sempre a parte interna da árvore para sua folhagem se desenvolver melhor.

Aramação: Faça-a no outono e conservar o arame oito meses aproximadamente. Repita a operação todos os anos, até que tenha conseguido a forma desejada. Cuide que as agulhas não fiquem amassadas entre os arames.

Dicas: Escolha preferencialmente um vaso marrom não esmaltado ou esmaltado em tom de terra. Opte por vasos mais profundos, principalmente para exemplares mais velhos.






Família: Cupresaceae

Juniperus

Origem: Inclui ao redor de sessenta espécies, difundidas por todo Hemisfério Norte.

Características: É uma conífera que pode variar de aspecto em função da idade: as agulhas jovens são largas, de cor clara e compactas, tornando-se pequenas com a idade, em forma de escamas. O mesmo exemplar pode apresentar folhagens jovens e adultas. O tronco é escuro e levemente avermelhado, desprendendo a casca com facilidade.

Variedades mais indicadas para bonsai:

Juníperus chinensis "sargentii" (Shimpaku) – Originário da China. Frequentemente utilizado no Japão para bonsai. Nos viveiros do Brasil ainda há uma certa dificuldade de encontrarmos, porém existem comércios especializados. É a espécie mais apreciada pelos bonsaístas brasileiros. Também encontramos no comércio, variedades similares como o "Plumosa" ou, ocasionalmente o "Pfitzeriana", sendo esta última um pouco mais difícil de se trabalhar, porém com custo bastante acessível.

Juníperus communis – Muito utilizado nos jardins como planta ornamental, podendo ser encontrado com facilidade nos viveiros, inclusive exemplares mais velhos. Suas agulhas são pontiagudas, machucando um pouco as mãos na modelagem. Esta variedade tem um aspecto muito bonito.

Juníperus horizontalis (cedro jacaré) - Sua principal característica é o crescimento rastejante, sendo por isso, muito indicado para os estilos "Cascata" e "Semi cascata". Também encontramos com bastante facilidade. É de fácil manuseio.

Devido ao grande número de espécies e variedades, mencionamos acima apenas as mais comuns hoje no Brasil. Percebe-se que nos últimos anos tem sido introduzidas novas espécies, às quais ainda são difíceis de encontrarmos tais como:

Juniperus procumbens nana; Juniperus rigida; Juníperus da California, Juniperis Chinensis Kaisuka, etc... 

Ambiente: Planta característica de exterior. Seu habitat é tão diverso quanto seu crescimento. Adaptam-se desde zonas próximas ao mar até alturas de 3.70o metros. Preferem lugares ensolarados, porém os exemplares jovens e recém transplantados devem ser protegidos do excesso de sol. Não temem o vento e se adaptam a todo tipo de solo, desde que sejam bem drenados.

Rega: Regue abundantemente, verificando sempre se a terra secou antes de voltar a molhar. No verão, regue e borrife-o todos os dias diminuindo a frequência no outono e inverno, aumentando no início da primavera.

Adubo: Aplique adubo na primavera e no outono, com intervalo de duas a três semanas. Aumente a última dose do outono para preparar a árvore para o inverno. Não adube no verão e tampouco uma árvore doente ou recém transplantada.

Transplante: No início da primavera, antes que comece a brotar, a cada três ou cinco anos, em função da idade. Pode de 30 a 50% das raízes, que toleram bem a poda. Os juníperus preferem uma terra com boa drenagem, por isso aconselha-se aumentar um pouco mais a porcentagem de areia na mistura da terra – até 50%.

Poda: É necessário despontar os brotos novos, da primavera ao outono. Nunca corte as agulhas com a tesoura, mas com pinças ou mesmo com as unhas. Os juníperus têm a propriedade de voltar a brotar de maneira imprevisível. Por este motivo, evite eliminar toda a folhagem de um galho durante as podas, para não correr o risco de perder este galho por falta de brotação.

Limpeza: Elimine regularmente, desde a primavera até o outono, as agulhas amarelas. Limpe sempre a parte interna da árvore para sua folhagem se desenvolver melhor.

Aramação: Faça-a no outono e conservar o arame oito meses aproximadamente. Repita a operação todos os anos, até que tenha conseguido a forma desejada. Cuide que as agulhas não fiquem amassadas entre os arames.

Dicas: Escolha preferencialmente um vaso marrom não esmaltado ou esmaltado em tom de terra. Opte por vasos mais profundos, principalmente para exemplares mais velhos.


Família: Oleaceae

Ligustrum

Origem: Europa, Ásia e Austrália.

Características: Árvore de folha semi caduca, com uma floração abundante na primavera. As flores são brancas ou amarelas, dispostas em pequenos cachos que se formam nas extremidades dos ramos. Por este motivo, deve-se tomar cuidado com as podas no início da primavera se a intenção for obter flores. Os frutos são pequenos de core roxa, azulada ou branca. Em climas frios, perde as folhas no inverno, porém em climas quentes, elas permanecem por todo o ano. Apresenta crescimento vigoroso. O Ligustrum ovalifolium é originário do Japão. O Ligustrum vulgare procede da Europa e o Ligustrum sinensis, da China. Porém os três adaptam-se perfeitamente ao nosso clima e são os mais utilizados para bonsai.

Características: Adapta-se a todas as situações, com preferência de locais mais ensolarados. Suporta bem as geadas, desde que não sejam extremamente fortes ou contínuas. Em ambiente interno, coloque-o muito próximo a uma janela com sol direto e boa ventilação.

Rega: Regue abundantemente durante o período de crescimento e mais moderadamente no inverno, procurando manter a umidade do solo, porém evitar seu encharcamento.

Adubo: No período de crescimento, na primavera e outono, podendo ser usado um adubo liquido para bonsai (Nutri bonsai). Não adube no inverno. Lembre-se de que não se deve adubar uma árvore doente ou recém transplantada. 

Transplante: A cada dois ou três anos. Deve realizar-se no final do inverno, antes de iniciar a brotação. Procure cortar 1/3 das raízes. Tolera bem as podas das raízes.

Poda: Para conseguir uma boa ramificação, podamos os brotos quando têm de sete a oito pares de folhas, cortando acima dos dois ou três primeiros pares. Se desejarmos modificar a formação do bonsai, devemos podar os galhos no inverno, antes da brotação da primavera, ou quando se observe um novo crescimento que venha a alterar a forma.

Limpeza: Elimine as folhas amarelas.

Dicas: Para reduzir o tamanho das folhas, deve-se desfolhar no mês de janeiro preferencialmente. Com esta operação, é preciso também cortar as pontas dos brotos, para evitar o excessivo crescimento dos galhos.






Família: Rosaceae

Macieira

Origem: As espécies nativas são procedentes da Europa, Ásia e América do Norte.

Características: Árvore de folha caduca, de crescimento bastante rápido. Os bonsai de maçã são muito apreciados por sua floração abundante na primavera e mais tarde, no outono, pela coloração avermelhada dos pequenos frutos. A Malus halliana apresenta lindas flores cor-de-rosa e folhas verdes brilhantes. A Malus cerasifera tem como principal característica a abundância de frutos e flores. Há ainda inúmeras espécies apropriadas para o cultivo do bonsai.

Ambiente: Adapta-se a todos os tipos de climas, porém prefere o sol direto durante todo o ano. No verão, é aconselhável protegê-la do sol direto nas horas mais quentes do dia. É importante que as plantas passem o inverno em locais frios. Resiste bem a geadas e não teme altas temperaturas, suportando bem o vento.

Rega: Freqüente, durante o período de crescimento. Reduza apenas quando a árvore estiver com flores e durante o inverno. Não deixe a terra secar. Evite molhar as flores para que não estraguem.

Adubo: Da primavera até o outono. Aumente a frequência a partir da floração, cada semana. Utilizar adubo liquido para bonsai. (Nutri bonsai).

Transplante: Anualmente, na primavera, e a cada dois anos para plantas mais velhas. Transplante para um vaso maior que o anterior, após cortar entre um terço e a metade das raízes. Nesse momento, é conveniente fazer uma poda de estruturação dos galhos.

Poda: Deve-se buscar o equilíbrio entre a forma e a produção de flores e frutos. As gemas de flor se encontram nos brotos curtos, nos galhos com mais de dois anos, podendo estes mesmos galhos florescerem durante vários anos. Desponte os extremos dos brotos depois que tenham se desenvolvido. A poda de estruturação deve ser feita no período de repouso, eliminando da copa galhos mal situados, assim como ramos de frutificação mal localizados.

Limpeza: Elimine frutos mal formados e deteriorados. Em caso de frutificação excessiva , retire alguns frutos para que a planta não perca seu vigor. Elimine as folhas que não tenham caído no outono.

Aramação: Arame da primavera até o outono, tendo cuidado de proteger a casca para evitar o estrangulamento dos galhos.

Dicas: A Malus prefere solos férteis, profundos, de reação neutra ou ligeiramente calcários. As macieiras já existiam no período neolítico, sendo uma das árvores mais conhecidas. Pode-se ajudar a fecundação das flores aplicando o pólen de uma flor no estigma da outra, com um fino pincel. Este procedimento ajudará bastante para uma frutificação abundante.

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Família: Mirtáceas

Origem: Litoral da Europa mediterrânica.

Características: A murta é cultivada há milhares de anos como planta ornamental, pois é não só uma planta bonita como fácil de cultivar. Dá-se bem numa sala bem iluminada e fresca e é uma planta atraente durante todo o ano. Este arbusto sempre verde tem folhas ovadas pequenas, brilhantes e perfumadas e suas flores brancas, cheias de pequenos estames, nascem em profusão de Junho a Setembro. No Outono dá pequenas bagas roxas. A folhagem pode ser podada e conduzida em qualquer altura do ano. Se não for aparada atingirá cerca de 60 cm de altura e pode ser colocada no exterior durante os meses de Verão.

Identificação: Caule muito ramificado; folhas persistentes, coriáceas, brilhantes, opostas 2 a 2, raramente 3 a 3, lanceoladas, inteiras, subsésseis; flores brancas (Maio - Julho), penduculadas, solitárias na axila da folha, 5 pétalas e 5 sépalas, estames numerosos e compridos, estilete saliente; baga negra. Cheiro aromático, apimentado (flores); sabor desagradável e resinoso (bagas).

Temperatura: Ambiente fresco ou temperado, não inferior a 4ºC no Inverno.

Localização de Verão: No exterior, exposta ao sol ou com sombra parcial. Deve proteger-se do sol quente do meio-dia. No interior , com boa iluminação perto de uma janela, mas não directamente exposta ao sol forte através de uma vidraça.

Localização de Inverno: Num jardim de Inverno fresco, ou numa sala fria, onde a temperatura esteja permanentemente entre os 5 e os 10ºC, para induzir ao estado letárgico.

Luz: Exposição luminosa com alguma luz solar directa. 

Rega: Regar regularmente da Primavera ao Outono, mas não deixe o solo ficar sistematicamente saturado. Reduzir a rega no Inverno. Deve-se empregar água macia.

Umidade-ambiente: Pulverizar as folhas regularmente.

Adubo: Alimente durante a estação de crescimento, com um bom fertilizante equilibrado de intensidade média.

Transplante: Cada dois anos. Utilize um composto ácido, peneire o solo para retirar partículas finas e misture 50/50 com areia. Transplantar na Primavera

Aramação: No período letárgico.

Poda: Pode os ramos durante o período letárgico. Desbaste os rebentos para manter a forma durante o Verão e corte quaisquer botões adventícios indesejados, antes que estes abram.


Família: Oleaceae

Oliveira

Origem: Litoral mediterrâneo.

Características: É uma árvore de folha perene, verde todo o ano, de crescimento lento, porém constante. De seus frutos (as azeitonas), é extraído o apreciado azeite de oliva. Algumas espécies possuem folhas largas e delgadas, outras pequenas e redondas. A parte superior da folha tem uma coloração verde escuro brilhante e a inferior é clara. Como bonsai é raro que floresça e produza frutos.

Ambiente: Suporta bem os ambientes secos e ensolarados. Adapta-se perfeitamente ao interior, porém é necessário que fique perto de uma janela, para que receba o sol diretamente. Deve-se protegê-la das geadas, porém, durante o inverno, precisa de especial atenção a temperaturas inferiores aos 5ºC.

Rega: Necessita sempre de uma rega moderada inclusive nos períodos de crescimento. Em geral, rega-se quando a terra está ligeiramente seca, fazendo-o abundantemente, até que a água comece a sair pelos orifícios do vaso, evitando o encharcamento. Pode-se borrifar as folhas para mantê-las limpas. Durante os meses de inverno, diminuir a rega.

Adubo: Precisa de adubação constante durante o período de crescimento. Pode-se usar o Nutri bonsai a cada três semanas, de setembro a março, quando a planta está em crescimento. Não se aduba uma árvore doente ou recém-transplantada. 

Transplante: A cada dois ou três anos, podendo ser prolongado. O transplante deve realizar-se ao final do inverno, antes de iniciar a brotação, procurando cortar 1/3 das raízes. Na mistura da terra, adicionar 35% de areia média (2mm).

Poda: Para conseguirmos uma boa ramificação, podamos os galhos novos quando têm sete ou oito pares de folhas, cortando acima dos dois ou três primeiros pares. Se desejarmos modificar a estrutura do bonsai, podaremos os galhos no inverno, antes da brotação da primavera.

Limpeza: Retire as folhas amarelas e os brotos indesejados que saem do tronco.

Aramação: Pode-se aramar durante todo o ano, porém a melhor época é durante o crescimento. Para aramar o brotos, é preciso esperar que estejam um pouco lenhosos.


Por Dr João Chaddad Junior
As Paineiras ou Barrigudas são árvores da Familia Bombacacea que e caracterizam, principalmente, pelo tronco intumescido um pouco cima da base, daí denominação “barriguda”. Exemplares dessa família ocorrem  em todos os continentes com climas tropicais: América do Sul e Central, África, Austrália e Índia.
As espécies mais comumente cultivadas em bonsai no Brasil são: paineira comum (Chorisia speciosa), paineira branca (C. insignis), paineira de Bombain (Bombax ceiba), paineira Argentina (Ceiba erianthus), sumaúma (Ceiba pentandra), castanheira da praia (Bombacopsis glabra).
As paineiras são, provavelmente, as árvores que mais engrossam em vaso, somando-se a isso são também as que mais toleram trocas de solo frequente, o exemplo mais interessante é o da paineira argentina (Ceiba erianthus) que com 2 trocas anuais de solo pode engrossar 2 cm ao ano em média. Os orientais macrobióticos costumam dizer que: “quanto maior a frente maior o dorso”, na verdade o maior engrossamento esta nas raízes tuberosas, que a cada troca de solo podem ser gradativamente expostas embelezando cada vez mais o bonsai. A paineira argentina e castanheira da praia acumulam mais da metade dos nutrientes no caule, as demais espécies acumulam mais da metade dos nutrientes nas raízes, assim a maioria das paineiras acabam sempre, em bonsai, passando para o estilo raiz exposta porque estas crescem exageradamente com o avanço da idade.
O que proporciona o intumescimento exagerado das paineiras é um grande acúmulo de água e sais minerais, principalmente potássio. As paineiras preferem um substrato com ph próximo do neutro, não engrossando em ph alcalino ou ácido, nem tão pouco com solo turfoso ou orgânico, porque o íon H+  concorre com o K+ e o Ca+2  na absorção pela planta. O melhor substrato para paineiras é o que tem pelo menos 50% de vermiculita de tamanho médio, colocada em camadas diferenciadas: no fundo do vaso uma camada de vermiculita (±1cm), um pouco do adubo super-simples (±20g) e outra camada de vermiculita (±1cm), e uma camada (±1cm) de terra com esterco ou húmus e vermiculita (1:1:1), coloca-se a planta e completa-se com a última mistura citada.  A adubação líquida das paineiras pode ser feita semanalmente com uma formulação completa de nutrientes, como o Ouro Verde; e mensalmente pode ser regada com Nitrocalcio.
 Ás paineiras podem ser aplicadas a “troca parcial” de terra em 2 épocas seguidas do ano isso pode proporcionar um elevadissímo engrossamento, sendo  que a segunda é opcional:
1º). Final do inverno e início da primavera, em São Paulo seria em meados de setembro;
2º) Inicio do verão, em São Paulo seria final de dezembro e início de janeiro. A troca de solo pode ser feita integralmente, mas nesse caso necessita de desfolhamento, ou então a troca parcial do solo não necessitando a desfolha.
As paineiras são podadas a cada 3 ou 4 meses apenas com despontas para não ficarem muito altas, não importando a época do ano. Mas a poda de formação que é feita no final do inverno, antes que a planta brote, ou logo após o início das brotações, é feita bem baixa, para que a árvore ramifique o máximo possível, uma vez que a maior dificuldade é fazer uma copa baixa e compacta nas paineiras.
O maior problema no cultivo das paineiras é a ocorrência do fungo Botriodiplodia spp., que surge em ferimentos ou danos de origens diversas, caracterizada por uma mancha negra que pode estender-se pela planta toda matando-a. A prevenção é feita com o tratamento dos cortes com vaselina sólida ou pasta de dente branca tipo “sorriso” (que é fungistática). No caso de plantas que já tenham sido infectadas a aplicação curativa é feita com vaselina sólida misturada com fungicida “benlate”.

A foto-sensibilidade, principalmente ao sol da tarde pode queima-las na casca do tronco, tornando-se uma necrose no local da queimadura, e em seguida uma mancha preta de Botriodiplodia. Para a maioria delas o sol da manhã é preferível raramente ocasionando danos.
A troca parcial de solo é o que proporciona resistência à planta contra  os fungos e as  queimaduras do sol, além de auxiliar na produção de  ramos, que é outra dificuldade encontrada em paineiras.

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Família: Pinaceae

Pinheiro

Origem: Regiões frias e temperadas do Hemisfério Norte.

Variedades mais indicadas para bonsai:

Kuro-matsu (Pinus thumbergii) – pinus com duas agulhas e de crescimento vigoroso.

Aka-matsu (Pinus densiflora) – pinus com duas agulhas, menores e mais finas que o Kuro-matsu. Também chamado de pinheiro vermelho por apresentar a velas avermelhadas.

Goyo-matsu (Pinus parviflora "pentaphylla") – pinus com cinco agulhas, bastante curtas e de coloração verde azuladas. No Brasil, recomenda-se o cultivo desta variedade somente em regiões com inverno rigoroso.

Nishiki-matsu (Pinus thumbergii "corticosa") – pinus com duas agulhas, muito parecido com o Kuro-matsu, porém possui a característica de Ter a casca grossa e com profundas fissuras.

Características: Das coníferas, o pinus é o gênero mais apreciado entre os colecionadores de bonsai. É a maior família de plantas lenhosas aciculifólias, incluindo ao redor de cem espécies. Suas acículas são perenes, verdes todo o ano, e em algumas espécies azuladas. Possui frutos em forma de pinhas.

Ambiente: Devem ficar sempre no exterior, em pleno sol. Suportam bem o frio e as geadas. Muitas espécies se adaptam também a climas mais quentes.

Rega: Deve-se deixar secar ligeiramente a parte superficial do solo do vaso entre uma rega e outra. Em ambientes muito secos, durante a estação mais quente, é conveniente borrifar as folhas ao anoitecer. As raízes dos pinus não suportam os solos encharcados nem com pouca aeração.

Adubo: São pouco exigentes com relação ao adubo, porém respondem vigorosamente nas adubações. Para não aumentar o tamanho das acículas, deve-se adubar principalmente no final do verão, e em menor quantidade na primavera, depois que as novas acículas tenham-se desenvolvido por completo. Os pinus preferem uma adubação orgânica, e que não prejudique as mycorrhizas, que são fungos esbranquiçados que vivem em simbiose com suas raízes, aumentando seu vigor e resistência.

Transplante: Normalmente os pinus são transplantados apenas a cada dois ou cinco anos, tendo como regra que quanto mais velha e estruturada for a planta, maior deverá ser o espaçamento entre um transplante e outro. Tem preferência por solos bem estruturados e com uma boa drenagem, devendo-se adicionar aproximadamente 30% de areia média na mistura da terra. A melhor época é o final do inverno, eliminando-se 1/3 das raízes. É conveniente após o transplante, regar com uma     solução de Vita bonsai, ou qualquer outro estimulador de enraizamento.

Poda e pinçagem: Poda-se no inverno, quando diminui sua atividade de crescimento. As gemas e as acículas nunca devem ser totalmente eliminadas do ramo, pois acarretaria sem dúvida a perda deste galho. Se quisermos diminuir um ramo, devemos primeiro conseguir que se desenvolvam novas gemas de crescimento em seu interior, para então podarmos sua extremidade. Para conseguirmos esta      "brotação" é necessário um pinçamento contínuo das brotações terminais. Existem dois tipos básicos de poda para os pinus: o pinçado das velas (brotos novos de forma alongada) antes de abrir as acículas, que serve para igualar a força entre os diferentes ramos da árvore. Executa-se ao final do outono. Outro tipo é a poda dos brotos novos, quando as folhas estão completamente desenvolvidas. Serve para estimular o crescimento de novos brotos nas partes interiores dos ramos. Este tipo de poda deve ser realizada no princípio do verão. No caso dos pinus de galhos mais grossos, a poda deverá ser feita no inverno, deixando-se sempre o toco do galho cortado junto ao tronco, para evitar a perda excessiva da seiva. Só corrigimos o corte quando este toco estiver completamente seco. Muitas vezes esta correção se faz no ano seguinte à eliminação do galho.

Aramação: Para os galhos mais grossos, poderá ser feita no início do outono, devendo permanecer até o início da primavera, cuidando sempre para o arame não penetrar na casca da árvore. Para brotos mais novos, deverá ser feita de dezembro a fevereiro, e muitas vezes podendo permanecer até a próxima primavera. 

Curiosidades : Os bonsai de pinus no Oriente são considerados símbolo de longevidade, talvez por encontrarmos no Japão exemplares com mais de 1.000 anos de idade. Na cultura japonesa, os pinus são associados aos antigos guerreiros, os samurais. Sendo assim, é um símbolo de força, influenciando sua arquitetura e seus hábitos, e é também um símbolo de beleza.

Dicas: A maneira mais eficiente de efetuarmos a propagação é através de semeadura.










Família: Rosaceae

Piracanta

Origem: A maioria são originárias da China, porém outras procedem de regiões tropicais como as Filipinas. Também conhecida como "Espinho de Fogo".

Características: As folhas são verdes escuras, largas e brilhantes. São arbustos espinhosos, perenes, com folhas alternadas. Têm flores brancas na primavera e depois aparecem cachos de frutos de tons alaranjados ou avermelhos. As folhas e flores das pyracanthas de origem tropical geralmente são menores que os das árvores de clima temperado. A espécie Angustifolia produz frutos alaranjados e avermelhados. Já a Coccinea produz frutos vermelhos e flores brancas. Seus híbridos e variedades de cultivo são amplamente utilizados para bonsai.

Ambiente: Preferem o exterior, a pleno sol. Durante os meses de verão protege-a nas horas mais quentes. No inverno, devem ser protegidas das fortes geadas. Os "espinhos de fogo" suportam bem o vento, porém com a condição de receber uma boa rega.

Rega: É necessário manter a umidade constante, deixando secar mais no inverno.  Deve-se regar um pouco mais durante a época da frutificação. Borrife as folhas, se possível quando o tempo estiver quente, exceto durante a floração e frutificação.

Adubo: Adube com intervalo de duas semanas durante a época de crescimento (primavera), reduzindo a frequência no outono. Já no inverno, adube somente se a planta estiver em fase de crescimento ativo.

Poda: A poda dos galhos grossos e delgados pode ser feita em qualquer época do ano. Elimine todos os novos brotos que saem do tronco. Quanto aos galhos mais finos, pode-os assim que os frutos murcharem, antes dos novos brotos aparecerem. O bom planejamento da poda estimulará o aparecimento de flores e frutos vistosos e sadios.

Aramação: Pode ser aramado ao final do inverno, no início do crescimento, e retirado no final da primavera. Os galhos mais grossos podem ser aramados durante todo o ano.

Transplante: A cada dois ou três anos, antes de iniciar seu crescimento (primavera). Retire 1/3 das raízes, utilizando uma terra com boa drenagem e aeração. Para os exemplares mais velhos, a poda de raízes deve ser bastante limitada.

Dicas: Para que frutifique abundantemente é necessário que o ambiente seja ensolarado. Tome cuidados com os "espinhos de fogo" já que algumas pessoas apresentam reações alérgicas ao seu ferimento






por Helenir Cândido
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FAMÍLIA – Mirtáceas
Digo por experiência própria que a pitanga é uma das mais belas árvores que temos para fazer Bonsai. É surpreendente a cicatrização dos cortes, tanto em galhos como nas raízes. Tive oportunidade de cortar raízes com a grossura de um dedo e após um ano verifiquei que a cicatriz já estava fechada. É uma árvore nativa, sua madeira é nobre (Madeira de Lei). Fazendo uma comparação verificamos que seu engrossamento de tronco é bem mais lento que a jabuticabeira sendo ambas plantadas no chão.
É uma planta valiosíssima pois não há notícias de viveiristas que a produza em escala comercial portanto, já em porte de muda com 2 ou 3 anos tem um bom valor comercial.

PLANTIO – A Pitanga se reproduz através de sementes frescas então, é necessário planta-las logo para não perder o valor de propagação. É bom planta-la no chão, isto vai acelerar o seu crescimento; se não for possível use latas de 18 litros ou sacos plásticos profundos.
A primeira poda de raízes só é feita após 1 ano. A alporquia é muito demorada, leva de 1 a 2 anos para enraizar.

SOLO – Gosta de um solo rico em matéria orgânica, 20% a 30%; deve ser um solo bem poroso. Se a terra de sua região for muito compacta ou argilosa, misture 30% de areia grossa de rio (Esta usada em construção) .

ADUBAÇÃO – Por ser uma frutífera, é bom adubá-la com esterco bovino bem curtido ou, melhor ainda, uma mistura de farinha de osso (20%) e torta de mamona (80%). É possível, também, usarmos um adubo químico NPK 4 – 14 – 8.

FRUTOS – A pitangueira começa a produzir frutos a partir dos 4 anos de idade; sua fruta, quando madura, é de um vermelho intenso, semelhante a uma moranguinha. O interessante é que primeiro os frutos são verdes depois, amarelos e, finalmente, vermelhos. São de sabor agradável.  Uma pitangueira com frutos chama a atenção pela sua aparência. A época de frutificação começa no início da Primavera e se estende por todo Verão. Se você tem uma pitangueira próxima a frutificar é bom não fazer a poda no Inverno.

FOLHAGEM – A pitangueira é semicaduca, ou seja, perde parte das folhas no Inverno ou em climas muito frios. Esta perda e troca de folhas acontecem no mesmo período da floração. Suas folhas são de um verde intenso, as brotações novas são de um vermelho amarronzado (Bronze) . Antes de trocar as folhas, todas adquirem um tom vermelho-amarelado. Não se assuste com este processo pensando que a planta está morrendo. Para reduzir o tamanho das folhas corte todas no início do Verão, isto fará a nova folhagem nascer com o tamanho bem mais reduzido. Neste processo diminua a adubação e aumente a exposição ao sol.

REGAS – Na fase de crescimento (Primavera e Verão)  é bom regar em abundância. Diminua um pouco no Inverno.

REPLANTIO – Para fazer o replantio, um bom truque é cortar todas as folhas deixando apenas o esqueleto de galhos e, corte também as pontas fininhas dos galhos. Isto fará com que a pitangueira tenha uma rápida brotação de folhas. Nesta fase aproveite para fazer a aramação dos galhos que forem necessários educar (Estilizar).

ENGROSSAMENTO DE TRONCO – Para conseguirmos um bom engrossamento de tronco é necessário fazermos uma poda drástica de tronco e raízes. Se a planta estiver no chão, deixe atingir 1 metro de altura, depois, corte o tronco com 10 cm de altura do chão; breve estará rebrotando, nesta fase elimine os galhos inoportunos.
Se conseguir uma planta em latas grandes, corte o tronco a uns 10 ou 15 cm do chão, corte também as raízes grossas; faça uma vedação dos cortes com pasta cicatrizante ou cera de abelha derretida. Não se assuste ao ver apenas um toco com uma pequena massa de raízes; minha experiência com estas podas drásticas mostrou que a pitangueira tem uma espantosa recuperação. Após todo este processo, plante-a em uma nova terra, em porte grande. Breve, estará toda verde. Para uma boa ramificação, corte as pontas de brotação quando estas já tiverem alguns pares de folhas.

ESTILO – O mais apropriado é o estilo vassoura (Hokidachi) mas, outros estilos também poderão ser usados.

COLEÇÃO – Lembre-se, para os japoneses é quase obrigatório ter um pinheiro-negro (Pinus Thumbergii) nas suas coleções; para nós, brasileiros, é muito importante termos uma pitangueira na coleção de Bonsai pois esta é uma das mais belas frutíferas da flora brasileira. É uma árvore que admirada pelos Bonsaístas europeus, os quais preparam estufas climatizadas para ter um Bonsai de Pitanga.





Família: Podocarpaceae

Pinheiro do mato

Origem: Regiões tropicais e subtropicais do hemisfério Sul.

Características: A família podocarpaceae abrange sete gêneros e cerca de 150 espécies, distribuídas nas regiões tropicais e temperadas do mundo. É a mais numerosa família das coníferas do Hemisfério Sul, reunindo espécies monóicas e dióicas. Na América do Sul encontram-se representados apenas os gêneros Podocarpus, Saxegothaea e Darcrydium. Na flora brasileira destacam-se o Podocarpus lambertii Klotz e o Podocarpus selowii Klotz. Esta conífera pode alcançar de 10 a 15m de altura. Possui folhas aciculiformes e pernes, com ramos horizontais, grossos e densos e folhagem de cor verde escuro brilhante e muito resistente. Tem um crescimento lento. Na China e Japão é conhecido como pinheiro dos budistas, onde existem exemplares centenários.

Ambiente: Suporta bem o ambiente interno, desde que próximo a uma janela bem iluminada e com uma boa ventilação. No ambiente externo, pode ficar a pleno sol mesmo durante o verão.

Rega: Mantenha a superfície da terra ligeiramente úmida. Necessita de boa drenagem. Nos meses de verão, apreciará uma vaporização diária nas folhas.

Adubo: Na primavera e no outono, aplicar um adubo orgânico de decomposição lenta. Se a árvore estiver saudável, pode-se adubar uma ou duas vezes durante o inverno.

Transplante: Como o Podocarpus cresce lentamente, será necessário realizar o transplante a cada três ou quatro anos, cuidando para podar apenas 20% das raízes.

Poda: Desponte os novos brotos durante o período de crescimento. Sem cortar as folhas, pode os ramos demasiadamente longos com uma tesoura cortando por cima das inserções foliares. Se necessário, suprima algumas folhas que estejam com tamanho desproporcional.

Limpeza: Retire os brotos do tronco. Examine se não existem insetos debaixo da casca que podem desprender-se e elimine as folhas velhas e amarelas. 

Aramação: Pode ser aramado durante todo o ano, retirando o arame de cobre após oito a dez semanas. Arame os brotos jovens quando começarem a se tornar lenhosos.

Dicas: Os Podocarpus preferem vasos medianamente profundos.


Família: Nyctagenaceae

Primavera

Origem: Brasil tropical.

Características: Se conhecem aproximadamente doze espécies. Na natureza, é uma planta trepadeira com brotos que chegam aos 4m de altura. Possui folhas verde brilhantes, delicadas e com pequenos pêlos. As flores surgem na primavera e verão, que por si só são insignificantes, protegidas por três brácteas – folhas modificadas – de cores brancas, rosadas ou violetas. Tem um crescimento inicialmente rápido, sofrendo uma diminuição quando cultivadas em vasos. A "Primavera" é  relativamente fácil de se conduzir como bonsai já que seus jovens galhos permitem a modelagem e a planta é bastante robusta.

Ambiente: Necessita de muita luz, suportando o sol direto. Ama o calor. Nas regiões quentes pode passar o verão no jardim. No inverno, mantê-la numa temperatura de 12ºC para que floresça novamente na primavera. Costuma perder todas as folhas em temperaturas muito baixas.

Rega: Deve ser freqüente, porém não demasiadamente abundante, pois as bougainvilleas quando regadas em excesso, podem perder as folhas. No verão regue todos os dias, diminuindo antes da floração para favorecer o desenvolvimento dos brotos florais. Após a floração, voltar a regar normalmente.

Adubo: Da primavera até o verão, adube a cada dez dias com adubo líquido para bonsai, principalmente quando estiver florescendo. Nunca adube durante o inverno. Inicie a adubação novamente somente quando surgirem os primeiros botões florais. No outono, pode-se utilizar um fertilizante orgânico de decomposição lenta. 

Transplante: A cada 2 anos, na primavera, cortando a metade das raízes.

Poda: Após o termino da floração, faça uma poda vigorosa até a madeira velha dos galhos. Espere aparecer seis a oito folhas e comece a pinçar regularmente as brotações novas, deixando duas a três folhas. Este processo deverá ser feito até a metade da primavera.

Limpeza: Elimine as flores logo após murcharem.

Aramação: Arame as ramas lignificadas deixando o arame de três a cinco meses.

Dicas: Escolha um vaso profundo com uma boa drenagem, colocando no fundo do vaso uma camada de cascalho e uma de areia grossa.







Família: Rhamnaceae

Sageretia

Origem: Ásia Central, regiões quentes da América do Norte e Java.

Características: Árvore tropical de folhas perenes, pequenas, verdes e brilhantes e que às vezes se tornam avermelhadas quando novas. O tronco é de cor cinza escuro avermelhado e a casca se desprende regularmente. Produz pequenas flores nas extremidades dos ramos. O engrossamento do tronco é lento, mas a folhagem tem um crescimento rápido.

Ambiente: É um dos bonsai que se adapta ao ambiente interno, próximo a uma janela bastante iluminada. Durante o verão pode ficar no exterior, porém mais protegida do sol direto. Não suporta o frio.

Rega: Necessita de uma rega abundante porém espaçada, deixando secar ligeiramente a superfície do solo entre uma rega e outra. Suas folhas podem ser borrifadas todos os dias, principalmente se estiver em ambiente interno.

Adubo: A sageretia é sensível a excessos de adubo. Uma boa adubação consistiria em doses de Nutri bonsai a cada duas ou três semanas, da primavera até o outono. Não adube no inverno. E lembre-se: nunca adube uma árvore enferma ou recém-transplantada.

Transplante: A cada um ou dois anos, procurando eliminar 1/3 das raízes.

Poda: Durante todo o ano. Para podar os brotos novos deve-se cortar quando tenham desenvolvido cinco a seis pares de folhas, procurando deixar somente dois a três pares.

Limpeza: Elimine os brotos dos troncos e as folhas amarelas.

Aramação: Pode-se aramá-la durante todo o ano. Os brotos novos só depois de meçarem a se tornar lenhosos. O arame pode permanecer de seis a oito semanas.

Dicas: A Sageretia amarela facilmente por um excesso de água ou de adubo.


Família: Rubiaceae

Serissa foetida ( Árvore das mil estrelas )

Origem: China e Sudeste Asiático. É considerada subtropical.

Características: É uma planta de folhas perenes, sempre verdes, mas pode perder as folhas com temperaturas baixas, ou se a planta experimenta mudanças repentinas de temperatura, voltando a brotarem rapidamente. É um arbusto e pode ser um atrativo bonsai de interior. Apresenta uma floração bastante intensa, com suas flores brancas, que vão desde o início da primavera até o verão. Esporadicamente, florescem em outras épocas do ano. As folhas são minúsculas e sua tonalidade e de verde-clara a verde-escura, sendo que algumas variedades apresentam uma borda branca em torno das folhas. Suas raízes têm um desenvolvimento interessante, proporcionando a árvore um aspecto de velha. A casca e as raízes têm um cheiro fétido quando cortadas – por isso, o seu nome botânico. As flores estreladas justificam o fato dessa planta ser conhecida como "Árvore das mil estrelas".

Ambiente: No interior da casa, a serissa deve permanecem em lugar bastante iluminado, principalmente as "variegatas", porém, não excessivamente quente. Gosta muito de sol, mas no verão devemos protegê-las das horas mais quentes do dia. Pode permanecer tanto no exterior quanto no interior.

Rega: Necessita de muita água, devendo ser mantida uma umidade uniforme tanto no verão quanto no inverno, como também mantê-la num recipiente com água. É conveniente borrifar suas folhas.

Adubo: Da primavera ao verão, a cada duas semanas, com adubos líquidos para bonsai e para flores. No inverno, somente se o ambiente for quente, e neste caso, uma vez por mês.

Transplante: A cada dois anos, antes da brotação (primavera). Cortar a metade das raízes e transplantar antes do aparecimento de novas flores. 

Poda: Os ramos sempre que crescerem durante todo o ano. Às vezes as podas devem ser bastante fortes para conservar a forma da árvore. Suporta podas vigoras até a madeira velha. Os brotos jovens até o primeiro ou segundo par de folhas, quando já tenham desenvolvido de três a quatro pares. A serissa deve ter um aspecto compacto. Uma de suas características é a brotação vigorosa por todo tronco e principalmente nas raízes, que na maioria das vezes se encontram expostas por ser justamente um dos atrativos da planta. Estes brotos devem ser eliminados à medida que forem nascendo, para evitar que roubem a força de crescimento dos pontos mais importantes.

Limpeza: Remova as flores mortas após terem murchado, para estimular uma posterior floração. Retire as folhas amarelas.

Aramação: Pode ser realizada em qualquer época, porém a mais favorável é a do crescimento. Sua madeira é flexível e se adapta a todas as formas.

Dicas: A reprodução acontece facilmente, cortando estacas que enraízam rapidamente. Quando fizer a poda das raízes, prepare-se para o desagradável cheiro que se desprende quando cortadas.







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Matéria desenvolvida por Luis Fernando Martins, a partir de um tópico no Fórum do Atelier do Bonsai. Muito útil e apropriada como informativo.

Praticamente todo iniciante, ao começar a se interessar por bonsai, busca primeiro realizar algo com essa espécie, desconhecendo os pormenores sobre seu cultivo, bem como as dificuldades decorrentes do manuseio equivocado que quase sempre acarreta a morte prematura da planta.

A perda material, em qualquer fase do aprendizado do iniciante do bonsai, exige muito, pois geralmente acarreta certo desestimulo ou sentimento de derrota. Essa espécie, infelizmente, é comercializada a torto e a direito por comerciantes inescrupulosos, que se intitulam "bonsaistas" inclusive, sem terem o menor conhecimento técnico e cientifico para lidarem com ela e para transmitirem, aos que compram a espécie, de maneira que fatalmente a planta irá morrer, sem que o cultivador tenha contribuído para com isso, dada sua ignorancia a respeito da correção quanto ao cultivo.

E, no entanto, é relativamente simples cultivá-la, desde que se tome determinadas precauções. Vejamos um pouco de sua história, para conhece-la um pouco mais:

A plantas chamadas popularmente de Tuia Azul e Tuia Ouro são variedades de um Cipreste Japonês (Sawara). Ela tem uma folhagem densa, aplainada e alargada. Seus ramos crescem em grande quantidade. Eles são bem compridos e forrados com pequenas agulhas. A coloração de suas folhas é o principal atrativo dessas “Tuias”. As mais comuns são:Tuia Azul (Chamaecyparis pisifera “Boulevard”) com cor gris azulado e a Tuia Ouro (Chamaecyparis pisifera “Filifera Aurea”) com coloração amarelo limão. Tanto seu cultivo como sua formatação para bonsai são mais simples, se adaptando a diversos estilos de bonsai.

Como cultivar: qualquer bonsai deve receber sol diretamente em suas folhas. Escolher lugares frescos que possibilitem que a Tuia Azul ou Tuia Ouro não tomem muito sol diretamente em suas folhas. Poupá-lo do sol forte do verão, pois poderá queimar muitas folhas. No verão necessita de um local com cerca de 4 horas de insolação direta, devemos colocá-lo em local onde o mesmo possa receber raios solares diretamente em suas folhas em períodos onde o sol não esteja muito forte (antes das 10:00 hs e depois das 16:00 hs). Isso pode ser conseguido colocando-a em uma sacada com cobertura ou sob outras árvores. Já em outras estações a Tuia Azul ou Tuia Ouro podem ser colocadas a pleno sol desde que seu solo esteja sempre úmido.

Há duas coisas que precisamos saber para regar um bonsai: Como e com que frequencia.
Regar um bonsai é molhar toda a terra que esta dentro do vaso. Coloque água potável por cima da terra em toda a superfície até que esta comece a sair por baixo nos orifícios do vaso.
No Calor pode-se molhar também a copa e os galhos.
A frequencia dependerá principalmente do tamanho do vaso e das condições climáticas como temperatura e umidade do ar. Normalmente vasos com até 30 cm de comprimento e/ou vasos muito rasos devem ser regados todos os dias quando a umidade do ar estiver baixa e a temperatura acima de 20ºC.

No caso das tuias devemos evitar o encharcamento do solo, mas tambem devemos evitar que fique totalmente seco. Uma leve umidade então é o recomendável. Por leve umidade entenda: quase seco. Na primavera e outono somente regar a Tuia Azul ou Tuia Ouro quando a superfície da terra estiver seca. No Verão regue todos os dias. Reduzir a rega quando começar a chegar as estações de frio. No inverno o consumo de água é moderado, tome cuidado para não exagerar, umidade constante no tronco e raízes favorece o surgimento de fungos (Pó Branco), estes podem até ocasionar a morte do bonsai se não forem tratados. Para evitar problemas com muita umidade é aconselhável regar com moderação e usar uma mistura de solo arenosa.

Para principiantes sugiro sempre efetuar uma adubação muito simples usando Torta de Mamona e Farinha de Osso, que são facilmente encontrados em supermercados. Estes podem ser usados sempre separadamente numa frequencia bimestral, ou seja, se usar Torta de Mamona em Janeiro, somente adubar novamente em março com Farinha de Osso. E assim teremos 6 aplicações anuais.
Use sempre as dosagens recomendadas. Caso não haja indicação para dosagens referente ao bonsai, use metade da dose recomendada para vasos pequenos.

Os adubos mais indicados para a Tuia Azul ou Tuia Ouro é o orgânico de decomposição lenta. Este deverá ser aplicado na primavera e o outono, sempre quando o bonsai esta saudável. Os adubos mais indicados são os ricos em Nitrogênio. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K (Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 10-10-10 ou 10-05-10. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes Ca (Cálcio), Mg (Magnésio), S (Enxofre), B (Boro), Cl, Cu, Co, Fe). Nunca adube plantas doentes ou recém transplantadas.

Deve-se providenciar a troca da terra da Tuia Azul ou Tuia Ouro a cada três anos, no final do Inverno, cortando-se de um terço a metade das raízes, eliminando as raízes mais velhas e grossas. Nunca lavar as raízes e proteger borrifando suas folhas constantemente até três semanas após seu transplante. A mistura aconselhada é de 60% de areia peneirada (entre 2 a 5 mm) e 20% de condicionador de solo industrial e 20 % de argila refratária de boa procedência peneirada (entre 2 a 5 mm).

A Tuia Azul ou Tuia Ouro tem um tipo de folha chamada “agulhas”, só que são pequenas e dispostas sobre galhinhos muito finos. Essas são podadas cortando-se parte de seu comprimento com a tesoura, de preferência perto da ponta. Os galhos não devem ficar com mais de 5 cm. Isso estimulará novas brotações de galhinhos. A poda principal da Tuia Azul ou Tuia Ouro acontece na Primavera e verão, quando devemos corrigir a silhueta da árvore retirando o excesso. Nesta época pode-se podar sem medo. A poda dos galhinhos velhos favorece a brotação de novas com coloração mais viva, alem disso as novas realizam a fotossíntese com mais eficiência. Já no inverno algumas folhas “internas” da Tuia Azul ou Tuia Ouro tem a tendência a se queimarem, retire-as pois estas atrapalham a ventilação e a insolação das folhas saudáveis.

A utilização dos arames na estilização de um bonsai pode ser usado para:

1.Corrigir a inclinação de ramos, permitindo utilizar ramos que de outra maneira teríamos que podar.
De certo modo os arames provocarão o efeito do peso dos grandes galhos nas árvores, inclinando-os para baixo.
2.Direcionar o crescimento de um galho numa direção em que a copa do bonsai se encontra vazia.
3.Direcionar o crescimento de um galho para a formação de uma copa no formato triangular.

A Tuia Azul ou Tuia Ouro são plantas de fácil modelação. Seus galhos são muito flexíveis permitindo modelagens radicais. Arame no final do outono ou inverno. Se os arames estiverem penetrando na casca tire-os imediatamente.

Bem, como se vê é bem simples o cultivo dessa espécie, mas é preciso estar muito atento a tudo o que escrevi, para que a planta continue sempre linda e maravilhosa e não entre para o rol das que morreram prematuramente.

Nós "matamos" uma planta quando não observamos, rigorosamente, os cuidados que a espécie requer. Ao lidar com qualquer espécie, visando transformar a planta num bonsai, devemos sempre buscar ao menos um pouco de conhecimento a respeito dela, para que possamos sempre executar o melhor trabalho e ter a melhor resposta, sempre positiva, ao final do percurso. Agindo assim, até poderão advir perdas, mas serão sempre minimas e sem traumas.

Matéria desenvolvida por Luis Fernando Martins, a partir de um tópico no Fórum do Atelier do Bonsai. Muito útil e apropriada como informativo.

Praticamente todo iniciante, ao começar a se interessar por bonsai, busca primeiro realizar algo com essa espécie, desconhecendo os pormenores sobre seu cultivo, bem como as dificuldades decorrentes do manuseio equivocado que quase sempre acarreta a morte prematura da planta.

A perda material, em qualquer fase do aprendizado do iniciante do bonsai, exige muito, pois geralmente acarreta certo desestimulo ou sentimento de derrota. Essa espécie, infelizmente, é comercializada a torto e a direito por comerciantes inescrupulosos, que se intitulam "bonsaistas" inclusive, sem terem o menor conhecimento técnico e cientifico para lidarem com ela e para transmitirem, aos que compram a espécie, de maneira que fatalmente a planta irá morrer, sem que o cultivador tenha contribuído para com isso, dada sua ignorancia a respeito da correção quanto ao cultivo.

E, no entanto, é relativamente simples cultivá-la, desde que se tome determinadas precauções. Vejamos um pouco de sua história, para conhece-la um pouco mais:

A plantas chamadas popularmente de Tuia Azul e Tuia Ouro são variedades de um Cipreste Japonês (Sawara). Ela tem uma folhagem densa, aplainada e alargada. Seus ramos crescem em grande quantidade. Eles são bem compridos e forrados com pequenas agulhas. A coloração de suas folhas é o principal atrativo dessas “Tuias”. As mais comuns são:Tuia Azul (Chamaecyparis pisifera “Boulevard”) com cor gris azulado e a Tuia Ouro (Chamaecyparis pisifera “Filifera Aurea”) com coloração amarelo limão. Tanto seu cultivo como sua formatação para bonsai são mais simples, se adaptando a diversos estilos de bonsai.

Como cultivar: qualquer bonsai deve receber sol diretamente em suas folhas. Escolher lugares frescos que possibilitem que a Tuia Azul ou Tuia Ouro não tomem muito sol diretamente em suas folhas. Poupá-lo do sol forte do verão, pois poderá queimar muitas folhas. No verão necessita de um local com cerca de 4 horas de insolação direta, devemos colocá-lo em local onde o mesmo possa receber raios solares diretamente em suas folhas em períodos onde o sol não esteja muito forte (antes das 10:00 hs e depois das 16:00 hs). Isso pode ser conseguido colocando-a em uma sacada com cobertura ou sob outras árvores. Já em outras estações a Tuia Azul ou Tuia Ouro podem ser colocadas a pleno sol desde que seu solo esteja sempre úmido.

Há duas coisas que precisamos saber para regar um bonsai: Como e com que frequencia.
Regar um bonsai é molhar toda a terra que esta dentro do vaso. Coloque água potável por cima da terra em toda a superfície até que esta comece a sair por baixo nos orifícios do vaso.
No Calor pode-se molhar também a copa e os galhos.
A frequencia dependerá principalmente do tamanho do vaso e das condições climáticas como temperatura e umidade do ar. Normalmente vasos com até 30 cm de comprimento e/ou vasos muito rasos devem ser regados todos os dias quando a umidade do ar estiver baixa e a temperatura acima de 20ºC.

No caso das tuias devemos evitar o encharcamento do solo, mas tambem devemos evitar que fique totalmente seco. Uma leve umidade então é o recomendável. Por leve umidade entenda: quase seco. Na primavera e outono somente regar a Tuia Azul ou Tuia Ouro quando a superfície da terra estiver seca. No Verão regue todos os dias. Reduzir a rega quando começar a chegar as estações de frio. No inverno o consumo de água é moderado, tome cuidado para não exagerar, umidade constante no tronco e raízes favorece o surgimento de fungos (Pó Branco), estes podem até ocasionar a morte do bonsai se não forem tratados. Para evitar problemas com muita umidade é aconselhável regar com moderação e usar uma mistura de solo arenosa.

Para principiantes sugiro sempre efetuar uma adubação muito simples usando Torta de Mamona e Farinha de Osso, que são facilmente encontrados em supermercados. Estes podem ser usados sempre separadamente numa frequencia bimestral, ou seja, se usar Torta de Mamona em Janeiro, somente adubar novamente em março com Farinha de Osso. E assim teremos 6 aplicações anuais.
Use sempre as dosagens recomendadas. Caso não haja indicação para dosagens referente ao bonsai, use metade da dose recomendada para vasos pequenos.

Os adubos mais indicados para a Tuia Azul ou Tuia Ouro é o orgânico de decomposição lenta. Este deverá ser aplicado na primavera e o outono, sempre quando o bonsai esta saudável. Os adubos mais indicados são os ricos em Nitrogênio. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K (Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 10-10-10 ou 10-05-10. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes Ca (Cálcio), Mg (Magnésio), S (Enxofre), B (Boro), Cl, Cu, Co, Fe). Nunca adube plantas doentes ou recém transplantadas.

Deve-se providenciar a troca da terra da Tuia Azul ou Tuia Ouro a cada três anos, no final do Inverno, cortando-se de um terço a metade das raízes, eliminando as raízes mais velhas e grossas. Nunca lavar as raízes e proteger borrifando suas folhas constantemente até três semanas após seu transplante. A mistura aconselhada é de 60% de areia peneirada (entre 2 a 5 mm) e 20% de condicionador de solo industrial e 20 % de argila refratária de boa procedência peneirada (entre 2 a 5 mm).

A Tuia Azul ou Tuia Ouro tem um tipo de folha chamada “agulhas”, só que são pequenas e dispostas sobre galhinhos muito finos. Essas são podadas cortando-se parte de seu comprimento com a tesoura, de preferência perto da ponta. Os galhos não devem ficar com mais de 5 cm. Isso estimulará novas brotações de galhinhos. A poda principal da Tuia Azul ou Tuia Ouro acontece na Primavera e verão, quando devemos corrigir a silhueta da árvore retirando o excesso. Nesta época pode-se podar sem medo. A poda dos galhinhos velhos favorece a brotação de novas com coloração mais viva, alem disso as novas realizam a fotossíntese com mais eficiência. Já no inverno algumas folhas “internas” da Tuia Azul ou Tuia Ouro tem a tendência a se queimarem, retire-as pois estas atrapalham a ventilação e a insolação das folhas saudáveis.

A utilização dos arames na estilização de um bonsai pode ser usado para:

1.Corrigir a inclinação de ramos, permitindo utilizar ramos que de outra maneira teríamos que podar.
De certo modo os arames provocarão o efeito do peso dos grandes galhos nas árvores, inclinando-os para baixo.
2.Direcionar o crescimento de um galho numa direção em que a copa do bonsai se encontra vazia.
3.Direcionar o crescimento de um galho para a formação de uma copa no formato triangular.

A Tuia Azul ou Tuia Ouro são plantas de fácil modelação. Seus galhos são muito flexíveis permitindo modelagens radicais. Arame no final do outono ou inverno. Se os arames estiverem penetrando na casca tire-os imediatamente.

Bem, como se vê é bem simples o cultivo dessa espécie, mas é preciso estar muito atento a tudo o que escrevi, para que a planta continue sempre linda e maravilhosa e não entre para o rol das que morreram prematuramente.

Nós "matamos" uma planta quando não observamos, rigorosamente, os cuidados que a espécie requer. Ao lidar com qualquer espécie, visando transformar a planta num bonsai, devemos sempre buscar ao menos um pouco de conhecimento a respeito dela, para que possamos sempre executar o melhor trabalho e ter a melhor resposta, sempre positiva, ao final do percurso. Agindo assim, até poderão advir perdas, mas serão sempre minimas e sem traumas.
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Família: Ulmaceae

Ulmus

Origem: China e outras zonas temperadas do hemisfério norte.

Características: Árvore de folha semi-caducas, pequenas, verde-escuras, brilhante e serrilhadas, alternadas e de crescimento rápido. Em seu lugar de origem pode passar dos 20m de altura.

Ambiente: Preferencialmente no exterior, em local arejado e em pleno sol. No verão devem ser protegidos do sol intenso, ficando na meia-sombra. Suportam bem o frio, desde que não seja extremamente rigoroso. Em ambientes internos, coloque-os muito próximos de uma janela bem iluminada, com sol direto e boa ventilação.

Rega: Tem preferência por solos úmidos. Regue abundantemente no verão e diminua a frequência no inverno. Deixe secar a superfície do solo entre uma rega e outra. No verão é importante borrifar suas folhas, pois o ulmus necessita de uma umidade atmosférica bastante elevada.

Adubo: Da primavera até meados do outono, com adubo orgânico ou líquido para bonsai a cada duas semanas. Deve-se interromper a adubação nos períodos de intenso calor do verão.

Poda: Poda-se sempre que necessário para manter a forma, porém é no inverno que se faz um trabalho mais profundo, aproveitando muitas vezes a ausência das folhas. A pinçagem pode ser efetuada durante toda a época de crescimento vegetativo, cortando os brotos com crescimento mais acentuado, deixando-os crescer até seis ou oito pares de folhas, e então reduzindo para o segundo ou terceiro par.

Transplante: A cada dois ou três anos, no início da primavera, podando no mínimo 1/3 das raízes.

Aramação: Arame os ramos sempre que desejar. Quanto aos brotos, somente quando estiverem um pouco lenhosos. Cuida para o arame não marcar a casca da árvore já que seu crescimento é bastante rápido.

Dicas: É uma das árvores mais adequada para os iniciantes, já que seu cultivo é muito fácil e seu crescimento, bastante acentuado. Muitas vezes sua forma é mantida apenas com as podas sucessivas. O ulmus pode ser desfolhado em dezembro ou janeiro se estiver bem enraizado e saudável. Brotará bastante rápido apresentando uma folhagem densa e folhas pequenas com uma bonita coloração.

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Família: Ulmaceae

Ulmus

Origem: China e outras zonas temperadas do hemisfério norte.

Características: Árvore de folha semi-caducas, pequenas, verde-escuras, brilhante e serrilhadas, alternadas e de crescimento rápido. Em seu lugar de origem pode passar dos 20m de altura.

Ambiente: Preferencialmente no exterior, em local arejado e em pleno sol. No verão devem ser protegidos do sol intenso, ficando na meia-sombra. Suportam bem o frio, desde que não seja extremamente rigoroso. Em ambientes internos, coloque-os muito próximos de uma janela bem iluminada, com sol direto e boa ventilação.

Rega: Tem preferência por solos úmidos. Regue abundantemente no verão e diminua a frequência no inverno. Deixe secar a superfície do solo entre uma rega e outra. No verão é importante borrifar suas folhas, pois o ulmus necessita de uma umidade atmosférica bastante elevada.

Adubo: Da primavera até meados do outono, com adubo orgânico ou líquido para bonsai a cada duas semanas. Deve-se interromper a adubação nos períodos de intenso calor do verão.

Poda: Poda-se sempre que necessário para manter a forma, porém é no inverno que se faz um trabalho mais profundo, aproveitando muitas vezes a ausência das folhas. A pinçagem pode ser efetuada durante toda a época de crescimento vegetativo, cortando os brotos com crescimento mais acentuado, deixando-os crescer até seis ou oito pares de folhas, e então reduzindo para o segundo ou terceiro par.

Transplante: A cada dois ou três anos, no início da primavera, podando no mínimo 1/3 das raízes.

Aramação: Arame os ramos sempre que desejar. Quanto aos brotos, somente quando estiverem um pouco lenhosos. Cuida para o arame não marcar a casca da árvore já que seu crescimento é bastante rápido.

Dicas: É uma das árvores mais adequada para os iniciantes, já que seu cultivo é muito fácil e seu crescimento, bastante acentuado. Muitas vezes sua forma é mantida apenas com as podas sucessivas. O ulmus pode ser desfolhado em dezembro ou janeiro se estiver bem enraizado e saudável. Brotará bastante rápido apresentando uma folhagem densa e folhas pequenas com uma bonita coloração.




Família: Ulmaceae

Zelkova

Origem: Japão, China e Cáucaso.

Características: É uma árvore de folhas caducas, serrilhadas, verdes e largas, tendo diferentes tonalidades no outono. Pode chegar a uma altura superior a 30m. Possui um tronco dividido em largos galhos retos e subdividido em grande número de galhos verticais e ramificados. A Zelkova serrata é originária do Japão e China e a Zelkova carpinifolia é originária do Cáucaso, sendo estas as variedades mais utilizadas para bonsai.

Ambiente: Quando cultivada em lugar mais quente, a árvore permanece perenifólia, porém em condições mais frias perderá as folhas. Resiste às geadas, somente devendo ser protegidas aquelas que estejam em um vaso muito baixo. Tem um crescimento intenso e são resistentes às mudanças das condições de cultivo. Poderá permanecer no interior da casa todo o ano, se estiver em um lugar com boa iluminação e circulação de ar.

Rega: Deverá ser mais abundante no verão, e reduzida na primavera e no outono. No inverno, regue pouco. Deixe secar a terra entre as regas. Suas folhas podem ser borrifadas todos os dias, durante os meses mais quentes.

Adubo: Na primavera e no outono aplique adubo orgânico, de decomposição lenta. Espere seis semanas após o transplante para voltar a adubar. Não adube no inverno, nem tampouco uma árvore doente.

Poda: Pode ser realizada durante todo o ano. Porém, a fim de que os novos ramos possam alcançar certa grossura, é aconselhável deixá-los crescer até que tenham um mínimo de oito a dez pares de folhas antes de podá-los, deixando apenas um par ou dois. No inverno, pode os ramos principais que desequilibram a forma da árvore e iguale-os aos ramos menores.

Transplante: Cada dois ou três anos, no início da primavera. Corte a metade das raízes e plante em um vaso de tamanho superior ao anterior. Prepare uma boa drenagem.

Aramação: As Zelkovas não gostam de ser aramadas, porém é possível aplicar esta técnica depois de perderem as folhas no outono. Mas a melhor forma da zelkova é obtida, sobretudo, com as podas.

Dicas: A forma característica da zelkova consiste em um curto tronco, com uma copa muito marcada, densamente ramificada. Esta forma é característica tanto para os bonsai como para as zelkovas que crescem nos campos. Existem poucas espécies que sejam modeladas estritamente seguindo sua formação na maturação. 








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