Opa... Agora sim...
Planta complicada hein Sergivaldo... pegou pesado... kkkk
Mas assim que é bom!
Duprat... bem colocadas as tuas palavras... Observar as linhas é fundamental! Parabéns.
Vamos lá:
Lado 01:

Ela tem um bom começo, nebari forte. Pelo movimento do nebari (curvatura, linha de crescimnto/força), sugere uma árvore com sinuosidade equilibrada e bastante sobriedade. O nebari impulsiona o olhar para o alto!!!!
Contudo, logo em seguida inverte drasticamente. Temos então uma zona monótona que prende o olhar criando um circulo vicioso. O quarto segmento da linha poderia corrigir isso, ou pelo menos equilibrar... mas ele ressalta ainda mais, fechando essa "foice".
Termina com uma curva abrupta, e um ápice pouco expressivo.
Em resumo, dará um bonsai difícil de ser olhado.
Lado 02:

Mesmo caso do nebari anterior: Bom movimento e impulsiona para cima.
Já aqui o problema é diminuido. O movimento do tachiagari não permite que o olho seja preso a um ponto. Ele continua o que o nebari sugeriu: Dinâmica impulsiva para cima.
O que me preocupa um pouco é que a primeira curva é muito próxima do solo, seguido por uma maior. Seguindo a dinâmica de crescimento, as curvas deveriam diminuir. O nebari sugere curvas curtas... já o restante da árvore não acompanha.
O ápice deve ser criado a partir de um broto novo nesse caso.
Mas, dos males, o menor. Creio que esse problema deve ser relevado, visto a complexidade do material. Como diz Hidaka: Devemos aprender a conviver com esse problema.
Lado 02 com variação de inclinação:

Temos duas opções: Linha vermela e linha azul:
Vermelha:
Sugere uma árvore que teve uma queda parcial devido a algum interpere, enquanto ainda era jovem. O seu ápice tenta rebuscar o equilibrio puxando novamente o crescimento para o centro.
Essa opção me sugere uma planta pouco tranquila, mostrando muito de sua luta por reestabelecer o equilibrio.
Apesar de formar uma foice, as linhas quebradas amenizam o problema.
Alguns jin e shari podem dar um toque especial a ela, complementando a dinâmica da planta.
Azul:
Me sugere uma planta que teve uma queda parcial já na faze adulta, uma vez que ela não mais consegue redirecionar o ápice. Nesse caso me parece mais uma planta que se adaptou a situação, dando a impressão de acomodação, tranquilidade, ausencia de luta.
Os galhos da direita podem ser mais fortes e pesados para dar equilibrio e "não deixar a planta tombar".
Essas são minhas visóes sobre esse material. Creio que muito ainda poderemos discutir, mas o primeiro passo foi dado.
Aguardamos mais sugestões para a linha de tronco, antes de prosseguirmos.