Senta que lá vem história....
Amigos, hoje resolvi organizar meus arquivos e resgatar algumas informações que andavam meio dispersas. Desta forma vou apresentar a história desta planta, uma guajuvira apelidada de "Fanta" (fantástica? fantasia? nem sei mais). O primeiro registro que tenho dela é de 2010, no auge do meu interesse por bonsai (a primeira vez que li algo foi em agosto de 200😎. Deste período destaca-se a ajuda e apoio do meu grande amigo e tutor Afonso Fengler, de São Miguel, que além de me estimular me repassava suas plantas de segunda (segunda pra ele, pra mim de primeira). Neste período de ouro eu desenvolvi minhas técnicas de carpintaria, açougue e coveiro, matava plantas fantásticas na ansiedade de fazer bonsai (acreditem em mim quando digo que matei plantas lindas, ainda vou fazer aqui uma honraria póstuma). Mas voltanto à nossa Guajuvira Fanta, ganhei do Afonso, como tantas outras, porque ela tinha raízes saindo do meio do tronco, algo impossível de arrumar, tanto que releguei a planta para segundo plano, era o patinho feio da história.
Março 2010: Logo que a planta foi parar na minha antiga casa (temporária), estava a bastante tempo negligenciada e sem intervenções, vejam o vigor dos ramos e a quantidade de ervas danadas.
Abril 2010: Primeira intervenção, removi os ramos ladrões e tentei estimular o surgimento de novas raízes para tentar arrumar o maldito nebari.
Outubro 2010: Removendo o semi-alporque percebi ZERO raízes novas, então desisti da técnica.
Novembro 2010: Desfolha, poda, seleção de ramos e aramagem. Percebam a conicidade invertida sob as raízes adventícias (do caule).
Maio 2011: Nova tentativa com o nebari, usando areia grossa.
2011 a 2013: Período negro, no qual permaneci 2 anos negligenciando completamente meus bonsai.
Junho 2013: Já na minha residência definitiva, resgato as plantas sobreviventes, a Guajuvira Fanta foi uma delas, percebam que ela praticamente retornou à condição original.
Outubro 2013: Nenhuma intervenção! Apenas mantendo os ramos de sacrifício no galho inferior, mais fino do que deveria.
Março 2014: Ainda sem nenhuma intervenção!!!!
Fevereiro 2016: Após reestilização completa (fiquei devendo a foto da etapa intermediária)
Agosto 2016: Falso transplante para novo pote de treinamento.
Portanto, essa história é uma lição que eu gostaria de compartilhar com quem está começando, na ânsia de fazer bonsai nós matamos as plantas, apenas quando deixamos elas tomarem o comando é que conseguimos obter um bom resultado. NÃO ESTRESSEM SUAS PLANTAS! As mais belas plantas que eu tive me ensinaram como não devo agir, as mais feias me ensinaram o respeito pelo TEMPO!
Por hoje é só pessoal.