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Arzivenko - Reabrindo o tópico

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Edson M. Mori01/08/2013 10:48
Arzivenko
belo viveiro e parabéns pelas plantas
abraço
Arzivenko01/08/2013 13:06
Edson M. Mori eu fiquei praticamente dois anos sem poder lidar com minhas plantas, pois estava morando em local provisório. Agora que me mudei definitivamente, estou retomando as atividades. Sempre colocarei aqui o que tiver de novidades.

Abraços.
Arzivenko02/08/2013 13:02
Agora com duas bancadas:


Já tirei a proteção das plantas sensíveis ao frio, um calor típico de agosto por aqui, vento norte antes de vir chuva. Várias plantas estão despertando, entre elas Araçás, Chal-chal e cerejas.

Creio que geada não teremos mais este ano, agora é regar e adubar, que venha o período vegetativo (01 mês adiantado).


E também uma prévia da calçada que comecei a revestir com madeira de palet. Rústica, de baixo custo e sustentável.

maket3109/08/2013 18:45
que desenvolvimento em... é isso que sempre falo: quem sabe faz ao vivo.. kkkkkk

Abraços e sucesso no seu novo lar...
Arzivenko27/08/2013 11:12
Seu Luiz Rudi conferindo se estava tudo bem com a guajuvira, na ida para Rolante/RS.

JOICIMAR MAGGIONI27/08/2013 13:29
Muito bom seu cantinho, espaço bom. desejo muito sucesso e felicidades;


T + abraços!!!!!!
Arzivenko29/08/2013 21:02
Isto aconteceu semana passada, ainda antes da ida para Rolante. Em um dia corrido no trabalho, manhã, tarde e noite de serviço, fiquei sabendo de uma parreira que seria descartada em uma demolição. Não pensei duas vezes, liguei para o seu Luiz Rudi que estava de folga e passei a bronca para ele.

Eis aí então a parreira plantada, estimei uns 50 anos pelo diâmetro do caule. Seria um desperdício perde-la, não?

Claudio Soares II29/08/2013 21:20
Daí Arzi. Lindo seu espaço e suas plantas, parabéns....Gostei da idéia das caixas...solução barata, ecológica e tecnicamente bem eficiente. Ahh...Te mandarei a foto da planta que trabalhei com o German no domingo pra vc dar as suas impressões que, de antemão, sei que serão bem instrutiva como todas as suas colocações. Um abraço pra ti e manda outro para o seu Luiz....Me esqueci....as fresas já estão em andamento...já fiz os desenhos e semana que vem vou atrás do material....valeu.
Arzivenko29/08/2013 21:23
Beleza Claudio Soares II, quero ver mesmo tua planta. Estou dando uma organizada nas fotos do evento, assim vou colocando aqui aos poucos, mantenha-se de olho.
Filipe Henrique30/08/2013 08:19
rapaz, seu espaço ta cada dia melhor!!
a pitangueira ta muito show e tem até uma parreira... muito da hora!
Arzivenko30/08/2013 12:40
Filipe só agora as plantas estão começando a acordar do inverno. Acredito que meu canto vai ficar mais apresentável depois da temporada de crescimento!

Agora, falando de Rolante, eis a exposição de Suiseki do seu Luiz Rudi:



Detalhe para o Bergson morrendo de frio, com as mãos nos bolsos.
Arzivenko03/09/2013 19:34
Walter Pall and his beginnings in bonsai
Author: Walter Pall
Collaborator: J.P. Arzivenko


In
1979 I already knew what bonsai was in general, but I
hadn't seen a real bonsai before. So, in a newspaper in
Germany I read about a garden center that had some bonsai
shown and for sale. So I went there because I was
interested in garden things; since my early youth I was a
gardner. I went there and was deeply impressed and shocked
at the saem time. I was impressed about the appearance,
the obvious age and the shapes. And I was shocked about
the wire biting in, and by some things I thought pretty
ugly and unnnatural. Anyway it seemed so difficult;
although I consider myself a good gardener, I thought
"this is just impossible".
And
then the artistic part which also interested me very much,
I also saw as difficult to impossible. I grew up in a
family full of artists, my grandfather was a painter, my
father was an actor (you would never tell), my uncle was a
poet and we had lunatics and insane all over the place.
Anyway I am also known as an artist sort of person. So I
could see the art in bonsai, and I thought it was very
difficult. But difficult and impossible things have always
intrigued me, so somehow I was drawn towards this, and
very soon later I purchased my first bonsai. Thats it how
I started, and from then on it is just an addiction, I
cannot live without it, now it is my life.
Source: https://www.youtube.com/watch?v=olhnabtf_IY


Walter Pall e seu começo no Bonsai
Autor: Walter Pall
Colaborador: J.P. Arzivenko

No ano de 1979 eu já sabia o que era um bonsai, genericamente, mas eu nunca havia visto um bonsai de verdade antes. Então eu li em um jornal da Alemanha sobre um viveiro que possuía bonsai em exibição e para a venda, então eu fui lá já que sempre me interessei sobre coisas relacionadas à jardinagem, uma vez que desde minha tenra infância eu fui um jardineiro. Eu fui lá e fique profundamente impressionado e chocado, com a aparência, a idade, obviamente com a idade e as formas. E eu fiquei chocado com as marcas de arame e algumas coisas me pareceram bem feias. De qualquer forma aquilo me pareceu muito difícil, mesmo que me considerasse um bom jardineiro, eu pensei “isto é simplesmente impossível”.
E também a parte artística que me interessou muito eu também achei difícil. Eu cresci em uma família cheia de artistas, meu avô era pintor, meu pai ator (você nunca diria), meu tio foi um poeta e tínhamos lunáticos e doidos por toda a parte. De qualquer forma eu também sou conhecido como um sujeito artista. Então eu pude ver a arte naquilo e achei que era bastante difícil, mas coisas difíceis e impossíveis sempre me intrigaram, então de alguma forma eu me vi de frente com aquilo, e logo depois eu comprei meu primeiro bonsai, foi como comecei, e de lá para cá foi um vício, não consigo viver sem isso, agora é minha vida.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=olhnabtf_IY
Arzivenko03/09/2013 21:54
Atualização de hoje, floresta de pitangas em vaso novo. A estrutura está uma bagunça, eu sei, galhos demais para todo lado, até o German Arellano me puxou a orelha. Agora vou deixá-la recuperando-se por alguns meses e depois farei uma nova seleção de ramos mais criteriosa.

O reenvase era prioritário, creio que estava no mesmo substrato a uns 2 ou 3 anos, ainda com parte do torrão original. Me surpreendi com a quantidade de raízes da planta, ela desenvolveu bem neste período. Agora uma nova fase com pote melhor e substrato novinho.

Sergio Batalini04/09/2013 17:33
É isso aí, Arz.

Devagar e sempre, cada dia mais refinada, cada dia com as cicatrizes mais curadas, galhos mais proporcionais...

😄
Arzivenko04/09/2013 19:03
Fala Bonsérgio, primeiro ano que ela resolveu florescer, vou aguardar as frutas e depois vou fazer um trabalho mais violento. Tenho que selecionar melhor os ramos e provavelmente ela vai perder bastante massa verde em breve.
Renato Rodrigues Roehrs04/09/2013 20:04
Tá show hein, Arzi?

Parabéns!

Abraços.
Arzivenko06/09/2013 08:09
Mais um caso de salvamento. Um velho senhor faleceu e sua casa foi vendida e demolida. Estou salvando quatro azaleias antes que as patrolas comecem a terraplanagem do terreno.

Eis a melhor (caixa de 50x50cm):

Renato Rodrigues Roehrs06/09/2013 09:47
Acho que não tenho sorte!

Estes salvamentos não ocorrem por aqui com frequência... ou eu que estou "voando"!!! hehehe!

Belas plantas!

Abraço, Arzi.
JOICIMAR MAGGIONI06/09/2013 17:11
Mais uma vez parabéns belo cantinho, ótima ideia a da cisterna.
T + abraço!!!
Acompanhando!!!
Arzivenko06/09/2013 20:55
Renato Rodrigues Roehrs cuida as casas e os terrenos que estão para venda, sempre aparece algo.

JOICIMAR MAGGIONI quando contratei o engenheiro a cisterna era item essencial.

Pessoal, continuando a saga das azaleias, eis o seu Luiz Rudi alavancando o torrão da segunda planta. Amanhã fotografo ela já em seu local de repouso.

Arzivenko07/09/2013 10:00
As últimas quatro plantas coletadas acompanhando o caminho no pátio.


Denis Araújo07/09/2013 14:15
Belíssimo material.
Parabéns.
Arzivenko07/09/2013 19:27
Valeu Denis Araújo

Agora outro artigo que transcrevi para o português:




Walter Pall e os primeiros dias de bonsai na Alemanha
Autor: Walter Pall
Colaborador: J.P. Arzivenko

Foi somente no começo da década de oitenta que eu comecei a fazer bonsai, naquela época era muito difícil conseguir informação ou encontrar livros. Eu descobri que existia um cara em Hannover, ele ainda está lá, e também o que é chamado Centro de Bonsai Heidelberg, que depois tornou-se bastante famoso, então encomendei dois ou três livros deles, deste livros eu aprendi tudo.

Então descobri neste livros que aparentemente, nos velhos tempos, os japoneses e os chineses buscavam suas plantas na natureza. Eu fui bastante amador e não tinha nenhuma pista sobre como começar, mas eu sabia onde as árvores estavam, eu morava em Hamburg na época, mas ia constantemente de férias para a Austria com meus pais. Durante as férias eu subi a montanha e trouxe de volta um larix (pinheiro), então fiz isto novamente diversas vezes e depois de um tempo eu tinha uma boa coleção de árvores coletadas.

Então descobri que aquilo não estava de acordo com o que os livros me diziam. Os livros me diziam que a árvore deve ter um bom tronco, com o primeiro ramo saindo do primeiro terço, que a copa deve ser triangular, enquanto que aquelas plantas que eu coletava não ficavam em conformidade com as regras, eu me senti perdido. Então eu tentei fazer com que as plantas ficasse mais ou menos conforme eu imaginava, eu tentei fazer um bonsai a partir daquilo. O que agora eu sei que foi extremamente fútil, você não deve fazer isto, mas eu não sabia. Então eu pensei “Hmm, tenho que ser muito cuidadoso com a seleção do material que eu coleto”, porque a maior parte do material não tinha valor como bonsai, naquela época. Hoje em dia eu sei que é exatamente aquele tipo de material que queremos.

Bom, eu não era o único na Alemanha, mas certamente eu fui um dos pioneiros. Na Suíça, ao mesmo tempo, um homem chamado Pius Notter estava fazendo a mesma coisa paralelamente, mas eu não o conhecia. Então um certo dia eu pensei “finalmente estou criando algo que de alguma forma pareça bonito” e fui até o Centro de Bonsai em Heidelberg, onde fiquei profundamente impressionado com as árvores em exposição, todas árvores importadas do Japão, algumas da China.

Para fim, naquela época, as árvores eram extraordinárias, brilhantes, junto com elas haviam os funcionários e os mestres. Horst Krekeler era um deles, tendo tornado-se um dos nomes famosos mais tarde, então lhe perguntei minhas dúvidas, tais como “o que você faz com este tipo de material coletado?”, das respostas eu tenho que dizer que ele não tinha a menor ideia, nenhum deles sabia. Eles sabiam exatamente o que fazer com o material bem preparado, então, se você recebe um material preparado para ser bonsai e você simplesmente faz o acabamento, você tem um bonsai, eles sabiam isto, este é o modo como se faz bonsai no Japão a partir de plantas preparadas para este fim. Eles não sabiam me responder aquilo que eu estava realmente interessado “o que você faz com material coletado diretamente da natureza e em inconformidade com as regras do bonsai?”, então eu tive que experimentar e descobrir sozinho.

Então tivermos a primeira exibição em Düsseldorf, que foi em 1985 ou logo depois. Eu descobri que minhas plantas eram grandes, as plantas expostas eram menores. Comparadas com as outras, minhas plantas eram muito maiores, muito selvagens, muito mais excitantes para mim, mas descobri já naquela época que algumas pessoas não gostavam delas, porque não estavam obdecendo às regras, não se pareciam com bonsai.

De qualquer forma, chegou um ponto em que eu comecei a ser considerado como um expert, eu entendia sobre a arte de converter estas árvores em algo que parece ser um bonsai, da mesma forma que aprendi como não matar estas árvores, porque no começo sem pista alguma de como proceder, você simplesmente mata uma árvore após a outra, exatamente como eu fiz. Então aprendi como mantê-las vivas, descobri também que jardineiros experientes não sabiam, isto porque a princípio eu pensava “Ah, os jardineiros podem me dar respostas”, mas descobri então que isto não é algo que se aprende nas escolas de jardinagem.

Quando eu estava por desistir eu fui até o “Biolab Course”, que ainda existe, uma empresa química, busquei o químico encarregado que era especialista em adubos e perguntei “como se aduba bonsai?”, então ele me deu um adubo que eles vendem até hoje, mas que não vale nada, é um adubo que não faz as plantas crescerem, porque não tem nitrogênio naquele adubo, isto porque ele pensou que um bonsai não deve crescer, você deve mantê-lo saudável mas sem crescer, enquanto nós sabemos que a verdade é exatamente o contrário disto, você só consegue desenvolver uma árvore se ela crescer, para isto precisamos de muito nitrogênio.Veja bem, o especialista lider, o melhor químico da empresa, me deu a resposta completamente errada, então eu aprendi do modo difícil que não existem especialistas. Certo dia veio este mestre japonês até Heidelberg e fez uma performance no palco que me impressionou profundamente, principalmente o modo com que ele arrancava a casca da árvore, criando madeira morta.

Agora eu sei, o tipo de planta que ofereceram para ele era tão ruim, tão pobre, era praticamente um graveto, que a única coisa que ele poderia fazer era um dramático jin e shari para mostrar alguma ação. Mas ainda assim, aquilo me impressionou, claro que fui para casa e comecei a destroçar e quebrar as plantas em pedaços, novamente não havia ninguem para me dizer o que fazer. Descobri então que estes japoneses te mostram algo, mas não respondem os questionamentos, mesmo que você faça uma pergunta, talvez você consiga uma resposta, mas não a resposta que buscava, então você tem que descobrir sozinho e este é o método de ensino japonês de qualquer forma, eles nunca te dizem o que fazer, você tem que descobrir por conta própria.

Então um dia eu simplesmente descobri e quando isto aconteceu eu fui considerado o maior especialista, na maior parte ou em toda a Europa. Enquanto isto o “Bonsai Zen” começou, o “Clube de Bonsai da Alemanha” começou, exibições por toda a parte, hoje o bonsai europeu é um dos mais avançados do mundo, mas aconteceu tudo nos últimos trinta anos e eu estava lá estes exatos trinta anos.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=SvwHEKVBvcI
maket3107/09/2013 21:38
Arzivenko, tira um dúvida minha... assim que vc a transplantou, de pois do yamadori, você já a colocou no sol??? tenho duas aroeiras pimenteiras para coletar e gostaria de idéias.. Abraços!!!
Arzivenko07/09/2013 21:47
maket31 como eu fiz poda radical a planta ficou praticamente sem folhas. O principal local de perda de água pela planta é o estômato, estrutura foliar. Portanto, a planta podada perde menos água que a planta com toda a massa verde. Desde que não descuide da rega, pode tranquilamente colocar ela a pleno sol.
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